A invasão corinthiana –Rio, 05 de dezembro de 1976

Este trabalho analisa fenômenos em torno uma partida de futebol, entre Corinthians e Fluminense em dezembro de 1976, na qual ocorre o maior deslocamento de torcedores que se conhece na história do Brasil: entre 60 e 70 mil. Emerge dessa partida e da presença dos corinthianos no Rio de Janeiro os mais diversos aspectos de um país sob uma ditadura militar, assim como emerge uma cidade como São Paulo, palco de um fervor cívico-esportivo pouca vezes visto. E o Rio de Janeiro, uma “cidade invadida”.

Plínio Labriola Negreiros
31/10/2014

Femininos e masculinos no futebol brasileiro

O futebol é, indubitavelmente, parte integrante e simbólica de manifestações culturais de norte a sul do Brasil. Entretanto, mesmo sendo alvo do interesse e preocupação de milhões de brasileiros, nesta terra futebol é coisa de homem. É marcante desta “masculinização” da modalidade em nosso país o depoimento feito por René Simões (técnico medalhista de prata com a seleção brasileira feminina de futebol nos Jogos Olímpicos de Atenas - 2004): o escolado técnico pediu desculpas perante as câmeras de televisão para as suas filhas – é pai de três mulheres - por nunca tê-las presenteado com uma bola de futebol, nem as ensinado a jogar. Esta é uma realidade de muitas garotas brasileiras, que nunca tiveram a possibilidade de se iniciar nesta prática tão crucial na cultura nacional. Desta forma, o objetivo principal deste trabalho foi estudar as relações de gênero no futebol, tendo como pano de fundo as representações sociais das futebolistas que disputaram o Campeonato Paulista Feminino de Futebol de 2004. Pretendeu-se também avaliar quais as situações mais stressantes já vividas por estas atletas em suas carreiras, bem como contribuir com a formação de programas esportivos não – sexistas, onde meninas e meninos tenham os mesmos direitos a práticas esportivas educativas. Para atingir estes objetivos, empregou-se um referencial teórico embasado nas principais teorias sobre identidades de gênero, stress e direitos humanos, e por meio de observações de campo de viés etnológico, e também através de entrevistas estruturadas com 33 atletas entre 16 e 27 anos, as quais foram analisadas por meio da metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo, descobriu-se que o preconceito é aquilo que mais marca a vida esportiva e a carreira destas atletas, interferindo em seu desenvolvimento esportivo, criando situações stressantes e mesmo afastando atletas do esporte. Sugere-se ao final que se invistam em novos programas de co-educação esportiva, sobretudo no futebol, para que se criem espaços solidários e de tolerância entre todos os seres humanos, numa perspectiva de pressionar pela mudança da ordem hierárquica de gêneros e por uma maior justiça social.

PALAVRAS – CHAVE: Gênero, Preconceito, Direitos Humanos,Stress, Justiça Social, Esportes, Futebol.

Jorge Dorfman Knijnik
31/10/2014

Identidade e Rivalidade entre os Torcedores de Futebol da Cidade de São Paulo

A partir da descrição das transformações que ocorreram na cidade de São Paulo no final do século XIX e início do XX, encontram-se as condições que contribuíram para que o futebol se desenvolvesse. É nesse ambiente, também, que são encontradas as condições sociais, que permitiram compreender como se constituíram a identidade dos três clubes tomados como objeto de estudo: o Sport Club Corinthians Paulista, fundado por operários; a Sociedade Esportiva Palmeiras, criada por operários de origem italiana e o São Paulo Futebol Clube que atraiu com torcedores a elite econômica da cidade. Com isso, a rivalidade entre os seus torcedores se constitui a partir de três características distintivas: popular, italianos e elite, que refletiam a estrutura social da cidade no momento em que foram fundados. No entanto, a composição das torcidas se modifica e os dois clubes fundados por operários são os que concentram os maiores percentuais de torcedores das classes A e B, enquanto que o identificado como da elite é o que possui os menores percentuais de públicos dessas duas classes.

Roberto Louzada
31/10/2014

Sociología y comunicología del deporte. El caso de los grupos violentos de aficionados al fútbol

Artigo publicado no site da revista: www.uff.br/esportesociedade/

Jesús Galindo Cáceres
31/10/2014

"A carne mais barata do mercado é a carne negra: uma reflexão sobre o "design" das camisas da Puma na Copa do Mundo de Futebol/2010

A Puma, uma empresa de material esportivo, desde meados da primeira década do século XXI tem constantemente utilizado jogadores negros em suas campanhas publicitárias, parte de uma estratégia de busca de aproximação com o continente africano. À beira da falência no início dos anos 90, a empresa conseguiu se reposicionar no mercado unindo o esporte à moda, investindo em produtos de “design” arrojado. Uma de suas iniciativas foi buscar inspiração no “caráter exótico” das nações africanas para produzir peças que possam ser utilizadas em situações cotidianas, não só para a prática de esportes. Como o corpo do negro africano tem sido representado em suas estratégias publicitárias? Esse estudo teve por objetivo analisar um ponto específico da publicidade da Puma por ocasião da Copa do Mundo de Futebol de 2010, realizada na África do Sul: o “design” das camisas fornecidas a três seleções africanas - Camarões, Costa do Marfim e Gana. Para alcance do objetivo, entabulamos uma comparação com os modelos das camisas fornecidas pela empresa a outros selecionados (Suíça, Uruguai e Itália), prospectando o quanto suas ações publicitárias reforçam ou não certos estereótipos comumente observados quando se utilizam negros em campanhas de publicidade.
 

Victor Andrade de Melo, Fabiana Resende, Alexandre Palma, Monique Assis
31/10/2014

"A derrota do Jeca" na imprensa brasileira

Disputada em solo brasileiro no ano de 1950, a IV Copa do Mundo de Futebol assumiu, aos olhos da imprensa brasileira, um conjunto de significados que iam além de seu aspecto meramente esportivo, sendo apresentado como uma possibilidade ímpar de nos mostrarmos ao mundo como uma nação civilizada, moderna e capaz de grandes conquistas e realizações. Contudo, após a inesperada derrota para o Uruguai na última partida, foram buscadas explicações e culpados para o que havia acontecido dentro das quatro linhas do Maracanã. Ainda que de forma involuntária, este processo acabaria por resgatar antigas perspectivas acerca do brasileiro, auto-imagens depreciativas que nos tinham por condenados ao atraso diante de um modelo europeu de civilização, no momento exato em que tais visões passavam a serem contestadas por novas interpretações acerca do Brasil. O objetivo deste trabalho é vislumbrar como tal processo ocorreu através das páginas da imprensa escrita brasileira, instrumento capaz de difundir através da sociedade conjuntos de idéias e sensações. Para tanto, partimos de uma análise de algumas das principais interpretações existentes acerca do Brasil na primeira metade do século XX, inserindo posteriormente o futebol e sua transformação em símbolo de nacionalidade ao longo de nossa História. É com estas bases constituídas que os textos jornalísticos referentes à IV Copa do Mundo de futebol tornam-se objeto de nossa análise. Por fim, buscamos compreender como a derrota para o Uruguai acabou por tornarse uma espécie de mito no discurso da imprensa esportiva, algo para ser necessariamente vingado a cada novo encontro entre os dois selecionados, ao mesmo tempo em que as lembranças de 1950 são constantemente retomadas em novos contextos.

Gerson Wasen Fraga
31/10/2014

"Cai o pano": uma análise do encerramento da carreira de Ronaldo "fenômeno" a partir de duas mídias digitais esportivas

Os meios de comunicação são importantes veículos mediadores de relações histórico-sociais e culturais, criando e revelando realidades. Considerando a importância do futebol profissional e de seus jogadores, e mais especificamente, a relevância de Ronaldo no cenário esportivo nacional, o objetivo deste estudo foi o de investigar como o encerramento da carreira deste atleta foi retratado em duas mídias digitais esportivas, o Lancenet e o Globoesporte.com. Realizou-se uma análise qualitativa destas fontes a partir dos preceitos da história do tempo presente e concluiu-se que ambas contribuíram para com a mitificação e consolidação da imagem de Ronaldo como ídolo do futebol. 

André Mendes Capraro, Everton Albuquerque Cavalcanti, Doralice Lange de Souza
31/10/2014

"Com brasileiro, não há quem possa!"

 

Prefácio, 11
 
Introdução, 15
 
1 José Lins do Rego e o futebol brasileiro: retrato psicológico de um povo, 47 
 
2 Mário Filho: levantando o véu da alma brasileira, 123
 
3 Nelson Rodrigues e o dilema do homem brasileiro: vira-latas ou moleque genial?, 207
 
 4 Com brasileiro, não há quem possa?, 277
 
Referências bibliográficas, 293

 

Fatima Martin Rodrigues Ferreira Antunes
31/10/2014

"Eu canto, bebo e brigo... alegria do meu coração"

Esta dissertação trata do modo como as masculinidades são vivenciadas nos estádios de futebol. Tendo como referência os Estudos Culturais e de Gênero Pós-Estruturalistas, realizei uma análise cultural procurando mapear representações de masculinidades nesse contexto cultural específico. Para a construção do material empírico selecionei quatro jornais da cidade de Porto Alegre. Com eles, consegui observar narrativas de diferentes atores envolvidos com o futebol de espetáculo que me permitiram visualizar algumas das características positivadas nesse contexto. Além desse material, realizei observações participantes em oito jogos do Campeonato Gaúcho de 2008, sistematizadas em diários de campo. As observações aconteceram em quatro jogos do Sport Club Internacional e em quatro jogos do Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense, nos estádios Beira-Rio e Olímpico. Procurei evidenciar como as ações dos torcedores, seus cânticos, suas vestimentas e faixas estão envolvidas nas construções das masculinidades desses sujeitos. Nos estádios de futebol, os sujeitos têm a possibilidade de ficarem ‘anônimos’, além de terem suas múltiplas identidades subordinadas à identidade de torcedor de futebol e colocarem-se em ação de forma coletiva. Os estádios exercem uma pedagogia. É necessário aprender quando gritar, quando calar, o que gritar, o que calar, o que e como sentir... O conceito de currículo da ‘ciência’ pedagógica parece-me produtivo para pensar as práticas exercidas nos estádios de futebol. O currículo não é aqui entendido como um caminho de início, meio e fim, onde os sujeitos sairiam de uma condição de não aptos até um lugar onde seriam diplomados e dali em diante poderiam ‘exercer’ a condição de homem ou de torcedor em qualquer contexto cultural. O currículo seria mais bem entendido, aqui, se pensado como uma série de prescrições, algo que os sujeitos são reiteradamente convidados a fazer. Ao longo da dissertação procurei apresentar diferentes narrativas sobre futebol e masculinidades que atravessam a construção do torcedor de futebol, especialmente os que frequentam estádios. A partir da aposta em um currículo de masculinidade do torcedor de futebol, sistematizei os conteúdos deste currículo em torno de quatro eixos: 1) Raça, garra e luta; 2) Violência e socialização; 3) Um amor de macho; 4) Masculinidades subalternas. No
primeiro eixo, evidencio a necessidade de jogadores e torcedores demonstrarem algo mais,
associando-se as representações dos clubes e do futebol gaúcho. No segundo, mostro como a homofobia e os confrontos físicos podem ser entendidos como forma de sociabilidade. A afetividade ganha destaque no terceiro eixo. Nesse ambiente onde as masculinidades viris são valorizadas positivamente, também aparecem significativas demonstrações de carinhos, declarações de amor e choros nem sempre valorados para uma masculinidade tradicional. No último eixo destaco a construção da masculinidade do adversário com toda a carga negativa possível fazendo uma clara distinção entre a masculinidade ‘inadequada’ deles que confirma a condição de normalidade da nossa masculinidade.
 
Palavras-chave: Masculinidade; Futebol – Educação; Currículo; Cultura; Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense; Sport Clube Internacional

Gustavo Andrada Bandeira
31/10/2014

"Neymarmania": uma análise do discurso midiático sobre Neymar em dois periódicos brasileiros

O artigo utiliza as edições dos meses de abril, maio e junho de 2011 dos jornais O Globo e o Estado de São Paulo para investigar como a imprensa escrita está construindo a imagem do jogador Neymar. A pesquisa se propõe a identificar quais os recursos são acionados na tentativa de aproximar o jovem atleta à narrativa clássica do herói.
 

Ronaldo Helal, Alvaro Vicente Graça Truppel Pereira do Cabo, Camila Augusta Alves Pereira, Fausto Amaro Ribeiro Picoreli Montanha, João Paulo Vieira Teixeira
31/10/2014

"O complô da torcida": futebol e performance masculina em bares

Este artigo busca discutir aspectos da interação social ocorrente em bares onde são transmitidas partidas de futebol, em particular aqueles relacionados a performances de gênero. Os dados analisados referem-se a pesquisa etnográfica em curso desde o início de 2004, em bares da região metropolitana de Porto Alegre. São destacadas três modalidades performáticas ocorrentes no setting pesquisado: a presença no bar, os desafios verbais entre participantes e a teatralização jocosa. Considero que esses elementos – entre outros – revelam aspectos do complexo campo de significados relativos à masculinidade em nossa sociedade, compondo parte do fenômeno a que denomino “relações jocosas futebolísticas”.

Édison Gastaldo
31/10/2014

"O público que devemos abolir”

Esse trabalho tem como objetivo investigar o processo de elitização do público assistente do dos estádios do futebol brasileiro. Tem como ponto de partida a leitura desse jogo em seus diferentes estágios de estruturação, passando pela sua normatização, popularização, profissionalização e por fim na consolidação de uma sofisticada Indústria Cultural capaz de transformar em mercadoria esse bem simbólico de grande aceitação popular, fazendo-o um produto de consumo mundializado, em suas diferentes formas de expressão. Também busca investigar o processo histórico pelo qual passam as praças esportivas e consequentemente o público que as frequenta, na formação das diferentes “culturas torcedoras”, formas de comportamento que passam a ser vistas como desejáveis ou indesejáveis na medida em que as demandas da Indústria do Futebol avançam e se alteram ao longo do tempo. Esse resgate histórico servirá de arcabouço para a análise dos números que mostraram a queda do público nos estádios brasileiros nos últimos anos e a diminuição da presença de integrantes das classes menos favorecidas das principais cidades brasileiras. Analisará que o processo de elitização ocorre em paralelo ao processo de arenização (da construção das Arenas Multiuso para a Copa do Mundo FIFA 2014), ainda que o último sirva para colaborar ainda mais com o fenômeno identificado no primeiro. Este trabalho parte de estudos relacionados ao futebol de diferentes vertentes teóricas, desde a Economia Política da Comunicação e Cultura, até a antropologia, a história, geografia e a sociologia, a exemplo de Santos (2013), Brittos e Miguel (2010), Bolaño (1988; 2008; 2010), Sena dos Santos (2010), Holzmeister (2005), Cajazeiras (2008) e Alm (2012), úteis para a compreensão tanto do desenvolvimento histórico da indústria cultural do futebol, tanto da história dos estádios do mundo. 

Irlan Simões da Cruz Santos
31/10/2014

'Cego é aquele que só vê a bola'

Nos últimos anos, os estudos sobre a prática do futebol no Brasil se avolumaram em diversas áreas do saber. Compreendido como um fenômeno de largo alcance social, o futebol que antes era desprezado pela intelectualidade, tornou-se espaço privilegiado para a compreensão de diversos fenômenos sociais correlatos. Não obstante ao desenvolvimento dessas pesquisas, diversas fontes documentais produzidas pelo universo futebolístico ao longo do século XX, ainda não tinham sido analisadas com rigor sistemático. Assim, esse trabalho ao se inserir em um contexto de renovação historiográfica denominada Nova História Cultural, busca compreender algumas facetas da sociedade paulistana que estiveram presentes em seus principais campos, equipes e estádios de futebol no período estudado (1894-1942). A formação de um circuito de praticantes e simpatizantes, a intervenção do poder público, a construção de campos e estádios, o surgimento dos três principais clubes de futebol da cidade, as disputas pelo controle das rendas geradas pelo espetáculo e sua profissionalização, mostraram-se como excelentes fontes documentais para a compreensão da complexidade do processo de modernização ocorrido em São Paulo e suas consequências para seus habitantes, no período abarcado pela pesquisa.

Palavras chaves: Cidade de São Paulo, identidade, futebol, invenção das tradições e cultura popular.

João Paulo Streapco
31/10/2014

(fdp) - Episódio 1

A série (fdp) acompanha a história do juiz de futebol Juarez Gomes da Silva.
O sonho de Juarez é apitar a final da Copa do Mundo. Apesar de algumas vitórias profissionais, sua vida pessoal é uma derrota. Com um filho e abandonado pela mulher, ele precisa encontrar...

Johnny Araújo
31/10/2014

17 de junho de 1970 - Brasil 3 x1 Uruguai: jornalismo esportivo e acionamento da memória na imprensa uruguaia

O objetivo deste artigo é analisar o discurso jornalístico sobre a partida entre Brasil e Uruguai na Copa de 1970 na imprensa uruguaia. A narrativa em torno desta partida suscita reflexões sobre a relação entre imprensa, memória e “construção” de rivalidades. Brasil e Uruguai não se enfrentavam em uma Copa desde 1950, em confronto que ficou conhecido no Uruguai como “Maracanazo”, pois a equipe uruguaia sagrou-se campeã derrotando os brasileiros em uma partida que enseja na memória coletiva de ambos os países contornos épicos. O que seria uma simples disputa de futebol adquire dramaticidade no discurso jornalístico e serve de subsídio para que investiguemos o olhar do outro e o papel da imprensa na “construção” da memória e de elementos de identidades nacionais. A narrativa da imprensa sobre a partida Brasil 3 x 1 Uruguai é apenas mais um exemplo de como o futebol pode ser abordado e reconfigurado simbolicamente em um curto espaço de tempo e como ele está presente no senso comum e na memória coletiva das nações.

Alvaro Vicente Graça Truppel Pereira do Cabo, Ronaldo Helal
31/10/2014

1981 - O ano rubro-negro

Cada torcedor, independente do time, guarda na memória e no coração um ano que fica marcado para a história. Seja por um título importante ou por um esquadrão, esse torcedor sonha acordado ao lembrar do que presenciou. Para a maior torcida do Brasil, esse an...

Eduardo Monsanto
31/10/2014

1992

Raí relembra os momentos que antecederam a grande final, os detalhes das jogadas, os conselhos do mestre Telê, o espírito de equipe do grupo e os bastidores da comemoração do título. A obra ainda traz depoimentos de campeões que participaram da conquis...

André Plihal
31/10/2014

23 anos em 7 segundos

23 anos em 7 segundos - O fim do jejum Corinthiano' narra a saga histórica do clube alvinegro na conquista do Campeonato Paulista de 1977, depois de 23 anos de espera. Com relatos emocionantes e cenas inéditas, o documentário traz depoimentos de vinte e três personalida...

Di Moretti, Julio Xavier
31/10/2014

A administração dos clubes de futebol profissional do Distrito Federal em face à nova legislação esportiva brasileira

A pesquisa analisou as fases passada e presente da gestão das organizações esportivas profissionais que atuam na primeira divisão de futebol do Distrito Federal, em face de uma mudança ambiental – a promulgação da Lei Pelé. O cenário do atual mundo globalizado mostra um mercado caracterizado por exigentes consumidores e ambiente competitivo volátil e menos previsível. No futebol brasileiro, o profissionalismo avançou nas relações de trabalho, na venda e aquisição de jogadores, não ocorrendo o mesmo na administração dos clubes. Muitos dirigentes ainda não aceitam que o futebol tornou-se um negócio. Até a vigência da Lei 6.251/1975, as legislações brasileiras eram muito voltadas ao esporte amador. Com a promulgação da Lei Zico (1993), os clubes tiveram a opção de se tornarem empresas. Em 1998 a Lei Pelé alterou profundamente as relações do desporto nacional e avançou na profissionalização da administração esportiva, extremamente enfraquecida em razão dos escândalos de má gestão dos clubes. A Medida Provisória n° 39/2002, recentemente editada, impõe a organização em sociedades comerciais ou a contratação de empresas para administrarem as atividades profissionais das entidades de prática desportiva. Esse instrumento confere aos clubes que gerem e exploram o desporto profissional, um tratamento muito semelhante ao das demais empresas comerciais. A profissionalização da administração dos clubes esportivos caminha no sentido de ser uma exigência para que estas organizações, muitas vezes centenárias, possam permanecer existindo num mercado cada vez mais competitivo. No Distrito Federal, os clubes esportivos, embora não sejam tão antigos quanto os dos estados brasileiros – pela juventude da Capital Federal –, ainda não demonstraram em ações e em resultados expressivos, o devido conhecimento e consciência quanto às mudanças que objetivem a consolidação dessas instituições como empresas lucrativas social e comercialmente. Na pesquisa foram estudados os dez clubes que participaram do Campeonato Brasiliense da primeira divisão de futebol profissional, no ano de 2001. A investigação permitiu traçar um perfil sócio-econômico e cultural dos principais dirigentes dessas entidades e constatar que o modelo de gestão utilizado atualmente está muito mais próximo do preconizado na legislação de 1975, do que nos moldes definidos pela atual Lei Pelé (1998). Foi realizado um levantamento do “estado da arte” da administração esportiva no Brasil e no mundo, e, em especial, uma revisão sobre a evolução histórica do futebol no Distrito Federal e delineamento da cultura organizacional do ambiente esportivo de futebol no Brasil e especificamente no Distrito Federal. Apenas um clube está registrado como empresa, sendo o único a manter em seus quadros, profissionais qualificados para exercerem a administração dessa organização esportiva. Em termos estatísticos foram utilizadas medidas de associação para variáveis qualitativas levantadas em questionários aplicados aos dirigentes dos clubes. Tendo em vista as limitações do presente trabalho, novos estudos devem ser produzidos, no sentido de aprofundarem o problema aqui discutido.

Palavras-chave: 1. Administração 2. Administração Esportiva 3. Legislação
Esportiva.

Paulo Henrique Azevêdo
31/10/2014

A Associação Atlética Anhanguera e o futebol de várzea na cidade de São Paulo (1928-1950)

Esta pesquisa apresenta a trajetória de um clube de futebol de várzea, a Associação Atlética Anhanguera, entre o ano de sua fundação (1928) e o final da década de 1930, período de grandes transformações no futebol e na cidade de São Paulo. A investigação recorreu a fontes de imprensa e a documentos internos ao Anhanguera, sobretudo atas e entrevistas com associados veteranos para analisar a forma pela qual a associação de ítalo-brasileiros, situada à margem da cidade e do universo oficial do futebol, apropriou-se da novidade que representava esse esporte. Um rico repertório de práticas culturais, como a intensa e criativa vida associativa do bairro, figurou como a base para essa apropriação. Esse mesmo repertório acabou por circular para além dos limites espaciais e simbólicos que a cidade impunha aos varzeanos. O tratamento dado ao futebol de várzea pelo periódico A Gazeta Esportiva, vinculando-o, aos poucos, a uma nova imagem de amadorismo, é um exemplo da ampliação desses limites. 

Diana Mendes Machado da Silva
31/10/2014

A babel do futebol: atletas interculturais e torcedores ultras

A crise de credibilidade na arbitragem, as cenas de guerrilha urbana nos estádios, a perda dos parâmetros financeiros na gestão das esquadras, somadas à denominada “invasão dos estrangeiros”, representada em especial pelos atletas africanos, inter-relacionavam-se para compor a fórmula explosiva do calcio às vésperas do Terceiro Milênio. A partir de uma perspectiva teórica informada pelo quadro de referência da sociologia e da antropologia do esporte, o texto aborda esta conjuntura histórica e destaca as questões entrelaçadas do imaginário racista das torcidas ultras de extrema direita – exacerbado pelo avanço do futebol global – e a destreza simbólica dos jogadores negros, refletida na dupla habilidade de se desvencilhar das representações negativas e de articular novas significações sociais para o jogo.

José Paulo Florenzano
31/10/2014

A baixa representatividade de mulheres como técnicas esportivas no Brasil

O estudo buscou identificar e analisar as razões associadas à baixa representatividade feminina no cargo de técnica. As informantes foram treze técnicas de oito modalidades. Os dados foram coletados através de entrevista semiestruturada e consultas com entidades esportivas. Constatou-se que as mulheres representam apenas 7% dos técnicos brasileiros. Como motivos para a pequena atuação feminina no cargo emergiram as barreiras enfrentadas pelas técnicas; a dificuldade de ascensão; a aceitação feminina da exclusão; a falta de mulheres com perfil; e a desistência da carreira. 

Heidi Jancer Ferreira, José Geraldo do Carmo Salles, Ludmila Mourão, Andrea Moreno
31/10/2014

A bola ao ritmo de fado e samba

Autores
Notas biográficas, 7

Prefácio, 13
Carlos Reis

Introdução, 19
Francisco Pinheiro e Victor Andrade de Melo

1. A bola ao ritmo de fado - 125 anos de história do futebol português (1888-2013), 25
Francisco Pinheiro

2. O futebol no Brasil: alguns elementos de sua história social, 45
Mauricio Murad

3. A saga dos 16 de Lisboa pelo Brasil - a estreia luso-brasileira no futebol, 65
Francisco Pinheiro e Victor Andrade de Melo

4. A viagem dos portugueses, a criação do Club de Regatas Vasco da Gama e o sentimento lusitano, 81
Silvio Ricardo da Silva e Bruno Otávio de Lacerda Abrahão

5. O jogo maravilhoso falado em português: quase 60 anos de Portugal-Brasil em futebol, 97
João Nuno Coelho

7. A sub-representação do futebol praticado por mulheres no Brasil: mudar o foco para visiabilizar a modalidade, 141
Silvana Vilodre Goellner e Cláudia Samuel Kessler

8. Vargas, Salazer e o futebol nas décadas de 1930 e 1940, 159
Maurício Drumond

9. Perdeu-se no lixo, a taça que fez de Pelé mais que Rei, Imortal..., 177
António Simões

10. Inimigos cordiais - Brasil vs Portugal, Santos vs Benfica, Pelé vs Eusébio na Taça Intercontinental de 1962, 207
Hilario Franco Júnior

11. A terrivel vingança da "bola quadrada", 227
CArlos Pinhão, Leonor Pinhão e Jorge Olímpio Bento

12. "Humilhação pior que a de 50" - A participação do Brasil no mundial de futebol de 1966 e a derrota para Portugal, segundo Nelson Rodrigues, 239
José Carlos Marques

13. Mundialito-72: foram banhos de bola, 263
Mário Zambujal

14. Viagens em nossas terras: Vasco e Académica, cá e lá, 269
João Tiago Lima e Luís Maffei

15. Futebol no cinema brasileiro e português, 293
Victor Andrade de Melo

16. "Portugal (com bola) da América do Sul", 305
Luis Freitas Lobo

17. Práticas de violência no futebol brasileiro, 309
Mauricio Murad

18. O comportamento pacífico dos espectatdores nos campos de futebol antes de 1974. Mito ou realidade?, 325
Daniel Alves Seabra

19. Tchau Brasil, alô Portugal! A migração de futebolistas brasileiros para Portugal, 343
Carlos Nolasco

20. Brasileiros e portugueses: futebol, escola, sonhos e estilo de vida, 363
Antonio Jorge Gonçalves Soares e Leonardo Bernardes Silva de Melo

21. A noite negra da Luz com um poquinho de Brasil, iá, iá..., 385
Afonso de Melo

22. A língua portuguesa no futebol brasileiro e português, 397
Simone Nejaim Ribeiro de Bulhões

Francisco Pinheiro, Victor Andrade de Melo
31/10/2014

A bola corre mais do que os homens

Prefácio, 7

Introdução, 9

Copa do Mundo de 1994
A bola corre mais do que os homen
s, 19
26 crônicas publicadas no Jornal da Tarde entre 13 de junho e 15 de julho

Copa do Mundo de 1998, 75
Crônicas publicadas no Jornal da Tarde entre 8 e 13 de julho.

Treze crônicas, 89

Três ensaios, 133
Antropologia do óbvio: um ensaio em torno do significado social do futebol brasileiro, 135

Em torno da dialética entre igualdade e hierarquia: notas sobre as imagens e representações dos Jogos Olímpicos e do futebol no Brasil, 172

O técnico e o futebol, 205

Roberto DaMatta
31/10/2014

A bola entre as canetas: trajetória e projeto futebolístico em relatos orais de jovens atletas

O presente trabalho busca compreender a trajetória dos jovens atletas de futebol inseridos nos centros de formação no Rio de Janeiro, avaliando através de seus relatos sobre o cotidiano as motivações, aspirações, sonhos e dificuldades enfrentadas por esses jovens esportistas e seus familiares. A partir do relato desses jovens atletas podem ser compreendidos e debatidos o projeto desenvolvido por eles e seus familiares para driblar as dificuldades e percalços dentro do campo de possibilidades que lhes é dado. Assim tais narrativas orais permitem refletir quais as condutas organizadas por esses indivíduos para atingir suas finalidades específicas dentro do esporte tomando por empréstimo os conceitos de Projeto e Campo de Possibilidades aliados à questão do habitus. Esses conceitos em conjunto possibilitam avaliar as ações, representações e estratégias empreendidas pelos atores sociais dentro do campo esportivo durante seu processo de formação nas categorias de base.

Palavras-chave: Futebol; Atletas; Projeto; História Oral.
 

Carlus Augustus Jourand Correia
31/10/2014

A bola, os "brancos" e as toras

A parcela do povo indígena Xavante (família lingüística jê) que vive na área de Sangradouro (sudeste do estado do Mato Grosso) está no centro da situação etnográfica abordada neste trabalho. Cambiante e "expansionista", a situação confere sentido à própria relação com o pesquisador: trata-se de xavantes que atravessam processo de fissão política resultante na criação de nova aldeia, que ampliam seus laços de sociabilidade em São Paulo, que formam uma 'ong' sediada nesta capital e que convidam o autor, ex-jogador profissional, a conciliar seus próprios interesses etnológicos com uma espécie de "assessoria futebolística" a eles. É esse o ponto de engate entre a investigação aqui resumida e a específica realidade xavante de Sangradouro. Com base numa aproximação inicial dessa realidade que assim se condicionou, a dissertação vasculha caminhos para o tratamento teórico de fenômeno de larga recorrência mas pouco estudado até o presente: a atração de povos indígenas pelo conhecido esporte de penetração mundial. Esforça-se por situar o futebol em termos históricos e desde o ponto-de-vista desses xavantes, e descreve a multi-facetada presença da prática esportiva na sua vida contemporânea. O futebol organizado, praticado e assistido cotidianamente, campeonatos dentro da terra indígena e nas cidades vizinhas, encontros inter-aldeias, o horizonte do profissionalismo e a relação estabelecida com o pesquisador integram, com diferentes níveis de aprofundamento etnográfico, o texto apresentado. Seus destaques, porém, vão para: (1) os modos como os xavantes formam equipes esportivas, (2) os nexos de sentido, por eles sugeridos, entre a corrida de toras, célebre instituição dos Jê, e a atividade física que aprenderam e têm aprendido com não-índios (3) o lugar que o futebol ocupa, já há algum tempo, no universo de relações sociais estabelecidas com os "brancos" e outros índios. Um tripé de meio-campo que leva a repensar a circunscrição etnográfica e os parâmetros comumente utilizados para analisar a
entidade chamada 'sociedade xavante'.

Fernando de Luiz Brito Vianna
31/10/2014

A cidadania ferida no país da Copa: as obras públicas para os mega eventos sob o sorriso do lagarto

Este artigo procura abordar a realidade complexa que se imiscui no imaginário do cidadão acerca da construção dos mega eventos esportivos, os quais o Brasil será sede. Exploraremos a relação que a classe dominante estabelece com o poder público e seus interesses escusos e promíscuos com o erário público. Vende-se um discurso de participação e democracia brindada pelas festividades “populares” da copa do mundo e dos jogos olímpicos. Desta forma, faremos uma análise bibliográfica do cenário que permeia a construção de eventos de tamanha envergadura, em concomitância com a postura da sociedade civil e opinião pública diante da promessa dos legados sociais. 

Manoel Montanha Soares, Daniel Cantanhede Behmoiras, Juarez Oliveira Sampaio
31/10/2014

A construção de um ídolo futebolístico na imprensa: estudo de caso

O artigo, perpassando as edições dos meses de abril, maio e junho de 2011 dos jornais O Globo (Rio de Janeiro) e O Estado de S. Paulo, procura investigar como a imprensa escrita está construindo a imagem do futebolista brasileiro Neymar (Neymar da Silva Santos Júnior). A pesquisa busca identificar quais recursos são acionados na tentativa de aproximar o jovem atleta à narrativa clássica do herói e/ou às “essencializações” que os brasileiros fazem de si mesmo. 

