Da ditadura à ditadura

Autores

Euclides de Freitas Couto

Subtítulo

uma história política do futebol brasileiro (1930-1978)

Editora

Editora da UFF

Cidade

Niterói

Páginas

280

Ano

2014

ISBN

9788522810178

Sumário

Prefácio, 17

Introdução, 19

1. A capitalização política do futebol: diferentes estratégias empregadas para o mesmo fim (1930-1962), 37
1.1 Futebol na Era Vargas: o esporte como política de Estado, 38
1.2 Anos 1950: a afirmação do “país” do futebol, 60
1.2.1 1954: o futebol tal qual o governo, 76
1.2.2 1958: a vitória da mestiçagem, 83
1.3 1962: o futebol-arte nas trincheiras da Guerra Fria, 99

2. Futebol no regime autoritário: cultura e política, 115
2.1 A polarização da sociedade, 119
2.2 Política e cultura na década de 1960, 128
2.3 A Copa de 1966: o clientelismo supera a paixão, 130
2.4 A intervenção militar no esporte brasileiro, 139
2.4.1 A militarização da seleção brasileira, 143
2.5 90 milhões em ação: a seleção brasileira e a propaganda oficial na Copa de 1970, 151
2.6 Política e futebol no Pós-1970, 163

3. A esquerda contra-ataca:a rebeldia intra e extracampo, 169
3.1 O ethos autoritário no futebol brasileiro, 171
3.2 A “linha dura” chega aos clubes, 184
3.3 Caju: tipo ideal do jogador-problema, 191
3.4 Afonsinho: barba, cabelo e atitude, 200
3.4.1 Passe livre: quando a busca por um direito simboliza uma atitude de rebeldia, 206
3.4.1.1 Passe ou impasse? A lei, 208
3.5 Tostão: a dissonância dissonante, 216
3.6 Reinaldo: os gols do protesto, 222
3.6.1 Breve história de um gesto, 224
3.6.1.1 A (re)contextualização de um gesto, 227
3.6.1.2 A gênese do protesto, 241

Considerações finais, 251

Fontes, 259
1. Referências, 259
2. Periódicos, 275
3. Fontes fonográficas, 276
4. Meios eletrônicos, 276
5. Fontes orais, 277
6. Instituições pesquisadas, 279
7. Acervo particular, 279

Sinopse

Euclides de Freitas aborda, neste livro, as “histórias” do Brasil, a partir da capitalização política do futebol em diferentes estratégias, de 1930 a 1978. Tendo como base os relatos construídos pela imprensa, a pesquisa parte de 1930, ano em que a Fifa realizou a primeira Copa do Mundo e Getúlio Vargas assumiu a chefia do governo provisório, marcando o fim da República Velha e dando início à primeira ditadura no Brasil. Ao longo de três capítulos, o autor contextualiza as relações entre o futebol brasileiro e o Estado, sua popularização como manifestação esportiva e cultural e sua instrumentalização como espaço de interlocução e manipulação política das massas. Uma associação que, segundo Euclides, fez com que a “perseguição” e/ou compromisso com as vitórias mundiais no esporte passassem a se constituir – a partir da conquista da Copa da Suécia, em 1958 – como metas de governo.

Referência

COUTO, Euclides de Freitas. Da ditadura à ditadura: uma história política do futebol brasileiro (1930-1978). Niterói: Editora da UFF, 2014.