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A Copinha vista da arquibancada: Presenças e ausências das torcidas organizadas na Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018

Bernardo Borges Buarque de Hollanda

A antiga Taça São Paulo de Juniores é uma das mais tradicionais competições futebolísticas brasileiras. Prestes a completar 50 anos de existência, foi criada em 1969 pela prefeitura da cidade de São Paulo, em plena ditadura civil-militar. Sua longevidade supera outros torneios de futebol, mesmo os válidos para categorias profissionais, tais como a Torneio Rio – São Paulo, um interclubes disputado também no início do ano, mas extinto no início dos anos 2000. Ainda que o nome da competição tenha referência local, sugerindo restrição ao âmbito do estado paulista, seu alcance é nacional.

Em 2018, a disputa chegou a contemplar um número recorde de clubes, procedentes de quase todos os estados do país. Foram 128 times ao todo. O início da competição é já no primeiro dia útil do ano, 2 de janeiro. Depois de uma fase de grupos, subdivididos em 32, com quatro agremiações cada um, o torneio assiste a uma segunda e terceira fases, já com jogos mata-mata, seguido de chaveamentos afuniladores de oitavas, quartas, semifinal e final. Esta última tem disputa anual realizada no estádio municipal do Pacaembu. A tradição consagrou a realização da última partida no dia comemorativo de aniversário da cidade, 25 de janeiro, feriado municipal. O jogo final acontece pela manhã e costuma ser transmitido ao vivo, em canal aberto, pela principal emissora de televisão do país, em cadeia nacional.

Um dos objetivos desse torneio sub-20, a meio caminho entre o nível amador, o semiprofissional e o profissional, é revelar talentos para os planteis principais de seus respectivos clubes. Trata-se de uma vitrine valiosa aos aspirantes à carreira de futebolista, uma primeira oportunidade de aparição a futuros craques. É também a ocasião ímpar para que agremiações clubísticas menos conhecidas e de menor porte possam surpreender e se façam notar perante os “grandes” clubes.

Para além de suas finalidades oficiais, há outros aspectos interessantes a observar sobre o futebol brasileiro, durante a carinhosamente apelidada Copinha. Neste texto em forma de crônica, vamos tecer breves apontamentos sobre a presença (e a ausência) dos torcedores, particularmente os organizados, nesta competição.

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Por que as Torcidas Organizadas não estiveram presentes na Copinha 2018? Foto: Bernardo Borges Buarque de Hollanda.

Uma primeira observação geral diz respeito ao estado de conservação dos estádios do interior de São Paulo. Em suas primeiras fases, o torneio distribui as suas dezenas de grupos e as suas centenas de jogos pelas praças esportivas de diversas cidades do estado. Parte dos estádios pertence às prefeituras, enquanto a outra parte é propriedade dos clubes da cidade-sede onde ocorre, a exemplo de Indaiatuba, Itu, Jundiaí, Mogi das Cruzes, entre muitas outras.

A constatação mais evidente é que se está diante de estádios acanhados, com arquibancadas de cimento e somente um andar, via de regra sem teto ou com cobertura precária e apenas parcial. São praças desportivas em sua maioria construídas na segunda metade do século XX, quando o profissionalismo se estruturava no país, na esteira da febre de soerguimento de estádios ocorrida nas décadas de 1960 e 1970. Como o mês de janeiro é marcado pelas chuvas torrenciais de verão, várias dessas praças chamam a atenção pela ausência de proteção aos espectadores. Enquanto estes ficam expostos às torrentes d’água e às intempéries, muitas das vezes os jogadores, ainda mais expostos, têm de lidar com situações impraticáveis ao nível técnico mínimo de futebol, prejudicados pelo lamaçal e pelos gramados encharcados.