Ronaldo Helal, Alvaro Vicente Graça Truppel Pereira do Cabo, Fausto Amaro Ribeiro Picoreli Montanha, Camila Augusta Alves Pereira, João Paulo Vieira Teixeira
31/10/2014

A construção do Pacaembu

Este livro investiga a história da construção do Estádio do Pacaembu, iniciada em 1936 e concluída em 1940, durante o Estado Novo de Getúlio Vargas. O Estádio do Pacaembu foi planejado num contexto de grande desenvolvimento da capital do estado, que c...

João Fernando Ferreira
31/10/2014

A Copa do Mundo de 1930 e sua história

A primeira Copa do Mundo de Futebol organizada pela Fédération Internationale de Football Association (FIFA), como já é sabido, realizou-se em 1930 no Uruguai. Essa iniciativa de uma competição mundial de seleções em modalidade esportiva específica, no caso o futebol, justificava-se pelo crescimento e expansão desse esporte pelo mundo e pelo início do processo de profissionalização dos atletas nos países com grande tradição nesse esporte. Apesar de o torneio ser um importante marco na história do futebol, verificamos que as informações disponíveis em livros a respeito do evento são poucas e estão baseadas, em sua maioria, nos documentos oficiais da instituição organizadora, nas descrições das situações socioeconômicas dos países no período e em alguns relatos envolvendo as partidas. A partir dessa constatação, este estudo propõe pesquisar e confrontar evidências históricas da Copa do Mundo de 1930 contidas em três tipos de fontes de informação: livros enciclopédicos, imagens cinematográficas e relatos orais, a fim de estabelecer limites e aproximações entre os fatos apresentados nas fontes, buscando uma compreensão maior da história deste evento esportivo. O material selecionado consistirá de três livros enciclopédicos (The Story of the World Cup de Brian Glanville, 1974; Todas as Copas do Mundo de Orlando Duarte, 1998; O Mundo das Copas de Lycio Vellozo Ribas, 2010), três arquivos orais (Lucien Laurent, Emílio Recoba e Francisco Varallo) e uma coletânea cinematográficas gravadas durante o evento de 1930. A análise entre os materiais coletados consistirá na comparação de três sequências de fatos disponíveis e identificados em ambas as fontes de modo a verificar se há interligação entre elas e se é possível interpretá-los conjuntamente. Para refletir a respeito dos arquivos orais, esta pesquisa utilizará como metodologia a proposta descrita por Paul Thompson no livro A voz do passado. Com a pesquisa do evento esportivo nos livros, foi possível estabelecer uma orientação para o estudo sobre quais os fatos que deveriam ser analisados nas outras fontes, já que os fatos expostos vinham de documentos originais escritos nos jogos. As imagens cinematográficas permitiram compreender qual era a dinâmica do jogo do futebol em 1930, identificando a habilidade técnica dos jogadores e a tática das equipes. A evidência oral originária dos relatos dos jogadores atribuiu ao objeto de estudo outro ponto de vista, o dos sentimentos de quem vivenciou o evento, contribuindo para a formação de uma história distinta e mais rica. Assim, ao entrelaçar as fontes separadas, o estudo constatou a veracidade dos fatos selecionados nesta pesquisa, aprofundando e justificando as suas ocorrências por meio de outros aspectos que puderam ser destacados nas entrevistas e nas imagens.

Tatiana Zuardi Ushinohama, José Carlos Marques
31/10/2014

A Copa do Mundo de 1958 e os discursos raciais: o caso Pelé

Este artigo tem como objetivo mapear os discursos raciais na década de 50, particularmente, no ano da Copa de 1958 para entender quais as principais idéias em voga no momento em que Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, surgiu como grande astro nacional e internacionalmente famoso. Argumento que suas declarações sobre as questões raciais no Brasil estão inscritas nos discursos proferidos nos anos 50 pelos os meios acadêmicos e os movimentos negros da época. Seu ascetismo profissional e sua crença no individuo como um valor positivo cultivado desde os tempos de juvenil na cidade de Bauru, interior paulista, foi reforçado pelos os discursos raciais dos anos 50, e, deu-lhe a certeza que as discriminações que pudesse encontrar por ser negro e de família pobre, era possível de serem vencidas, por uma postura disciplinada e profissional. Atualmente, tais idéias têm sido combatidas por alguns setores dos movimentos negros que argumentam ser as desigualdades entre bancos e negros intransponíveis, mesmo que os negros sejam ascéticos. Pelé, contudo, não mudou sua posição sobre o problema da discriminação do negro, este ainda acredita no profissionalismo e disciplina como saída possível para combater as desigualdades.

Ana Paula da Silva
31/10/2014

A copa do mundo Fifa na África do Sul/2010 – como foi a experiência e o que podemos aprender com ela?

Neste ensaio pretendemos problematizar algumas lógicas sociais não explícitas que se articulam ao domínio de realização da Copa do Mundo FIFA. Para tanto, privilegiamos como recorte analítico a edição de 2010 deste evento, de modo a desvelarmos algumas das retóricas e ações estratégicas que permearam o contexto de sua realização na África do Sul. Com base em dados obtidos na literatura acadêmica e mídia, buscamos apresentar que as motivações para o evento se baseavam em discursos desenvolvimentistas por parte tanto da FIFA quanto das elites locais sul-africanas visando o convencimento e apoio de diferentes grupos sociais. Entretanto, as consequências não foram necessariamente aquelas prometidas, sendo essas instituições as reais beneficiadas em seus interesses econômicos e políticos. Nesse ponto, argumentamos que a sociedade brasileira pode e deve aprender com essa experiência para avaliar de forma crítica os motivos menos aparentes de sediar eventos desse porte. 

Wanderley Marchi Júnior, Chris Bolsmann, Bárbara Schausteck de Almeida, Juliano de Souza
31/10/2014

A COPA E A MÍDIA: reflexões sobre a mais-valia ideológica, a soberania comunicacional e o jornalismo

O texto traz uma reflexão sobre a forma como a mídia comercial tem atuado no que diz respeito ao anúncio das benesses da realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014. A análise se faz a partir dos conceitos de mais-valia ideológica, proposto por Ludovico Silva, soberania comunicacional, uma construção coletiva dos comunicadores populares venezuelanos e brasileiros, e o jornalismo como forma de conhecimento, proposto por Adelmo Genro Filho. Parte-se da pedagogia de sedução capitalista, incensada pela mídia, e chega-se a propostas de controle popular soberano e jornalismo libertador. 

Elaine Tavares
31/10/2014

A Copa esquecida

O documentário apresenta a verdadeira história sobre a Copa do Mundo de 1942, nunca divulgada por organizações esportivas, envolta por lendas e sem nenhum vencedor declarado. A descoberta recente de um “esqueleto com uma câmera filmadora” – restos...

Daniele Mazzocca
31/10/2014

A Copa no Pantanal: percepções dos cuiabanos sobre a Copa do Mundo de Futebol de 2014 Cuiabá/MT

O tema deste trabalho é a preparação para recepção da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá/MT. Trata-se de um estudo acerca dos preparativos da Capital de Mato Grosso para sediar jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Os objetivos da pesquisa são: (a) Investigar o processo de preparação da cidade de Cuiabá/MT para sediar jogos da Copa de 2014 e (b) Verificar e analisar as percepções da população cuiabana acerca dos benefícios trazidos pelo Megaevento (Copa do Mundo). Utilizamos como técnicas: revisão bibliográfica, pesquisa documental, entrevistas, fotografias, filmagens, entre outros.

Francisco Xavier Freire Rodrigues, Christiany Regina Fonseca, Amanda Mota Viana, Francisca Janaina Freire Rodrigues, Neuzinho Uapodonepá Broponepá, Franceline Silva Russo
31/10/2014

A Copa perdida

O filme é um falso documentário sobre a suposta Copa do Mundo disputada na Patagônia, em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial.

Lorenzo Garzella, Filippo Macelloni
31/10/2014

A CPI do futebol

Este trabalho investiga um conjunto de sistemas sígnicos, sobretudo os que se materializam nas transmissões da CPI do Futebol pela TV Senado. A estratégia em curso objetiva compreender o papel desempenhado pelos mesmos na criação de possibilidades de agendamento da CPI. Para tanto, são levadas em conta as relações sistêmicas entre os campos jornalístico, político e esportivo. Enfatizando-se, sobretudo, o processo midiático estabelecido na construção do acontecimento, a análise ocupa-se dos depoimentos à TV Senado, selecionados de acordo com a tematização e ordenados em uma planilha baseada nas diversas estratégias midiáticas acionadas para dar visibilidade à CPI do Futebol. É intenção verificar, principalmente, a autonomia da agenda midiática e das outras agendas no engendramento e na circulação do sistema produtivo em processo. A revisão dos fatos produzidos midiaticamente possibilita o desenvolvimento de uma análise centrada na perspectiva de produção que gerou a CPI, bem como o reconhecimento dos fatores e aspectos que determinaram sua construção, com destaque para a sobredeterminação dos fluxos de interesses oriundos da processualidade sistêmica. Objetiva-se visualizar de forma mais consistente as diversas tensões e retro-alimentações entre os sistemas envolvidos e o ambiente, com destaque para as articulações midiáticas.

Antonio Guilherme Schmitz Filho
31/10/2014

A dança dos deuses

Prefácio, 11

Introdução, 14

Parte 1 - Futebol, micro-história do mundo contemporâneo

1. Síntese da Europa industrial e colonialista, 25
1.1 A pedagogia elitista inglesa (1848-75), 26
1.2 As reivindicações populares (1876-1904), 34
1.3 Exportações culturais e equilíbrios sociais (1905-37), 43
1.4 Conflitos nacionais e esportivos (1938-53), 51

2. Síntese do Brasil agrícola e mestiço, 60
2.1 Futebol e regime oligárquico (1895-1920), 61
2.2 A crise do regime oligárquico e o fim do amadorismo (1920-33), 69
2.3 Estado populista e futebol das massas (1934-45), 77
2.4 Futebol e democracia populista (1946-54), 85

3. Síntese da Europa dividida e integrada, 94
3.1 Os modelos correntes do capitalismo e do socialismo (1954-8), 95
3.2 A terceira via dos prolongamentos fascistas (1959-74), 103
3.3 O sucesso liberal (1974-95), 112
3.4 A globalização econômica e esportiva (desde 1996), 120

4. Síntese do Brasil desigual e combinado, 129
4.1 Ensaios de organização empresarial (1955-64), 130
4.2 O futebol nos anos de chumbo (1964-74), 138
4.3 Eficiência e democracia relativas (1974-86), 146
4.4 A difícil adaptação ao modelo liberal (desde 1987), 155

Parte 2 - Futebol, metáfora do mundo contemporâneo

5. Metáfora sociológica, 167
5.1 Autoritarismo, democracia, nacionalismo, 168
5.2 Mercantilização e globalização, 179
5.3 Violência social e violência futebolística, 190
5.4 Solidariedades e rivalidades, 200

6. Metáfora antropológica, 212
6.1 O espírito clânico, 213
6.2 A dança sagrada, 224
6.3 A guerra simbólica, 235
6.4 A festa, 246

7. Metáfora religiosa, 258
7.1 Ídolos individuais, divindade coletiva, 259
7.2 Rito, templo, símbolo, 270
7.3 Dogmas, oficiantes, laicos auxiliares, fiéis, 281
7.4 Crer, torcer, distorcer, 292

8. Metáfora psicológica, 303
8.1 Identidades individuais, 304
8.2 Identidades coletivas, 315
8.3 O "narcisismo das pequenas diferenças", 326
8.4 Entre a eficiência e o aleatório, 336

9. Metáfora linguística, 348
9.1 Morfologia, 349
9.2 Semântica, 360
9.3 Sintaxe, 371
9.4 Retórica, 382

Conclusão, 393

Bibliografia, 398

Hilário Franco Junior
31/10/2014

A democracia corinthiana

Introdução, 11

Capítulo 1 - Os andarilhos da bola, 43

Capítulo 2 - Timão: nau dos loucos, 145

Capítulo 3 - A República do futebol, 307

Epílogo, 481

Referências, 501

José Paulo Florenzano
31/10/2014

A dinâmica do Esporte olímpico do século XIX ao XXI

A sociedade contemporânea tem na velocidade de transformação de conceitos e padrões e no dinamismo suas principais marcas. O reconhecimento desse fenômeno por pensadores de diferentes correntes teóricas e mesmo os cidadãos comuns que se prestam a observar seu entorno são capazes de notar rápidas e estruturais alterações sociais. O esporte é um dos maiores fenômenos culturais da sociedade contemporânea e em virtude disso, suas características em muito se assemelham com a do contexto no qual se insere. O presente texto buscou estreitar as relações entre esporte e sociedade, reconhecendo seus pontos comuns e propondo maneiras de se olhar para o fenômeno esportivo na contemporaneidade. Sem pretensões de aqui encerrar o assunto e questionando a possibilidade disso efetivamente acontecer, notou-se que haverá sempre grande dificuldade na compreensão dos fenômenos esportivos modernos, uma vez que a intensa velocidade de transformação dificulta análises profundas. No entanto é preciso reconhecer a importância do pensar o esporte inserido na sociedade, para que as ações envolvendo o esporte não sejam carregadas de elementos alienantes e pouco relevantes aos que o praticam. 

Katia Rubio
31/10/2014

A emergência dos clubes esportivos em Vitória

Este trabalho investiga o advento e a proliferação das práticas esportivas em Vitória, Capital do Espírito Santo, concentrando-se na fundação dos clubes. Descreve o papel que os clubes esportivos desempenharam durante o processo de desenvolvimento dessa cidade, entre as décadas de 1920 e 1930. Utiliza, como fontes, o jornal Diário da Manhã e as revistas Vida Capichaba e Chanaan. Conclui que a prática esportiva estava associada às ideias de que o esporte atuaria na formação de uma juventude sadia, cumprindo um papel importante para a melhoria da raça, aspectos indispensáveis, à época, à cidade em transformação. Tal fato se vinculava aos interesses dos governantes locais em financiar o desenvolvimento dos clubes, responsáveis pelo alcance desses objetivos.  

Thacia Ramos Varnier, Cecília Nunes da Silva, Ivan Marcelo Gomes, Felipe Quintão de Almeida, Ueberson Ribeiro Almeida, Cláudia Emília Aguiar Moraes
31/10/2014

A época do futebol

Sobre os autores, 8

Nota de apresentação, 9

Introdução, 11
José Neves e Nuno Domingos

O gesto no jogo, 23
Nuno Domingos

As chuteiras não têm pátria: futebol, nacionalismo e tempo, 55
José Neves

O eterno fado dos últimos trinta metros: futebol, nacionalismo e corpo, 103
José Neves

Anatomia de um jogador de futebol, 143
Inês Brasão

Do amor à camisola: notas críticas da economia política do futebol, 165
João Rodrigues e José Neves

Da bancada aos sofás da Europa: apontamentos sobre os media e o futebol no século XX português, 231
Rahul Kumar

"Que de longe parecem moscas": contributos para uma arqueologia do estádio de futebol, 263
Frederico Ágoas

O futebol e o trabalho, 305
Nuno Domingos

O futebol e a indústria no Barreiro, 329
Nuno Batista Domingues

O jogo de futebol em duas escolas, 357
Alexandra Vaz, Andrea Rocha e Nuno Domingos

Improváveis simetrias: um retrato do futebol feminino, 375
Inês Brasão

Árbitros: juízes ou gestores?, 399
Pedro Estêvão

A inauguração, 415
Nuno Domingos

José Neves, Nunos Gomes
31/10/2014

A escrita com os pés

O futebol é um modo de escrever e de dizer o mundo e, portanto, uma forma de representação que, mergulhada no contexto cultural em que se insere, reflete os mais diversos significados da sociedade; ele reproduz e explicita as desigualdades e barbáries sociais; mas, contraditoriamente, também por ser um modo de dizer o mundo, é um apaixonado, fascinante e mágico modo potencial de transformação social. Simulação de guerra, em que há apenas possibilidade de vitória de um, o futebol é, também, uma escrita a se abrir para a crítica social.

Cássio Eduardo Viana Hissa
31/10/2014

A esquerda contra-ataca: rebeldia e contestação política no futebol brasileiro (1970-1978)

Este estudo analisa as formas de manifestação política relacionadas ao futebol, observadas no Brasil durante a década de 1970. Observamos no contexto do futebol a deflagração de um embate entre as forças conservadoras e a esquerda no cenário político brasileiro. Nesse período, diferentes sujeitos, ligados aos grupos de oposição, também se apropriaram do espaço comunicativo criado em torno do futebol para exteriorizar seus ideais políticos. Desse modo, o esporte serviu tanto aos interesses do Estado quanto aos interesses dos sujeitos ligados à esquerda brasileira. Essas ações ganharam coro nas atitudes de jogadores e artistas, e na mídia em geral. Nesse cenário, a imprensa esportiva figurou-se como a principal mediadora tanto das lutas simbólicas travadas entre jogadores, técnicos, dirigentes e aficionados pelo futebol, como das ações e atos oficiais do governo.

Euclides de Freitas Couto
31/10/2014

A formação do jogador de futebol no Sport Club Internacional (1997-2002)

O trabalho investiga o processo de formação do jogador de futebol no SC Internacional (1997-2002) sob o modelo globalista, desnaturalizando a profissão como resultado apenas de “vocação” e “dom”. Verifica o nível sócio-econômico-educacional dos jogadores. Identifica os critérios técnicos e sociais na seleção de jogadores que ingressam no clube, bem como as fontes sociais das motivações e expectativas profissionais dos atletas. Analisa a concepção dos jogadores sobre o fim do “Passe”. As motivações profissionais são: possibilidade de ganhar altos salários, jogar na seleção brasileira, incentivo da família e dom. As expectativas são jogar no (a/s): profissionais do Internacional, seleção brasileira, futebol do eixo Rio-São Paulo e exterior. Habilidade, força física, estatura elevada, capacidade técnica e disposição de treinamentos são critérios para se tornar jogador de futebol. A pesquisa revela que a formação do jogador consiste num processo de ensino-aprendizagem teórico-prático, disciplinado por meio de treino físicos, técnicos e táticos e aprimoramento do talento. Não se trata apenas do despertar e lapidar aptidões e atributos naturais (dom, vocação). Constitui um processo civilizatório de incorporação de um habitus futebolístico típico deste clube. As duas concepções dominantes entre os atletas sobre o fim do “Passe” são antagônicas: (1) liberdade de trabalho e (2) desemprego.
 
Palavras-chave: Futebol, formação profissional, Jogador de futebol, SC Internacional.

Francisco Xavier Freire Rodrigues
31/10/2014

A história das camisas de todos os jogos das Copas do Mundo

Prefácio, 11

Copa do Mundo de 1930 - Uruguai, 11

Copa do Mundo de 1934 - Itália, 15

Copa do Mundo de 1938 - França, 18

Copa do Mundo de 1950 - Brasil, 21

Copa do Mundo de 1954 - Suíça, 26

Copa do Mundo de 1958 - Suécia, 32

Copa do Mundo de 1962 - Chile, 38

Copa do Mundo de 1966 - Inglaterra, 44

Copa do Mundo de 1970 - México, 50

Copa do Mundo de 1974 - Alemanha Ocidental, 56

Copa do Mundo de 1978 - Argentina, 64

Copa do Mundo de 1982 - Espanha, 72

Copa do Mundo de 1986 - México, 82

Copa do Mundo de 1990 - Itália, 91

Copa do Mundo de 1994 - Estados Unidos, 100

Copa do Mundo de 1998 - França, 109

Copa do Mundo de 2002 - Coreia do Sul / Japão, 120

Copa do Mundo de 2006 - Alemanha, 131

A história das camisas da Seleção Brasileira, 143

Referências bibliográficas, 158

Sobre os autores, 159

Paulo Gini, Rodolfo Rodrigues
31/10/2014

A história das camisas dos 10 maiores times da Europa

Arsenal, Barcelona, Bayern, Chelsea, Internazionale, Juventus, Liverpool, Manchester United, Milan e Real Madri são dez dos clubes mais populares e poderosos da Europa. Muitos brasileiros os têm como segundo time e vestem a camisa, literalmente.

Qual foi o primeiro fardamento de uma eq...

Mauricio Rito, Rodolfo Rodrigues
31/10/2014

A História do Futebol (vol 2) - A Evolução - Superpotências Européias

A EVOLUÇÃO DO FUTEBOL EUROPEU

Mostra as principais tendências que contribuíram para a evolução do futebol. Os pioneiros, ingleses e escoceses, os imbatíveis italianos dos anos 30, os húngaros conquistadores da década de 50. Imagens, entr...

Desconhecido
31/10/2014

A imprensa negra e o futebol em São Paulo no início do século XX

Em São Paulo, na primeira metade do século XX, havia associações destinadas à promoção de atividades culturais e esportivas para os negros, que surgiram diante da necessidade de denunciar as práticas discriminatórias e promover a sociabilidade étnica através do atletismo, do boxe e, sobretudo, do futebol. Uma delas era a Imprensa Negra. Neste artigo, os autores buscaram compreender as estratégias da Imprensa Negra para noticiar a participação do negro no emergente campo do futebol. Utilizando a perspectiva teórica da História Cultural, se ocuparam dos conteúdos das matérias dos jornais da Imprensa Negra, disponíveis na Biblioteca Nacional na forma de microfilmes. O objetivo foi observar a continuidade e a regularidade do discurso, os pontos de afrontamento e de disputa simbólica em torno da negociação da construção identitária da “raça negra” no esporte e captar, através das mensagens emitidas por esses órgãos da imprensa, as estratégias de distinção utilizadas por esse grupo étnico/racial em torno da contestação das representações negativas ou construção de representações positivas sobre o negro no emergente campo do futebol. Concluíram que o sentimento de consciência racial, a necessidade de se integrar à nação e o desejo de ascensão social eram os motivos que mantinham unidos os negros através daquelas associações. A Imprensa Negra procurou construir uma representação identitária do negro que privilegiasse o capital futebolístico, sem se esquecer dos predicados morais como a disciplina, a higiene e a ordem. A estratégia de divulgação dos feitos de sucesso dos negros no campo esportivo promovia uma identidade positiva do negro no futebol, em conformidade com as demandas daquele contexto: uma nação higienizada e disciplinada na esteira do projeto nacional que via no futebol um meio de expressão positiva da brasilidade. 

Bruno Otávio de Lacerda Abrahão, Antonio Jorge Gonçalves Soares
31/10/2014

A incidência do contra-ataque em jogos de futsal de alto rendimento

O objetivo deste estudo foi o de analisar a incidência do contra-ataque em jogos de futsal de alto rendimento. Foi observada uma amostra de 28 jogos da Liga Nacional, transmitidos pela televisão e gravados em fitas VHS. Para a análise dos resultados, optou-se pela estatística descritiva e percentual. De um total de 521 contra-ataques, 78% foram individuais, ora precedidos da interceptação de passe, ora do desarme; 28,22% foram assistidos, ora por jogador de linha, ora pelo goleiro. Conclui-se que o contra-ataque acontece individual e coletivamente, ações defensivas o provocam e, além do jogador de linha, o goleiro participa. Sugere-se que o seu treino seja feito a partir de formações variadas, que se estimulem ações defensivas e a participação do goleiro.

Wilton Carlos de Santana, Omar de Brito Garcia
31/10/2014

A influência da torcida na performance de jogadores brasileiros de Futsal: um viés da Psicologia do Esporte

A torcida pode exercer uma influência importante no desempenho do atleta, em alguns momentos ela pode agir como um fator motivador e em outros como estressor, dependendo de fatores relacionados ao indivíduo e à situação. O artigo teve o objetivo de investigar como os atletas percebiam a presença da torcida no Futsal, as conseqüências para a performance e o papel da auto-eficácia nesse processo. Utilizamos a metodologia qualitativa, tendo como técnica, o questionário com perguntas abertas. Doze atletas de futsal do sexo masculino de idade de 18 a 26 anos responderam ao questionário. Posteriormente, foi realizada a análise dos dados por categorização. Tanto a torcida a favor quanto a contra, atuam de forma positiva no rendimento da maioria dos atletas. A torcida contra aumentou em muitos a vontade de vencer, também aumentou a pressão. As reações qualitativas a favor da torcida (apoio e incentivo) mostraram que podem trazer muitos benefícios aos jogadores, principalmente por aumentar a motivação dos jogadores. A auto-eficácia moldou a avaliação que os atletas faziam da presença da torcida em suas performances, permitindo aos atletas com maior auto-eficácia, atuar de forma mais segura e eficiente, independendo da forma de manifestação da torcida.

José Mário Couto Junior, Ricardo Macedo Moreno, Aerte Ferrari de Souza, Mônica Maria Prado, Afonso Antônio Machado
31/10/2014

A influência dos métodos de ensino-aprendizagem-treinamento no desenvolvimento da inteligência e criatividade tática em atletas de futsal

Este estudo analisou e descreveu os métodos de ensino-aprendizagem-treinamento (E-A-T) utilizados em três equipes de futsal, participantes do Campeonato Metropolitano de Belo Horizonte, relacionando os mesmos com o desenvolvimento do conhecimento tático processual divergente (criatividade) e convergente (inteligência). Para isso, foram filmadas em cada uma das três equipes, 18 sessões de treino e realizada posteriormente, a classificação desses treinos através do protocolo de SAAD (2002) e utilizado por MOREIRA (2005). Já para a avaliação da evolução do conhecimento tático processual no interior de cada equipe foi realizada a bateria de testes KORA (MEMMERT, 2002). Os resultados apontaram a utilização de três diferentes métodos de ensino-aprendizagem-treinamento: analítico; misto (analíticosituacional); e situacional. O grupo que utilizou o método analítico apresentou melhoras em relação à inteligência de jogo, mas não em relação à criatividade tática. Já os grupos que utilizaram os métodos misto e situacional apresentaram melhoras significativas tanto para o desenvolvimento da criatividade tática como da inteligência de jogo. Concluindo, os resultados indicam que as metodologias ativas, baseadas no desenvolvimento tático parecem ser mais interessantes para a construção do conhecimento tático-técnico e da criatividade ao mesmo tempo em que, podem evitar um desgastante processo de ensino da técnica e uma especialização precoce.

Marcelo Vilhena Silva, Pablo Juan Greco
31/10/2014

A inteligência (pre)enche o campo: sobre o modo actual de produção do capital futebolístico

 Neste trabalho analisa-se, recaindo no caso português, a emergência da inteligência como categoria central na produção do repertório de bens materiais e simbólicos que caracteriza a ação futebolística. Patenteando que esse processo não é alheio à guinada institucional (ou escolar) do futebol, indissociável do advento da ideologia formadora precursoramente interpretada por Carlos Queiroz e, depois, emblematizada pela Academia do Sporting, sublinham-se então dois aspectos críticos: de um lado, a gramática da inteligência não pulverizou nem sequer esbateu a economia simbólica do dom futebolístico; de outro, ela virá rearticulando de forma original (e não sem contradição e tensões) os dois modos de produção do capital futebolístico: a escola e o mercado, sem que, tanto quanto se percebe, ceda o ascendente deste sobre aquele.

João Sedas Nunes
31/10/2014

A intervenção pedagógica sobre o conteúdo do treinador de futebol

O presente estudo teve como objetivo analisar a intervenção pedagógica sobre o conteúdo de treinadores de futebol, nos escalões de escolinhas e infantis, em função da formação acadêmica em Educação Física e Desporto. A amostra foi constituída por 12 treinadores de futebol (n = 12), os quais foram filmados durante sessões de treino. O instrumento utilizado foi adaptado a partir do Systematic Analysis of Pedagogical Content Interventions (SAPCI) de GILBERT et al. (1999). Recorreu-se à estatística descritiva e à inferencial através da estatística não paramétrica, o teste de Mann-Whitney, para comparar os resultados entre grupos. O cálculo da percentagem de acordos, complementada pela estatística Kappa de Cohen, mostrou níveis aceitáveis de fidedignidade para as observações serem utilizadas como ferramenta científica. A realização deste estudo mostrou que: os treinadores incidiram as suas intervenções, majoritariamente, sobre os conteúdos de ordem técnica, sobretudo de caráter ofensivo; a informação foi emitida, preferencialmente, quando os jogadores estavam em ação; as instruções proferidas pelos treinadores foram, na sua maioria, de caráter geral, sendo que no “feedback” os treinadores utilizaram, sobretudo, o encorajamento; o meio exclusivamente auditivo foi o preferido na emissão de informação; a informação foi dirigida, preferencialmente, aos jogadores, a título individual. Na comparação entre grupos, verificou-se que os treinadores com formação acadêmica em Educação Física e Desporto emitiram, significativamente, mais instrução específica e recorreram mais ao questionamento, tanto geral como especifico, do que os treinadores não licenciados. Apesar dos treinadores em estudo, em geral, mostrarem uma abordagem centrada nos aspectos técnicos da fase ofensiva do jogo, os treinadores licenciados em Educação Fisica evidenciaram um conhecimento mais especifico do conteúdo do Futebol e concederam aos jogadores mais espaço para compreender e problematizar os conteúdos de aprendizagem.
 

Isabel Mesquita, Cláudio Farias, Guilherme Oliveira, Felismina Pereira
31/10/2014

A invasão corinthiana –Rio, 05 de dezembro de 1976

Este trabalho analisa fenômenos em torno uma partida de futebol, entre Corinthians e Fluminense em dezembro de 1976, na qual ocorre o maior deslocamento de torcedores que se conhece na história do Brasil: entre 60 e 70 mil. Emerge dessa partida e da presença dos corinthianos no Rio de Janeiro os mais diversos aspectos de um país sob uma ditadura militar, assim como emerge uma cidade como São Paulo, palco de um fervor cívico-esportivo pouca vezes visto. E o Rio de Janeiro, uma “cidade invadida”.
 

Plínio Labriola Negreiros
31/10/2014

A invenção do torcer em Bello Horizonte

Este estudo teve por objetivo investigar o movimento que permitiu a formação das torcidas de
futebol na cidade de Belo Horizonte-MG, e como estas se constituíram em prática de divertimento. Para tanto, o período delimitado para a investigação abrangeu os anos de 1904 a 1930, por este abrigar desde as primeiras manifestações da prática do futebol na cidade até a sua consolidação. Por representar uma investigação historiográfica, o estudo fundamentou-se metodologicamente em dois aportes teóricos centrais: a História Cultural, particularmente a noção de representação, desenvolvida por Roger Chartier, e a Micro-História, notadamente o conceito de paradigma indiciário descrito por Carlo Ginzburg. Neste sentido, as fontes de pesquisa privilegiaram os periódicos. Assim, foram utilizados jornais e revistas da época, que possibilitaram a tessitura da trama proposta, em permanente diálogo com a bibliografia, que abarcou principalmente a História do Futebol, os Estudos do Lazer e a História da cidade de Belo Horizonte. Os indícios apontam para a identificação de três momentos singularmente pontuais: o primeiro, entre os anos de 1904 e 1915, marcado pela presença de uma assistência fidalga e aristocrática, sendo percebido uma vinculação afetiva pouco significativa com os clubes de futebol, com raras exceções. No momento posterior, a crescente popularização do futebol inaugura uma nova postura dos assistentes, com características mais evidentes de torcedores, onde a paixão clubística começa a se constituir. E finalmente, a consolidação da lógica de torcida/torcedor, com o aumento sistemático dos sururús, de rivalidades instituídas, do incremento do espetáculo esportivo, com a inauguração de novos e adequados estádios, da tentativa de um controle sobre o torcer e da apropriação desta prática pela dinâmica social, que enxerga na paixão e no pertencimento clubísticos uma nova forma de obter lucro e renda.

Georgino Jorge Souza Neto
31/10/2014

A liderança e coesão grupal no futebol profissional: o pesquisador fora do jogo

Este estudo buscou retratar os efeitos da liderança sobre o funcionamento do grupo; detectar a importância e necessidade de um grupo coeso no futebol profissional; descrever/analisar a relação entre o pesquisador e clube; e apontar as limitações e obstáculos enfrentados durante a pesquisa de campo. De cunho qualitativo e com referencial teórico da psicologia social, sobretudo Kurt Lewin e Pichon-Rivière, este estudo partiu da análise de um grupo de futebol profissional. Dentre as dificuldades encontradas destacam-se: impossibilidade de acesso às situações/locais sugeridos metodologicamente; negativas de entrevistas; rejeição da aplicabilidade do teste de livre escolha. Identificou-se a vontade/necessidade do clube em manter ao pesquisador estas limitações. O vínculo criado e papéis assumidos prejudicaram ainda mais as análises. A percepção da importância da liderança e da coesão do grupo está presente no futebol profissional tendo a liderança situacional e a democrática maior relevância neste contexto específico. 

