Além dos gramados
Esta dissertação propõe um estudo sobre a questão racial no futebol brasileiro atual a partir das histórias orais de vida de alguns negros que atuaram entre 1970 e 2010. O texto é dividido em três partes: na primeira, é apresentada a história do projeto, com destaque para as discussões teóricas e metodológicas; na segunda, são expostas sete narrativas correspondentes às redes de jogadores, treinadores, árbitros, dirigentes, torcedores, jornalistas e intelectuais; na terceira, são encaminhadas interpretações levando-se em consideração o conjunto dos documentos orais constituídos. Nesta última parte, são explicitados eixos temáticos que buscam articular as experiências individuais com as coletivas e traçar as especificidades de cada profissão abordada. Almeja-se, desta maneira, contribuir para o debate acadêmico com a incorporação dos discursos destes negros e a reflexão sobre as relações raciais no Brasil tomando por base as experiências e as memórias destas pessoas em nosso futebol.
Palavras-chave: negros, futebol brasileiro, história oral, questão racial, racismo.
22/05/2012
As raízes do país do futebol
Este trabalho tem por principal objetivo verificar o processo histórico que transformou o futebol, esporte de origem inglesa, em elemento de destaque na elaboração de uma identidade nacional brasileira, elaboração estaque se desenvolve não só a partir de práticas sócio-culturais, mas também através de projetos político-ideológicos. A análise concentra-se no eixo Rio de Janeiro-São Paulo, centro político-econômico do país e onde surgiram os principais jogadores, clubes, associações e campeonatos futebolísticos que ganharam projeção nacional. O período enfocado vai de 1919 a 1950, época que assistiu tanto à explosão de popularidade do futebol quanto, no contexto mais amplo, a um imenso debate político e intelectual acerca da questão nacional. O trabalho assim, não se prende apenas à dinâmica específica do futebol, mas busca articulá-la às mudanças estruturais que marcam a sociedade brasileira durante o período estudado.
22/05/2012
Corações na ponta da chuteira
Introdução, 9
Capítulo 1 - Éramos todos brasileiros?, 13
Capítulo 2 - Quando a bola tinha cor, 33
Capítulo 3 - A profissão em chuteiras, 51
Capítulo 4 - O Brasil é redondo, 69
Considerações finais - Um futuro verde-amarelo, 85
Indicações de leitura, 89
22/05/2012
Da expectativa fremente à decepção amarga: o Brasil e a Copa do Mundo de 1950
Este artigo apresenta e discute um momento crucial da história do futebol brasileiro: a Copa do Mundo de 1950. Da escolha do Brasil como sede da competição à derrota da seleção nacional para o Uruguai no Maracanã, a análise pretende demonstrar como o país então se envolveu profundamente com o futebol e projetou a sua própria consagração no sucesso da equipe, consagração essa frustrada pela perda do título mundial.
22/05/2012
Futebol é "coisa para macho"? Pequeno esboço para uma história das mulheres no país do futebol
Um dos aspectos menos conhecidos da história do futebol no Brasil diz respeito à inserção da mulher nesse universo eminentemente masculino. Diante de tal lacuna, este artigo propõe-se a apresentar e analisar as leituras sobre a presença do sexo feminino dentro e fora dos gramados durante a primeira metade do século XX,momento decisivo para a construção da idéia e da identidade do “país do futebol”. Pretende-se, assim, discutir as formas de integração ao jogo “permitidas”às mulheres, suas manifestações proibidas e, sobretudo, os significados encerrados em tais permissões e proibições.
22/05/2012
História do esporte no Brasil
22/05/2012
Memórias em jogo
Há o devido espaço para as memórias e histórias do futebol? Existe uma memória do universo futebolístico que se faz mais difundida? Ao buscar respostas para tais questões, é possível perceber que, apesar de toda a diversidade e do alcance do fenômeno nas mais diversas regiões do país, contraditoriamente, identifica-se o predomínio de uma memória do futebol no Brasil que se faz divulgada constantemente através dos mais variados meios, ou seja, há uma tendência à busca pela singularidade, ao estabelecimento de uma visão do passado que procura repetir alguns dados e, na mesma intensidade, acaba por silenciar outros, constituindo, dessa forma, uma ideia que se pretende generalizante do que seria um modelo de futebol brasileiro. Assim, considerando o quanto é intensa a relação entre futebol e memória, esta dissertação tem por objetivo principal problematizar as construções a respeito do passado do universo futebolístico, buscando analisar a trajetória percorrida por alguns membros desse meio das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, nos momentos que envolveram a participação da Seleção Brasileira nas primeiras Copas do Mundo do pós-guerra, mais exatamente, do período de abstinência da disputa da Taça Jules Rimet, nos anos 1940, aos dias movimentados dos jogos dos Campeonatos Mundiais de 1950 - realizado no Brasil - e de 1954 - vivido em território suíço. Através da análise de diversas fontes, como jornais (especialmente os da Fundação Cásper Líbero), revistas e memórias, procurou-se ressaltar as expectativas, as euforias e as decepções, entre diversos sujeitos participantes de diferentes grupos diretamente envolvidos com o universo do futebol da época – autoridades de Estado, dirigentes esportivos, jogadores, imprensa, torcedores. Histórias que contribuíram para tornar o futebol esse fenômeno social de enorme relevância que se verifica atualmente.
Palavras-chave: Futebol. Seleção Brasileira. Memórias. Imprensa. História Social.
22/05/2012