Sabe-se que o interior de São Paulo possuiu outrora clubes de porte médio, que durante muito tempo foram reveladores de craques, muitos deles capazes de alcançar projeção nacional. Por sua pujança econômica, muitas regiões paulistas converteram a força de sua economia agrícola – historicamente, a cafeicultura – em clubes sociais e desportivos importantes. Na história do futebol paulista, é conhecida a trajetória da Portuguesa Santista, da estratégica e homônima cidade portuária de Santos. Mas também seria o caso de evocar clubes de renome como a Ponte Preta e o Guarani, ambos da cidade de Campinas, porta de entrada das terras roxas do Oeste paulista. O Guarani, lembremos, foi o clube campeão brasileiro no ano de 1978.

Outras cidades também souberam se projetar, como Ribeirão Preto, com o seu afamado derby “Come-Fogo”; Jaú e Piracicaba – com seus respectivos XVs –; Araraquara, com seu Ferroviária, clube de cor grená e com nome alusivo ao meio de transporte mais importante no escoamento das mercadorias e das riquezas da agricultura interiorana; o Paulista, de Jundiaí, que teve boa performance em edições da Copa do Brasil, nos anos 2000; além de Bragança, cujo auge foram os anos 1980 e 1990, quando o clube Bragantino despontou no cenário da primeira divisão de futebol, logrando também beneficiar-se das influências político-econômicas de seus dirigentes junto à CBF. São inúmeros exemplos e vale lembrar, por fim, os times do ABC paulista, tais quais o Santo André e o São Caetano.

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Vista geral do estádio Baetão. Foto: Fábio Soares/Futebol de Campo.

Embora novas equipes surjam com o tempo, e com elas novos equipamentos desportivos – podemos ficar com os casos mais recentes do Audax e do Red Bull –, a Copinha passa a sensação de que boa parte dos estádios dos times do interior encontra-se à beira da ruína. Grades enferrujadas, arquibancadas deterioradas, ausência de assentos. Quando muito, pintadas à mão, identifica-se a tentativa vã de individualizar os espaços nas tribunas.

Lado a lado com a decadência dos seus clubes de futebol, os estádios do interior padecem estagnados, sem saber lidar com a necessidade imperiosa de investimento e de renovação constante para atender às exigências do futebol profissional competitivo do século XXI. É como se assistíssemos a um mundo pretérito, tanto mais contrastante quanto mais se evoca a “retórica das arenas”, isto é, do seu conforto, da sua tecnologia high tech e dos seus novos modos de frequentar e de se comportar em um estádio de futebol.

Em contrapartida, e aqui concentro-me em observações que constituem o interesse central desse texto, tal estagnação pode ser convidativa a muitos. Por exemplo, aos nostálgicos torcedores da era que antecedeu o “futebol moderno”. Como sabemos, nos dias de hoje muitos destes cultores da nostalgia, embora não só eles, integram as torcidas organizadas dos principais clubes. Em São Paulo, por sua vez, estas torcidas encontram-se atualmente tolhidas por uma série de medidas restritivas nas arenas, atomizadas e hiper-setorizadas, cujos assentos impedem deslocamentos em bloco e performances de massa.

Além da livre circulação, os jogos da Copinha são atraentes a esses grupos, e aos torcedores de uma maneira geral, pois quase sempre são gratuitos. A crítica ao ingresso inacessível aqui não cabe. Com isto, a proximidade e a gratuidade permitem a presença espontânea de moradores da região, que vão assistir aos jogos dos “meninos” de seus clubes de predileção, sem precisar ser sócio torcedor ou comprar com antecedência seu tíquete a preços exorbitantes.

A Copa São Paulo possibilita igualmente que as subsedes[1] das torcidas uniformizadas se façam representar nos estádios, com faixas alusivas às suas cidades de origem. Outra vantagem do torneio aos organizados é que ele preenche o vazio da pré-temporada das competições profissionais em janeiro, fazendo que com a torcida não se disperse no início do novo ano e continue em plena atividade associativa.

Todavia, em virtude do fenômeno da “judicialização das torcidas” e da repressão policial por que passam, as torcidas organizadas dos quatro grandes clubes paulistas – Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo – tiveram presença limitada e participação irregular na edição da Copinha em 2018. Vamos a seguir comentar aspectos que mais chamaram a nossa atenção no decorrer das três semanas de torneio.