Rafael Moreno Castellani
31/10/2014

A Liga Municipal de Desportos de São João Del-Rei e um novo modelo de gestão esportiva (1945 – 1955)

O presente artigo se propõe a analisar o modelo de gestão esportiva utilizado pela Liga Municipal de Desportos de São João del-Rei-MG, no período compreendido entre 1945 e 1955. Tal recorte lança luz sobre os dez primeiros anos de atuação da liga, quando a entidade criou deliberações organizacionais que se ocuparam em promover um jogo de bola mais organizado e atraente aos torcedores e jornalistas, que creditaram a liga o mérito pelo fim da incipiência do futebol na cidade. 

Alex Witney Lima
31/10/2014

A linguagem esportiva jornalística escrita

O objetivo do presente trabalho é fazer um estudo comparativo entre a linguagem jornalística esportiva escrita praticada pela imprensa especializada portuguesa e brasileira. Embora as imprensas esportivas desses dois países, Portugal e Brasil, se utilizem de um sistema lingüístico comum, e elaborem seus textos a partir de um mesmo gênero textual jornalístico, as estratégias de comunicação com os seus respectivos públicos-leitores tendem a variar nas suas formas de expressão, em todos os seus aspectos, principalmente, nas questões que se referem às variações lexicais. O corpus do presente trabalho foi inteiramente levantado a partir dos principais jornais esportivos existentes nos dois países, a saber, A Bola, representando a imprensa esportiva de Portugal, e os jornais A Gazeta Esportiva e Lance!, representando a imprensa congênere brasileira. O trabalho centralizou, ainda, os seus esforços na linguagem jornalística esportiva praticada no futebol, por ser este o mais popular e comum dos esportes existentes nos dois países. Assim, sempre que possível, o trabalho se propõe a apresentar, num processo acareativo, um confronto entre as diversas formas de expressão das imprensas especializadas dos dois países. O trabalho constata, ainda, a partir das marcas de oralidade presentes na elaboração dos textos jornalísticos dos dois países, o formalismo lingüístico registrado pela imprensa esportiva escrita portuguesa em contra-partida com a presente informalidade expressa pela imprensa congênere brasileira. Finalmente, foram levantados, ainda, algumas peculiaridades sintáticas, convergentes ou não, encontradas nas construções das frases dos jornais esportivos desses dois países.

PALAVRAS-CHAVE: Linguagem jornalística esportiva - Variações lingüísticas - Português brasileiro/Português europeu - Gênero textual.

Antonio Cleiton Ramos Negreiro
31/10/2014

A lógica do “elefante branco”: obsolescência programada do espaço na Copa de 2014

Este artigo visa compreender a constituição e reprodução da cidade tornada cenário por meio da produção espetacular do espaço destinado à Copa do Mundo de 20141. Buscamos, neste sentido, desvendar a lógica e as partes constitutivas desta produção espacial por um dos seus meios de efetivação: os chamados "elefantes brancos". Esta expressão idiomática, já bastante popularizada e difundida no vocábulo corrente, refere-se às obras, sobretudo de grande porte, que tem uso e validade limitado e que depois caem em desuso e abandono. Tentaremos mostrar – com o imprescindível auxílio dos autores Guy Debord, Henri Lefebvre, Karl Marx e Robert Kurz, entre outros – que a produção espacial do urbano ganha uma importância significativa na reprodução das relações sociais de produção; a obsolescência programada do espaço passa a ser necessária, em giros cada vez mais rápidos, para assegurar a realização do valor de troca na espacialidade. Os chamados "elefantes brancos" cumprem, portanto, um papel nada ocasional de executar a máxima do espaço descartável, posta em curso por intermédio do planejamento fugaz.  

Glauco Roberto Gonçalves
31/10/2014

A magia da seleção

Este artigo responde, com uma perspectiva antropológica, algumas questões relativas ao interesse do público pelas Copas do Mundo. Objetiva-se explicitar os sistemas simbólicos que dão suporte às emoções futebolísticas, seja nos confrontos entre clubes ou entre Estados-Nação. Será dada ênfase, sobretudo, ao processo de investimento simbólico a partir do qual uma equipe de onze competidores, organizada por uma entidade laica, no caso a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), passa a representar a nação brasileira.

Arlei Sander Damo
31/10/2014

A memória da Copa de 70

Prefácio, ix

Introdução, 1

Capítulo 1 - Memória social e identidade, 4

Capítulo 2 - As memórias do futebol nas narrativas esportivas e a formação da identidade nacional, 12

Capítulo 3 - A cobertura jornalística da Copa de 1970, 26

Capítulo 4 - Memória jornalística da conquista de 1970, 40

Capítulo 5 - A Copa de 1970 e o período militar, 64

Capítulo 6 - A memória de Lamartine, 74

Capítulo 7 - A memória de Zagallo, 94

Capítulo 8 - A memória de Gérson, 106

Capítulo 9 - A memória de Parreira, 118

Conclusões preliminares, 126

Referências bibliográficas, 129

Biografia dos autores, 137

Marco Antonio Santoro Salvador, Antonio Jorge Gonçalves Soares
31/10/2014

A mídia e a construção do herói esportivo: análise de publicidades com Ronaldo “Fenômeno”

O objetivo deste estudo foi analisar os discursos e imagens utilizadas na construção do herói esportivo. O corpus de análise foi constituído por três peças publicitárias com o jogador de futebol Ronaldo, que foram descritas e posteriormente analisadas com base na Análise de Discurso e na Semiologia. Pode-se concluir que a propaganda “Ronaldo toureiro” criou a imagem do herói capaz de feitos extraordinários, inexplicáveis e admiráveis, misturando elementos do real e do irreal. Já nas propagandas “Boas vindas a Ronaldo” e “Ronaldo brahmeiro”, as estratégias discursivas constroem a imagem do herói capaz de superar os obstáculos e dificuldades, ressaltando a persistência, determinação e a capacidade de acreditar em si, se ancorando na formação ideológica do neoliberalismo. 

Marcos Roberto Godoi
31/10/2014

A mídia e o ídolo Ronaldo: analisando as matérias da Folha online (2002-2009)

A globalização tem levado a informação aos mais diversos locais, possibilitando a exposição da imagem dos ídolos esportivos por todo o planeta. O esporte tem sido considerado um exemplo para a formação de ídolos. Para tanto, faz-se necessário entender essa questão sociocultural: a relação interdependente do ídolo com a imprensa e o torcedor. O objetivo do presente estudo é de investigar como a imprensa retrata a imagem do ídolo Ronaldo “Fenômeno” e como isso se expressa no ideal do torcedor. A principal conclusão foi que a imprensa retrata a imagem do Ronaldo de acordo com os acontecimentos de sua vida pessoal e esportiva. Ou seja, quando a fase é positiva, o atleta é caracterizado como exemplo a ser seguido. Porém, quando a fase é negativa, é passível de críticas.
 

Everton de Albuquerque Cavalcanti, André Mendes Capraro
31/10/2014

A nação e o anúncio

Este trabalho consiste em uma análise antropológica das representações culturais referentes ao "ser brasileiro" a partir dos anúncios publicitários veiculados no período da Copa do Mundo de 1998. A partir da abordagem antropológica de um corpus de 415 anúncios publicitários veiculados emjornais, revistas e televisão durante o período da Copa do Mundo, busco analisar as articulações de significados vinculados às representações do Brasil e dos brasileiros presentes nestes anúncios. Utilizando um paradigma hermenêutico antropológico, procuro construir uma "etnografia do mundo dos anúncios", visando a compreender a ideologia neles presente, bem como as representações da sociedade ali veiculadas, em aspectos como as relações de gênero, raciais, de classe e de trabalho, além de representações da religião e da magia, da nacionalidade, do poder econômico e da infância.

Édison Gastaldo
31/10/2014

A narrativa da ordem e da voz da multidão

Essa dissertação objetivou analisar como o futebol de São Paulo e do Rio de Janeiro foi utilizado pelo Estado Novo para concretizar o seu projeto de construir uma nação ordenada e disciplinada, afim com os valores produtivos próprios do capitalismo e com o projeto de unidade nacional pensado pelo regime. Analisando-se os principais periódicos e jornais especializados em esportes desses dois estados, vislumbrou-se como o futebol auxiliou na concretização de alguns ideais engendrados no período estadonovista e, ao mesmo tempo, através do seu aspecto ritualístico, desafiou alguns princípios caros ao Estado Novo.

Palavras-chaves: Estado Novo, Futebol, Imprensa, Nacionalismo e Regionalismo.

Melina Nóbrega Miranda Pardini
31/10/2014

A novela diária do jornalismo esportivo: a polêmica FIFA-Governo Federal e o chute no “traseiro” da imprensa brasileira

O discurso da imprensa está cada vez mais relacionado e condicionado ao consumo do esporte. O estudo da notícia é uma das maneiras de analisar as motivações econômico ideológicas em atuação na mídia. Neste contexto, o objetivo deste artigo é analisar a repercussão, nos dois principais veículos impressos de comunicação da cidade de São Paulo, da declaração feita pelo Secretário-Geral da FIFA, Jérôme Valcke, em março/2012, que afirmou que o Brasil merecia “um chute no traseiro pelo atraso nas obras da Copa do Mundo de 2014”. É nossa intenção demonstrar, através do conceito de “valores-notícia” (news values), dentro da Teoria do Jornalismo, que aspectos como notoriedade, interesse público e imprevisibilidade foram abandonados pela imprensa brasileira. Todos esses elementos, fundamentais na definição de uma pauta, foram deixados de lado. Em seu lugar, a polêmica, o consumo e a indignação nacionalista nortearam as pautas construídas. O objetivo da construção desse discurso é único: reafirmar a cultura do consumo do esporte e aumentar sua importância econômica.

Palavras-chave: Valor-notícia, Teoria do Jornalismo, Jornalismo Esportivo, Copa do Mundo e Consumo.

Ary José Rocco Júnior, Wágner Barge Belmonte
31/10/2014

A outra Copa

Pela primeira vez em sua história, a Argentina enviou, em 2004, um time para a Copa do Mundo dos Sem-Teto, realizada então em Gotemburgo, na Suécia. No país platino, o futebol é a única fonte de alegria e liberdade para quase 60% dos pobres. Somente...

Damián Cukierkorn
31/10/2014

A outra final

No ano de 2002, Butão e Montserrat estavam empatadas nas duas últimas colocações do ranking da FIFA. Paralelamente à final no Japão em Yokohama (onde o Brasil jogou com a Alemanha), os anões do futebol, em desagravo, realizaram em Timpu, a capita...

Johan Kramer
31/10/2014

A outra razão

Esta dissertação tem um objetivo de natureza modesta: o de iluminar determinadas práticas e certas representações de uma fração do campo esportivo ainda pouco estudada: a dos presidentes de futebol. Tendo em vista o crescimento exponencial da bibliografia sociológica, antropológica e a historiografia na temática futebolística, observou-se que pouco havia sido dito acerca dos presidentes de futebol. Nesse sentido, tomando como pedra angular a metodologia da história oral, realizei um conjunto de doze entrevistas com presidentes do Clube de Regatas do Flamengo e do Fluminense Futebol Clube [entre 1975-1997] para tentar depreender as categorias fundamentais a partir das quais estes elaboravam seus discursos e construíam determinadas ideias sobre o poder e a política. Dialogando com questões nodais da antropologia política e econômica, a hipótese central construída era de que o ideário da honra e da dádiva fornecia sentido e substância às maneiras de narrar sua ascensão ao poder e de gerir os clubes. Sendo assim, esta dissertação foi dividida numa estrutura tripartite: a primeira parte destinada ao estudo das duas agremiações clubísticas aqui em questão numa perspectiva diacrônica e da formação dos grupos dirigentes enquanto entidade à parte do futebol-espetáculo; a segunda parte pretendia mergulhar nas categorias sincrônicas das entrevistas que apareciam nos discursos como constantes, a independer do tempo, do lugar e do clube; a terceira parte indagava, por sua vez, sobre as possíveis diferenças de “estilo de gestão” a partir da análise dos lugares de memória dos clubes estudados e de dois mandatos de dois presidentes-tipo ideais – Francisco Luiz Cavalcanti Horta e Márcio Baroukel de Souza Braga. (1975-1980).

Palavras-chave: Economia da dádiva; Presidentes de Futebol; História Oral.

Luiz Guilherme Burlamaqui Soares Porto Rocha
31/10/2014

A paixão pelo futebol e a construção de uma nova identidade: indústria cultural excita, Freud explica

Numa trajetória ascendente o espetáculo esportivo, em especial o futebol, entra cada vez mais nos espaços sociais, nas casas, escolas, trabalho, influenciando a sociabilidade das pessoas, até mesmo na cor da roupa vestida. Este artigo objetiva compreender as nuances da estrutura comportamental e identitária dos torcedores nos espetáculos de futebol em Goiânia e também analisar como o sistema capitalista se apropria desses conteúdos psicológicos para potencializar o consumo. Para isso, foram realizadas entrevistas com os torcedores das agremiações: Goiás Esporte Clube e Vila Nova Futebol Clube. Em seguida foi feito um confronto entre a teoria freudiana dos grupos psicológicos, a classificação dos tipos de torcedores feita por Heitmeyer e as entrevista colhidas. Finalmente todo esse contexto foi analisado sob a luz da teoria crítica da Escola de Frankfurt, recorrendo mais especificamente à indústria cultural descrita por Theodor Wiesengrund Adorno e Max Horkheimer.

Luciano de Castro Tomazett
31/10/2014

A pátria de chuteiras está desaparecendo?

O objetivo do artigo é analisar os textos publicados na imprensa sobre as Copas do Mundo de futebol de 1958 e 1962, e compará-los com os textos sobre a Copa de 2002, buscando explicitar possíveis descontinuidades no tratamento desses eventos esportivos. Utilizamos como fontes as edições do Jornal do Brasil durante as três Copas analisadas. A análise das narrativas jornalísticas referentes ao “estilo nacional” de jogar futebol apresenta continuidade. Ora temos o estilo de ginga e dribles valorizado, quando eficaz, ora o temos como negativo diante das derrotas. As narrativas das Copas de 1958 e 1962 não têm um caráter homogêneo ao tratar o futebol brasileiro, mudando o foco do debate de acordo com a superação das dificuldades do time.

Tiago Lisboa Bartholo, Antonio Jorge Gonçalves Soares, Marco Antonio Santoro Salvador, Felipe Di Blasi
31/10/2014

A patrimonialização do futebol: notas sobre o Museu do Futebol

O artigo propõe um sobrevoo sobre os desafios envolvidos na patrimonialização do futebol, entendido como um fenômeno dinâmico que permeia diferentes áreas da vida social. A reflexão tem como mote o Museu do Futebol, inaugurado em setembro de 2008 e localizado no Estádio do Pacaembu, São Paulo. O comportamento do visitante e a relação estabelecida entre este e o acervo exposto são a chave para compreender como o MF constituiu-se, neste curto espaço de tempo, em um local no qual diferentes agentes protagonizam um processo de identificação a partir dos elementos simbólicos do futebol, fundamental para a preservação e escolha daquilo que será musealizado.
 

Clara Azevedo, Daniela Alfonsi
31/10/2014

A percepção de atletas de diferentes categorias do futebol sobre o comportamento dos treinadores: comportamento percebido e ideal

Este trabalho teve por objetivo investigar como atletas do futebol das categorias Sub-15, Sub -17 e Sub-20 analisam o perfil do seu treinador (comportamento percebido do treinador) e como gostariam que ele se comportasse (comportamento ideal do treinador). Participaram da pesquisa 74 atletas brasileiros. Os atletas responderam à Escala de Comportamento do Treinador - versão atleta (ECT-A) indicando como se comporta o seu treinador e como gostariam que ele se comportasse. Os resultados sugerem que o fato de pertencerem a diferentes categorias não significa que tenham percepções diferentes acerca do modo como se comporta o seu treinador ou sobre como gostariam que ele se comportasse. Embora a avaliação dos atletas do seu treinador tenha sido positiva, comparando-se as médias obtidas para o comportamento percebido pelo atleta no treinador e comportamento ideal, verifica-se que ela sempre foi menor para o comportamento percebido. Finalmente, não houve diferença significativa entre as respostas relacionadas ao comportamento percebido e ao comportamento ideal para a dimensão reforço pessoal negativo. Apesar dos aspectos interessantes neste artigo, os resultados indicam a necessidade de investigações futuras.

Silvia Regina de Souza, Sidónio Serpa, Carlos Colaço, Thalita Canato
31/10/2014

A poética dos gestos dos jogadores

Esta pesquisa respondeu ao seguinte problema: qual a linguagem dos gestos dos jogadores? – entendendo linguagem como uma construção social de signos que recobre pensamentos/sentimentos, remete a objetos e coordena as ações. O objetivo foi desvelar a forma significativa da comunicação gestual dos jogadores. Baseados na abordagem fenomenológica existencial e na metodologia semiótica, realizou-se uma interpretação dos gestos (posturais, fisionômicos e cinéticos) a partir da descrição de seis jogos, sendo três deles adultos (de aposta) e três infantis (de exercício). O resultado obtido foi que o fluxo dos gestos dos jogadores configura uma linguagem poética de apelo emocional excitante, de investimento energético rítmico e de ação lógica instintiva.

Pierre Normando Gomes da Silva, Kátia Brandão Cavalcanti, Reiner Hildebrandt
31/10/2014

À procura de Eric

Eric, o carteiro, está desperdiçando sua vida. A caótica família, os enteados travessos e o misturador de cimento no jardim da frente não ajudam, mas é o segredo de Eric que o motiva a mudar. Poderia enfrentar Lily, a mulher que amara há 30 anos? Apes...

Ken Loach
31/10/2014

A Promessa de Geronimo

Gerônimo’s Promise
É a final da Copa do mundo entre Brasil e Argentina, no Rio de Janeiro. Leandro e Bruno estão atrasados para o Maracanã e enfrentam problemas com o carro. A solução surge de um argentino, mas eles têm que escolher qual dos dois...

Luiz Menegaz
31/10/2014

A Rainha de Chuteiras

Apresentação, 10

Introdução, ou de como a rainha veio a calçar chuteiras, 14

Parte 1: BREVE HISTÓRIA DO FUTEBOL INGLÊS, 20
1. Vagabundo jogador de futebol, 22

2. Com que regra?, 28

3. A máquina de fazer dinheiro, 34

4. A época de ouro, 42

5. Casa, automóvel e televisão, 48

6. Os hooligans e a grande crise do futebol inglês, 54

7. Renascendo das cinzas, 60

8. Premier League S.A., 66

Parte 2: UM ANO NA TERRA DA RAINHA, 72
9. 34 graus, 74

10. Cuidado pra não escorregar, 80

11. Um guerreiro zulu contra o capitalismo: os fanzines, 84

12. Missão (quase impossível) - comprar um ingresso para a liga mais rica (e cara) do mundo, 90

13. Rugby, o primo aristocrático do futebol, 96

14. Jogador inglês, um animal em extinção, 102

15. A Pirâmide: explicando as divisões do futebol inglês, 108

16. Quer apostar?, 112

17. A aldeia mágica e o mais inglês dos esportes, 118

18. Rebeldes F.C., 126

19. Visitando o Paraíso, 132

20. Come on, Brakes! Vambora, breques!, 140

21. Muito além do futebol, 146

22. Por amor ao jogo, 150

23. Teatro dos sonhos: a Disneylandia do futebol, 158

24. Um dia de lord's, 166

25. No covil do Leão, 174

26. Blue Square Premier ou "Feliz daquele que sabe sofrer", 184

27. Meu pé esquerdo, 188

28. Um a zero para os amantes de ovelhas, 194

29. Toon Army e seu rei barrigudinho, 204

30. O inimigo número um dos hooligans, 214

31. Indo a um jogo... com a polícia, 224

32. You'll Never Walk Alone - o clube, 236

33. You'll Never Walk Alone - a partida, 244

34. Quem são vocês?, 252

35. Girls just wanna have f...ootbal, 262

36. Rovers forever, 268

37. Corujas na neve, 274

38. A dona da bola, 284

39. Uma velha amizade: o pub e o futebol, 294

40. We are still here (Ainda estamos aqui), 300

Agradecimentos, 306

Indicações de leitura, 310

Marcos Alvito
31/10/2014

A regra do jogo

1. FUTEBOL E DIPLOMACIA
Pioneirismo e cisão em São Paulo
O Rio em busca da hegemonia nacional
Impasse e acordo: a criação da CBD
Os Campeonatos Sul-Americanos e o reconhecimento da CBD
1920: uma década de crises

2. A OFICIALIZAÇÃO DO FUTEBOL
Em torno do I Campeonato Mundial de Futebol
Amadores ou profissionais?
Dualidade de comando: a CBD e a FBF
Intervenção do Estado: a criação do CND
O futebol oficial

3. DO INFERNO À REDENÇÃO
Preparativos para a Copa do pós-guerra
Sonho e frustração: as Copas de 1950 e 1954
Investimento no futebol
Modernidade e consagração: o “caneco” de 1958

4. A CONSOLIDAÇÃO DA CBD
Esporte amador, futebol e equilíbrio orçamentário
Rumo ao bicampeonato em 1962
Problemas financeiros
Derrota na Inglaterra e militares no futebol
Rumo ao tricampeonato em 1970
5. A CBF ENTRA EM CAMPO
Planos para o futuro e estabilização financeira
1974: derrota na Copa, vitória na FIFA
Decisões centralizadas
Primeiros anos da CBF
A reconquista da hegemonia mundial

Carlos Eduardo Sarmento
31/10/2014

A regulamentação do futebol profissional belo-horizontino: luta política e significados sociais

A transição do status “amador” para o “profissional” atribuído ao jogador de futebol, iniciada em meados de 1920, colaborou para popularizar a prática e o espetáculo deste esporte, que foi considerado durante os primeiros anos do século XX como elemento de distinção social das elites urbanas brasileiras. A regulamentação do futebol profissional brasileiro, e mais precisamente belo-horizontino, promovida pelas principais agremiações esportivas no ano de 1933, é considerado momento central para se problematizar tal transformação, uma vez que a nova orientação ressignificou socialmente a prática e o consumo dessa modalidade esportiva. Nesse artigo discutimos o contexto das políticas sociais do Governo Vargas (1930-1945) estabelecendo relações com o movimento de profissionalização do futebol a partir de documentos textuais pesquisados. Ainda com base nessa pesquisa documental, e também utilizando de entrevistas abertas e em profundidade com atores sociais do “campo futebolístico” belo-horizontino, caracterizamos a oferta e a demanda da prática e do consumo do futebol a partir da consolidação do produto “jogo de futebol”, bem como dos debates e das disputas políticas dos dirigentes dos principais clubes de futebol junto à entidade de gestão desse esporte na capital mineira. Com base nas análises empreendidas, defendemos que o arcabouço institucional trabalhista criado por Vargas estimulou a discussão pelo reconhecimento e regulamentação profissional no país, uma vez que as relações existentes entre clubes, atletas e espectadores já caracterizavam o futebol como uma indústria do entretenimento desde meados dos anos 1920, sendo os jogadores, profissionais de fato, não sendo reconhecidos e regulamentados. 

Marcus Vinicius Costa Lage, Regina de Paula Medeiros
31/10/2014

A rivalidade entre pontepretanos e bugrinos

Considerando o futebol brasileiro como fenômeno cultural, este trabalho objetivou analisar as manifestações de rivalidade entre torcidas de futebol. Para isso utilizamos a análise etnográfica no acompanhamento de torcedores de clubes de Campinas, SP (Ponte Preta e Guarani), em doze jogos, durante o Campeonato Brasileiro 2001 e a Liga Rio-SP 2002. Foram seis jogos de cada equipe, incluindo dois “Derbys”, como é popularmente chamado o confronto entre as duas equipes analisadas. Também foram realizadas oito entrevistas semi-estruturadas, que foram gravadas e transcritas posteriormente para análise, com torcedores dessas equipes (quatro de cada time). Os torcedores, assim como o patrimônio e os jogadores, são peças fundamentais no desenvolvimento do time, incentivando-o e desestabilizando o rival. A relação entre torcedores rivais mostrou-se sempre demarcada pela constante tentativa de negação ou desqualificação do outro e auto-afirmação do seu time e sua torcida. Assim, os torcedores utilizam diversas manifestações rivalizantes determinadas por suas relações: expõem camisas e bandeiras, criam apelidos para os rivais, cantam músicas e hinos e, inclusive, tomam parte da violência, simbólica ou real. Sendo a rivalidade calcada na diferença, a violência apresenta-se como intolerância a esta diferença.
 
Futebol – Torcida – Cultura.

Márcio Pereira Morato
31/10/2014

A seleção brasileira de futebol na Copa América de 2007: uma demanda discursiva inacabada

Este artigo situa-se no campo de estudos a respeito do futebol e suas relações com a cultura contemporânea. Neste sentido, delimitamos a Copa América de 2007 como um corpus empírico para investigarmos as produções discursivas que tratam da Seleção Brasileira sob o comando do técnico Dunga. Este evento foi tratado por grande parte da imprensa esportiva nacional como um dos principais testes para a Seleção Brasileira de futebol após a desclassificação da Copa do Mundo em 2006. Utilizando-se da metodologia de análise de discurso a partir da perspectiva apontada por Michel Foucault, este artigo faz um estudo dos discursos midiáticos referentes à Seleção Brasileira durante aquela competição, na qual a seleção sagrou-se campeã, vencendo na final a Seleção Argentina por 3 X 0. Como conclusão do estudo, apontamos para o campo midiático como um espaço onde circulou e foi produzida uma pluralidade discursiva que colocou em disputa diferentes possibilidades de identidades para a Seleção Brasileira. 

Gustavo da Silva Freitas, Luiz Carlos Rigo, Eliane Ribeiro Pardo
31/10/2014

A sociologia figuracional e os estudos do esporte

O objetivo deste artigo é o de analisar criticamente algumas implicações decorrentes das proposições teóricas de Norbert Elias para os estudos do esporte. Tentando apontar alguns limites, o artigo ocupa-se, mais especificamente e a título de exemplo, com a problemática da gênese do esporte moderno. Depois de apresentar resumidamente as explicações dessa abordagem para o surgimento do fenômeno esportivo, tratamos de algumas críticas que se tem apresentado nesse sentido. O real alcance do processo de pacificação dos costumes, a diversidade de modos de vida na Europa moderna, a permanência de formas tradicionais de divertimentos populares, o eurocentrismo, além da própria concepção de teoria implícita às obras de Elias e de seus seguidores são temas que se apresentam à reflexão.

Cleber Dias
31/10/2014

A teoria dos jogos competitivos de Norbert Elias como alternativa à leitura das políticas públicas de esporte e lazer no Brasil

O mapeamento da produção científica recente sobre políticas públicas de esporte e lazer no Brasil nos apresentou um conjunto de produções, que em sua maioria são trabalhos em andamento, com o predomínio de exposições empíricas, com procedimentos metodológicos bem definidos, mas que, não apresentam um diálogo consistente com a literatura. Nos trabalhos que apresentam uma maior consistência teórica, os autores normalmente adotam uma postura de crítica ao neoliberalismo, entendendo que este modelo, em função dos interesses do capital, leva o Estado a intervir cada vez menos no âmbito social, repassando esta função a setores organizados da sociedade civil. Diante desse quadro ligeiramente evocado e na tentativa de ampliá-lo, procuramos apresentar neste artigo uma possibilidade de leitura das políticas públicas de esporte e lazer, amparados nos pressupostos teórico-metodológicos da Teoria dos Jogos Competitivos de Norbert Elias.
 

Fernando Augusto Starepravo, Juliano de Souza, Wanderley Marchi Junior
31/10/2014

A transformação do futebol brasileiro: avanços e recuos na sua modernização e repercussões nas categorias de base

Esta dissertação, defendida junto ao curso de mestrado em Educação Física da UFSC, teve como centro de sua problematização perceber o futebol brasileiro no contexto social e suas transformações ao longo de sua história, tendo como incidência principal a objetividade técnica instrumental para qual está voltado prioritariamente o ensino do futebol em escolinhas e categorias de base. Na ocorrência disto, alguns fatores foram relevantes, desde a busca incessante da chamada modernização do futebol brasileiro, ocasionando uma discussão histórica entre a ruptura ou síntese entre futebol arte e futebol força, passando pela espetacularização do futebol como mercadoria e culminando com as novas legalizações que permeiam o futebol, entre elas Lei Zico e Lei Pelé. Na busca do entendimento deste contexto, foi necessário “recuar”, e compreender os rumos tomados pela sociedade moderna que traz a marca da cientificidade como pressuposto de verdade, ponto fundamental que impulsiona o futebol no rumo da sistematização, do tecnicismo e da eficiência. Percebemos como problemático o caráter instrumental que isto assume e vai repercutir no futebol, em especial no processo de ensino/treino deste, principalmente com as categorias de base. 

Júlio César Couto de Souza
31/10/2014

A violência nos estádios de futebol na perspectiva dos policiais militares de Curitiba

Durante muitos anos, os eventos esportivos foram deixados de lado pelos cientistas sociais, no entanto, o esporte/futebol desponta como um dos maiores fenômenos sociais da atualidade, envolvendo em seus eventos públicos cada vez maiores, os quais se deixam levar pelas emoções, gerando inúmeros atos de violência. Neste contexto, têm-se vários estudos acerca da violência das torcidas organizadas nos estádios de futebol, entretanto esta pesquisa retoma a discussão sob um novo prisma, ou seja, sob o ponto de vista dos policiais militares. Estando o problema gerador deste estudo centrado na compreensão que os policiais militares envolvidos no conflito entre as Torcidas Organizadas no Atletiba de outubro de 1999 possuem da violência gerada pelas Torcidas Organizadas. Na construção da pesquisa foram utilizados métodos próprios a uma pesquisa qualitativa de cunho exploratório. Para alcançar o objetivo proposto, inicialmente procurou-se entender o significado de violência, a violência no esporte e mais especificamente no futebol, e para isso foi realizada uma pesquisa bibliográfica. Em seguida, embasando no referencial teórico de Norbert Elias, levantaram-se categorias que pudessem sustentar a discussão com os dados coletados, no objetivo de chegar à compreensão que os policiais militares possuem sobre a violência das Torcidas Organizadas, sendo levantadas as seguintes categorias: psicogênese, sociogênese, poder, outsiders e o controle da violência. Buscando aprofundar a temática da violência das torcidas organizadas nos estádios de futebol foi realizado um estudo de caso sobre o clássico Atletiba (partida entre o Coritiba Foot Ball Club e o Clube Atlético Paranaense) realizado no dia dezessete de outubro de mil novecentos e noventa e nove, no estádio Major Antonio Couto Pereira, na cidade de Curitiba, jogo este considerado um dos mais violentos ocorridos no estado do Paraná. Para este estudo inicialmente buscou-se resgatar a história e origem das Torcidas Organizadas do Coritiba Foot Ball Club e do Clube Atlético Paranaense e a legalidade da ação da Polícia Militar em praças desportivas (estádios), além de retratar sob as diferentes perspectivas os fatos de violência ocorrida neste clássico. Com base na teoria levantada realizaram-se entrevistas, semi-estruturadas, aplicadas a cinco policiais militares, que estavam trabalhando naquele jogo específico, com o objetivo de verificar a percepção que eles possuem acerca das categorias em relação ao ambiente descrito. Após análise dos dados concluiu-se que os policiais militares envolvidos neste estudo possuem conhecimento que são os representantes estatais detentores do monopólio da violência, que possuem o conhecimento do uso da violência legal e do abuso, no entanto em certos confrontos acabam se excedendo, e que possuem um conceito sobre as Torcidas Organizadas, vendo-os como baderneiros, arruaceiros, pessoas que vão aos estádios com o objetivo de provocar tumultos, brigas, sendo muitas vezes a favor da extinção dessas torcidas.

 
Palavras-chave: Futebol; Torcidas Organizadas; Polícia Militar, Violência.

 

Alfredo Euclides Dias Netto
31/10/2014

A virada econômica do futebol

Esta tese procura compreender as transformações ocorridas nos estádios de futebol a partir da década de 1980. Através da pesquisa em estádios de futebol no Brasil, na Alemanha e na Argentina, procuramos evidenciar a forma como processos sociais mais amplos se materializaram na configuração deste espaço singular que é um estádio de futebol. Procuramos delinear, em cada caso estudado, o contexto social que coordenou as propostas de novas formas de gestão deste esporte, a partir da análise das transformações ocorridas nos estádios. Vemos que, no futebol moderno, convertido em mercadoria e regido pela lógica de mercado, os estádios assumem uma importância central, um palco onde a partida de futebol é somente mais um dos produtos em oferta a serem consumidos. Da mesma forma, procurou-se mostrar que a nova concepção de estádios pressupõe a formação de um novo tipo de torcida, neutra, pacificada e constantemente vigiada, convertida em consumidora.
 
