3 x 0: Chê era o Guevara
17/10/2010
Cartola
Os que foram obrigados ao castelhano eram nativos.
Aqui tudo era estrangeiro. A língua veio com o português que a impôs ao escravo negro, objeto pra ser gasto, também estrangeiro. Aos nativos, a terra de ninguém, arrasada.
Comeu-se o bispo Sardinha, mas a digestão só foi feita adiante, muito depois, por Charles Miller.
O football então virará futebol, porque ludopédio, convenhamos.
De objeto a sujeito, não propriamente; melhor adjunto, que aparece junto ao nome do artilheiro, do craque, "o negro no futebol brasileiro", só admitido assim entre aspas, no ambiente de chinampa. Era o que deveria ter feito Lima barreto, as chuteiras de pregos, os gomos de couro costurados à mão, em sucedâneo a estes preferiu o delírio, a heresia à palavra que só podia vir branca.
Chinampa era a agricultura intensiva praticada no Vale do México, antes da chegada da europeu lá trás, no varandão da saudade de nossa história de dependência. Rendia muito em pouco espaço.
O Flamengo abandona as palavras engradadas ao inventário de corpos alinhados, disciplinados, abatidos em reverência à esclerose que teima em nos envelhecer.
E envelhecer é acumular cadáveres.
É, por isso, que desconheço "alma" Rubro-Negra. Só Rubro-Negra, matéria, força concreta da história que se impõe. No confronto, conhecemos sempre a síntese que todos sabem qual é. E não se diga a ladainha de quem vive na perversão da utopia, em sua vontade de não fazer nada, senão numa imensa chinampa lacustre de lágrimas de pobres-diabos.
O Flamengo é como o Cartola, o protagonismo popular, não importa que romântico, da História.
06/10/2010
Do nono da UERJ
01/12/2011
Dunga e a Globo
O senso de humor dá perspectiva.
E o que houve de ridículo nessa briga entre Dunga e a Globo fora a minimização do Poder.Relevantes os aspectos que revela do poder da indústria cultural.
A disputa aponta no futebol o produto mais expressivo do desenvolvimento dessa atividade econômica.
A partir dos anos 90, marcadamente, o futebol deixa de ter problemas apenas conjunturais (a manipulação política, entre outros) e passa a ser estruturalmente tranformado, de um ramo da cultura popular para um produto da indústria cultural. Passa, portanto, a ser regido por todas as categorias econômicas relevantes ( mecanismo de preços, mais-valia, produtividade, etc).
À função esportiva, meramente lúdica, incorporou-se a atividade econômica que, por ser das mais lucrativas, a ele se impôs e praticamente a substituiu.
Aparentemente ingênuas, voltadas ao "trabalho social", as escolinhas de futebol são fábricas de mercadorias, com ritmos e disciplinas que nada têm de educativo. O objetivo é como o de qualquer outro negócio e a função é revelar jogadores-mercadorias para o mercado interno (quando se trata de escolinhas e clubes pequenos ou do interior, sempre nas mãos dos agenciadores) ou externo (caso dos grandes clubes e agenciadores credenciados pela Fifa).
Fernand Braudel, os seus tempos históricos distintos (acontecimento, conjuntura, estrutura), explica melhor o futebol do que toda a produção do jornalismo esportivo amontoado em engradados.
E os da Globo, naquele indigência mental de um ufanismo plastificado de "xou da xuxa", não é um erro nem necessita de ajuste: é a estratégia de não despertar a crítica, mantê-la afastada de uma "atividade menor", que só não é menor na escala de lucros da engrenagem nova da estética do espetáculo.
Tadeu Shimidt, não se iludam, é muito mais útil do que se imagina.
06/10/2010
Futebol
Uma homenagem de Antônio Máximo Medeiros da Rocha ao mundo Disney e ao futebol.
Acesse o blog Nação maior carioca.
26/01/2011
Geraldo, assobiador
Geraldo Cleofas Dias Alves ou somente Geraldo Assobiador foi um meio-campista do Flamengo contemporâneo de Zico. Ganhou o apelido por sempre entrar em campo assobiando.
Acesse Arte Rubro-Negra.
12/01/2012
Geraldo, Basquiat
Também conhecido por assobiador, mas Basquiat pela semelhança estética. Grandes artistas. Tanto o da bola quanto o da pintura foram produtores de imagens que cancelavam o utilitarismo racionalista. Eram o "esquecimento depois do estudo', confome Apollinaire para falar de Picasso.
A primeira coisa é essa jogada, mundialmente consagrada pelo Zidane. Geraldo não só andava sobre a bola, mas também parecia que, no movimento, fazia dela um mirante pra olhar por cima, ignorar o adversário com um deboche malandro, que hoje classificariam de "marrento". Marrento é coisa de mídia, de cara que, mal saiu dos juniores, já tem aspone , assessor de imprensa, mansão na Barra, o diabo. Geraldo era malandro.
Geraldo também foi convocado junto com o Zico. Em 1975, a primeira convocação de ambos, num jogo contra o Uruguai ou Paraguai, não me lembro mais, em que Zico já começava a dizer ao que veio: um golaço de falta, naquela posição costumeira, à esquerda do ataque, entre o bico da área e a meia-lua.
Na tal operação de amígdalas, o boato que corre é que ele tinha fumado um e ido se operar. Evidente que o cara fumava (quem, na idade dele, naquela época não fumava?), mas entrar pra cirurgia chapado, sem os médicos perceberem, passar batido direto?
E o tal negócio: isso é muito bom pra virar história, ser contado, aqui, na esquina, no botequim, mas, francamente, sem chance
06/10/2010
Grande Leandro
Também conhecido como Peixe Frito foi um grande lateral-direito do Flamengo.
Acesse Arte Rubro-Negra.
18/08/2011
Ídolo
06/10/2011
Monstros
20/12/2010
Rio Fashion Week
13/10/2010
Sempre títulos
16/12/2010
Tudo sobre o Flamengo
Romantismo populista: infantilização; vitimização; ufanismo; redenção; messianismo; sentimentos viscerais. Locus de coesão populista; anteparo dos conflitos sociais.Revolução. A Massa no Poder.
O Flamengo é tudo isso sem deixar de ser algo que nos escapa.
08/10/2010
U. Geller
O ponta-esquerda Júlio César da Silva Gurjol ficou conhecido como Uri Geller graças a sua capacidade de entortar os zagueiros adversários com seus dribles sensacionais. A referência do nome é uma referência a Uri Gueller que entortava colheres.
Acesse Arte Rubro-Negra.
03/11/2011