As torcidas do Corinthians tradicionalmente acompanham os jogos do clube em nível não profissional, acompanhamento extensível a outras modalidades esportivas – basquete, vôlei, futsal, etc. Este ano, na Copinha, tiveram de se fazer presentes sem a identificação de suas camisas e faixas, embora com a possibilidade do uso de instrumentos de percussão.

Até a eliminação do clube nas oitavas de final, as cinco partidas do Corinthians foram disputadas em Araraquara. Em todas compareceram núcleos de integrantes e dirigentes da Gaviões da Fiel, da Camisa 12 e da Estopim, entre outras organizadas, mas apenas a Fiel Macabra pode identificar-se. Todas as outras postavam-se atrás do gol, com camisas aproximadas às cores do seu uniforme oficial. Supõe-se que apenas um “leigo de arquibancada” não saberia identificar de que grupo se tratava, com o predomínio, num grupo, da cor preta, n’outro grupo, da cor branca e ainda um terceiro, com listras brancas e pretas. De todo modo, a proibição do nome fez com que a faixa alternativa contivesse os dizeres: “Com o Corinthians, com muito amor, até o fim”.

10/01/2018- São Paulo- COPA SAO PAULO 2018 CORINTHIANS X FERROVIÁRIA FOTO: RODRIGO GAZZANEL / AGENCIA CORINTHIANS

Corinthians e Ferroviária disputam partida pela Copa São Paulo 2018. Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians.

Quanto às torcidas organizadas do Santos, não se sabe se por desinteresse, pela distância ou pela proibição, não compareceram oficialmente às três partidas da fase de grupos da Copinha, disputadas no município de Novo Horizonte. Apenas torcedores santistas da localidade estiveram presentes no estádio do clube Novorizontino. Embora o número de adeptos do Santos tenha aumentado na segunda e na terceira fases da competição, apenas nas oitavas e nas quartas de final, ocorridas na cidade de Franca, ao norte do estado, a 400 quilômetros da capital, pode-se perceber faixas pertencentes às torcidas uniformizadas.

À maneira dos organizados corinthianos, a Torcida Jovem do Santos e a Sangue Jovem Santista não tinham autorização da polícia – desconheço a razão para a interdição – para adentrar com suas camisas e faixas. Adotaram assim estratégia semelhante à do Corinthians e empunharam nos alambrados a inscrição altruísta: “Com o Santos, onde e como ele estiver”.

Já as torcidas organizadas do Palmeiras tiveram livre acesso ao Estádio Joaquim de Morais Filho, na cidade de Taubaté, região do Vale do Paraíba, a caminho da divisa com o estado do Rio de Janeiro. As seis partidas em Taubaté foram presenciadas por um número expressivo de palmeirenses. Todas as quatro organizadas do clube – Mancha Verde, TUP, Pork’s e Savoia – estenderam suas faixas e fizeram-se visíveis com suas camisas estilizadas, ora em branco ora em verde. O contingente mais volumoso era o de torcedores “manchistas”, a principal agremiação torcedora do clube, com a representatividade de várias subsedes das cidades circunvizinhas.

Nas oitavas de final, o estádio Joaquinzão recebeu a partida entre Palmeiras e Vasco da Gama, cujas torcidas têm notória relação de amizade e histórica aliança desde os idos de 1980. Fato curioso foi a presença, na torcida do Vasco, de uma grande faixa da Força Jovem, principal grupo de torcedores vascaínos, proibidos de entrar nos estádios, em qualquer parte do território nacional, desde o confronto com torcedores do Atlético Paranaense, pelo Campeonato Brasileiro de 2013, na Arena Joinville. Descuido policial? Ajuda das organizadas do Palmeiras? Iniciativa de um integrante isolado da torcida na cidade? Ou mobilizaram-se do Rio de Janeiro para o jogo? Não se sabe, o fato é que se fizeram, à sua maneira, representar, burlando a sanção imposta.