Palavras-chave: Antropologia do futebol, futebol, Estádios de futebol, economia, gestão do esporte, Copa do Mundo.

Antonio Holzmeister Oswaldo Cruz
31/10/2014

A visibilidade dos esportes e jogos por meio da filatelia brasileira

Este artigo trata da divulgação dos esportes e jogos por meio das imagens impressas nos selos postais. Os selos comemorativos podem ser um poderoso meio de divulgação científica para sensibilizar as sociedades, de um modo geral, sobre a importância das pesquisas científicas que foram realizadas, por exemplo, no campo dos esportes. Foram analisados todos os selos brasileiros emitidos entre 1843 e 2010, separando e classificando aqueles com conotações nos esportes. Apresenta-se uma estatística da distribuição dos selos postais segundo as várias modalidades esportivas e a descrição de alguns deles, além de uma proposta do uso desse rico material no ensino do esporte, e para uma maior divulgação do patrimônio esportivo brasileiro. 

Júlio César Penereiro, Fernanda Penereiro Henrique Cabrini
31/10/2014

A vivacidade e o significado da pelada para a periferia da metrópole gioaniense

O objetivo desta nota é apresentar o trabalho de pesquisa que foi desenvolvido com o intuito de compreender a periferia da metrópole pela via do futebol peladeiro. Para tanto utilizamos, além das tradicionais metodologias como visitas de campo, entrevistas, registro fotográfico, a “experiência vivencial” a qual nos possibilitou vivenciar o objeto não apenas com o pensamento científico, mas com a sensibilidade e o sensível, com o corpo e com os pés. Verificou-se que o território das peladas furta o tempo e o espaço controlados pelo capital, apresentando-se aos sujeitos da periferia como uma das poucas possibilidades de lazer, encontro e sociabilidade. Nesse sentido, a pelada atribui vida e significado de cidade a cidade.

Palavras-chave: periferia, território, peladas de futebol e metrópole.

Alexsander Batista Silva
31/10/2014

A voz da torcida: Biografia, História Oral e Memória nos relatos de antigas lideranças torcedoras

O artigo tem por finalidade pontuar a relação memória-história, a partir de um conjunto de atores bem preciso do universo esportivo. O ponto de partida são entrevistas realizadas com fundadores e líderes de torcidas organizadas de futebol da cidade do Rio de Janeiro, atuantes nas décadas de 1960, 1970 e 1980. Os dez depoimentos de lideranças torcedoras dos clubes do Rio foram colhidos como fonte primária para a minha tese de doutoramento, defendida no Programa de Pós-Graduação em História Social da Cultura da PUC-Rio, em 2008, com o título de O clube como vontade e representação: o jornalismo esportivo e a formação das torcidas organizadas de futebol do Rio de Janeiro (1967-1988). Como se sabe, as torcidas organizadas são coletividades contemporâneas que emergiram com maior força na segunda metade do século XX. Nelas, o registro escrito é raro ou rarefeito. Em contrapartida, a lógica das rivalidades nesse campo tem por efeito um acentuado grau de coesão dos agrupamentos, reunidos em torno de uma memória coletiva transmitida oralmente, de geração a geração. O artigo se aterá à descrição dos elementos que estruturam o discurso dos chefes de torcida, os pontos fortes da memória no que respeita o surgimento e a formação de suas próprias agremiações. Procura-se mostrar de que maneira os relatos concernentes à biografia do responsável do grupo revelam novas perspectivas não apenas sobre as torcidas organizadas como sobre a história do futebol e história do país naquele período.

Bernardo Borges Buarque de Hollanda
31/10/2014

A “alegria do povo”: cinema, esporte, herói

Trata o texto do filme Garrincha, alegria do povo, de Joaquim Pedro de Andrade, documentário cinemanovista em preto e branco sobre o ídolo do futebol brasileiro, lançado em 1963. Considerando algumas opções técnicas, políticas e estéticas dos realizadores, o trabalho tem como foco a análise de dois personagens centrais do filme, a saber, o próprio jogador e a torcida, ou o “povo” que ocupa as tribunas dos estádios. São analisadas algumas sequências, bem como aspectos da locução, momentos nos quais se materializa um discurso romântico simultaneamente associado ao futebol – o esporte moderno é expressão do Romantismo – e ao jogador Garrincha – exemplo de uma natureza “pura” e “indomável” a resistir aos ditames civilizadores. Com imagens da performance e da vida pública fora das quatro linhas de um dos atletas mais importantes do futebol brasileiro, o gênero cinema-verdade recons¬trói e narra o mito. Este processo é interpretado sob a chave proposta pela leitura de uma dialética do esclarecimento, tal como propuseram Max Horkheimer e Theodor W. Adorno. Quanto à torcida, trata-se de mostrar a beleza dos corpos populares cujas dor e pobreza não estetiza¬das se encontram presentes na fotografia recheada de closes; o “povo” aparece em momento de lazer e júbilo pelas vitórias, mas também em sua contraface: a diversão como disciplina. 

Lana Gomes Pereira, Alexandre Fernandez Vaz
31/10/2014

A “camisa 10” do futebol como um símbolo na manutenção da identidade nacional – o discurso da mídia

O objetivo deste artigo é analisar os significados que a mídia atribui à “camisa 10” do futebol brasileiro. Para tanto, verificamos matérias de jornais impressos, uma reportagem do programa “Esporte Espetacular” da Rede Globo de Televisão e realizamos entrevistas semiestruturadas com 3 jornalistas esportivos da Rádio Itatiaia de Belo Horizonte cujos conteúdos das respostas foram analisados conforme Bardin (1994). Utilizamos do modelo “codificação/decodificação” proposto por Hall (2003, p. 387). Podemos observar que a mídia, como uma das guardiãs e difusoras da memória coletiva, reporta à “camisa 10” e a divulga como uma materialização da quintessência das imagens identitárias do futebol brasileiro.

Bruno Otávio de Lacerda Abrahão, Felipe Di Blasi, Marco Antônio Santoro Salvador
31/10/2014

Abordagem sistêmica do jogo de futebol: moda ou necessidade?

Várias tentativas têm sido feitas para descrever a estrutura do rendimento no Futebol. No entanto, apesar de alguns factores poderem já ser reunidos, os catálogos de prioridades e as estruturas hierárquicas estabelecidas pouco mais têm conseguido do que reproduzir pequenas e desarticuladas fracções do jogo. Todavia, a realidade tem demonstrado que a pertinência do estudo dos problemas inerentes ao jogo e ao jogador deverá situar-se mais ao nível da interacção dos factores do que em cada um deles per se. Diversas conclusões decorrentes de vários estudos realizados, fazem emergir a necessidade de encontrar métodos que permitam reunir e organizar os conhecimentos, a partir do reconhecimento da complexidade do jogo de Futebol e das propriedades de interacção dinâmica das equipas implicadas, enquanto conjuntos ou totalidades. No presente artigo pretendemos evidenciar que a abordagem sistêmica do jogo de Futebol constitui uma importante referência a considerar nos processos de ensino e treino do Futebol, na medida em que oferece a possibilidade de identificar e avaliar acções/sequências de jogo que, peia sua frequente ocorrência, ou por induzirem desequilíbrios (ofensivos e defensivos) importantes, se afiguram representativas da dinâmica das partidas.

Júlio Garganta, Jean Francis Gréhaigne
31/10/1999

Absoluto, o filme

Em 2006, a poucos anos de completar seu primeiro século, o S.C. Internacional encontrou seu destino histórico, tornando-se um clube de futebol que transcende as fronteiras de seu país. Desde então o campeão da América se tornou campeão do mundo FIFA e...

Vicente Moreno
31/10/2014

Ação, logo, cinema

A presente dissertação discute o movimento de Cinema Novo e sua relação com o engajamento político nos anos 1960. Isso é feito em três capítulos. O primeiro estabelece um panorama sobre o movimento, situando-o na história do cinema brasileiro e identificando suas principais características. No capítulo seguinte, inicia-se a análise de fontes primárias. Nele são abordados textos escritos pelos diretores cinemanovistas e publicados em livros e periódicos, nos quais são definidas as principais aspirações do movimento. Nesses discursos, pode-se observar a importância do engajamento para esses cineastas. No vocabulário dos autores, era constante a presença de conceitos marxistas e temas de esquerda que estavam em voga. Para eles, a estética legítima era aquela politizada. No terceiro capítulo, o tema de análise é o documentário Garrincha, Alegria do Povo (1963), de Joaquim Pedro de Andrade. O filme, que tem o futebol e o ídolo do Botafogo como temas, faz uma leitura crítica, sobretudo, da relação entre o torcedor e os políticos com o esporte. Tomando o longa-metragem como exemplo, pode-se observar as estratégias do Cinema Novo de, em seus filmes, propagar ideias nas quais se apoiava o movimento. 

Luís Fernando Amâncio Santos
31/10/2014

Acerca da violência por meio do futebol no ensino de Educação Física: retratos de uma prática e seus dilemas

Este artigo trata de uma experiência pedagógica em Educação Física, associada ao estágio supervisionado de formação universitária. Nessa experiência, realizada em uma escola pública da área urbana de Florianópolis, desenvolvemos, por meio do futebol, a sensibilização dos alunos e das alunas para as relações de violência que permeavam suas práticas. Descrevemos e analisamos as escolhas didáticas, os acordos e regras adotados, os avanços e fragilidades da experiência. Os resultados suscitam dúvidas quanto à formação de professores ao apontar para a falta de legitimidade da disciplina no espaço pedagógico e questionar os impasses de uma pedagogia que se pretenda crítica: vetores que não se restringem ao âmbito do racional e que impulsionam a prática, a necessidade (e dificuldade) de se ultrapassar o saber-fazer e tomar o corpo em sua multiplicidade como objeto.

Beatriz Staimbach Albino, Cristiane Camila Zeiser, Jaison José Bassani, Alexandre Fernandez Vaz
31/10/2014

Aconteceu nas Copas

Há sessenta anos, Oswaldo Iório Sobrinho reúne recortes de jornais, revistas e anotações pessoais que resultaram nesta obra, feita por um apaixonado por Copas do mundo. Em 'Aconteceu nas Copas' o leitor poderá passear pelos países-sede, relembrar as g...

Oswaldo Iório Sobrinho
31/10/2014

Administração de clubes de futebol profissional e governança corporativa

O futebol brasileiro, atividade de grande importância social e econômica para o país, atravessa um período de discrepâncias. Apesar das conquistas internacionais e da quantidade de jogadores que fazem sucesso pelo mundo, os clubes, de uma maneira geral, passam por uma situação de falta de recursos, endividamento, ausência de credibilidade e incapacidade administrativa, não conseguindo manter seus principais jogadores. O futebol é mal explorado como mercado e a falta de profissionalismo em sua gestão é evidente. Em um ambiente complexo, a profissionalização da gestão torna-se questão de sobrevivência para os clubes e uma exigência dos investidores em potencial. As boas práticas de governança corporativa demonstram ser uma resposta para os clubes que buscam uma gestão mais efetiva dentro de um ambiente complexo, competitivo e em constante mudança. Visando estudar a aplicabilidade e os possíveis impactos das boas práticas de governança corporativa nos clubes, foi realizada uma pesquisa descritiva, qualitativa e exploratória, seguindo o método de estudo de caso, em três clubes do estado de São Paulo. A base para a análise foi a terceira versão do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa do IBGC. As práticas lidam, essencialmente, com o poder de direção (decisão) e de controle dentro das organizações, visando equilibrar as influências de diferentes grupos de interesse (stakeholders), como torcedores, investidores, sócios e dirigentes, evitando conflitos dentro da organização. Um clube mais forte resultante dessas práticas tende a criar um ciclo virtuoso entre resultados (administrativos e esportivos) e o retorno por eles produzido. A adoção das boas práticas de governança corporativa pode se constituir em um importante diferencial para os clubes na competição por capital e outros recursos, pois contribuem para o aumento da amplitude, profundidade e velocidade da reestruturação e profissionalização da gestão dos clubes. Ela também tende a gerar uma queda de ações consideradas anti-éticas ou ilegais e fornecer uma maior visibilidade sobre a aplicação dos investimentos realizados. A presença de aspectos como transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa pode também ser uma forma de legitimar a atuação dos dirigentes do clube perante tantos interessados (só os torcedores, por exemplo, podem chegar a milhões) que não exercem representatividade na política e na gestão do mesmo. Vale ressaltar que a verificação desta necessidade não se restringe aos clubes de futebol, mas é uma tendência mundial, que abrange os mais diversos setores econômicos. Este processo de radicalização democrática conduz a uma “publicização” das formas de controle e decisão das organizações, motivada por sua responsabilidade e função social, e evita a formação de oligopólios no controle dos clubes. Por fim, pôde-se verificar que a gestão dos clubes de futebol profissional, ao adotar as práticas de governança corporativa propostas, tendem a alcançar uma maior legitimidade perante seus stakeholders e exercer a administração de maneira profissionalizada. Existem práticas sendo adotadas, embora não com este rótulo, e elas foram motivadas, principalmente, por obrigações legais. É possível adotá-las de maneira quase que integral, ainda que sejam necessárias adaptações em virtude do diferente contexto individual que envolve cada clube.

Palavras-chave: Administração esportiva; governança corporativa; futebol; clubes.

Daniel Siqueira Pitta Marques
31/10/2014

Adolescente em conflito com a lei e sua noção de regras no jogo de futsal

Adolescentes com trajetória de vida alicerçada na falta de valores éticos e morais estão mais vulneráveis à prática de atos infracionais. Caso isso ocorra, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê sua inserção em medidas socioeducativas. Nossa pesquisa tem por objetivo identificar a fase do desenvolvimento moral de adolescentes em conflito com a lei. Para tanto, estudamos 30 adolescentes, entre 15 a 18 anos, do gênero masculino, inseridos em Centro de atendimento socioeducativo. Os dados foram coletados por meio de observação do jogo de futsal, que não contou com a figura do juiz e entrevista estruturada, seguindo-se as linhas gerais do Método Clínico de PIAGET (1994). A categorização dos dados coletados confirmou nossa hipótese - de que esses adolescentes, ainda, se encontram com características de uma moral heteronômica, verificadas pelas diferenças entre a consciência e a prática de regras na situação de jogo. Apesar de conhecerem as regras, durante a partida, somente as respeitam para obterem benefícios, como: não cobrar a falta, enganar o adversário ou, simplesmente, ganhar a partida. Presumimos que somente as respeitariam, caso houvesse a figura de autoridade (juiz), porque esta iria lhes impor punições e privações. Acreditamos, portanto, que os resultados deste estudo possam tornar-se parâmetros para educadores criarem situações propícias, tanto preventivas como interventivas, para o desenvolvimento sociomoral, minimizando, assim, sofrimentos e oportunizando a formação de cidadãos com maior senso ético e moral, capazes de optarem pelo caminho da solidariedade, da cooperação e da justiça.

Maria do Carmo Monteiro Kobayashi, Valéria Cristina Zane
31/10/2014

Afición futbolística mexicana: presentación histórica y etnográfica del americanismo

Artigo publicado no site da revista: www.uff.br/esportesociedade/

Sergio Varela Hernández
31/10/2014

Afonsinho e Edmundo

Prefácio, 7

Introdução, 9

Parte I
Afonsinho, 21

Desencontro, 23
O futebol-moderno, 25
O corpo-máquina, 31
As escolas de futebol, 36
Afonsinho no Botafogo, 43
A militarização do futebol brasileiro, 48
O domesticador de cães, 54
O longo verão quente: disciplina versus rebeldia, 70
Da sub-raça ao super-homem, 76
Os novos bárbaros, 85
A Lei de Passe, 95
A rebeldia entra em campo, 105
A Laranja Mecânica, 110
Jogador-problema, 118

Parte II
Edmundo, 125

Anjo e demônio, 127
O bandido entra em campo, 133
O jogo das máquinas, 147
A chave do problema, 154
O tribunal da norma, 161
A cartilha do jogador-disciplinar, 168
O estádio Panóptico, 178
Os animais das arquibancadas e o animal dos gramados, 186
A criação do jogador-animal, 192
O animal na casa do Senhor, 211
O animal e as Leis, 225
O exílio do Animal, 240

Dom Quixote e o Animal, 243

Bibliografia, 251

José Paulo Florenzano
31/10/1998

Ah! Eu Sou Gaúcho! O nacional e o regional no futebol brasileiro

Discute-se neste artigo, a partir da performance do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense entre 1995 e 1997, a polêmica em torno das identidades regionais e nacionais. As inúmeras conquistas do clube gaúcho nesse período suscitaram uma série de manifestações acerca do estilo gremista de jogar futebol e, por extensão, do "ser gaúcho". Criou-se, então, uma polêmica extra-campo, desde as arquibancadas até a mídia especializada. De um lado, os que consideravam o Grêmio um time violento. De outro, os que viam nele apenas um espírito guerreiro. Como enquadrar o estilo gremista no cenário nacional, se ele parecia afrontar o "futebol-arte", desde muito caracterizado como próprio dos brasileiros? Eis a questão. O que, no princípio, poder-se-ia considerar uma discussão circunscrita ao universo futebolístico, acabou voltando-se para a esfera das identidades regionais e às antigas, porém atuais, querelas entre gaúchos e brasileiros. Trata-se de um entre tantos dilemas nacionais operacionalizados a partir do futebol.

Arlei Sander Damo
31/10/1999

Aldir Blanc e o futebol

A pesquisa em questão objetiva o levantamento e análise de um time de crônicas de Aldir Blanc em que o futebol aparece como uma leitura possível, através de seus elementos míticos e da linguagem pertencente a esse esporte, atingindo outros níveis de significação na obra do autor em questão. Para isso, abordaremos a representação que o futebol alcança no cotidiano nacional como um fenômeno capaz de refletir e criar discursos variados em nosso país. Por se tratar de um assunto tão presente no dia a dia, principalmente no Brasil, faremos um paralelo com o gênero que melhor complementa o espaço e a linguagem do cotidiano em seus escritos: a crônica. Partindo, então, das definições teóricas relevantes desse gênero, traçaremos na produção cronística de Aldir Blanc as relações construídas pelo retrato do cotidiano a que ele recorre, especificamente no caso de sua obra o retrato do subúrbio carioca através dos bairros que compreendem a Zona Norte do Rio de Janeiro, dos quais no reflexo deste espaço o futebol aparece como um objeto constante. 

Luis Eduardo Veloso Garcia
31/10/2014

Além dos gramados

Esta dissertação propõe um estudo sobre a questão racial no futebol brasileiro atual a partir das histórias orais de vida de alguns negros que atuaram entre 1970 e 2010. O texto é dividido em três partes: na primeira, é apresentada a história do projeto, com destaque para as discussões teóricas e metodológicas; na segunda, são expostas sete narrativas correspondentes às redes de jogadores, treinadores, árbitros, dirigentes, torcedores, jornalistas e intelectuais; na terceira, são encaminhadas interpretações levando-se em consideração o conjunto dos documentos orais constituídos. Nesta última parte, são explicitados eixos temáticos que buscam articular as experiências individuais com as coletivas e traçar as especificidades de cada profissão abordada. Almeja-se, desta maneira, contribuir para o debate acadêmico com a incorporação dos discursos destes negros e a reflexão sobre as relações raciais no Brasil tomando por base as experiências e as memórias destas pessoas em nosso futebol.

Palavras-chave: negros, futebol brasileiro, história oral, questão racial, racismo.

Marcel Diego Tonini
31/10/2014

Almanaque do Futebol Sportv

Almanaque do Futebol SporTV é uma versão atualizada e revisada do Almanaque do Futebol, lançado pela Casa da Palavra em 2006. Como se fosse um estádio que abriga todas as torcidas, este almanaque é mais que um livro sobre essa modalidade que existe há cerca...

Gustavo Poli e Lédio Carmona
31/10/2014

Amando a Maradona

O que há em comum entre um garoto jogando bola numa pobre favela de Villa Fiorito e o dono de uma cantina em Nápoles? O que há em comum entre quinhentas pessoas celebrando o Natal em 30 de outubro e 25 fanáticos por futebol mostrando suas tatuagens? Todos estão...

Javier Martín Vázquez
31/10/2014

Amizade, pertencimento e relações de poder no futebol de bairro

O presente artigo tem como referência empírica o caso da Sociedade Recreativa Arealense, um clube esportivo-recreativo de bairro tradicional da cidade de Pelotas, fundado em 1920. O objetivo é analisar as práticas futebolísticas infames, ou seja, não famosas. Prioriza-se, no texto, uma reflexão sobre como este futebol se constitui e é constituído por uma sociabilidade específica, por sentimentos de pertencimento e por relações de poder. Para desenvolver o estudo, foi utilizada uma metodologia que alia fontes orais, escritas e imagéticas.

Luiz Carlos Rigo
31/10/2014

Análise da descontinuidade do patrocínio esportivo em clubes de futebol no Brasil

O tema definido para essa dissertação procura mostrar as condições atuais dos clubes de futebol e a sua relação com empresas patrocinadoras. Dentre os objetivos específicos, pretendemos identificar, junto aos patrocinadores de clubes de futebol, as vantagens e desvantagens analisadas no patrocínio; identificar, junto aos patrocinadores de clubes de futebol, o retorno de investimento após o término de contrato com um clube de futebol; identificar, junto aos patrocinadores de clubes de futebol, quais as ações realizadas durante o contrato com os clubes para aumento da visibilidade de sua marca e como são implementadas; identificar os fatores relevantes que fazem com que os patrocinadores esportivos não renovem seu contrato junto aos clubes de futebol; identificar os motivos de troca entre patrocinadores e clubes após o término de contrato de patrocínio esportivo; identificar se a desorganização na gestão de um clube de futebol interfere na descontinuidade de um contrato de patrocínio esportivo; identificar o reconhecimento por parte dos executivos de empresas dos riscos relacionados ao patrocínio esportivo e como enfrentar estas contingências. O desenvolvimento da dissertação se inicia em seu primeiro capítulo com algumas idéias e conceitos do marketing esportivo, mostrando o desenvolvimento e crescimento do marketing esportivo no Brasil e no mundo. No segundo capítulo, abordo o patrocínio esportivo, que mostra os efeitos e benefícios que essa ação pode gerar ao ser bem administrado, através de análises de retorno do investimento realizado pelas empresas patrocinadoras. Nos capítulos seguintes, serão apresentados os dados coletados por meio de entrevistas com as empresas patrocinadoras de clubes de futebol no Brasil e com os respectivos clubes patrocinados, com o objetivo de entender os motivos de uma descontinuidade, quais os impactos gerados e uma análise comparativa entre as respostas dessas empresas, podendo confirmar ou não as hipóteses levantadas durante a dissertação.
 
Palavras-chave: marketing esportivo; patrocínio esportivo; futebol

Ricardo Guilherme Monteiro de Almeida
31/10/2014

Análise da transição da carreira esportiva de atletas de futebol da fase amadora para a fase profissional

A carreira esportiva de um atleta tem diversas fases que vão desde a iniciação até a aposentadoria. Os estudos sobre estas fases e suas transições tem se concentrado principalmente no período de término da carreira e pouca atenção tem sido dada a outros períodos importantes da vida do atleta. Considerando o cenário sócio cultural do futebol no Brasil, este estudo analisou a carreira de atletas na idade final da adolescência e início da idade adulta que se deparam com a transição do esporte amador para o esporte profissional. Os objetivos do estudo foram: (a) identificar fatores relevantes na formação esportiva inicial dos atletas; (b) caracterizar o contexto familiar e social dos atletas; (c) identificar os fatores que influenciam no planejamento da carreira esportiva dos atletas; (d) analisar a percepção dos atletas acerca do contexto do futebol no qual estão inseridos. A amostra do estudo foi composta por 186 atletas com média de idade de 18,46 anos (± 0,82). Utilizou-se um método combinado de pesquisa quantitativa e qualitativa, onde dois instrumentos foram utilizados para a coleta de dados: (1) um questionário composto de 46 questões desenvolvido a partir do Athletic and Postathletic Questionnaire (Questionário Atlético e pós-atlético)e do Sports Career Transitions Questionnaire (Questionário de Transições da Carreira Esportiva) e (2) uma entrevista semi-estruturada. Os resultados encontrados mostram que a formação esportiva inicial destes atletas se deu principalmente na prática do futebol de rua e nas escolinhas em um segundo momento. Quanto ao tipo de prática, o futsal surgiu como uma prática comum para a maioria dos atletas, mas por outro lado, estes atletas não vivenciaram a prática de outras modalidades esportivas nesta fase. Quanto ao contexto familiar e social, descobriu-se que a maioria das famílias destes jogadores é de classe socioeconômica média baixa e baixa. No entanto, há também um grupo razoável de famílias de classe média que procura se ajustar e dar apoio à prática dos filhos. Os resultados indicaram mudanças drásticas quanto aos círculos sociais dos atletas, sendo que o que eles mais sentem falta é de sair com os amigos e namorar. Os atletas apresentaram, de uma maneira geral, um nível razoável de planejamento de suas atividades esportivas, com exceção do planejamento dos estudos. O pai é o principal conselheiro da maioria dos atletas. A percepção dos atletas acerca do contexto do futebol é extremamente positiva, apesar dos problemas enfrentados. O que eles mais gostam no futebol é viajar e conhecer outros lugares, a satisfação pessoal e o ambiente de competição. Os principais problemas enfrentados são os estudos, a distância da família e as contusões. Na visão dos atletas, a família continua sendo seu principal instrumento de apoio.
 
Palavras chave: psicologia do esporte, carreira esportiva, transições, planejamento, futebol.

Mauricio Pimenta Marques
31/10/2014

Análise das identidades botafoguenses a partir das narrativas orais

Este trabalho é parte constituinte da minha dissertação de mestrado no Programa de Pós- Graduação em Memória Social na UNIRIO e dos debates realizados no Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Esporte e Sociedade (NEPESS- UFF). O objetivo central da pesquisa foi analisar a construção de identidades de torcedores do clube “Botafogo Futebol e Regatas”. Para realização desse trabalho foram eleitos dois grupos, a torcida organizada Fúria Jovem do Botafogo e o “movimento” Loucos pelo Botafogo, como estudos de caso das questões propostas acerca do futebol na atualidade e as representações existentes em dois grupos distintos. A questão norteadora da pesquisa é em que medida a modernização do futebol e a afirmação de uma matriz espetacularizada no Brasil possibilita o surgimento de novas formas de torcer, pautadas por um controle maior das emoções e com a inclusão de novas ferramentas nesse campo das torcidas.  

Isabella Trindade Menezes
31/10/2014

Análise e avaliação do comportamento tático no futebol

Pesquisas na área do treinamento esportivo vêm mostrando que os constrangimentos táticos são essenciais para o desempenho de jogadores e equipes de futebol; porém, apesar dessa importância, a avaliação do desempenho do jogador ainda tem se centrado em aspectos técnicos, fisiológicos e biomecânicos. O objetivo deste trabalho é revisar e analisar os instrumentos disponíveis na literatura e apresentar sugestões para a análise e avaliação do comportamento de jogadores de futebol com base nos princípios táticos de jogo. A proposta apresentada neste artigo engloba os dez princípios táticos fundamentais do jogo de futebol, o local de realização da ação tática no campo e a eficácia dessa ação no jogo. 

Israel Teoldo da Costa, Júlio Garganta, Pablo Juan Greco, Isabel Mesquita
31/10/2014

Análise quantitativa dos jogos de uma equipe profissional da elite do futebol mineiro

O objetivo do estudo centrou-se na análise quantitativa das ações ocorridas nos jogos de uma equipe da elite do futebol mineiro considerando os parâmetros resultado, sistema tático, mando e tempo dos jogos. A amostra foi composta por uma equipe que disputava o campeonato oficial da federação mineira de futebol na categoria profissional. Analisou-se os desarmes, bolas roubadas e perdidas, finalizações, jogadas de fundo, faltas cometidas, sofridas e passes errados. Por meio do software Bioestat 5.0 utilizou-se no plano descritivo, medidas de tendência central e no plano inferencial, teste t de student para diferenças entre médias, com nível de significância de 5%. Os principais resultados apontam para diferenças entre a quantidade das variáveis controladas entre os tempos, resultados, sistemas táticos e mando dos jogos, ao passo que as funções táticas exercidas pelos futebolistas diferem a quantidade de finalizações e desarmes durante as partidas. 

Tiago Volpi Braz, João Paulo Borin
31/10/2014

Análises Biomecânicas no Futebol

O futebol é um fenômeno mundial que é jogado por 200 milhões de pessoas em 190 países e é imprescindível que os profissionais envolvidos no seu ensino e no seu treinamento apoiem-se nas descobertas que a ciência oferece cada vez em maior número e qualidade. A Biomecânica é uma das áreas da ciência que tem ferramentas para investigar quantitativamente o futebol. Serão apresentados aqui alguns estudos desenvolvidos no Laboratório de Análises Biomecânicas do Departamento de Educação Física – IB – Unesp – CRC. Algumas das principais características das pesquisas realizadas são: a preferência por investigar em condições mais próximas possível da ação em questão, a utilização, para o tratamento dos dados, de metodologias estatisticamente robustas e que levam em conta a estrutura temporal dos dados resultantes e a possibilidade de aplicação prática na relação ensino-aprendizagem e no treinamento desportivo. Este trabalho teve como objetivo apresentar algumas metodologias para análises biomecânicas no futebol e verificar se as variáveis em questão representam bem os fenômenos investigados. Três projetos investigando o posicionamento tático, o deslocamento e as velocidades dos jogadores, e o chute no futebol foram executados. Então, a Biomecânica mostra-se uma área importante para analisar quantitativamente o futebol, principalmente quando se utilizam critérios estatísticos que garantam informações precisas e confiáveis para os profissionais que trabalham desde a iniciação até o alto nível. As variáveis estudadas, coletadas em situações próximas da realidade do jogo, mostraram-se adequadas para a compreensão dos aspectos táticos, físicos e técnicos. Portanto, com essas metodologias aqui apresentadas pode-se garantir uma análise fidedigna de vários aspectos que compõem os fenômenos inerentes do futebol.

Sergio Augusto Cunha
31/10/2014

Aplicativos esportivos e sua usabilidade no Sistema Brasileiro de Televisão Digital interativa

A evolução tecnológica propiciou novos recursos e potencialidades à televisão digital. E a interatividade é um desses novos recursos a serem implementados pelas emissoras brasileiras de televisão aberta por meio de aplicativos. A proposta deste trabalho é, portanto, comparar os aplicativos esportivos elaborados pelas emissoras brasileiras visando a interatividade nas transmissões esportivas de futebol, analisando-os a partir da questão da usabilidade. Essa interatividade na televisão para o conteúdo esportivo suscitou diferentes tendências de uso, que precisam melhor adequar-se as características do meio e do telespectador.

Palavras-chave: SBTVD; esporte; televisão; interatividade; comunicação.

Tatiana Zuardi Ushinohama
31/10/2014

Apontamentos sócio-históricoculturais Sobre o futebol no Brasil e em Belo Horizonte, Minas Gerais

O texto a seguir, partindo de uma lógica que vai do geral ao particular, apresentará 1- algumas visões e análises sócio-históricas sobre o futebol no Ocidente e que se apoiam tanto na visão crítica quanto na defensora, 2- como o futebol chegou ao Brasil e como se consolidou como esporte nacional, 3- o modo como foi introduzido na capital do Estado de Minas Gerais que, coincidentemente, foi planejada e construída no mesmo período da entrada do futebol no país: final do século XIX e início do século XX e, por fim, 4- algumas implicações teóricas para os profissionais da área da Educação Física sobre tais questões contingentes e contextuais sobre o futebol em suas práticas didáticas. 

Marcel de Almeida Freitas
31/10/2014

Árbitro brasileiro de futebol profissional: percepção do significado do arbitrar

O objetivo do presente estudo foi avaliar o significado que tem o trabalho de arbitrar para os árbitros brasileiros de futebol. Foram avaliados vinte e quatro árbitros profissionais, dos quais dezessete pertenciam ao quadro de árbitros da FIFA do ano de 2011 e sete eram aspirantes ao quadro da FIFA. Para isto foi-lhes feita a pergunta “Qual o significado do arbitrar para você?”. A análise dos discursos foi feita de acordo com os procedimentos recomendados por Miles; Huberman (2004). Foram obtidas quatro categorias de resposta. Um aspecto interessante observado diz respeito ao contexto do futebol como incentivador para a carreira de árbitro. Isso nos leva a considerar que fazer parte do “espetáculo futebol” foi, por si só, um fator de engajamento na atividade, mas, além disso, representa uma parte expressiva da vida do árbitro, e o significado atribuído ao trabalho de arbitrar mostra que essa atividade se converte em paixão e, aparentemente, em adaptações positivas às diferentes situações enfrentadas, independentemente do nível ou da função que se desempenhe em campo. 

