"Eu canto, bebo e brigo... alegria do meu coração"
22/05/2012
Amor e masculinidade nos estádios de futebol
O futebol é um artefato cultural que ensina comportamentos, valores, modos de ser e estar no mundo... Nesse trabalho, se discute como as emoções e os amores associam se com construções históricas sobre o tema e são representados nos estádios de futebol e como atravessam as construções de masculinidades dos torcedores. Não se entende aqui as emoções ou o amor apenas como estados subjetivos e privados, mas como práticas discursivas envolvidas em relações de poder. Ao realizar a expressão pública dos sentimentos, os torcedores colocam em jogo o que é desejado de ser sentido ou o que pode ser entendido como emocionante nos estádios de futebol. O amor dos torcedores de futebol é um amor específico, em atuação. É um amor cantado, narrado e sentido de forma coletiva. Os torcedores amam juntos, amam com seus familiares, amam entre homens. Amam o clube, o time, os jogadores e a própria torcida.
22/05/2012
É dia de lotar o estádio: como os torcedores são convocados para uma partida de futebol
22/05/2012
Emoções masculinas nos estádios de futebol
22/05/2012
Representações de masculinidade nas torcidas de futebol
Tendo como referência os Estudos Culturais e de Gênero pós-estruturalistas, esse trabalho procura investigar construções de masculinidades em um contexto cultural específico. Masculinidade entendida como as formas culturais que significam vivências masculinas em uma dada cultura. Existe aqui a renúncia por qualquer característica fixa e essencial do que seria uma vivência masculina. Entendo também que as identidades são fragmentadas, múltiplas e plurais, fazendo com que um sujeito com vivências masculinas também seja atravessado por outros marcadores identitários tais como classe social, raça/etnia, geração, sexualidade e outros. Não entendo que exista uma única representação própria masculinidade no contexto cultural específico. Diferentes masculinidades podem ser vividas em um mesmo local, porém elas não se relacionam harmoniosamente, nem mesmo gozam de estatutos idênticos de legitimação. Olhar para as masculinidades em um contexto cultural específico é tentar enxergar como as diferentes masculinidades são representadas e hierarquizadas. Para esse trabalho, o contexto cultural a ser investigado são os estádios de futebol em Porto Alegre, do Sport Club Internacional (Beira-Rio) e do Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense (Olímpico), entendendo-os como um local que institucionaliza práticas, ensina, produz e representa masculinidades. A escolha por observar os dois estádios por entender que uma das principais formas de hierarquização das masculinidades nos estádios de futebol se dá na representação da torcida rival. Para tentar visualizar quais representações de masculinidades circulam nos estádios de futebol e ver como essas são hierarquizadas, ensaio algumas perguntas: Que representações de masculinidades aparecem nos estádios de futebol? Como são marcadas as hierarquias entre diferentes representações? De que forma os torcedores são convocados a participarem dos jogos? Aparecem resistências em relação a um modelo de masculinidade hegemônico? Onde e como isso pode ser observado? Para tentar responder essas perguntas, fui aos dois estádios durante a primeira fase do Campeonato Gaúcho de 2008. Observei as torcidas de Internacional e Grêmio em diferentes lugares do estádio. Além disso, separei as edições de quatro jornais de Porto Alegre nos dias de jogos e posteriores para visualizar a construção de narrativas sobre os jogos. Realizei observações participantes, em quatro jogos do Internacional e quatro jogos do Grêmio. As observações me permitiram construir oito diários de campo que, além das descrições, contaram com algumas impressões e também breves reflexões ampliadas na análise.
22/05/2012
Um currículo de masculinidades nos estádios de futebol
O artigo procura analisar diferentes masculinidades nos estádios de futebol e ver de que forma elas se hierarquizam, mostrando como as ações dos torcedores, seus cânticos, suas vestimentas e faixas estão envolvidos nas construções das masculinidades desses sujeitos. Os estádios exercem uma pedagogia: aprende-se quando gritar, quando calar, o que gritar, o que calar, o que e como sentir... Argumenta-se que o conceito de currículo construído nos estádios de futebol pode ser pensado como práticas que os sujeitos são reiteradamente convidados a fazer. Essas práticas são sistematizadas no artigo em quatro eixos: raça, garra e luta; violência e socialização; um amor de macho; masculinidades subalternas.
22/05/2012