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Presença da Mancha na partida contra o Vasco. Foto: Fabio Menotti/Ag Palmeiras/Divulgação.

Nas quartas de final, o Palmeiras enfrentou a Portuguesa de Desportos no Pacaembu, numa sexta-feira, 19 de janeiro. Ao contrário dos outros jogos, a partida, por ocorrer na capital paulista, teve ingressos à venda, com o valor de trinta reais. A grata surpresa das arquibancadas veio de parte dos torcedores da Lusa e da sua única torcida organizada, a Leões da Fabulosa. Com presença numerosa para seus padrões habituais, ficaram situados no setor do Tobogã e mesmo a chuva renitente não os impediu de cantar mais alto que os torcedores palmeirenses.

Esses, é verdade, estavam sem a presença das suas torcidas organizadas, sem que se saiba o motivo da sua proibição pela PM. Presentes em todas as partidas anteriores, custa a crer no desinteresse pela partida jogada em pleno Pacaembu, não distante das sedes dessas torcidas, no bairro da Pompéia. Decisão judicial? Determinação arbitrária da polícia? Fica a dúvida. Ao final da partida, em uma das cenas mais comoventes da Copinha, a vitória heroica da Portuguesa nos pênaltis fez com que seus atletas corressem para o Tobogã, escalassem as grades e adentrassem as arquibancadas. Abraçaram-se e misturaram-se na comemoração dos seus torcedores, visivelmente eufóricos e emocionados, para não dizer em êxtase com a superação e com a classificação briosa para as semifinais. Enquanto isto, policiais atônitos não sabiam como conter a euforia e o ato de “transgressão” dos atletas, que ultrapassavam as barreiras divisórias entre campo e arquibancada, entre jogadores e torcedores.

Por fim, vejamos as torcidas uniformizadas do São Paulo. Trata-se do caso mais controvertido, cheio de idas e vindas. As torcidas do tricolor paulista são basicamente constituídas de dois subgrupos de torcedores organizados. Um de porte grande, outro de porte médio: a Tricolor Independente e a Dragões da Real, respectivamente. Há ainda dois outros grupos – a Falange e Os Implacáveis – mas, pode-se dizer sem menosprezo, são “torcidas de faixa”. Já na primeira partida do São Paulo pela Copinha, em Ribeirão Preto, no estádio do Botafogo local, no dia 3 de janeiro de 2018, problemas à vista: antes do jogo, grupos internos da Independente, entraram em atrito. O núcleo dirigente, sediado na capital, encontrava-se em litígio com integrantes da mesma torcida, vindos do interior, ao que se sabe da subsede de Campinas. A motivação para o dissenso e a hostilidade era o não pagamento das mensalidades pelos interioranos.

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A Dragões da Real marcou presença na final da Copa São Paulo no estádio do Pacaembu. Foto: Fábio Soares/Futebol de Campo.

A polícia é informada da ameaça de conflito e intervém a tempo, impedindo a deflagração do confronto. Após o encerramento do jogo, uma goleada de 6 a 2 contra o Cruzeiro do Distrito Federal, já fora do estádio, a PM encurrala as quase duas centenas de torcedores organizados. Primeiro, coloca todos contra o muro, mãos para cima, e revista um a um. A revista dá-se também nos ônibus, um deles com o vidro da frente estilhaçado, onde apreendem-se armas brancas. Depois, são os torcedores são colocados sentados em fileira, enquanto um policial brada irritado: “– Seus marginais! Vêm do quinto dos infernos pra dar trabalho aqui!”. Por fim, são enviados à delegacia, fichados e liberados.

A repercussão midiática do episódio, com imagens filmadas e retransmitidas, faz a Federação Paulista de Futebol punir a torcida, com o impedimento de sua presença por todo o restante do torneio, sem direito a portar faixa, camisa e instrumento musical. No site oficial, a diretoria da Independente lamenta o episódio e a punição, dizendo que há dois anos fazia um trabalho para evitar problemas com sua torcida, mas em função de alguns maus elementos, denominados “micróbios”, eram novamente punidos. Ao final da nota, sugere que os descontentes saiam da torcida e fundem a sua própria associação.