Rodrigo D’Alonso Ferreira, Maria Regina Ferreira Brandão
31/10/2014

Argentina Futebol Clube

Qual é a origem da identidade do futebol em Argentina e quais elementos socioculturais a definem? O filme documentário Argentina Futebol Clube tenta decifrar esta incógnita através do evento futebolístico a partir dos clubes mais importantes e do apaixonante encont...

Juan Pablo Roubio
31/10/2014

As configurações do futebol brasileiro: análise da trajetória de um treinador

No presente artigo objetivou-se analisar a trajetória de um Treinador de futebol, levantando informações que possam auxiliar na discussão sobre formação e atuação profissional em Educação Física e Esportes. A pesquisa, de caráter qualitativo, utilizou História de Vida como método de coleta de dados. Para elucidar e articular questões abordadas utilizou-se conceitos da teoria sociológica de Norbert Elias. A partir da trajetória expressa e da proposta de configuração de Elias, concluímos que a figura do Treinador se formou em decorrência das relações de interdependência estabelecidas no âmbito dos grupos específicos o qual fez parte, enriquecidas pela formação acadêmica. 

Guilherme Augusto Talamoni, Flávio Ismael da Silva Oliveira, Dagmar Hunger
31/10/2014

As gêmeas cantoras e o menino que sonhava jogar futebol

O presente trabalho teve como objetivo a investigação psicanalítica de professores do ensino superior sobre inclusão escolar. Foi organizado metodologicamente pela realização de uma consulta terapêutica coletiva, durante a qual o Procedimento de Desenhos-Estórias com Tema é usado como mediador dialógico na abordagem de doze docentes, dos cursos de Letras e Pedagogia, que se encarregam da formação de professores de nível fundamental e médio. O acontecer clínico permitiu a elaboração de uma narrativa e a produção de doze desenhos-estórias, originando material clínico que foi analisado à luz do método psicanalítico. Foram captados quatro campos: “o menino de sua mãe”, “(in) capacidades”, “onde está Wally?” e “a dor e a delícia”. Em seu conjunto, tais campos indicaram que o professor sofre quando se defronta com a problemática da deficiência e com a tarefa de incluir. 

Palavras-Chave: Inclusão, Inclusão Escolar, Procedimento de Desenhos-Estórias com Tema, Imaginário, Psicanálise, Consultas Terapêuticas Coletivas.

Camila Ferreira de Avila
31/10/2014

As interferências do Estado brasileiro no futebol e o estatuto de defesa do torcedor

A temática central deste artigo trata das possíveis interferências históricas do Estado brasileiro na estrutura do futebol e a incorporação do Estatuto de Defesa do Torcedor no interior da sociedade. Destacamos nesta caminhada, desde o Decreto - Lei 3.199/41 até chegarmos à última ação do Governo Federal, Decreto - Lei No 10.671/ 2003 - Estatuto de Defesa do Torcedor. Para que possamos compreender melhor essas relações, delimitamos nosso estudo em Jogos da Primeira e Segunda divisão do Campeonato Brasileiro de 2006 e 2007 que ocorreram em Curitiba - PR. Esta pesquisa vem sendo objeto de estudo da Secretaria Nacional de Desenvolvimento do Esporte e Lazer, do Ministério do Esporte através do programa denominado Observatório do Torcedor e desenvolvidos pelos núcleos da REDE CEDES. 

Fernando Marinho Mezzadri, Saulo Esteves de Camargo Prestes, André Mendes Capraro, Fernando Renato Cavichiolli, Wanderley Marchi Júnior
31/10/2014

As mãos do Pelé e outros contos de futebol

Como se quisesse abraçar o mundo, 9

O Aranha Negra, 17

Aquele gol do Caniggia, 23

As mãos do Pelé, 31

Noventa voltas, 37

Esperando Godot, 45

Valtinho sumiu na poeira, 51

A bicicleta do Neto, 59

O piripaque do Ronaldo, 67

O gol que Valéria não viu, 71

A arte de Venâncio, 77

João Nunes
31/10/2014

As plataformas digitais e o desporto: um show nas transmissões televisivas

A televisão está concorrendo com as novas tecnologias de informação e comunicação nos seus diversos conteúdos, inclusive no esportivo. Partindo do pressuposto, o estudo objetiva investigar e refletir a respeito da interferência das TICs na transmissão de eventos esportivos. Utilizaremos o modelo proposto por François Jost para compreender qual o relacionamento estabelecido entre emissor e receptor nas transmissões esportivas televisivas, uma vez que a re-significação da relação esporte e televisão, em função dos avanços tecnológicos e da convergência dos meios, tornou-se indispensável para a manutenção do consumo do conteúdo esportivo na televisão.

Palavras-chave: Audiovisual; Transmissões ao Vivo; Esporte; Televisão; Comunicação.

Letícia Passos Affini, Tatiana Zuardi Ushinohama
31/10/2014

As relações entre futebol globalizado e nacionalismo: o exemplo da Copa do Mundo de 2006

Este trabalho tem como objetivo principal fazer uma análise das manifestações do futebol contemporâneo, verificando as relações entre o futebol globalizado e o nacionalismo. Para tanto, foi realizada uma pesquisa durante a Copa do Mundo de 2006 realizada na Alemanha por meio da análise das suas transmissões televisivas. A mercantilização atual do futebol, com seu consumo principalmente por meio da televisão, e as transformações ocorridas com os perfis dos torcedores também foram analisadas. Concluímos que as manifestações existentes no futebol brasileiro ainda são controversas, pois apesar da época globalizada, seu consumo não é feito de forma uniforme. As manifestações globalizadoras e regionais são muitas vezes complementares, como verifi camos em época de Copa do Mundo, com as regionalidades e os nacionalismos sendo essenciais para a mercadorização global do maior espetáculo do futebol.

Thiago de Aragão Escher, Heloisa Helena Baldy dos Reis
31/10/2014

As relações entre lazer, futebol e gênero

Esta pesquisa tem por objetivo identificar, discutir e compreender as possíveis articulações entre Lazer, Gênero e Futebol. Para tanto realizamos um breve percurso histórico social do futebol feminino no Brasil, analisamos como se processa a construção dos papéis sociais colocados para a mulher relacionando-a com o espaço de exclusão/inclusão no universo futebolístico nacional e norte-americano. Esta trajetória procurou manter-se atrelada ao desenvolvimento da formação social da mulher brasileira, observando os diferentes contextos, grupos e classes sociais que as mesmas pertencem. Utilizamos alguns autores da historiografia como Rago, Hobsbawn e de alguns autores que versam sobre as relações de gênero como Louro, Scott e Mourão, dentre outros. Realizamos um estudo de caso da extinta Equipe de Futebol Feminino do Guarani F.C., tendo sua existência ocorrida nos anos de 1983 a 1985, na cidade de Campinas, SP. Através de entrevistas concedidas por ex-atletas dessa equipe, observamos que as mesmas indicaram a sua prática no interior do futebol estava atrelada aos conteúdos do lazer. Finalizamos esta pesquisa defendendo a idéia de que o futebol é um espaço também das mulheres. Este "pedaço" se define com o direito de sua participação. Aceitamos a participação conjunta entre ambos os sexos, mas também entendemos que às particularidades da diferença deva articular um caminho para o respeito da convivência, e o respeito de uma identidade possível do gênero humano.

Eriberto José Lessa Moura
31/10/2014

As representações da mídia sobre a gestão feminina no Clube de Regatas Flamengo

Este artigo tem por objetivo analisar as representações da mídia sobre as estratégias de gestão de Patrícia Amorim na presidência do Clube de Regatas Flamengo (CRF). A investigação da ação empírica exigiu a observação sistemática dos acontecimentos para compor o corpus pesquisado nos seguintes websites especializados em esportes: GLOBO.com, ESPN.com, SPORTV, Jornal Extra e Jornal do Brasil, durante seu mandato (2009-2012) e como primeira presidenta da história do Clube de Regatas Flamengo (CRF). A pesquisa foi desenvolvida por meio de dados secundários e os resultados foram organizados em duas categorias de análise temáticas, a saber: trajetória da dirigente, que inclui aspectos pessoais e profissionais e as práticas gerenciais, englobando aspectos de desligamento, contratação de integrantes da equipe, além de situações inesperadas e fora de um contexto de gestão.Os resultados apontam para uma gestão conturbada embora sua trajetória como dirigente esportiva se mostra relevante, valorizada por diferentes públicos, além de grande reconhecimento como atleta. As práticas gerenciais e as ações que as conduzem, necessita de postura adequada da dirigente, a necessidade de apoiarem-se nas características pessoais para defender seus objetivos, seus atos de coragem e persistência frente às adversidades e que as práticas utilizadas pela dirigente podem ser adotadas no cotidiano da liderança feminina cujas perspectivas se voltam para a melhoria de seus resultados. 

Euza Gomes, Vânia Nassif, Ludmila Mourão
31/10/2014

As Torcidas Uniformizadas (Organizadas) de Futebol no Rio de Janeiro nos anos 1940

O objetivo deste artigo consiste em descrever e analisar as condições históricas e sociais que permitiram o surgimento e fortalecimento das primeiras formas de organização de torcedores no Rio de Janeiro, no início dos anos 1940. Pudemos constatar que aparentemente certos aspectos exteriores de organização das torcidas (culto ao chefe, disciplina, ordem) e a atmosfera ditatorial do regime do Estado Novo (1937-1945), aproximariam as torcidas de movimentos conservadores. No entanto, as características próprias do campo esportivo, nos remeteram a predominância do caráter carnavalizador das torcidas como elemento central das mesmas. As torcidas possuíam códigos culturais, formas de organização e projetos próprios, manifestando, apoiando ou resistindo em função de objetivos específicos.

Jorge Luiz Medeiros Braga
31/10/2014

Asa Branca - Um Sonho Brasileiro

O jogador de futebol Asa Branca mora com a família no interior de São Paulo até que seu talento desperta o interesse de um grande clube da capital. O jovem precisa, então, adaptar-se à vida na metrópole, enquanto luta pelo sonho de jogar no Maracanã e...

Djalma Limongi Batista
31/10/1981

Aspectos socioculturais do futebolista

 

Este estudo teve como objetivo principal, investigar aspectos socioculturais da vida do jogador de futebol profissional da 1ª Divisão do Estado de São Paulo. No decorrer da investigação pretendeu-se levantar subsídios para melhor compreensão deste sujeito que utiliza do futebol como meio de profissional. Metodologicamente o assunto foi dividido em sua primeira parte, numa abordagem dialética do amplo contexto que é o futebol e das consequências que implica a sua execução. Com uma coleta de dados realiza num período de 5 (cinco) anos, através de um questionário composto de 34 perguntas, tendo um n=529 jogadores. Os dados coletados foram submetidos a uma análise descritiva que permite afirmar que, estes jogadores analisados sõa na mairoia, de cor branca; têm, em média, 24 anos; residem com seus familiares, que são os grandes responsáveis pela segmentação de suas carreiras fubelolísticas; exercem a profissão a mis de 5 anos inciaram nas categorias de base dos clubes em sua maioria; estão neste esporte por prazer; possuem nível de escolaridade razoável para bom em relação à realidade da sociedade brasileira. Quanto ao nível salarial, os valores encontrados sofreram acréscimos quando comparados com os valores de 1989, subindo de 4,5 salários para 9,5 salários pelos sujeitos resumem-se em deslocamento de cas ao trabalho, concentrações, jogos e treinamentos o que sugere alta exigência física e psicologia. Conclui-se que esta profissão permitiu uma evolução social para aqueles que a praticam. A sociedade brasileira vem reconhecendo que esta profissão pod-se ser desenvolvida como qualquer outra.

 

Walter Gama
31/10/1995

Avaliação de Empresas

O futebol, visto como negócio, movimenta cifras ao redor de US$ 1,5 bilhão ao ano em todo o mundo. Dessa forma, houve a necessidade de se profissionalizar a gestão esportiva para atender uma demanda mais exigente. As transações envolvidas no negócio futebol são observadas nos contratos de mídia, patrocínios, publicidade e outras fontes alternativas à geração de receitas aos clubes de futebol. As peculiaridades da economia do futebol, no entanto, produz elementos de observação empírica que direcionam a avaliação de um clube. Tais peculiaridades foram abordadas nesse trabalho com o objetivo de mensurar o valor de um clube de futebol diante dessas premissas. O modelo aplicado foi o Fluxo de Caixa Descontado e a equipe analisada foi o Manchester United da Inglaterra.
 
Palavras chave: economia esportiva, fluxo de caixa, futebol, avaliação, Reino Unido. 

Renato Pereira Amador
31/10/2014

Avaliação dos efeitos do treinamento no período preparatório em atletas profissionais de futebol

O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos do treinamento no período preparatório em atletas profissionais de futebol. Participam 17 atletas, com idade acima de 18 anos que disputaram a terceira divisão do campeonato paulista, em 2009. O programa de treinamento predominante foi o tipo neuromuscular e por meio dos testes de sentar e alcançar, salto sêxtuplo, salto vertical e velocidade de deslocamento em 30m os atletas foram avaliados antes do início do programa de treinamento (M1) e após sete semanas (M2). Os dados coletados foram armazenados em banco computacional, produzindo-se informações no plano descritivo (medidas de centralidade e dispersão) e, no inferencial, Teste t de Student e Anova One-way. Os principais resultados apontam para melhora da flexibilidade, força explosiva e rápida, e sensível diminuição na velocidade de deslocamento em 30 metros.

João Paulo Borin, Ricardo Stochi de Oliveira, Maykel Guilherme de Campos, Cláudio Roberto Creatto, Carlos Roberto Pereira Padovani
31/10/2014

Bahêa minha vida

BAHÊA MINHA VIDA é um filme de longa metragem, sobre a paixão da torcida, sobre sonhos e vida, muita vida, expressa em alegrias e lágrimas, em gritos e silêncios, em desencantos e euforias. Uma verdadeira homenagem à nação tricolor.

Márcio Cavalcante
31/10/2014

Bando e a bola de ouro

Bando só tem uma coisa na cabeça: futebol. O menino de 12 anos de uma pequena aldeia da Guiné, no leste da África, sonha com a carreira de jogador de futebol. Seu talento é descoberto numa odisséia pela Guiné. Um esperto empresário cuida dele,...

Check Doukouré
31/10/1993

Banzai, Corinthians!

Se, para alguns, o fim do mundo estava marcado para dezembro de 2012, para os corintianos este ano ficará marcado como o nascimento do Timão para uma nova era. E para presentear os torcedores, a Rádio Bandeirantes preparou um audiolivro com o registro da invasão corintian...

Rádio Bandeirantes
31/10/2014

Bar Sport

O Bar Sport é muito mais que um simples bar. Em cada cidade, em cada país, existe um Bar Sport, sempre com as portas que dão para a praça principal. Mais que um local de encontro é um ponto de referência que une diferenças num único espaç...

Massimo Martelli
31/10/2014

Barbosa

Anos depois de ver seus sonhos infantis esfacelados pela derrota para o Uruguai, na Copa do Mundo de 1950, e de ser atormentado pelo episódio por toda a vida, um homem viaja no tempo para tentar evitar o estrago causado pelo gol de Ghiggia sobre o goleiro Barbosa, aos 34 minutos do segundo te...

Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo
31/10/1988

Barça, més que un club

Durante a ditadura franquista houve incentivo oficial ao nacionalismo espanhol. Desta forma, tentou-se sufocar os regionalismos presentes na experiência espanhola. No caso da Catalunha, e mais especificamente no futebol, o Futbol Club Barcelona representou o catalanismo, como uma forma de resistência ao General Franco. A história de mais de cem anos do clube se confunde, em certa medida, com a história da Catalunha na Espanha contemporânea. No período franquista o FC Barcelona representou um meio de afirmação nacional catalã em oposição a Franco. O clube era um espaço de sociabilidade onde a língua catalã poderia expressar-se sem ser coibida pela ditadura. A experiência do FC Barcelona, como representante da Catalunha, possibilitou a criação da frase: més que un club, do então presidente do clube, Narcís de Carreras. O objetivo desta monografia é estudar a construção da frase e suas releituras, pelo FC Barcelona, a partir do periódico El Mundo Deportivo, durante a presidência de Carreras (1968-1969).

Palavras-chave: FC Barcelona. Catalunha. Franquismo.

Victor de Leonardo Figols
31/10/2014

Barra perra brava: ¡yo le voy al toluca, aunque gane! Identidad y usos de la comunicación

Link para o site da revista: www.razonypalabra.org.mx/

Nina Alejandra Martínez Arellano, Nelly Calderón de la Barca Guerrero
31/10/2014

Barra, barrios y poder en “La Komún” (equipo del fútbol del Santos Laguna)

Link para o site da revista: www.razonypalabra.org.mx/

José Alfredo Morales Pérez
31/10/2014

BBC Panorama FIFA: Football's Shame

Este programa Panorama levantou a questão - a é FIFA institucionalmente corrupta? Revisitou acusações de corrupção que já tinha feito cerca de Sepp Blatter, Nicolas Leoz, Jack Warner Issa Hayatou, João Havelange e Ricardo Teixeira - e revelou m...

Andrew Jennings
31/10/2014

Biopoder e futebol

A presente pesquisa tem o escopo de analisar a racionalização das tecnologias de governo dos corpos, por parte dos clubes de futebol, na formação de seus jogadores. Para tanto foram lidas as obra, de Michel Foucault, que tratam sobre o Bipoder e realizada pesquisa de campo no Sport Clube Corinthians Paulista, mais precisamente no campo de treinamento (C.T.) do Corinthians em Itaquera.

André Oshima Roberto
31/10/2014

Boleiros 2: vencedores e vencidos

Boleiros 2 é um filme sobre o Brasil atual, visto através do futebol.
 
O filme se dá em dois planos. Um, em que se relata a primeira visita que um famoso jogador brasileiro radicado na Europa faz ao Brasil depois que se tornou penta-campeão mundial. É tamb...

Ugo Giorgetti
31/10/2014

Boleiros do Cerrado

Prefácio: A bola dentro da tora, 9
Cesar Gordon


Uma outra Apresentação: Pesquisador e pesquisado, 15
Hiparidi Top’tiro


Capítulo 1: A bola, os “brancos” e as toras, 17

Capítulo 2: Deslocamentos, visitas, encontros, 45

Capítulo 3: Xavantes de Sangradouro nos anos 90, 87

Capítulo 4: Bola rolando, 109

Capítulo 5: Alguns aspectos do futebol xavante, 163

Capítulo 6: Futebol na cabeça, 203

Capítulo 7: O tempo passa, 235

Capítulo 8: Eles e nós: relações futebolísticas e outras que tais, 281

Fernando de Luiz Brito Vianna
31/10/2014

Brasil arte e magia

O mais belo livro já publicado sobre a mais apaixonante expressão cultural do brasileiro. Um livro que faltava à história do futebol brasileiro: divertido, apaixonante, de fácil leitura, com belíssimas fotos inéditas, publicado como homenage...

João Máximo, Leonel Kaz
31/10/2014

Brasil em jogo

Nota da editora, 6

Apresentação: Um teatro milionário, 7
João Sette Whitaker Ferreira

A Copa do Mundo no Brasil: tsunami de capitais aprofunda a desigualdade urbana, 17
Ermínia Maricato

Jogo espetáculo, jogo negócio, 25
Nelma Gusmão de Oliveira

Lei Geral da Copa: explicitação do estado de exceção permanente, 33
Jorge Luiz Souto Maior

Transformações na identidade nacional construída através do futebol: lições de duas derrotas históricas, 41
José Sergio Leite Lopes

A máfia dos esportes e o capitalismo global, 51
Andrew Jennings

Para além dos Jogos: os grandes eventos esportivos e a agenda do desenvolvimento nacional, 57
Luis Fernandes

Megaeventos: direito à moradia em cidades à venda, 65
Raquel Rolnik

Como serão nossas cidades após a Copa e as Olimpíadas?, 71
Carlos Vainer

A Copa, a imagem do Brasil e a batalha da comunicação, 79
Antonio Lassance

O que quer o MTST? – Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, 85

Cronologia dos megaeventos esportivos, 89

Sobre os autores, 93

João Sette Whitaker Ferreira, Ermínia Maricato, Nelma Gusmão de Oliveira, Jorge Luiz Souto Maior, José Sérgio Leite Lopes, Luis Fernandes, Raquel Rolnik, Carlos Vainer, Antonio Lassance
31/10/2014

Brasil em todas as 20 Copas do Mundo

Brasil em todas as 19 Copas do Mundo 1930-2014, 5

1ª Copa do Mundo no Uruguai - 1930, 9

2ª Copa do Mundo na Itália - 1934, 12

3 ª Copa do Mundo na França - 1938, 14

4ª Copa do Mundo no Brasil - 1950, 17

5ª Copa do Mundo na Suíça - 1954, 20

6ª Copa do Mundo na Suécia - 1958, 22

7ª Copa do Mundo no Chile - 1962, 25

8ª Copa do Mundo na Inglaterra - 1966, 28

9ª Copa do Mundo no México - 1970, 31

10ª Copa do Mundo na Alemanha - 1974, 34

11ª Copa do Mundo na Argentina - 1978, 37

12ª Copa do Mundo na Espanha - 1982, 40

13ª Copa do Mundo no México - 1986, 43

1ª Copa do Mundo na Itália - 1990, 46

15ª Copa do Mundo nos E.U.A - 1994, 49

16ª Copa do Mundo na França - 1998, 54

17ª Copa do Mundo na Coreia/Japão - 2002, 58

18ª Copa do Mundo na Alemanha - 2006, 65

19ª Copa do Mundo na África do Sul - 2010, 70

20ª Copa do Mundo no Brasil - 2014, 82

Participação brasileira: resultados e escalações, 89

Tabelas estatísticas, 121

Resultados das rodadas finais 1930-2010, 126

Geraldo Affonso Muzzi
31/10/2014

Brasil nas Copas

Que o Brasil é o país do futebol, disso não há a menor sombra de dúvida - sediando a Copa das Confederações em 2013 e com a Copa do Mundo de 2014 sendo disputada em território brasileiro, esta afirmação se torna mais verdade do qu...

Jal, Gual
31/10/2014

Brasil x Corinthians: rivalidades dentro e fora de campo

O objetivo do presente trabalho foi analisar a forma com que o amistoso realizado entre o selecionado nacional e a equipe do Corinthians Paulista (1958) foi representado a partir do escrito de cronistas, jornalistas e memorialistas dos anos 1950. Esta partida serviu como motivação para que estes agentes expressassem os seus posicionamentos ideológicos e mesmo em um momento, onde se buscava a incorporação do Brasil entre as nações mais desenvolvidas, o futebol revelou muitas das dificuldades internas, na qual a identidade clubística e/ou regional acabava prevalecendo sobre a incipiente e frágil identidade nacional.

Miguel Archanjo de Freitas Junior
31/10/2014

Brasile

Realizada na Universidade de Bolonha em co-tutela com a Universidade de São Paulo, a pesquisa investiga a narrativa que constituiu, envolvendo o universo da prática esportiva e a esfera da vida social, o que conhecemos hoje como a maneira brasileira de jogar futebol, o chamado futebol arte. Paolo fala também do livro Essere in gioco. Calcio e Cultura tra Brasile e Italia, que ampliou a pesquisa e trouxe para a análise também a narrativa a respeito do futebol italiano, especialmente o que veio a ser conhecido como catenaccio.

Paolo Demuru
31/10/2014

Brasileiros Futebol Clube

O fotógrafo Ed Viggiani, expressa em palavras sinceras seu trabalho no livro Brasileiros Futebol Clube. "Este trabalho é sobre o amor. Nos terrões, na várzea, nas ruas, o futebol só é praticado por apaixonados pela bola. Apenas o prazer de jogar bola mo...

Ed Viggiani
31/10/2014

Broadcasting Football Rights in Brazil: The Case of Globo and “Club of 13” in the Antitrust Perspective

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE - entrou em acordo com a Globo e o chamado “Clube dos 13” em 2010 acerca da exclusividade de três anos no contrato de venda de direitos de transmissão dos jogos do campeonato brasileiro, englobando as cinco mídias relevantes: TV aberta, TV fechada, Pay per View, Internet e Celular. A prática exclui outros competidores do mercado de transmissão de jogos de futebol do campeonato brasileiro (no caso, principalmente, outras emissoras ou canais como Record, SBT, ESPN, etc..), comprometendo a “concorrência no mercado”. No entanto, é bastante plausível assumir que a prática de exclusividade neste mercado pode ter eficiências ao garantir o retorno de investimentos. Ademais, as receitas gera¬das pela cessão dos direitos de transmissão constituem hoje cerca de 40% das receitas dos clubes brasileiros. A remoção da prática de exclusividade pode reduzir os valores pagos, além de comprometer a eficiência do setor. De outro lado, o contrato também continha “cláusula de preferência” em favor da Globo, mitigando a “concorrência pelo mercado”. No acordo, a emissora abriu mão da cláusula de preferência. Outro dispositivo importante do acordo foi obrigar o clube dos 13 a leiloar as cinco mídias principais separadamente. A ideia do artigo é examinar a racionalidade econômica do acordo e uma breve análise das principais lições da fragmentação das negociações que acabou por ocorrer em 2011. 

César Mattos
31/10/2014

Campeonato Brasileiro de 2007: a relação do torcedor de futebol com o Estatuto de Defesa do Torcedor na cidade de Belo Horizonte (MG)

Esta pesquisa verificou o conhecimento dos torcedores de futebol da cidade de Belo Horizonte no Campeonato Brasileiro da série A quanto às determinações do Estatuto de Defesa do Torcedor (EDT), a relação estabelecida entre seus anseios e as normas estabelecidas pelo EDT; além de verificar se e de que maneira ocorre o cumprimento das determinações do EDT. Para realização desta pesquisa utilizamos pesquisas bibliográfica, documental e de campo. Os torcedores em geral sabem da existência do EDT, contudo possuem conhecimento superficial, além disso, acreditam que após a entrada em vigor desse documento ocorreram melhorias na assistência ao espetáculo esportivo. Nos eventos pesquisados, ocorreu oscilação entre determinações cumpridas e não cumpridas.

Luiz Gustavo Nicácio, Thiago José Silva Santana, André Silveira Gomes, Felipe Vinicius de Paula Abrantes, Silvio Ricardo da Silva
31/10/2014

Campo midiático e campo esportivo: suas relações e construções simbólicas

Este ensaio busca relações conceituais entre ideia de campo de Pierre Bourdieu, Adriano Rodrigues e João Pissarra Esteves. Questões relativas a sobreposição de campos, bem como a legitimidade do campos dos media ante os demais campos sociais, o poder exercido pelo campo midiático e sua relação com as construções simbólicas do campo esportivo são explicitadas nas construções discursivas do campo dos media. Elegemos como hipótese que a autonomia relativa dos campos proposta por Bourdieu não é efetivada na relação entre o campo esportivo e o campo midiático. Evidências empíricas do campo esportivo com as representações simbólicas que a mídia se propõe a fazer a partir da práxis desse campo são destacadas, representando a relação interdependente de produção de sentidos entre mídia e esporte.

Gustavo Roese Sanfelice
31/10/2014

Campos de várzea

Série de curtas de animação retratando pequenas lembranças, relatos, curiosidades, críticas, pelo ponto de vista de um animador que não sabe nada de futebol. As pequenas animações são muito simples, e feitas periodicamente até a c...

Gabriel Bitar
31/10/2014

Capas da Copa

O que representa para um país ser notícia de primeira página em todos os jornais e revistas do mundo? A primeira página é o cartão de visitas de um jornal. É onde estão as melhores fotos e os resumos das principais notícias; um verdadeir...

Fábio Amaro, Orlando Duarte
31/10/2014

Caracterização do perfil do gestor esportivo dos clubes da primeira divisão de futebol do Distrito Federal e suas relações com a legislação esportiva brasileira

O processo que possibilitou aos clubes esportivos se tornarem empresas foi iniciado pela promulgação da Lei Zico (1993) e avançou na profissionalização da administração esportiva, com a Lei Pelé – em 1998. Este estudo analisou os perfis dos presidentes dos dez clubes de futebol profissional participantes do Campeonato Brasiliense da primeira divisão, no ano de 2001. Quanto aos fins, foi uma pesquisa de campo do tipo quantitativo-descritivo, e quanto aos meios foi uma pesquisa de campo com a investigação empírico-científica. Os dados foram coletados utilizando a técnica de questionário. Medidas de associação para variáveis qualitativas foram utilizadas para analisar os perfis dos dirigentes. Os resultados mostraram que esses dirigentes são homens católicos, casados, recebem mais de 25 salários-mínimos, possuem o primeiro grau (Ensino Fundamental) completo, têm, em média, 45 anos e meio; possuem as ocupações de funcionário público e empresário, que acumulam com as atribuições de dirigentes de seus clubes. 

Paulo Henrique Azevêdo, Jônatas de França Barros, Samir Suaiden
31/10/2014

Caracterização do perfil retrospectivo do dirigente esportivo de clube de futebol profissional da primeira divisão, entre os anos 2003 e 2007

O propósito desta investigação foi o de analisar a evolução do perfil sócio-econômico e cultural retrospectivo dos gestores das organizações esportivas profissionais que atuaram na primeira divisão de futebol do Distrito Federal, Brasil, durante as edições do Campeonato Brasiliense, entre os anos de 2003 e 2007. Como perfil foram entendidas as características gerais, aspectos e caráter delimitados neste trabalho. Foi uma pesquisa do tipo descritiva e retrospectiva, que utilizou como instrumentos de investigação o questionário e a análise documental de dados, onde foram estudados os 19 dirigentes máximos que administraram os seus clubes nestas competições, quanto às seguintes variáveis: gênero, faixa etária, nível de escolaridade, estado civil, ocupação principal, renda mensal pessoal e cargo ocupado no clube esportivo. Os resultados apontaram que esses gestores são indivíduos do gênero masculino, casados, na faixa etária de 46 a 55 anos, que têm ocupação principal de funcionário público, com curso superior incompleto ou completo, renda mensal entre US$ 1422,64 a mais de US$ 1778,31, ocupantes do cargo de presidente de seus respectivos clubes esportivos.

Paulo Henrique Azevêdo, Rubens Eduardo Nascimento Spessoto
31/10/2014

Caracterização métrica em futebolistas Sub-15

Recentes inovações tecnológicas tornaram-se um método pratico para quantificar padrões de movimento e exigência física no desporto. O objetivo do estudo foi caracterizar a variação da distancia percorrida em jogos oficiais de futebol Sub-15. Durante as partidas de um Campeonato Distrital, 30 jogadores foram monitorizados, individualmente, com um GPS SPI Elite SystemR e os dados coletados foram transferidos para um computador, extraindo-se os valores da distancia total e em diferentes zonas de velocidade. Os resultados mostraram que a distancia media percorrida durante 70 minutos de jogo foi 8234.8 m, e através de uma analise descritiva discriminaram os parâmetros de desempenho, caracterizando os jovens jogadores de futebol. 

Laidiston Sales Godinho, António José Barata Figueiredo, Luís Miguel Teixeira Vaz
31/10/2014

Casagrande e seus demônios

“Demônios à solta” não são mera figura de linguagem. Eles aparecem logo no título do primeiro capítulo do livro Casagrande e seus demônios, tratando daqueles fantasmas que rondam a vida de uma pessoa em desequilíbrio físico e e...

Walter Casagrande, Gilvan Ribeiro
31/10/2014

Causas que levam alguns árbitros a desistirem da carreira de árbitro profissional

O objetivo deste estudo foi o de identificar os fatores (causas) que levam os indivíduos formados na Escola Paranaense de Formação de Árbitros (EPAFAF), e inscritos no quadro de árbitros da Federação Paranaense de Futebol a desistirem da carreira de árbitros profissional. Para o levantamento das possíveis causas que levam o indivíduo a desistir da carreira de árbitro profissional foi elaborado um questionário composto por 32 perguntas. Concluímos com a análise das respostas, que a falta de pagamento após arbitrar um jogo, estar em desacordo com o nível dos jogos que estavam sendo escalados, não concordar com os critérios da comissão de arbitragem para escalar os árbitros, estar em desacordo com a política da associação dos árbitros e conseqüentemente não acreditar na associação dos árbitros, foram as situações apontadas pelos ex-árbitros como sendo as situações que mais interferiram no momento de sua desistência da arbitragem profissional. 

Adilson José Pereira, Gocha Anzorovichi Aladashvile, Alberto Inácio da Silva
31/10/2014

Celebrando a nação nos gramados:o campeonato sul-americano de futebol de 1922

Esse artigo tem por objetivo analisar um momento da história brasileira no qual o esporte foi mobilizado com o intuito de celebrar a nação: a realização de um campeonato sul-americano de futebol no âmbito dos festejos do centenário da independência, organizados na Capital Federal em 1922. Para alcance do objetivo, como fontes foram utiliza¬das revistas e jornais de grande circulação do Rio de Janeiro e de São Paulo. O intuito foi analisar a competição em sua materialidade, em sua funcionalidade e em seu teor simbólico. Buscamos perceber como os dirigentes procuraram fazer do evento uma concretização de seus desejos de celebração da nação e também como o público se apropriou à sua maneira dessa iniciativa, a partir da relação estabelecida com a seleção brasileira de futebol. 

João Manuel Casquinha Malaia Santos, Maurício Drumond, Victor Andrade de Melo
31/10/2014

Charles Miller

Introdução, 13

1. Do Brás à Inglaterra, 15

2. A era vitoriana, 27

3. Banister Court School, 33

4. A chegada da ferrovia, 46

5. Missionário da bola, 63

6. Amadores até a medula, 77

7. Chutadores da Távola Redonda, 98

8. Alvorecer do futebol, 107

9. Acesa a chama do ludopédio, 117

10. Miller e SPAC tricampeões, 123

11. Plumas e paetês nas arquibancadas, 132

12. A jóia da Consolação, 135

13. Taça Conde Penteado, 139

14. Música e futebol, orgulho da família, 144

15. Miller internacional, 155

16. Pregando o Evangelho corinthiano, 159

17. Adeus à Liga Paulista, 170

18. Árbitro, tenista, cricketer e golfista, 174

19. Tempos modernos, 189

20. Fim da linha, 192

21. Retorno às raízes, 195

22. Pacaembu de luto, 200

23. Últimas lembranças, 205

24. O legado de Charles Miller, 210

Apêndices, 217

I. Partidas disputadas e gols marcados por Charles Miller na Inglaterra, 217

II. Partidas disputadas e gols marcados por Charles Miller no Brasil de 1895 a 1910, 220

III. Partidas disputadas por Charles Miller como goleiro no Brasil, 224

IV. Partidas apitadas por Charles Miller no Brasil, 225

V. Número de partidas disputadas pelos jogadores do SPAC de 1902 a 1912 na Liga Paulista de Foot-Ball, 227

Carta do Conselho da Comunidade Britânica, 1954, 229

Bibliografia, 231

John Mills
31/10/2014

Chuteiras e astrolábios - Identidade nacional e a selecção portuguesa na imprensa de referencia

Nos campos de batalha simbólicos da África do Sul, a selecção masculina de futebol que representa Portugal joga tanto no campo desportivo como no identitário. A partir do discurso mediático produzido por dois órgãos da imprensa escrita de referência portuguesa sobre a participação da selecção nacional no Campeonato do Mundo de Futebol de 2010, procura-se descortinar as formulações acerca das representações sociais sobre a identidade nacional.

Bruno Carriço Reis, João Carlos Sousa, Nuno Amaral Jerónimo
31/10/2014

Cidadania e narrativas nacionais do futebol argentino contemporâneo

Na mesma época do Mundial da França de 1998 - e no marco da investigação que coordenava na Universidade de Buenos Aires - decidi retomar, junto com Maria Graciela Rodríguez, algumas questões que até então nos haviam ocupado nos anos anteriores: a relação entre o futebol e as narrativas nacionais na Argentina ao longo deste século. As primeiras hipóteses, centradas sobre a leitura de quatro períodos - a fundação do estilo criollo nos anos 20, o peronismo, o ciclo heróico de Maradona e a contemporaneidade -, foram desenvolvidas por nós em um paper recém-publicado (ALABARCES e RODRÍGUES, 2000). Além das análises de diversas fontes - desde o trabalho pioneiro de Eduardo Archetti sobre a invenção de uma nacionalidade masculina em torno do futebol e o tango na Argentina do começo do século1 até o jornalismo e a televisão contemporâneos -, tivemos mais de 300 entrevistas realizadas com torcedores militantes do futebol argentino entre 1996 e 1998. Um detalhe, entre outros, aparecia com destaque: o deslocamento explícito que os fanáticos faziam em sua escala de prediletos no caso da seleção argentina. Um enunciado era central nos testemunhos: “minha equipe é mais importante que qualquer seleção”.

Pablo Alabarces
31/10/2014

Clubes brasileiros de futebol

Nota introdutória, 10

Silencioso desabafo, 11

Prólogo, 15

Capítulo I - Da análise da evolução legislativa, 17

Capítulo II - Da caracterização societária e tributária dos clubes de futebol e das entidades desportivas, 31

Capítulo III - Dos reflexos contábeis, 43

Capítulo IV - Da apuração dos tributos, 57

Epílogo, 97

Agradecimentos finais, 107

Bibliografia, 109

Piraci Ubiratan Oliveira
31/10/2014

COI x FIFA

Esta tese trata da constituição do campo esportivo (BOURDIEU, 1983) do futebol nos Jogos Olímpicos. Para apresentar a configuração dessa estrutura foi utilizada uma análise documental juntamente com a história de vida dos atletas brasileiros que participaram do torneio olímpico entre 1952 e 1988. O tema referente ao amadorismo e profissionalismo estruturou toda a tese. Os conflitos políticos em torno do COI e da FIFA pelo controle do futebol foram amparados na disputa de poder para estabelecer como seria definido o termo amador. As divergências sobre esse assunto fizeram com que a FIFA criasse a sua Copa do Mundo em 1930 e que o futebol ficasse fora do programa olímpico dos Jogos de 1932. Foi a partir desse debate que os múltiplos olhares em relação ao futebol e aos Jogos Olímpicos sustentaram a tese. Esses olhares foram construídos a partir da história de vida dos atletas brasileiros que defenderam o país no futebol, dos membros e presidentes do COI e da FIFA, dos dirigentes do COB e da CBD, depois CBF, e da imprensa que apareceu nos jornais Folha da Manhã, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, e nos Boletins Olímpicos do COI. Desse modo, construiu-se a tese de que foram os conflitos políticos entre o COI e a FIFA em torno do estabelecimento das definições da condição de atleta amador e profissional que ditaram os rumos do futebol olímpico e da modalidade no mundo.

Palavras-Chave: Futebol; História; Política, Jogos Olímpicos; Copa do Mundo; COI; FIFA.

Sérgio Settani Giglio
31/10/2014

Com a nação nas mãos

Prefácio, 15

Aquecimento, 17

Primeiro tempo

Capítulo 1
O futebol e as suas origens, 25
1. Os jogos percursores do futebol na antiguidade, 27
1.1 Os jogos com bola na América pré-colombiana, 28
1.2 Os jogos com bola na Ásia, 32
1.3 Os jogos com bola na Europa, 33
2. Os jogos precursores do futebol na Idade Média e Renascença, 35
3. O período de transição: "das proibições... às escolas", 42
4. O surgimento do futebol, 46
5. A internacionalização do futebol, 50

Capítulo 2
A história do futebol no Brasil, 57

Intervalo, 67

Capítulo 3
O goleiro de futebol
, 77
1. Os goleiros que fizeram história, 82
2. Goleiros negros, por que não?, 92
3. Entre defesas, saltos, corridas, quedas, 96
4. O surgimento dos goleiros e as modificações nas regras envolvendo a sua atuação, 103

Capítulo 4
O treinamento específico para os goleiros no futebol
, 115
1. O surgimento do treinamento específico para os goleiros de futebol no Brasil, 115
2. Os treinadores de goleiros, 125
3. Dos clubes à seleção: as características do treinamento específico para os goleiros no futebol brasileiro, 131

Nos acréscimos, 141

Referências, 145

Carlos Rogério Thiengo, Dagmar Hunger
31/10/2014

Com a taça nas mãos

A tese discute as diferentes manifestações sociais no Brasil e na Argentina durante as Copas do Mundo de 1970 e 1978, respectivamente. Apesar de terem sido elemento da propaganda oficial de ambos os regimes, estas competições possuem outras interpretações além do uso feito pelas ditaduras. Jogadores, comissão técnica, jornalistas, torcedores: todos tiveram suas formas de viver aqueles dias que culminaram na vitória da seleção nacional no torneio mais importante do futebol mundial. São distintas também as memórias sobre as conquistas, que se tornaram um espaço de disputa que permite uma análise das próprias relações sociais que marcaram as últimas ditaduras civil-militares de Brasil e Argentina.

Lívia Gonçalves Magalhães
31/10/2014

Como o futebol explica o mundo

Prólogo, 7

1. O paraíso dos gângsteres, 13

2. A obscenidade das seitas, 37 

3. A questão judaica, 63 

4. O hooligan sentimental, 83 

5. a sobrevivência dos cartolas, 105 

6. Os negros dos Cárpatos, 126 

7. Os novos oligarcas, 148 

8. O discreto charme do nacionalismo burguês, 169 

9. A esperança do Islã, 189 

10. As guerras culturais no Estados Unidos, 203

Agradecimentos, 215

Nota sobre as fontes
, 217

Índice remissivo
, 220

Franklin Foer
31/10/2014

Competições esportivas mundiais LGBT: guetos sexualizados em escala global?

Os guetos são espaços circunscritos e marginais nos quais, ao longo da história, minorias religiosas, sociais, étnicas e sexuais foram encapsuladas e segregadas. Atravessados por fluxos e tensões em movimento do global landscape, tais territórios devem ser revisitados sob a ótica da globalização. Com o propósito de analisar territorialidades marginais de gênero atreladas a eventos esportivos LGBT, este artigo buscou ressemantizar o conceito de gueto da “Escola de Chicago” e repensá-lo segundo novas perspectivas analíticas, aplicadas a duas competições esportivas mundiais (Gay Games e World OutGames) voltadas para o público LGBT. Percebeu-se que a ocorrência dessas competições e as expectativas em torno de “capitais ejaculantes” de corpos, sexos, desejos e sexualidades vinculados ao esporte abrem a perspectiva de que tais torneios performatizem “guetos sexualizados”, isto é, espaços territorializados de práticas itinerantes de desejos, na lógica de uma circulação em escala global, de corpos e de capital. 

Wagner Xavier de Camargo, Carmen Silvia Moraes Rial
31/10/2014

Comprometendo a atuação

Wallace é um jogador de futebol com um dilema. Aos dezoito anos, tem a chance de ser convocado para um time de primeira divisão. Mas isso vai depender de muito preparo, muita concentração e nada de sexo antes do jogo.

Bruno Bini
31/10/2014

Comunicação e Esporte

Apresentação, 9
Prof. Ary José Rocco Júnior

PARTE I. – A MEMÓRIA (para entender a história)
1. Espetáculo para além das quatro linhas: as interfaces entre, futebol, propaganda e autoritarismo nas copas do mundo de 34 e 78, 18
José Guibson Dantas

2. O Maracanã como cenário para as “arquiteturas” do futebol: “olhares” e “experiências” da imprensa esportiva em 1950, 35
Ricardo Bedendo

3. “A camisa pesa”: a construção da identidade do uniforme amarelo da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo, 60
Fausto Amaro Ribeiro Picoreli Montanha
Filipe Fernandes Ribeiro Mostaro
Ronaldo Helal

4. Argentina 6 x 0 Peru – “A partida mais longa da História das Copas do Mundo” por dois jornalistas memorialistas argentinos, 89
Alvaro Vicente do Cabo

PARTE II. – A PRÁTICA (para construir a história)
5. O “craque” brasileiro no período pré-Copa do Mundo: o protagonismo de Neymar e a análise de conteúdo da capa da revista IstoÉ (29/06/2011), 114
Luís Henrique Mendonça Ferraz
José Carlos Marques

6. Caxirolas, Fuleco e Brazuca: Uma análise da cultura brasileira nos símbolos da Copa do Mundo FIFA 2014, 138
Ronaldo George Helal
Francisco Ângelo Brinati

7. O triste caminho do jornalismo esportivo - o sorteio da Copa do Mundo perde para o decote de Fernanda Lima, 157
Márcio Guerra

8. A dança das bolinhas nos potes da FIFA: análise comparativa da cobertura realizada pela mídia impressa de Brasil e Portugal a respeito do sorteio da Copa do Mundo de 2014, 171
José Carlos Marques
Ary José Rocco Júnior

9. Personalidade das marcas patrocinadoras da Copa de 2014, 204
Rogério Bandeira de Melo Moreira

10. Otimista ou Pessimista: As duas faces da Copa do Mundo de 2014 nas narrativas da publicidade da Cerveja Brahma, 219
Marta Regina Garcia Cafeo
José Carlos Marques

11. A publicidade e a Copa do Mundo 2014: a construção do imaginário popular através da rivalidade e da religiosidade, 243
Ary José Rocco Júnior

PARTE III. – O LEGADO (para ficar na história)
12. A Copa em trânsito: o transporte coletivo urbano na convocação dos porto-alegrenses para o Mundial de 2014 no Brasil, 271
Marcel Neves Martins
Beatriz Dornelles

13. Sustentabilidade e Marketing Verde: reflexões sobre Copa do Mundo de Futebol 2014, 291
Leandro Carlos Mazzei
Fábio Soares César
Luciana Melloni Rocco de Oliveira

14. A Copa do Mundo como megaevento esportivo: Afinal do que estamos falando? Uma abordagem comunicacional sobre a maior festa do futebol, 311
Anderson Gurgel Campos

15. Copa pra quem? O que dizem os contrários à realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, 335
Andréia de V. Gorito

Ary José Rocco Júnior
31/10/2014

Comunicología y fútbol. La vida social, el deporte y el espectáculo desde una perspectiva constructivista

Link para o site da revista: www.razonypalabra.org.mx/

Jesús Galindo Cáceres
31/10/2014

Conocer al Diego

1985-2001
Prólogo - Conocer al Diego, 9

1999
Gardel, Evita, el Che y... Maradona, 13

1985
Una navidad con él, 36

1986
Cuando Dios estuvo con él, 44
Es un placer reportear a... Platini, 49
El elegido de la FIFA, 52
Ilustre ciudadano, 54
Premios y castigo, 63

1987
La fama... de los otros, 69

1988
Siempre vuelve, 76

1989
Argentina, Maradona, 84
Proprio del Dante, 89

1990
Un viaje al corazón de Nápoles, 93
Ganar la vida, 105
Suicidio, 109
Vamos a dar una vuela, 113
El alma en los pies, 117
Napolitani, 122

1991
Salir del fondo, salir jugando, 123

1992
Un guapo en la Catedral, 131

1993
Puerto a puerto, 137
Figurita repetida, 139
Volver a los 33, 141

1994
La otra cara, 149
Códigos, 153
Don Diego, 157
Milagro, 159
Nada es más fuerte, 165
Una camiseta del diez, 168

1995
Abrazos, 172
El regreso, 174
La bendición, 183
Genios, locos, 186
Pensar giladas, 188
La voz del pueblo, 193
Olímpico, 203
Todo en repudio, 204
El amor de mi vida, 209
Un maestro, 217

1996
Sin hoja de ruta, 221
Otro partido, 225
Fotos chinas, 230
De paseo por la ciudad imperial, 235
Cara de perro, 239

1997
La respuesta, 243

1999
Una visita al templo, 245

2000
La otra vida de Maradona, 251
La panza no importa; la cabeza, sí, 273
El tobillo mágico, 277

2001
Memoria, 279
No habrá otro igual, 281

Daniel Arcucci
31/10/2014

Conséquences émotionnelles des erreurs d’arbitrage chez les footballeurs: etude exploratoire

O objetivo deste estudo foi questionar, através do discurso de jogadores de futebol, o impacto emocional dos erros de arbitragem. Cento e três jogadores de futebol com idade entre 15 a 56 anos preencheram a versão francesa do Buss-Perry Aggression Questionaire, e participaram de uma entrevista semi-dirigida durante 20 a 30 minutos acerca da qual era-lhes proposto seis situações representativas do cruzamento de duas variáveis: natureza do erro de arbitragem (x3) e repetição da situação (x2). Os participantes deviam dizer o que sentiam em cada uma das situações. Os resultados principais mostram que os erros de arbitragem são geradores de sentimento de enervamento, de cólera e de injustiça e, aumentando na medida em que se repetem. No entanto, os erros de tipo falso positivo não se acompanham das mesmas reações emocionais e comportamentais que os erros de tipo falso negativo. Estas diferenças foram interpretadas a partir do desacordo que surge da relação de oposição entre os atores. 

Eric Reynes, Sophie Canovas, Claude Ferrand, Nathalie Pantaleon
31/10/2014

Considerações sobre a formação e transformação da identidade profissional do atleta de futebol no Brasil

O artigo pretende contribuir para a compreensão do processo de formação e transformação da identidade profissional do atleta de futebol no Brasil. Os caminhos e descaminhos percorridos por atletas em busca do reconhecimento profissional são nossa via de acesso para as análise e reflexões. Com esse propósito, aludindo à teoria habermasiana, explicitamos no texto uma reflexão sobre o Esporte, em específico o Futebol, como mais um segmento social apropriado pela Ordem Sistêmica, regida pelo dinheiro e pelo poder, pois ao ser colonizado estrategicamente pela razão instrumental, o esporte das multidões, de forte apelo mercadológico, traz consigo para o Mundo da Vida (cultura, sociedade e identidades) os sonhos e expectativas distorcidas de milhares de indivíduos e suas famílias. Nesse sentido, as histórias de vida e os exemplos trazidos neste texto, servem como indicadores sociais das correlações existentes entre o mundo da bola, o sonho de uma carreira de sucesso, a real possibilidade de frustração nessa empreitada e a formação das identidades psicossociais em meio a essa “caixinha de surpresas” que é o futebol.

Antonio da Costa Ciampa, Clodoaldo Gonçalves Leme, Renato Ferreira de Souza
31/10/2014

Considerações sobre a migração, a naturalização e a dupla cidadania de jogadores de futebol

Os processos de migração, naturalização e dupla nacionalidade vêm ganhando visibilidade dentro do universo futebolístico. Apesar de não ser algo recente, chama a atenção a proliferação e a velocidade com que eles têm ocorrido nos últimos anos. Assim, este artigo tem como objetivo central fazer um mapeamento sobre esses fenômenos nas últimas duas décadas e analisar algumas transformações que estão produzindo dentro futebol moderno. Por meio de uma metodologia qualitativa, procuramos mapear, interpretar e analisar uma série de dados e informações que buscamos em diferentes fontes: jornais, revistas esportivas, internet (sites esportivos), artigos acadêmicos e livros ilustrados (álbuns de figurinhas de futebol). Como conclusão do estudo, destacamos que a multiplicação dos casos de dupla nacionalidade e naturalização de jogadores de futebol profissionais insere-se nos movimentos migratórios que vêm se multiplicando com uma velocidade maior nos últimos anos, tensionando as fronteiras territoriais e o conceito de nacionalidade. 

Daniel Vidinha da Silva, Luiz Carlos Rigo, Gustavo da Silva Freitas
31/10/2014

Constrangimentos instrucionais em futebolistas sub-18 na sub-fase de jogo 1x1

Os constrangimentos instrucionais são um importante fator influenciador da performance dos praticantes. O presente estudo visa analisar a influência de constrangimentos instrucionais ministrados pelo treinador na performance numa tarefa de 1x1 com finalização em futebol. Participaram voluntariamente 11 sujeitos (17,91±1,04 anos de idade) com 8,6±1,52 de anos de prática. Foram usadas três condições de instrução, uma de risco, outra de conservação da bola e uma neutra onde não se apela a nenhuma estratégia ou tática ofensiva. Foram detetadas diferenças significativas entre os três grupos, no que respeita à duração temporal da ação ofensiva (H(2) = 55,38; p ≤ 0,000), à recorrência bipedal (H(2) = 9,01; p ≤ 0,011), à ultrapassagem do defesa (H(2) = 10,61; p ≤ 0,005), à perda de bola por parte do atacante (H(2) = 11,42; p ≤ 0,003) e na quantidade de remates à baliza (H(2) = 11,42; p ≤ 0,003). Os resultados obtidos mostram o efeito dos constrangimentos instrucionais na performance dos praticantes. 

Filipe Manuel Clemente, Rui Manuel Mendes
31/10/2014

Conte Comigo Mengão - Carioca 2007

No dia da final contra o Botafogo, os jogadores assistem “É Campeão! – Copa do Brasil 2006” na preleção e Renato Augusto se vê na tela imaginando como seria fazer um gol numa final: “Acho que eu me jogo no fosso da geral”. Horas depois,...

Raphael Vieira, Pedro Asbeg
31/10/2014

Contra o vento

Filme que conta a saga do Título da Copa Libertadores 2013, conquistado pelo Clube Atlético Mineiro. Cenas inéditas, depoimentos exclusivos da torcida, dos jogadores e comissão técnica. Uma obra inesquecível sobre uma conquista épica, que marcou a his...

Diego Lisboa
31/10/2014

Copa do Mundo de 2006: o que elas escreveram na Folha de São Paulo

Este trabalho consiste em uma análise das publicações da Folha de São Paulo, escritas por mulheres sobre a Copa do Mundo de 2006. As reportagens foram divididas em três grupos, nos quais se identificou que existem diversas maneiras das articulistas participarem desse momento de Copa. Se o nacionalismo é o argumento destacado pelos autores que estudam o futebol para explicar a participação das mulheres nesse universo, podemos dizer que, nesse estudo, ele foi tão requisitado quanto outros aspectos identitários presentes nas vidas dessas articulistas. Elas vivenciaram a Copa da Alemanha, explicitando constantemente suas diversas formas de ser mulher.

Raquel da Silveira
31/10/2014

Copa do Mundo e cerveja: impactos intangíveis de um megaevento

A realização de megaeventos esportivos no Brasil tem motivado mudanças em vários âmbitos sociais, além de promover alterações na legislação. As exigências da Federação Internacional de Futebol Association (FIFA) desconsideram conquistas referentes às políticas do álcool e sobre violência nos estadios, estreitando o vínculo entre cerveja e futebol. Considerando as consequências negativas da concessão da venda e consumo de cerveja nos estádios e a publicidade de cerveja envolvendo a Copa do Mundo, este artigo discute impactos intangíveis da Copa do Mundo de 2014. Sinaliza aumento do numero de consumidores de cerveja em conseqüência da Lei Geral da Copa, ressaltando os aspectos negativos para a sociedade. 

Liana Abrão Romera
31/10/2014

Copa do Mundo e consumo: relações de gênero na publicidade de cerveja

Este artigo se articula em três momentos distintos, porém inter-relacionados. Inicialmente, fazemos um panorama dos estudos de gênero, introduzindo algumas questões e problemáticas necessárias para a compreensão deste tema. Em seguida, restringindo mais a teoria, propomos algumas reflexões sobre o diálogo entre publicidade, gênero e esporte. Por último, temos a análise empírica propriamente dita, onde evidenciamos as construções de gênero e as marcações de uma suposta identidade nacional hegemônica presentes nos dois filmes publicitários da Brahma escolhidos (Lista de Pedidos e Poucas Palavras). 

Camila Augusta Pereira, Fausto Amaro Ribeiro Picoreli Montanha, Fábio Grotz
31/10/2014

COPA DO MUNDO E JOGOS OLÍMPICOS: inversionalidade e transversalidades na cultura esportiva e na Educação Física escolar

Em tempos de megaeventos esportivos, aumenta a circulação social de projetos para a Educação Física escolar e o esporte formalfederativo. Contudo, no caso dos Jogos Olímpicos, inverte-se a lógica do próprio projeto de tornar o Brasil uma “potência olímpica”. Já a Copa do Mundo de futebol permite sugerir transversalidades nos conteúdos escolares, que por sua vez fortaleceriam os projetos de pretensões críticas e emancipatórias, que concebem a Educação Física como disciplina escolar que deve possibilitar aos alunos a significação e ressignificação de suas próprias experiências de movimento no âmbito da cultura. 

Mauro Betti
31/10/2014

Corações na ponta da chuteira

Introdução, 9

Capítulo 1 - Éramos todos brasileiros?, 13

Capítulo 2 - Quando a bola tinha cor, 33

Capítulo 3 - A profissão em chuteiras, 51

Capítulo 4 - O Brasil é redondo, 69

Considerações finais - Um futuro verde-amarelo, 85

Indicações de leitura, 89

Fabio Franzini
31/10/2014

Crianças e jovens e a preparação do “craque”

Os dirigentes do futebol brasileiro nunca se preocuparam com a formação dos treinadores das categorias de base. Para treinar crianças e adolescentes, a opção preferida era aproveitar ex-jogadores que precisavam continuar trabalhando para sobreviver. Entretanto, a grande experiência adquirida como profissional de futebol foi, e continua sendo, insuficiente para compreender o processo de crescimento e desenvolvimento nessa fase da vida. A frágil arquitetura que sustenta empresários ambiciosos, comissão técnica leiga e mal remunerada e garotos sonhadores, mas sem embasamento físico, técnico e emocional, nasce fadada ao insucesso. Estamos vinte anos atrasados em relação ao modelo europeu, em que a formação especializada de treinadores com competência para identificar e formar talentos é uma preocupação permanente das federações de futebol.
 

José Alberto Aguilar Cortez, Antonio Carlos Simões, Renê Drezner, Conrado Pereira da Costa, Alex Roney Ribeiro de Oliveira
31/10/2014

Cultura operária

Nos últimos anos, o futebol tem sido um tema de debate nas universidades. Estudá-lo, como um fenômeno capaz de explicar relações de sociabilidade, em determinado contexto sóciocultural e sóciopolítico, é um desafio neste trabalho. Esta dissertação versa sobre a análise da cultura operária através do estudo de caso do clube de futebol Villa Nova Atlético Clube. Tem o objetivo de pesquisar a construção de identidades em Nova Lima, Minas Gerais, durante as cinco primeiras décadas do período republicano, a partir do exame de um esporte, criado e cultivado pelos donos e pelos trabalhadores da mina de Morro Velho. Também a pesquisa traz um viés político na tentativa de investigar possíveis articulações entre esse lazer esportivo e a prática sindical dos trabalhadores da empresa Saint Jonh d’El Rey Mining Company. Foram utilizados, como fonte de pesquisa, documentos, livros, jornais, revistas e estatutos do clube que enfocam o objeto em estudo. Devido à escassez desses materiais, recorreuse, ainda, à história oral como metodologia complementar. O trabalho busca contribuir para a possível compreensão da cultura operária através do estudo de um fenômeno, responsável pela criação de novo contexto social na vida dos novalimenses, no início do século XX.

Daniela Alves da Silva
31/10/2014

Da estética do desporto à estética do futebol

O futebol é um facto social fruído por todas as pessoas, de todas as idades, profissões e credos, apresentando-se como um fenómeno de globalização que evidencia uma capacidade convocatória universal. O objetivo deste estudo consistiu em aprofundar o conhecimento acerca do futebol, com o contributo da abordagem estética, partindo para a exploração da sua importância na formação de jogadores. Para dar resposta aos objetivos, a metodologia percorrida baseou-se na síntese e confrontação de diversos estudos que desdobramos ao sabor das nossas próprias concepções, construindo um ensaio de natureza exploratória que, mais do que resumir conclusões includente e excludentemente delimitadas, pretendeu levantar questões que estimulem o estudo da temática. 

Luísa Gagliardini Graça, Teresa Oliveira Lacerda
31/10/2014

Das profundezas do espaço

O futebol também tem seus mitos e lendas, que são tanto mais bonitos, quanto mais se distanciam da realidade. Emocionante, mas complicado, foi o amor do qual Hans Günter Korte se lembra em suas últimas horas. Se a história, que o paciente terminal conta à enfe...

Gil Mehner
31/10/2014

De virada é mais gostoso? Rupturas e deslocamentos na trajetória do futebol brasileiro

Neste artigo – que é parte da dissertação de mestrado em Educação – é feita uma breve análise das transformações sócio-político-culturais pelas quais passou o futebol no Brasil desde sua chegada em território nacional, no final do século XIX, aos dias atuais tendo como base a historiografia da Escola dos Annalles. O objetivo deste trabalho é apontar algumas rupturas, deslocamentos e viradas que ocorreram na modalidade em pouco mais de cem anos. Para este artigo, foram utilizadas diversas obras que discutem os movimentos sociais do futebol no Brasil. Podemos apontar duas viradas marcantes na construção deste espaço cultural brasileiro: a) a entrada dos negros e pobres no futebol na década de 1920, e b) a mercantilização, globalização e mundialização da modalidade e do futebol brasileiro a partir do final da década de 1980. Consideramos que houve e parece que sempre haverá lutas de poder neste campo cultural e marco identitário brasileiro.  

Rodrigo Koch
31/10/2014

Democracia Corinthiana

O objetivo desta pesquisa foi analisar a Democracia Corinthiana no contexto social brasileiro, buscando compreender a relação que os jogadores desenvolveram na gestão do clube corintiano, no período de 1981 a 1985, conhecido como Democracia Corinthiana, de modo a buscar a gênese da ideia dos jogadores como trabalhadores. Chegamos a uma questão essencial: a luz do movimento social geral daquele contexto sociohistórico, em que medida o avanço da organização empresarial do Sport Club Corinthians Paulista – o processo de modernização que se desenrolava – se relacionava com as possibilidades de participação empreendidas pelos jogadores na Democracia Corinthiana, bem como quais são os limites e as possibilidades desse meio de gestão? Analisamos os plurais sentidos de democracia que se desenvolveram entre os principais sujeitos do movimento corintiano, de modo a entender o grau de espontaneidade e diferenças de envolvimento, bem como de entendimento, fizeram parte dessa criação histórica. Como parte disso, evidenciamos os sentidos e possibilidades que a participação teve para os jogadores, de modo a circundar a cultura política que se desenvolveu entre os mesmos, envolvendo reflexões sobre o grau de autonomia e de conscientização. Com isso, procuramos compreender como a Democracia Corinthiana concretamente avançou para além do interior do departamento de futebol do clube para influenciar o restante da categoria, forjando uma configuração de trabalhadores da bola. A pesquisa foi realizada por meio de pesquisa bibliográfica, documental e entrevistas com dois integrantes da Democracia Corinthiana. Esta pesquisa evidenciou a pluralidade de significados e representações da participação dos jogadores nesse movimento, percebendo diferentes formas de se inserir nele e de constituir a cidadania do jogador de futebol. 

Mariana Zuaneti Martins
31/10/2014

Democracia em preto e branco

O documentário de longa-metragem Democracia em Preto e Branco revisita um período fascinante da nossa história recente abordando uma linha narrativa com três vértices: a campanha que mobilizou todo o país em prol de eleições diretas para preside...

Pedro Asbeg, Gustavo Gama Rodrigues
31/10/2014

Deporte y sociedad

Prólogo, 9
Eduardo Archetti

 
Introdución, 13
Pablo Alabarces, Roberto Di Giano y Julio Frydenberg
 
Educación Física, deporte y escuela
 
El fútbol en la escuela: aportes para pensar un encuentro, 19
Tulio Guterman
 
La Educación Física en el nuevo contexto educativo. En busca del eslabón perdido, 27
ângela Ainsenstein
 
Deportes y distinciones de clase. Fútbol para las escuelas de los pobres y rubgy para las escuelas de los ricos, 39
Carina V. Kaplan y Demián A. Kaplan
 
História del fútbol
 
Redifinición del fútbol aficionado y del fútbol oficial. Buenos Aires, 1912, 51
Julio D. Frydenberg
 
Política e ideología de la Federación Deportiva Obrera, 1924-1929, 67
Cristina Mateu
 
Cuando los "berretines" emigran del escenario a la pantalla, 87
Eduardo Romano
 
Avatares de la modernización en el fútbol argentino, 99
Roberto Di Giano
 
Política, periodismo y deporte: discusión sobre el poder
 
Salud! Por la pelota en la pantalla. Sobre cerveza, fútbol y TV, 115
Juan Carlos García Vargas
 
Pelota, pantalla y nuevos consumos culturales, 125
Pablo De Biase
 
Periodismo deportivo: la minucia cotidiana como determinación del campo, 135
Carlos Mangone
 
25 millones de argentinos: fútbol y discurso en el Mundial'78, 143
Alejandro Turner


Identidades regionales y locales; globalización

 

Colón-Unión: violencia y rivalidad, 153
Ariel R. Levatti

Rebotes de identidad. El básquet en la cultura urbana del interior, 165
Gastón Julián Gil

Fútbol y muerte: variaciones alrededor de un corpus, 177
Florencia Calvo

Diego, un héroe global en apuros (o la agonía del último dinossauro), 185
María Graciela Rodríguez

Cuerpo y género

Aproximaciones al tema del fútbol femenino y los límites a tener en cuenta para una interpretación sociológica, 203
María Adolfina Jansson

Mujeres en el área chica, 211
Gabriela Binello y Mariano Domino

Actividad física y cultura de la delgadez, 227
Ianina Tuñón y Enrique Valiente

Apuntes para el "aguante". La construción simbólica del cuerpo popular, 237
Jorge Elbaum

Fútbol y homossexualidad (un deporte para machos), 246
Ernesto R. Rodríguez

La construción del deporte como objeto de estudio de las ciencias sociales

Fútbol y academia: recorrido de un desencuentro, 259
Pablo Alabarces

I Jornadas Nacionales "Deporte y Ciencias Sociales", 283

Pablo Alabarces, Roberto Di Giano, Julio Frydenberg
31/10/1998

Difícil reconversão: futebol, projeto e destino em meninos brasileiros

O objetivo do artigo é analisar parte da trajetória de vida de dois jovens que realizaram testes em um grande clube de futebol europeu na década de 1990. As histórias, com desfechos distintos, têm um início comum: a escola de futebol Nova Geração. Os dados analisados foram obtidos a partir de entrevistas, dos diários de campo e das matérias jornalísticas que retratam a escola. As análises sugerem que encaminhar um menino na carreira de futebolista profissional, principalmente nas camadas populares, é um projeto familiar. Além disso, o processo de seleção e treinamento dos novos talentos não mais dispensa a inserção dos jovens escolhidos em sistemas rígidos de treinamentos em clubes ou escolinhas. O capital adquirido nos treinamentos é de difícil reconversão no caso de uma profissionalização frustrada ou ainda no momento da aposentaria do jogador profissional. Esse quadro demonstra que a escolha da profissão oferece inúmeros riscos para aqueles que se aventuram em conquistá-la.