Apesar da punição, o núcleo central da Independente continuou a ir a todas sete partidas do time em Ribeirão Preto. Dois ônibus fretados da torcida saíam do centro de São Paulo e se deslocavam até a cidade do noroeste paulista, a mais de trezentos quilômetros da capital. Em quase todas as partidas, houve enxurradas e chuvas torrenciais. No setor da torcida são-paulina, invariavelmente estavam os integrantes da Independente, com suas camisas brancas e a inscrição “1972”, alusão à data de fundação da torcida. Prova de sua presença é que, já no segundo jogo em Ribeirão Preto, na comemoração de um dos gols do São Paulo contra o modesto Sergipe, dois atletas do clube correm em direção à arquibancada com o gesto do “punho cruzado”, um sinal típico e uma saudação característica dessa torcida organizada.

Na Independente, não se observou desde o primeiro jogo qualquer outro incidente opondo “capital” versus “interior”, ao menos publicamente. Em campo, o time do São Paulo avançou na competição e chegou às semifinais. Pela primeira vez, a equipe mudou de cidade e foi jogar em Barueri, na região metropolitana da capital. O jogo, disputado segunda-feira à noite contra o Internacional de Porto Alegre, foi marcado por um acontecimento inusitado. Não que a torrente de chuva fosse algo pouco usual na Copinha. Mas nesta partida, junto ao volume impressionante de poças de água no gramado, raios e trovões espocavam a todo o momento, assustando até mesmo os jogadores, que pulavam a cada estrondo e a cada relampejar. No meio do segundo tempo, sem condições mínimas de prosseguimento, o juiz decide interromper a partida. Após meia hora de espera, a interrupção é confirmada, o jogo não retorna e marca-se o término da partida para a tarde do dia seguinte.

Na terça-feira de tarde, depois de comparecer na segunda-feira à noite, lá estão eles novamente: os mesmos componentes da Independente, da Dragões, bem como os demais torcedores presentes na véspera. Custa a crer no esforço redobrado de ir até Barueri para assistir a apenas trinta minutos de partida, depois da tempestade da noite anterior, finda quase à meia noite. No dia seguinte, desanuviado o tempo, o sol é diáfano, faz calor e o São Paulo ganha nos pênaltis do Inter, chegando à partida final e decisiva no dia 25 de janeiro, quinta-feira, às 10 da manhã no Pacaembu, contra o Flamengo, que vencera a Portuguesa no Canindé.

Por razão que nos escapa, e ignorando qual tipo de acordo ou de negociação rolou nos bastidores, para a decisão da Copinha, a punição sofrida pela Independente durante todo torneio foi sustada pela FPF. Tanto melhor para os presentes ao jogo. Fora do Pacaembu, na Praça Charles Miller, uma cortina de bandeiras multicoloridas em branco-vermelho-e-preto da Independente tremulava. Dentro do estádio, com sua bateria, com sua faixa tricolor e com suas camisas estilizadas, os “independentes” lotaram todo o setor das arquibancadas amarelas e proporcionaram uma bela festa aos mais de trinta mil são-paulinos e flamenguistas presentes.

São Paulo x Flamengo - Copa São Paulo de Futebol Júnior - 25/01/2018 Fotos: Staff Images / Flamengo

Equipe do Flamengo posa para a foto antes da final. Foto: Staff Images/Flamengo.

Mesmo a derrota de um a zero para o Flamengo e mesmo a perda da Copinha não impediram a Independente, ao final da partida, de entoar o hino do clube, de aplaudir seus atletas e de cantar em coro: “ – Guerreirôoos, guerreirôoos, guerreiros, time de guerreirôoos!”.

[1] No vocabulário desses subgrupos torcedores, precisamente os de São Paulo, subsede é o nome dado ao núcleo que representa a torcida numa cidade do interior ou em outro estado da federação.