Camilo Araújo Máximo de Souza, Alexandre Fernandez Vaz, Tiago Lisboa Bartholo, Antonio Jorge Gonçalves Soares
31/10/2014

Discursos de uma derrota: um estudo da produção discursiva sobre a eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2006

Este estudo tem como pressuposto a relevância que o campo midiático possui perante os acontecimentos esportivos atuais e faz uma análise da produção discursiva referente à desclassificação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2006, mais especificamente da derrota no jogo contra a seleção francesa. Para desenvolvê-lo utilizamos a perspectiva da análise de discurso apontada por Michel Foucault. Assim, com base na análise que realizamos de programas de televisão e matérias de jornais, concluímos que os discursos midiáticos produzem efeitos de verdades a partir de uma multiplicidade discursiva, e não de um metadiscurso.

Gustavo da Silva Freitas, Luiz Carlos Rigo
31/12/1969

Discursos do e sobre o futebol brasileiro

Estudos afirmam que o futebol é um dos maiores símbolos da identidade nacional brasileira. Por isso, foi e é tomado como objeto em diversos estudos inscritos nas Ciências Humanas. Contudo, o futebol ainda não foi devidamente estudado pelos lingüistas. Tendo em vista essa conjuntura, além de tentar promover a aproximação entre o futebol e os estudos lingüísticos, o objetivo principal desta pesquisa é avaliar como o discurso da crônica futebolística exerce um poder regulador na construção discursiva da identidade do futebol brasileiro e da identidade nacional brasileira durante as Copas do Mundo de 1994 e 1998. Para tanto, analisamos discursivamente, com base no aparato teórico e metodológico da Análise do Discurso de linha francesa, representada notadamente por Michel Pêcheux e Michel Foucault, um arquivo de crônicas futebolísticas publicadas no jornal Folha de S. Paulo por ocasião das Copas supracitadas. Para compor o arcabouço teórico que sustenta esta pesquisa, lançamos mão de algumas das categorias-chave da AD francesa – tais como, formação discursiva, processo discursivo e memória discursiva –, dos conceitos de poder, saber, subjetividade, arquivo e acontecimento – todos discutidos por Foucault (1986, 1992, 1995, 1996, 1997, 2000) –, das reflexões teóricas sobre o conceito de identidade produzidas no interior da Sociologia e da Antropologia por Boaventura de Sousa-Santos (2001), Suely Rolnik (2000) e Stuart Hall (2001), e também da noção-conceito de trajeto temático, proposta por Guilhaumou e Maldidier (1994). A partir da leitura sustentada pelo conceito de trajeto temático, verificamos, nas crônicas, como os sintagmas “Brasil”, “seleção brasileira”, “futebol brasileiro” e outras expressões com significados semelhantes foram preenchidos de modo a construir, no e pelo discurso da crônica futebolística da Folha, uma identidade nacional para o futebol brasileiro e para o Brasil.

Palavras-chave: Discurso; subjetividade; identidade; trajeto temático; futebol. 

Marcelo Fila Pecenin
31/10/2014

Distribuição gaussiana dos resultados do Campeonato Brasileiro de Futebol: um modelo para estimar classificações em campeonatos de modalidades coletivas

O objetivo deste artigo é formular um modelo para estimar a pontuação necessária para alcançar certas posições na classificação final do Campeonato Brasileiro de Futebol, séries A e B. Foram utilizados os dados de campeonatos passados para provar que o índice de aproveitamento obedece a uma distribuição gaussiana de probabilidades e, assim, pode ser usado como parâmetro para os clubes definirem suas metas, dentro de um nível de confiança, antes do início de competições. O modelo também é válido, com algumas limitações, para campeonatos brasileiros disputados com diferentes fórmulas ou diferentes sistemas de pontuação e mostrou-se eficiente ao ser testado em uma amostra de campeonatos europeus.

Alysson Ramos Artuso
31/10/2014

Do centro à periferia: sobre a presença da Teoria Crítica do Esporte no Brasil

A Teoria Crítica do Esporte (TCE) é um movimento alimentado pela contracultura e pela Escola de Frankfurt que nasce na Europa e chega ao Brasil nos anos de1980 como aporte teórico da crítica ao esporte. Ela se desenvolve no país em dois momentos: a supracitada chegada e uma recepção crítica a partir da década seguinte. Entre eles, um esforço de apresentação em textos descritivo-analíticos. A TCE foi especialmente assimilada pela área de educação física e se popularizou em versões às vezes vulgares. A crítica a ela aponta questões importantes, sobretudo relacionadas à investigação empírica. O debate com a TCE deveria aproximá-la de sua origem teórica, aprofundando conceitos propostos pelos frankfurtianos, não como receituário, mas como convite à pesquisa e à reflexão.

Danielle Torri, Alexandre Fernandez Vaz
31/10/2014

Do dom à Profissão

Prefácio - Ruben George Oliven, 17

Introdução, 21

Capítulo 1 - A diversidade futebolística e a dinâmica das emoções na versão espetacularizada, 33
1.1 Football e futebóis, 35
1.1.1 Codificação, diáspora e bricolagem do football association, 35
1.1.2 As matrizes futebolísticas, 39
1.1.2.1 A matriz bricolada, 40
1.1.2.2 A matriz espetacularizada, 42
1.1.2.3 A matriz comunitária, 45
1.1.2.4 A matriz escolar, 47
1.2 A dinâmica das emoções no futebol de espetáculo, 49
1.2.1 Paixão Clubística e emoções engajadas, 51
1.2.2 O clubismo brasileiro como trama social e simbólica, 56

Capítulo 2 - Espetacularização do futebol e a mercadorização dos jogadores, 68
2.1 Profissionalização e mercadorização em diacronia, 70
2.1.1 A compensação pelo não trabalho, 70
2.1.2 Os primórdios da mercadorização dos futebolístas, 74
2.1.3 A ética capitalista e o mercado para pés-de-obra, 81
2.2 As políticas de recrutamento da dupla Gre-Nal, 85
2.2.1 O recrutamento estratégico de negros pelo Inter, 85
2.2.2 As estratégias de recrutamento num mercado periférico, 88

Capítulo 3 - O estatuto dos jogadores e os capitais futebolísticos, 93
3.1 As especificidades da carreira de futebolista, 94
3.1.1 A face oculta da profissão, 94
3.1.2  A impressão de meninos e meninas sobre os boleiros, 103
3.1.3 Brasil, "celeiro de craques", 108
3.2 Os capitais futebolísticos, 112

Capítulo 4 - Os modelos de formação/produção, 124
4.1 Os modelos de produção com base no futebol, 127
4.1.1 A produção endógena, 127
4.1.2 A produção exógena, 136
4.1.3 A produção híbrida, 144
4.2 A formação de futebolistas “à francesa” e “à brasileira”, 144
4.2.1 A performance futebolística das formações “à francesa” e “à brasileira”, 147
4.2.2 O desempenho escolar das formações “à francesa” e “à brasileira”, 151

Capítulo 5 - Nos bastidores da configuração colorada, 156
5.1 A nação colorada, 157
5.2 Homens à beira de um "ataque de nervos", 162
5.2.1 A crise de resultados e o desespero dos torcedores, 163
5.2.2 As categorias de base como solução para a crise, 166
5.3 Meninos no meio de homens, 174

Capítulo 6 - O espectro do dom, 185
6.1 Definições e indefinições do dom, 187
6.1.1 O dom/talento e o dom/dádiva, 187
6.1.2 O dom futebolístico matizado pelas teorias da reciprocidade, 195
6.2 A transmutação do dom no futebol, 203
6.2.1 Os ganhos ambivalentes advindos do dom, 203
6.2.2 O "dinheiro do dom" a partir de "A história de Iranildo", 207

Capítulo 7 - Jogando na rua
, 226
7.1 A rua no imaginário futebolístico, 227
7.2 Virilidade, coragem e outros atributos masculinos, 237
7.3 O engendramento do gênero a partir dos jogos de futebol, 243

Iconografia, 253

Capítulo 8 - As rotinas de um centro de formação, 265
8.1 Progressões e exclusões, 266
8.2 Dois dispositivos estratégicos da formação colorada, 278
8.2.1 Recrutamento e seleção precoce de talentos, 278
8.2.2 O internato e as suas múltiplas funcionalidades, 281

Capítulo 9 - A lapidação do dom e o futebol moderno, 289
9.1 As categorias espaço e tempo, 290
9.2 O senso prático e as práticas esportivas, 292
9.3 Treino é trabalho, 296
9.4 Trabalho e rotina, 299
9.5 A pior das rotinas: a preparação física, 302

Capítulo 10 - Os mercadores do dom, 310
10.1 A garipagem de dons, 314
10.2 Os agentes/empresários, 321

Considerações finais, 331

Notas, 335

Referências bibliográficas, 349

Arlei Sander Damo
31/10/2014

Do dom à profissão

Esta tese aborda o futebol de espetáculo a partir do processo de formação de atletas profissionais. Trata-se de uma etnografia tendo como objeto principal os dispositivos usados na conversão de jovens talentos em atletas aptos a performances em forma de espetáculo. Os dispositivos compreendem um conjunto variado de elementos, tais como: centros de formação, recrutamento e seleção de talentos, organização para o trabalho, tecnologias de treinamento, redes de agenciamentos, normas legais, especialistas em vários saberes e outros procedimentos que demarcam a rotina do referido processo. Do ponto de vista teórico, a profissionalização de jogadores é usada estrategicamente em dupla perspectiva. Por um lado, investiga-se a circulação das emoções no espectro do futebol de espetáculo, cuja força motriz é dada pela adesão dos torcedores aos clubes, instituições tradicionais a quem os jogadores disponibilizam os capitais incorporados ao longo da formação. Por outro lado, são abordadas as lógicas subjacentes à própria formação, com atenção especial à circulação de jovens talentos e seus estatutos: de pessoas e de mercadorias. A observação participante foi realizada em vários centros especializados em formação, no Brasil e na França, dentre os quais destacam-se o Sport Club Internacional (Porto Alegre) e o Olympique Marseille (França). A tese focaliza a singularidade das configurações concretas, usando a diversidade das experiências para apresentar uma síntese de quem, quando, onde, como e com que finalidade produzem-se jogadores profissionais. O desafio de compreender um fato social extenso, integrado aos cenários urbanos aos quais o pesquisador faz parte, atravessa esta investigação, cujo suporte etnográfico foi decisivo em todos os momentos.
 
Palavras chaves: futebol, jogador, formação, dom, pessoa, mercadoria, etnografia.

Arlei Sander Damo
31/10/2014

Do passeio público à ferrovia

O trabalho do “Passeio Público à Ferrovia” explicita a formação do lazer desportivo em torno da bola pelos trabalhadores da cidade de Fortaleza. Podemos observar como as classes subalternas se apropriaram do esporte junto com as elites. Os lugares onde o esporte floresceu e suas espacialidades não possuíam dicotomias tão acentuadas que outrora os memorialistas observaram. É clara a absorção de jogadores oriundos das classes subalternas nos times elitistas. O futebol como lazer social se espalhou entre as diversas camadas sociais. A dissertação revela os embates sociais vivenciados pelos trabalhadores, durante as mudanças trabalhistas implicadas pelo Estado Novo. Como as elites se relacionavam antes de 1930 com os trabalhadores que jogavam futebol, e como eles percebiam esse esporte praticado por outro grupo social. Percebi posterior a “revolução de 30” as alterações no relacionamento do lazer operário, principalmente pela interferência do Estado. O texto centraliza o olhar do historiador na trajetória de construção do time do Ferroviário Atlético Clube. Como outros clubes oriundos de trabalhadores, os ferroviários promoveram partidas no intuito de construir um lazer independente. A beneficência dos ferroviários seria uma das primeiras promotoras do futebol associativo. Essa prática instigada pelo presidente da beneficência favoreceu o surgimento do Ferroviário 14 anos depois. O trabalho culmina com a vitória do Ferroviário Atlético Clube, em 1945, no campeonato cearense. O campeonato era promovido pela liga formada pelos times da elite. Eu chamei esse fato de uma vitória simbólica da classe operária contra a exploração do patronato.

Rodrigo Márcio Souza Pinto
31/10/2014

Dom, amor e dinheiro no futebol de espetáculo

Este texto tem como objeto analisar as tensões em torno do amor e do dinheiro no contexto do futebol de espetáculo. Inicialmente são explicitados os diferentes significados do dom, como sinônimo de talento e de dádiva, no contexto da formação de jogadores. Também serão problematizadas as tensões decorrentes do fato de que os torcedores, engajados ao espetáculo a partir do pertencimento clubístico, empenham amor e dinheiro nesse sistema, enquanto os atletas, em contrapartida, dispõem seus talentos. Um caso paradigmático de tensão nesse tipo de relação é descrito e analisado na última parte do artigo.

Arlei Sander Damo
31/10/2014

Donos da bola

APRESENTAÇÃO
Nosso futebol é a prove dos nove, 13
Eduardo Coelho

NOTA DO ORGANIZADOR, 17

OS APELIDOS JOGAM BOLA SOZINHOS
Mistério da bola, 21
Carlos Drummond de Andrade

Armando Nogueira, futebol e eu, coitada, 23
Clarice Lispector

Sobre o foot-ball, 26
Lima Barreto

Até a próxima, 30
Chico Buarque

De um jogador brasileiro a um técnico espanhol, 33
João Cabral de Melo Neto

A língua e a bola, 34
Nelson Motta

Os nomes e a bola: dos apelidos no futebol brasileiro, 36
Francisco Bosco

É A BOLA E O MOLEQUE, O MOLEQUE E A BOLA
Maracanã sem amanhã, 45
Armando Freitas Filho

O dia em que fuzilaram o guarda-redes da minha equipa, 47
Mia Couto

Futebol de rua, 49
Luís Fernando Veríssimo

Lençol em curva, 52
Mauricio Matos

O moleque e a bola, 54
Chico Buarque

A IMPORTÂNCIA RELATIVA DAS COISAS
O nosso esporte, 61
Lima Barreto

O torcedor do América F.C., 63
João Cabral de Melo Neto

Aos atletas, 64
Carlos Drummond de Andrade

O ideal, 67
Lima Barreto

Lava, 68
Gastão Cruz

A importância relativa das coisas, 69
Luis Fernando Veríssimo

AH, EU TÔ MALUCO
A procura de uma dignidade, 75
Clarice Lispector

Contam de Clarice Lispector, 84
João Cabral de Melo Neto

Sinal vermelho, 85
Gastão Cruz

Cicatrizes (uma história de futebol), 86
Luiz Ruffato

Os melhores momentos, 97
Chico Buarque

A nível de, 100
João Bosco e Aldir Blanc

Sexo e futebol, 102
Luis Fernando Veríssimo

SABE APENAS FAZER O MÁXIMO
Goleiro (eu vou lhe avisar), 107
Jorge Ben Jor

Zagueiro, 108
Jorge Ben Jor

O anjo das pernas tortas, 109
Vinícius de Moraes

Ponta de lança africano (Umbabarauma), 110
Jorge Ben Jor

Pelé: 1000, 112
Carlos Drummond de Andrade

Um abraço no Pelé, 114
Vinícius de Moraes

Ademir da Guia, 115
João Cabral de Melo Neto

Filho Maravilha, 116
Jorge Ben Jor

Gol de Romário, 117
José Miguel Wisnik

Com os meus botões, 119
Chico Buarque

Os centroavantes, 122
Luis Fernando Veríssimo

TORCE, RETORCE E SE DISTORCE TODO
Hora do foot-ball, 129
João do Rio

Cantor de amor e de angústia à seleção de ouro do Brasil, 132
Vinícius de Moraes

O futebol brasileiro evocado da Europa, 134
João Cabral de Melo Neto

Em preto e branco, 135
Carlos Drummond de Andrade

Gol!, 137
Armando Freitas Filho

Copa do Mundo de 70, 138
Carlos Drummond de Andrade

Cadê o penalty, 142
Jorge Ben Jor

Gol anulado, 143
João Bosco e Aldir Blanc

Maracanã, 144
Armando Freitas Filho

Nossos craques são todos mais artistas, 145
Chico Buarque

SOBRE OS AUTORES, 149

BIBLIOGRAFIA/DISCOGRAFIA, 155/157

Eduardo Coelho
31/10/2014

Dossiê - Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959

A necessidade da publicação do livro
Se minha intenção e a do Peres fosse apenas a de conquistar o reconhecimento dos títulos brasileiros a partir de 1959, o trabalho já poderia ter sido dado por encerrado. Pois a documentação que oficializa os...

José Carlos Peres, Odir Cunha
31/10/2014

Dossiê 50

1 Silêncio! O Brasil está chorando, 26

2 "Ghiggia, o Papa e Frank Sinatra calaram o Maracanã. Eu também calei", 44

3 "Eu seria o primeiro brasileiro a levantar a taça. Mas tudo é sonho", 54

4 "Não é possível que o Brasil não tenha feito o gol de empate", 64

5 "Vim para ser campeão. Voltei para São Paulo no chão do trem", 74

6 "Parecia o presidente da República descendo do carro, vaiado. Mas era eu chegando em casa depois da derrota", 82

7 "O que fizeram comigo foi uma covardia, uma injustiça. Não levei tapa do capitão do Uruguai", 90

8 "Fiz 1 x 0 na final da Copa. Ali nós já éramos deuses", 100

9 "Meu sonho era assim: a gente ainda iria jogar contra o Uruguai. Aquilo que aconteceu era mentira", 108

10 "Um menino queria me ver no hospital. Passei a noite pensando: eu sou um santo? Eu sou Deus?", 120

11 "Você sai do campo, atravessa o túnel, chega ao vestiário, tira a roupa e começa a chorar", 130

12 "Tive um pressentimento estranho. Quando o Brasil entrou em campo, a derrota já estava escrita", 140

13 "Nem o general Solano López teve de explicar tanto a derrota para o Brasil na Guerra do Paraguai", 148

14 Por quê?, 156

Geneton Moraes Neto
31/10/2014

Duelo de campeões

EUA, 1950. Na provinciana cidade de St. Louis, um grupo de jovens se agita em torno de um grande e heróico objetivo: embarcar para o Brasil! Os rapazes - atletas amadores de um "estranho" esporte para o público americano chamado Futebol - recebem a notícia que have...

David Anspaugh
31/10/2014

É dia de lotar o estádio: como os torcedores são convocados para uma partida de futebol

Tendo como referência os Estudos Culturais e de Gênero pós-estruturalistas, este trabalho procura problematizar as formas como os torcedores são convidados a participarem dos jogos de seus clubes. Para tanto selecionei quatro jornais da cidade de Porto Alegre nos dias de quatro jogos do Sport Club Internacional e do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense no Campeonato Gaúcho de 2008, observando dois conjuntos de textos diferentes: os veiculados pelas equipes de marketing dos clubes e os dos comentaristas dos jornais. Entendo que esses materiais produzem uma espécie de currículo com conteúdos de uma masculinidade específica para ser exercida nos estádios Olímpico e Beira-Rio. A análise permite-me pensar aproximações e afastamentos entre os dois conjuntos de textos: ambos falam sobre a importância do torcedor na construção de um ambiente favorável para sua equipe; os textos publicitários destacam a paixão e a união entre time e torcida em busca da vitória e em alguns casos podem convocar os torcedores para uma batalha; os comentaristas fazem maiores alusões ao comportamento da equipe, além de solicitar o apoio incondicional dos torcedores. Procuro investigar que representações de masculinidades são convocadas e de que forma são hierarquizadas. Esses conjuntos de textos interpelam os sujeitos de diferentes modos. Ao mesmo tempo em que colocam o torcedor como protagonista dos jogos, tentam diminuir o envolvimento dos mesmos com os eventos esportivos para evitar algumas manifestações de violência.
 
Palavras-chave: Masculinidade, representação e futebol

Gustavo Andrada Bandeira
31/10/2014

É gol! Deus é 10

Este trabalho procurou investigar as manifestações de religiosidade no futebol profissional paulista. Dentro do universo de pesquisa, escolhemos cinco equipes que disputam a primeira divisão do campeonato estadual (Sport Club Corinthians Paulista, Santos Futebol Clube, Sociedade Esportiva Palmeiras, São Paulo Futebol Clube e Associação Desportiva São Caetano). Os principais motivos da escolha dessas equipes foram: o grande espaço a elas atribuídas pelos meios de comunicação; por serem de “massa” ou “emergentes”; e também por serem o “objeto do desejo” de muitos atletas iniciantes e mesmo de profissionais consagrados do futebol.
De modo a entender a grande presença da religião e da religiosidade percebidas nos gramados brasileiros em tempos recentes – através de manifestações e relatos de atletas e integrantes de comissões técnicas –, buscamos trabalhar em duas linhas, uma de caráter teórico-bibliográfico e, a outra, de caráter empírico. O caminho percorrido se iniciou pela colocação, em um contexto de pesquisa, dos aspectos representativos do futebol e suas conexões com a religião/religiosidade ao redor do mundo. O trabalho parte de uma História do futebol (das práticas “proto-futebolísticas” ao esporte moderno) e, a partir dela, à conexão com a realidade brasileira e paulista. Mostramos, em seguida, as conexões dentro das equipes do nosso objeto de estudo e, também, como foi constituído nosso trabalho de campo.
Para compreender o porquê das manifestações de religiosidade no futebol, empregamos a teoria da Sociedade de Risco, de Ulrich Beck e, elementos da Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord, que são essenciais para a dissertação.
A aproximação das teorias risco/espetáculo em relação à realidade brasileira e, principalmente, ao “esporte das multidões”, em conjunto com a pesquisa de campo (realizada com vinte personagens do futebol), nos permitiram concluir que o risco é um dos grandes motivadores das manifestações de religiosidade no futebol. Ou seja, o espiral risco/espetáculo, fruto do sistema sócio-econômico capitalista, competitivo e excludente, é determinante para a compreensão de nosso trabalho.

Clodoaldo Gonçalves Leme
31/10/2014

Eccezzziunale... veramente

Comédia italiana, dividida em três histórias, que narra as desventuras de três torcedores de clubes italianos na década de 1980: Tirzan, um caminhoneiro juventino; Franco, um vendedor de carros torcedor da Inter de Milão; e Donato, líder de torcida orga...

Carlo Vanzina
31/10/1982

Echanges agonistiques et confrontations sportives face à la violence

Artigo publicado no site da revista: www.uff.br/esportesociedade/

Gilles Raveneau
31/12/1969

El "aguante" y las hinchadas argentinas: una relación violenta

Clique no arquivo para fazer download o arquivo ou entre na Revista Horizontes Antropológicos. 

Pablo Alabarces, José Garriga Zucal, María Verónica Moreira
31/10/2014

El fútbol de El Dorado: “el punto de inflexión que marcó la rápida evolución del ‘amaterismo’ al ‘profesionalismo’”.

A era profissional do futebol na Colômbia começa em 15 de agosto de 1948. O El Dorado futebolístico começaria em 10 de junho de 1949 dando lugar a uma das épocas mais emocionantes da história do futebol na Colômbia. Entre os fatores que propiciaram viver esse momento tão singular no esporte colombiano, podemos destacar os seguintes: A realização do primeiro campeonato de futebol profissional após os acontecimentos de 09 de abril de 1948 refletiu a necessidade de aliviar a tensão social e de dinamismo por parte do governo da época. Dirigencial ruptura entre a Associação de Colombiana de Futebol e da recém criada liga profissional de futebol, que daria carta branca para esta desenvolver um campeonato de contratar os melhores jogadores do futebol internacional, começando assim o que se chamou de "A pirataria no futebol." Combina essa situação interna com a externa, onde uma greve dos jogadores na Argentina faz a sua presença no campeonato colombiano profissional. Estes são alguns dos fatores que entram para conformar o marco configuracional do que foi esse período do futebol na Colômbia entre 1949 e 1954.
 

Rafael Jaramillo Racines
31/10/2014

El fútbol femenino: una mirada desde lo público y lo privado

O futebol jogado pelas mulheres, ainda que já desfrute de grande popularidade e legitimidade, especialmente em torneios de alto desempenho, ainda está levantando questões sobre as transformações culturais que seu desenvolvimento tem causado. Uma dessas questões está registrado na reflexão sobre a clássica dicotomia público / privado e sua relação com as inscrições sociais e culturais de gênero. Assim, o futebol chamado feminino permite analisar as possíveis mudanças nos limites fixados para cada um dos gêneros em torno do público e do privado. A questão sobre qual é o alcance dessas ditas mudanças é respondida neste artigo, tendo algumas contribuições da filosofia política e da sociologia, a partir da idéia de campo como um espaço de luta e do sujeito como subversor dos papéis sociais dominantes. 

Jorge Humberto Ruiz Patiño
31/10/2014

El fútbol y el bajío en la primera mitad del siglo XX.

Link para o site da revista: www.razonypalabra.org.mx/

César Federico Macías Cervantes
31/10/2014

Ela é o cara

Não é fácil ser a nova garota da escola. Se transformar em um garoto nada popular é mais complicado ainda. E acredite: isso pode piorar muito. Viola aproveita a viagem do irmão gêmeo Sebastian, para se passar por ele no colégio. Após essa tra...

Andy Fickman
31/10/2014

Em busca do feitiço perdido

Esta dissertação teve como objetivo principal investigar a cobertura da revista Placar a respeito da Seleção Brasileira, do São Paulo Futebol Clube e do Sport Club Corinthians Paulista no período de 1979 a 1984. Embasados por uma perspectiva gramsciniana, situamos a publicação esportiva como um aparelho privado de hegemonia responsável por estimular uma crise de hegemonia e instaurar um novo consenso no campo político e avaliamos as leituras do semanário sobre a participação brasileira na Copa da Espanha, a implantação de um modelo empresarial no tricolor paulista denominada de Revolução São-Paulina, assim como a trajetória percorrida pelo alvinegro paulista durante a Democracia Corintiana. Considerando as capas, as fotografias e os textos, procuramos resgatar a construção simbólica que o semanário fez a respeito do futebol, assim como a sua busca simultânea por resgatar o futebol-arte e modernizar a estrutura administrativa do esporte por meio da implantação da gestão empresarial. Portanto, a equipe verde amarela de 1982, apontada como representante-mor da união entre tradição e modernidade, deveria servir de referência para os clubes nacionais mesmo diante da derrota. Como portadores temporários do ethos nacional até a próxima Copa, caberia aos clubes garantirem o retorno da manifestação artística em campo que havia se perdido durante o regime militar (1964-1985) ao mesmo tempo em que tivessem que se adequar à lógica empresarial. O primeiro clube a ser escolhido como referência do futebol moderno pelo semanário foi o São Paulo, mas se ele possuía todos os elementos que permitissem reconhecê-lo enquanto exemplo de racionalização do esporte, faltava-lhe a emoção necessária para consolidar definitivamente esse projeto. Logo em seguida, o Corinthians é eleito como o novo representante capaz de unir o passado e o presente, pois era possuidor da alma que faltava ao clube do Morumbi. Com o início da Democracia Corintiana, Placar projetava sobre a equipe alvinegra as qualidades tradicionais do futebol-arte que deveriam ser resgatadas e as características modernas que seriam responsáveis por implantar em definitivo o conceito de futebol-empresa. Como representante da vanguarda que consolidaria essa proposta de reforma modernizadora, o periódico elegia Sócrates – ídolo corintiano – pois o atleta seria capaz de reunir os aspectos do passado e futuro e assim devolver a completude perdida do esporte nacional. Diante da saída do jogador para o futebol europeu, Placar veria o seu projeto político naufragar.

Palavras-chave: Futebol, Copa do Mundo, Corinthians, São Paulo, Abertura Política

Max Filipe Nigro Rocha
31/10/2014

Em jogo a relação entre pesquisador e clube

O futebol, apesar de ser uma das modalidades esportivas mais praticadas e consumidas mundialmente, possui poucas pesquisas que procuram compreendê-lo pela perspectiva das ciências humanas e sociais, sobretudo quando comparadas com os estudos no campo das ciências biológicas. Dessa forma, me propus estudar e buscar entender o futebol como fenômeno da nossa sociedade perspectivando retratar a relação entre o pesquisador e o clube com foco voltado à apreensão e análise dos processos grupais em uma equipe profissional. Este trabalho, seguindo as orientações de uma pesquisa qualitativa, partiu da análise de um grupo de futebol profissional, com um recorte temporal específico, da abordagem à equipe e aos atletas e da análise institucional do clube selecionado. Para o presente estudo, utilizou-se como referencial teórico a psicologia social, com ênfase nos estudos de Kurt Lewin e Pichon-Rivière. Tais autores nortearam a compreensão acerca dos processos grupais, sustentaram a opção metodológica e embasaram teoricamente as análises. A equipe selecionada foi o São Paulo FC, clube de expressão do futebol profissional no cenário nacional e mundial. Participaram da pesquisa atletas profissionais de futebol que estavam em atividade neste clube, membros da comissão técnica e dirigentes desta equipe. A pesquisa de campo deu-se ao longo de 45 dias, nos quais procurei estar com o grupo em situações de treino, jogo, refeições, concentração e preleções de modo a possibilitar uma melhor e mais aprofundada leitura da realidade da qual eles fazem parte. As dificuldades encontradas para analisar os processos grupais desta equipe foram muitas, dentre as quais vale destacar a impossibilidade de acesso às situações e aos locais nos momentos pretendidos por mim, as negativas de entrevistas e a rejeição da aplicabilidade do teste de livre escolha. O vínculo criado entre o pesquisador e o clube sofreu significativas oscilações ao longo da pesquisa de campo, o que prejudicou ainda mais as análises. Diante desses fatos, uma análise da relação obtida entre o pesquisador e o clube, além dos instrumentos da análise institucional, foi importante para discutir uma série de informações não explicitadas e compreender o porquê dessas limitações e dificuldades. Portanto, reconheço que, independente do clube analisado, por conta das características inerentes ao futebol contemporâneo, principalmente em relação aos interesses financeiros e políticos presentes neste contexto, as dificuldades para compreensão dos processos grupais de uma equipe profissional de futebol provavelmente estarão presentes, variando, no entanto, de acordo com as características da instituição e principalmente conforme o tipo de vínculo criado com ela.

Palavras-Chave: Futebol; Psicologia do Esporte; Grupo.

Rafael Moreno Castellani
31/10/2014

Em torno da dialética entre igualdade e hierarquia: notas sobre as imagens e representações dos Jogos Olímpicos e do futebol no Brasil

Este ensaio objetiva discutir o espaço simbólico dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo de Futebol na sociedade brasileira. Para responder a essas questões, apresenta uma crítica da visão universalista e linear da esfera do esporte, avaliando as propostas de dois autores influentes no campo, e examina algumas questões básicas para uma sociologia comparativa do esporte. Focaliza, de modo especial, a dialética do individualismo e da hierarquia, na medida em que possibilita compreender o significado do esporte e, no caso, de certas competições esportivas, sem, entretanto, partir de um ponto de vista universal e essencialista relativamente a essa esfera da vida social. 

Roberto DaMatta
31/10/2014

Emoção na torcida de futebol: uma paixão perigosa

O presente estudo tem como objetivo discutir o fenômeno futebol como uma paixão perigosa, aquela que induz indivíduos e grupos ao risco de morte. A literatura revista aponta para o fato que a emoção quando levada ao extremo, pode ser violenta na movimentação da massa humana, na excitação da vitória e transposição da derrota. Ainda que os estádios de futebol se configurem como espaços destinados a excessos e euforias coletivas, propõe-se a efetivação da regulamentação em que se estrutura o futebol nos estádios, contribuindo assim para se evitar o descontrole das paixões e emoções pelos torcedores e por sua vez, a banalização de atos violentos e mortes. 

Jairo Antonio Paixão, Marizabel Kowalski
31/10/2014

Enciclopédia da seleção

Esta obra reúne nada menos que todos os jogos oficiais da Seleção Brasileira, as competições, artilheiros, recordistas de participações, entre outras informações referentes à Seleção Brasileira de Futebol. Ivan Soter...

Ivan Soter
31/10/2014

Encontro à italiana

Dois amigos se encontram em um campo. Um carrega uma bola em forma de mapa-múndi. O outro traz um jornal “Corriere della Sera”. Os dois trocam algumas percepções metafísicas sobre a vida e depois iniciam uma partida de futebol usando o mapa-múndi como b...

Philippe Fontana
31/10/2014

Enquanto a Copa não vem

Apresentação, 7

O estádio Engenhão no Rio de Janeiro: espaço dos torcedores?, 11
Martin Curi

Cidades-sede e os monumentos esportivos: o olhar da imprensa uruguaia sobre a estreia do centenário em 1930 e do Maracanã em 1950, 27
Álvaro do Cabo

São Vicente x Santiago: o futebol e as tensões da nação cabo-verdiana, 47
Victor Andrade de Melo

Torcidas Organizadas e jornalismo esportivo: para uma história social das torcidas de futebol do Rio de Janeiro, 71
Bernardo Borges Buarque de Hollanda

Produzindo notícias: Mário Filho, imprensa esportiva, melodrama e folhetim, 97
Leda Maria da Costa

24 anos sem títulos: política e narrativas sobre o futebol brasileiro durante o período de ditadura política no Brasil, 121
Carlos Henrique Biscardi

A historiografia de um título: memória e tradição nas narrativas sobre a família Scolari, 141
Carlos Henrique Biscardi

Toda derrota tem um culpado: os vilões da derrota da seleção brasileira em Copas do Mundo, 163
Leda Maria da Costa

Sobre os autores, 189

Carlos Henrique Biscardi, Leda Maria da Costa, Martin Curi
31/10/2014

Entre a paixão e o interesse

Este estudo tem como objetivo realizar uma análise do discurso circulante acerca dos dilemas entre o amadorismo e o profissionalismo no seio do futebol ao longo do seu desenvolvimento na sociedade brasileira. O esporte moderno nos termos de Norbert Elias (1992) seria uma mimese da guerra, mas uma guerra sem os riscos diretos do confronto com fim letal. Todavia, rapidamente tornou-se também um ramo de negócio na ordem capitalista, onde a lógica basal é o acúmulo. O esporte, ao ser governado pelos interesses, passou a ser um local de negócios, apostas e divertimentos, se afastou dos ideais da busca da honra e da glória, sem interesses pecuniários. Diante desta transformação, a manutenção do ideal amador teria sido apenas uma breve reação das elites em manter as barreiras de distinção social e frear a popularização que, de certa forma feria, ou invadia, um de seus espaços para emulação de status. Entretanto, a partir do momento em que o esporte se tornou um dos principais meios de entretenimento tanto na possibilidade da prática, quanto na esfera do consumo de espetáculo, novas demandas passaram a governá-lo, fazendo surgir o profissional esportivo. Obviamente, o surgimento desta bifurcação amadorismo-profissionalismo provocaria uma tensão entre os idealizadores do esporte, aqueles que o pretendiam apenas como um meio de distinção e refinamento, aliado aos ideais educativos e alguns praticantes que rapidamente demonstraram outros interesses relacionados ao jogo, tais como ascensão social e sobrevivência. Ao admitir o profissionalismo colocava-se em jogo o ideal educativo e moral preconizado pelas elites, pois o esporte, como ramo do negócio, parecia macular a competição, que passaria a ser governada pelo interesse. O interesse pecuniário do atleta passou a ser questionado diante dos ideais civilizatórios do esporte. Observemos que a desconfiança sobre a legitimidade e moralidade desse interesse estava presente no início do debate entre amadoristas e profissionalistas desde a transformação do esporte na Inglaterra. No futebol brasileiro entre as décadas de 20 e 40, ocorria, por parte de alguns interessados na manutenção do amadorismo, uma narrativa de que os interesses individuais proporcionados pelo profissionalismo pudessem corromper os valores educativos e morais do esporte. Diante de tal desconfiança, como trabalhar com a idéia de transparência e credibilidade no esporte, se cada jogador persegue seu autointeresse? Como manter o valor da honestidade, se o jogador de futebol pode se vender individualmente? Essas são possíveis questões que pareciam pairar sobre a possibilidade de profissionalização do esporte no final do século XIX e primeiras décadas do século XX. Na atualidade, os termos amador e profissional no espaço esportivo permitem ser utilizados para se qualificar positiva como negativamente o vínculo do atleta. São termos polissêmicos que apresentam fluidez de sentido e contradições, dependendo do contexto em que é empregado. Nossa principal hipótese é que, a narrativa esportiva brasileira (dirigentes, torcedores, jogadores e da mídia) apresenta deslocamentos e ambigüidades entre o discurso romântico, cifrado pelos ideais amadores, e o discurso profissional, em que a racionalidade econômica deve imperar. Todavia, nos anos de 1930 tensões e retóricas a favor ou contra a implantação do profissionalismo estiveram presentes nas páginas dos periódicos nacionais, mas o profissionalismo se afirmou. Em contrapartida, o discurso amador permaneceu no seio dessa nova ética, com forte traço romântico, e passou a ser uma espécie de regulação, de freio, do interesse desmedido que pode ameaçar os valores do esporte no profissionalismo.

José Geraldo do Carmo Salles
31/10/2014

Entre as quatro linhas

O presente trabalho discute o surgimento, o desenvolvimento e o fim da crônica esportiva. De início, a relação entre a crônica o futebol era às turras, já que o referido esporte era considerado uma coisa estrangeira, praticada pela alta sociedade. Com a entrada dos homens de letras no mundo da crônica esportiva, casos de José Lins do Rego e Nelson Rodrigues, a crônica passou a ter um papel fundamental na criação de um certo imaginário futebolístico, como a mística do Flamengo, a realeza de Pelé, a camisa canarinho e o complexo de vira-latas, por exemplo. Por fim, no momento em que a literatura abandona a crônica esportiva, fica a opinião e o vocabulário do especialista, do cronista esportivo que discute esquemas táticos e escalações. O literato é substituído pelo especialista em futebol, um analista, um ser racional para contrapor a passionalidade do torcedor. A crônica deixa a literatura para se tornar um simples colunismo.

Palavras-chave: crônicas, futebol, Nelson Rodrigues

Eugenio Brauner
31/10/2014

Entre flertadas e goleadas: ampliação do habitus feminino burguês nos eventos futebolísticos belo-horizontinos (1908-1927)

O artigo analisa a participação das mulheres nos espetáculos futebolísticos na cidade de Belo Horizonte entre os anos 1908 e 1927. Ao longo desse período, de maneira particular na capital mineira, a imprensa destacou a participação feminina nos jogos de futebol, buscando valorizar a presença das moças da elite nos espetáculos esportivos. Por outro lado, a análise sustenta a hipótese de que a participação das mulheres nos eventos relacionados ao futebol possibilitou a conformação de um novo habitus feminino decorrente das trocas simbólicas promovidas pelas interações no espaço público.
 

Euclides de Freitas Couto
31/10/2014

Entre os vândalos

Parte 1
Uma Estação nos arredores de Cardiff, 10
Manchester, 20
Turim, 32
Sunderland, 110
Manchester, 112

Parte 2

Bury st. Edmunds, 128
Cambridge, 160
Dawes Road, Fulham, 175

Parte 3
Düsseldorf, 210
Sardenha, 268

Agradecimentos, 323

Sobre o autor, 325

Bill Buford
31/10/2014

Esboço sobre algumas implicações do futebol e da Copa do Mundo para o Brasil: identidade e ritos de autoridade

O presente trabalho discute as relações entre esporte e identidade nacional. Reflito sobre o papel do futebol – e da seleção brasileira de futebol – no processo de constituição do “ser brasileiro”, recorrendo a alguns momentos fundamentais da história de nossa participação nas Copas do Mundo. Meu argumento é o de que o processo de configuração identitária é fluido, sendo os momentos mítico-ritualísticos, como as Copas e Olimpíadas, importantes para atualizarmos os esquemas de pensamento que a modernidade impõe e para que nos pensemos como povo e como nação. Natureza e cultura formam o pano de fundo no qual “raça” e “civilidade” contam a história de nossa brasilidade, ora como mestiçagem negativa, ora positivada como marca de nosso sucesso.

Fernando Gonçalves Bitencourt
31/10/2014

Escolinha de Futebol: uma questão pedagógica

O objetivo deste relato é, além de apresentar as experiências da escolinha de futebol da UNICAMP, divulgar um estudo teórico-prático na linha da pedagogia de esportes, que ressalta as questões pedagógicas inseridas num processo de ensino-aprendizagem na iniciação esportiva, mais especificamente em relação à iniciação no futebol. São relatados neste estudo: os princípios pedagógicos, a metodologia, a organização e sistematização dos conteúdos da escolinha de futebol, e, em síntese, propõe-se uma nova pedagogia para o ensino do futebol. Procura-se, também, levantar uma discussão a respeito de qual seria a função das escolinhas de iniciação esportiva. Para isto são trazidos à luz da compreensão as idéias de alguns autores que acreditam que as funções das escolinhas de esportes(futebol) se materializam por meio de uma prática pedagógica, preocupada com um desenvolvimento global de seus alunos,respeitando os seus estágios de crescimento e desenvolvimento, físico e cognitivo, e onde por meio de sua práxis pedagógica transmita muito mais do que o aprendizado de gestos técnico-esportivos.

Alcides José Scaglia
31/10/1996

Espaços da emoção

Para a Copa do Mundo de Futebol de 2014, 12 novos estádios serão construídos no Brasil. Esses estádios precisarão atender a uma série de exigências da FIFA – o chamado padrão FIFA – muitas das quais relacionadas diretamente a preocupações com a segurança pública. No Rio de Janeiro, já há um estádio pronto que segue esse padrão: o Estádio Olímpico João Havelange, também conhecido como Engenhão. Esse estádio foi construído para o público dos Jogos Pan-Americanos de 2007, evento que durou duas semanas. Logo em seguida foi arrendado pelo clube Botafogo de Futebol e Regatas passando, portanto, a ser frequentado por sua torcida. Parte-se do pressuposto que o Engenhão não foi necessariamente construído para este tipo de público. A tese central deste trabalho é que há, no Brasil, uma disputa simbólica pelo significado do torcer e que os novos estádios, construídos para a Copa do Mundo de 2014 são um instrumento desta disputa. Os envolvidos neste fenômeno não são apenas os diversos grupos presentes durante os jogos nos estádios, mas também os construtores e administradores dos estádios. Há em jogo uma série de representações sociais sobre tais espaços, e a forma assumida por eles resulta das diferentes negociações. Sendo assim, é possível não somente observar as construções, o comportamento dos diversos grupos envolvidos, assim como entrevistá-los a respeito de suas representações, suas avaliações sobre o espaço em questão e a segurança pública. Esta é a principal proposta da pesquisa aqui realizada. O Engenhão é um campo empírico de pesquisa interessante porque oferece a oportunidade de averiguar os modos pelos quais a torcida de um clube reage a uma arquitetura projetada para atender às demandas de um público de megaeventos.

Palavras-chave: Futebol, Estadios, Torcedores, Segurança Pública, Megaeventos Esportivos, Disputa

Martin Curi
31/10/2014

Espírito Santo Futebol Clube

A essência do futebol é a paixão, na alegria e na tristeza, nas vitórias e nas derrotas. Porque, como dizia o poeta, “sem paixão a gente não chupa nem um picolé”. O documentário mostra um retrato afetivo de um clube chamado Esp&iacut...

André Ehrlich Lucas, Lucas Vetekesky
31/10/2014

Esporte

Apresentação, 1

1. História do esporte: novas abordagens, 5
Ademir Gebara

2. Brohm e a organização capitalista do esporte, 31
Marcelo Weishaupt Proni

3. Guttmann e o tipo ideal do esporte moderno, 63
Luiz Alberto Pilatti

4. Bourdieu e a teoria do campo esportivo, 77
Wanderley Marchi Jr.

5. Elias: individualização e mimesis no esporte, 113
Ricardo Lucena

6. DaMatta: o futebol como drama e mitologia, 139
Alexandre Fernandez Vaz

7. Identidade nacional e racismo no futebol brasileiro, 165
Antonio Jorge Soares

8. Esporte, história e cultura, 191
Valter Bracht

9. Políticas de esporte: uma metodologia de estudo, 207
Mara Cristan

Sobre os autores, 249

Marcelo Weishaupt Proni, Ricardo de Figueiredo Lucena
31/10/2014

Esporte do oprimido

Esta tese desenvolve um estudo a respeito da formação do jogador de futebol. A ideia de alcançar a riqueza, o glamour e o status de um grande jogador permeia os sonhos de muitas crianças e jovens, mobilizando uma cadeia de esforços familiares e de renúncias pessoais para a realização desse anseio. Entretanto, percebe-se que o processo de seleção dos atletas no futebol tem sofrido interferências e manipulações espúrias ao esporte, provocando o desencanto de boa parte da juventude para com a carreira futebolística. Esta tese buscou demonstrar, por meio da explicitação de seu objeto: uma investigação sobre as relações que se estabelecem no processo de seleção e que se estendem pela formação e profissionalização dos atletas de futebol, verificando as problemáticas que aí emergem e que, na maioria das vezes, provocam a interrupção do projeto dos candidatos e da carreira de atletas já profissionalizados. Neste estudo, o eixo estruturante da pesquisa foi o confronto entre a utopia do jovem aspirante a jogador de futebol e o desencanto pela carreira por causa de sua transformação em bem de troca, em um mercado nem sempre oficial. Para a orientação do estudo buscou-se algumas categorias de Paulo Freire, especialmente a de “relações de opressão” e a de “conscientização”. Além da pesquisa bibliográfica, a tese resulta de uma série de dados empíricos, coletados junto a aspirantes a atleta, pais, donos de “escolinhas” de futebol, clubes e jogadores profissionais. Esta tese comprovou que, por mais intensa que seja a opressão na formação do atleta profissional de futebol e que ele seja o oprimido nas relações que aí se institui, ela não consegue aliená-lo totalmente, nem mesmo amordaçá-lo, silenciá-lo. Em vez disso, quanto mais oprimido, mais denunciante ele se torna, conforme ratifica essa pesquisa.

 

Palavras-Chave: Futebol, Jogador de Futebol, Conscientização, Relações de Opressão, Jogo de Futebol
 

Hergos Ritor Froes de Couto
31/10/2014

Esporte e a sociedade global: as subjetividades na contemporaneidade

O objetivo deste trabalho é discutir a interface identidade, esporte, globalização (sob a égide do desenvolvimento tecnológico, da tradição) e a contradição entre a afirmação da identidade e o incremento tecnológico no avanço da globalização no contexto esportivo. Quando se pensa no caráter conferido ao esporte ao longo dos tempos, vemo-lo engendrado como articulador de subjetividades na vida do ser humano. O esporte, enquanto atividade humana, modifica não apenas o mundo, mas também o homem que o executa, mergulhado em uma sociedade que, a partir da exaltação teórica da categoria esporte, vê-se transformada, efetivamente, como um todo: agora vista como uma sociedade de esportistas. Com o advento de singulares formas de organização do esporte o indivíduo viu-se não mais pautando sua vida em necessidades de pertencimento à família, às comunidades, às organizações sociais, mas sim impelido a acreditar em possibilidades de desenvolvimento de si como sujeito autônomo e livre. 

Bruno Stramandinoli Moreno, Afonso Antonio Machado
31/10/2014

Esporte e poder

Apresentação, 7

Currículo dos autores, 9

I. Bate-papo, 11
João Saldanha

II. Futebol e poder: algumas reflexões sobre o jogo da política, 20
José Esmeraldo Gonçalves

III. Racismo no futebol brasileiro, 31
Lúcia Helena Corrêa

IV. O esporte como filão publicitário, 40
Edmilson Oliveira da Silva

V. Cobertura esportiva no rádio e no jornal, 51
Lauro Freitas Filho

VI. O esporte na televisão, 60
Nadja Sampaio

VII. Esporte: instrumento de dominação pedagógica, 69
Marcomede Rangel Nunes

VIII. Aspectos psicossociais do esporte, 78
Sandra Salomão Carvalho

IX. O Super-Homem nas práticas esportivas, 87
Ariosvaldo Vieira da Silva

X. Corpo: liberdade e prisão, 96
Gilda Korf Dieguez

XI. Bola e ficção: no calcanhar de todos os poderes, 107
Edilberto Coutinho

Gilda Korff Dieguez
31/10/1985

Esporte e política na ditadura militar brasileira: a criação de um pertencimento nacional esportivo

No trabalho percorro indícios da relação entre esporte e política durante o período da ditadura que assolou o Brasil nas décadas finais do sec. XX. Distancio-me de explicações conspiratórias, e problematizo o fato de o fenômeno esportivo, marca da universalização da cultura, ter servido ao propósito político da ditadura, sem que tenha sido ela o seu propulsor. Antes, argumento que a ditadura soube ler o contexto mundial para apropriar e difundir uma pratica de grande apelo de massas e consumo, que remeteu a novas formas de subjetivação, afetando, assim, os interesses e as necessidades de grandes parcelas da população brasileira. Tomo como fontes, alem de documentos próprios do universo esportivo, rastros do debate sobre o nacional e o popular, marca do que foram as tentativas de afirmação da nação. 

Marcus Aurelio Taborda de Oliveira
31/10/2014

Esporte e sociedade: novas dimensões

Nove anos se passaram entre o primeiro dossiê sobre esportes, publicado pela Antropolítica e este que ora apresentamos. Neste período, o tema, que já tinha dimensão extraordinária no nosso país, adquiriu uma importância inédita porque o Brasil foi confirmado como sede dos principais eventos esportivos mundiais. Confirmou-se a Copa do Mundo de 2014 da FIFA no Brasil, e a cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de Verão, em 2016. Além destes mais comentados, podemos elencar os Jogos Mundiais Militares, realizados em 2011 no Rio de Janeiro, a Copa das Confederações, que terá um número ainda não definido de cidades-sede (provavelmente de quatro a seis cidades), e os Jogos Paraolímpicos, também no Rio de Janeiro, com início marcado para menos de um mês após o término dos Jogos Olímpicos de 2016.

Luiz Fernando Rojo
31/10/2014

Esporte em foco

Apresentação, 7

Futebol e violência: uma relação histórica e de negligência (no Brasil), 11
Heloísa Helena Baldy dos Reis

"Todos juntos, vamos": a superação do "verdeamarelismo" da ditadura militar na conquista do mundial de futebol de 2002, 29
José Carlos Marques

Coberturas esportivas em Web-Rádio, 43
Daniel Gomes do Nascimento de Araújo e William Douglas de Almeida

Economia do esporte: um campo de estudo em expansão, 55
Marcelo Weishaupt Proni

Espetáculo, consumo e subjetividade: o futebol nas sociedades de controle, 67
Tarcyanie Cajueiro Santos

A cobertura econômica do esporte a partir da análise do caso dos Jogos Pan-americanos Rio 2007, 79
Anderson Gurgel

A crônica futebolística de cada dia, 95
Sônia de Brito

O futuro do jornalismo esportivo no Brasil - as lições dos jogos do Rio e de Pequim, 105
Luciano Victor Barros Maluly

O trato com a bola: entre a apropriação midiática e a cultura acadêmica, 115
Claudio Bertolli Filho

A educação para o "jogo" no país do futebol, 129
Ana Carolina Biscalquini Talamoni

Emoção abaixo de zero: o Portal UOL nos Jogos de Inverno de 2006, 139
Ângelo Sottovia Aranha e Gustavo de Araújo Longo

Autores, 151

Sandra Regina Turelli
31/10/2014

Esporte, lazer e estilos de vida

Prefácio , vii
Hugo Lovisolo 

Introdução: Sobre os estudos sociológicos acerca do esporte e a respeito da opção pela investigação etnográfica, 1

Capítulo I: Elementos para a caracterização e compreensão do esporte, problematização e questões a investigar, 13
1. Esporte: homogeneidade ou heterogeneidade?, 16
2. Uma visão institucional e homogênea do fenômeno esportivo, 17
3. Esporte num processo histórico de longa duração, 27
4. Em busca da heterogeneidade do esporte, 31
5. Problematização e questões a investigar, 36

Capítulo II: Descrição etnográfica dos contextos em estudo, 43
1. Grupo do Castelo, 44
2. Caídos na Praia, 88
3. Anônimos, 133

Capítulo III: Esporte ou esportes? Apropriações culturais do fenômeno esportivo, 173
1. Regras e arbitragem, 176
2. Dinâmica dos jogos: equilíbrio e igualdade, 185
3. “Eu quero ganhar”... “e eu quero brincar”: resultados, competitividade e divertimento nos esportes, 191
4. Rendimento, sucesso, comparação e acesso, 199

Capítulo IV: Esporte como lazer, 211
1. Esporte, lazer e saúde, 214
2. Esporte, lazer e convívio, 222
3. Esporte, lazer e escape,  225
4. Esporte, lazer, tempo e atitude, 231

Conclusões, 239
1. Sintetizando, 241
2. Considerações finais, 247
3. Resolvendo quebra-cabeças, 251

Referências bibliográficas, 253

Marco Paulo Stigger
31/10/2014

Esporte, mulheres e masculinidades

O objetivo deste artigo é compreender as dificuldades de permanência de mulheres em esportes considerados masculinos. Investigamos dois grupos: o primeiro, composto de jovens do Rio de Janeiro praticantes de futebol; o segundo é representado por Ana, profissional de MMA. Realizamos entrevistas semiestruturadas. Identificamos similaridades nas trajetórias destas mulheres desde as atividades de infância, que são reafirmadas na construção da identidade atleta. A habilidade esportiva e persistência é um passaporte de aceitação neste espaço. A permanência das praticantes desperta desconfiança sobre sua orientação sexual. Em contrapartida, acionam um discurso de busca da beleza e vaidade para legitimar o espaço.

Diego Luz Moura, Gilmara dos Santos Bento, Felix Oliveira dos Santos, Hugo Lovisolo
31/12/1969

Estádios da Copa De 2014: perspectivas de um legado

Nos próximos cinco anos o Brasil será palco das principais competições esportivas mundiais. A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas Rio 2016 encerrarão a década de exposição brasileira na realização de megaeventos esportivos. Assim, este ensaio busca responder como os estádios construídos para a Copa de 2014 poderão ser reutilizados de maneira eficiente tornando-se positivos legados. Através da revisão bibliográfica e documental sobre legados de megaeventos, aliada a aspectos econômicos financeiros objetivamos evidenciar as reais possibilidades dessa reutilização. Acreditamos que as chances sejam promissoras, porém três das doze arenas estão em situação de risco pela pouca expressividade dos times locais. 

Rômulo Meira Reis, Silvio de Cassio Costa Telles, Lamartine Pereira DaCosta
31/10/2014

Estado Novo e futebol: a região italiana do Rio Grande do Sul

Este artigo analisa o início e o desenvolvimento das atividades futebolísticas em Caxias do Sul, principal cidade da região de imigração italiana no Estado do Rio Grande do Sul, no extremo sul do Brasil. Pretende-se também relacionar o desenvolvimento deste esporte na região italiana com a política do Estado Novo de Getúlio Vargas, que pelas práticas autoritárias utilizou-se do futebol como um dos elementos de integração e construção de uma identidade nacional.

Cleber Cristiano Prodanov, Vinícius Moser
31/10/2014

Estatuto de Defesa do Torcedor: um diálogo com o futebol pelotense

Este estudo objetiva analisar a situação dos estádios de futebol profissional de Pelotas, tendo como referência o Estatuto de Defesa do Torcedor (EDT), com atenção especial para as condições de higiene, segurança, ingressos e transporte. Como metodologia, além da análise documental do EDT realizamos visitas aos estádios em três momentos com registros fotográficos e entrevistamos um dirigente de cada clube: Grêmio Esportivo Brasil, Esporte Clube Pelotas e Grêmio Atlético Farroupilha. Constatamos que a atenção dedicada pela mídia e pelos órgãos fiscalizadores à implementação do EDT está sendo menor do que ocorreu no momento da sua publicação.

Luis Carlos Rigo, Alan Goulart Knuth, Luciano Jahnecka, Ricardo Prestes Tavares
31/10/2014

Estratégias de combate ao marketing de emboscada em processos de patrocínio no Brasil: um estudo multicaso

O marketing de emboscada constitui-se, cada vez mais, em umas das principais ameaças ao sucesso de um processo de patrocínio esportivo. Desta forma, torna-se imprescindível que tanto entidades esportivas, quanto empresas investidoras, desenvolvam ações eficientes para inibir esta prática oportunista, alcançando resultados significativos para as partes envolvidas no processo (patrocinador e patrocinado). O presente trabalho tem por objetivo analisar as estratégias de combate ao ambush marketing em processos de patrocínio esportivo no Brasil. Para isto, tomou-se, como objeto de estudo, os principais patrocínios esportivos existentes no país quando levado em conta verba investida, duração do investimento e resultados obtidos por ambas as partes (entidades esportivas e empresas investidoras). A partir dos dados levantados, pode-se observar uma preocupação das partes envolvidas em um processo de patrocínio esportivo no que diz respeito ao marketing de emboscada. De igual forma, pode-se verificar que um monitoramento no evento e ação da concorrência, ocupação nos meios de comunicação e dos espaços in loco, cobrança e retirada das marcas concorrentes, bem como monitoramento dos protagonistas da ação esportiva, foram estratégias desenvolvidas tanto por parte das entidades esportivas, quanto empresas investidoras, para coibir esta prática. 

Nicolas Caballero Lois, Olga Regina Cardoso, Carlos Eduardo Freitas da Cunha
31/10/2014

Estrela solitária

1. 1865-1933: A flecha fulnió, 7

2. 1933-1952: Infância em Xangri-lá, 26

3. 1952-1953: Curupira na cidade, 46

4. 1953: Os fluidos vitais, 65

5. 1954-1956: Troféus na cristaleira, 84

6. 1956-1957: Garrincha em forma de crisálida, 104

7. 1958: Chica-bon ao sol, 126

8. 1958: O Sputinik fulminado, 145

9. 1958: A vitória azul, 166

10. 1958-1959: O busca-pé Angelita, 189

11. 1959-1961: A máquina de fazer sexo, 214

12. 1962: Elza, 234

13. 1962: Pau Grande revelada, 255

14. 1963: Fogo no coração, 281

15. 1963-1964: A bruxa sobre Garrincha e Elza, 305

16. 1964-1965: O joelho agônico, 326

17. 1966-1967: Acabado, 351

18. 1968-1969: Sangue no asfalto, 374

19. 1970-1971: Guimbas romanas, 398

20. 1972-1974: Uma multidão de amor, 416

21. 1975-1977: Elza perde a luta, 437

22. 1977-1983: Zumbi na Mangueira, 453

23. Epílogo: A última garrafa, 480

Agradecimentos, 489

Bibliografia, 495

Garrincha: Obra completa, 497

Ruy Castro
31/10/1995

Ética e futebol no Brasil: argumentos para reflexão

O propósito deste artigo é fazer uma breve reflexão sobre a ética no futebol. Três perguntas balizam tal reflexão: i) quais os princípios éticos predominantes no campo esportivo no País? ii) o futebol tem desempenhado, no Brasil, a função de transmissão de valores educativos e de afirmação de condutas civilizadas? e iii) o futebol tem contribuído como referência para a construção de uma nação mais democrática e socialmente justa? Para examinar tais questões procura-se, inicialmente, esclarecer o significado amplo da palavra “ética”. Em seguida, mostra-se que a ética esportiva não corresponde a um corpo unitário de princípios e condutas. Na seqüência, são apontadas algumas contradições entre a ética do futebol escolar e a ética do futebol profissional. A argumentação procura, então, indicar que a produção e a decodificação do espetáculo futebolístico no País alimentam uma ética utilitária. Mais à frente, examina-se como o discurso da “moralização” do futebol brasileiro, na década de 1990, orientou-se pela lógica do mercado. Então, são exploradas novas frentes de debate em torno da ética no futebol atual. Ao final, considerando que o futebol profissional fornece modelos de conduta social, o artigo coloca em discussão os dilemas da ética esportiva veiculada pelo futebol-espetáculo.

Marcelo Weishaupt Proni
31/10/2014

Etno Desporto indigena

Esta Tese tem por objetivo compreender a noção de corpo indígena, mais especificamente como os Kaingang constroem de modo específico e tradicional sua noção de força; conceituar o que chamo de Etno-Desporto – reconhecendo a identidade corporal relacionada à identidade do Desporto; e demonstrar como a mimesis do Futebol, praticado pelos Kaingang ocupa um lugar central tanto nas nas relações de re-inserção sociais com a sociedade Fóg. Em quase todas as Terras Indígenas (TIs) Kaingang, o Futebol assume importância fundamental, permitindo a interação entre os índios moradores de uma mesma TI, entre índios de TIs diferentes e entre os índios e as populações vizinhas. Entre os Kaingang do Paraná (Sul do Brasil), os aspectos sociológicos e miméticos do Futebol são especialmente visíveis: os campos de futebol se localizam no centro das Terras; os Kaingang se reúnem para jogar e assistir as “peladas”; as equipes Kaingang disputam competições contra equipes da cidade e da região; a montagem das equipes recebe influência das lideranças Kaingang; alguns jogadores Kaingang participam de equipes da cidade em competições municipais e regionais; as noções de corpo e força Kaingang são consideradas em campo. A presente Tese pretende oferecer um exemplo da dinâmica entre os valores atribuídos à integração com os brancos e a afirmação/identidade étnica entre os Kaingang. Estas análises denotam o conceito que denomino de Etno-Desporto. É preciso ressaltar que os saberes antropológicos têm algo de valioso a demonstrar sobre como as construções corporais podem ser importantes para a Educação Física, seja, por exemplo, no âmbito dos planejamentos de ensino que incidem sobre grupos populares e particulares, seja nas pesquisas sobre corporalidade, sua performance e técnica. Sem dúvida, o entendimento etnográfico é bastante promissor neste sentido.

Palavras-Chave: 1. Antropologia. 2. Jogos. 3. Futebol. 4. Corpo. 5. Índios Kaingang – Etnologia. 6. Kaingang – Indígenas brasileiros.

José Ronaldo Mendonça Fassheber
31/10/2014

Etno-Desporto Indígena

Apresentação, 1

Prefácio
, 15

Introdução
, 19

1. Os Kaingang
, 35
1.1. A Etnia Kaingang, 35
1.2. Notas sobre a Organização Social Kaingang, 36
1.3. Contato Kaingang X Fóg Kupríg Korég, 39
1.3.1. Civilização na Ibero-América, 41
1.3.2. Contato no Brasil Meridional, 42
1.3.3. De Estabelecidos a Outsiders, 44
1.4. Notas sobre a situação atual do contato, 45
1.4.1. Efeitos epidemiológicos sobre o corpo e a saúde Kaingang, 45
1.4.2. Labor e Atividades de Subsistência, 46
1.4.3. Políticas Indigenistas e Indígenas, 47
1.4.4. Muita Terra para pouco Índio?, 49

2. O Corpo Kaingang
, 52
2.1. o Corpo na Teoria Antropológica, 53
2.2. O Corpo nas Sociedades Ameríndias, 54
2.3. Os Kaingang e a Identidade no Corpo, 58
2.3.1. Treinamento Cultural dos Sentidos Perceptivos, 61
2.3.2. Táre: Pessoa e Corpo Kaingang, 62
2.3.3. Remédios do Mato, 66
 
3. Jogos Tradicionais Kaingang, 69
3.1. O Jogo como Ritual e o Ritual como Jogo, 69
3.2. Origens dos Jogos Tradicionais,71
3.3. Jogos Tradicionais Indígenas, 73
3.3.1. Jogos de Bola nas Américas, 76
3.4. Jogos Tradicionais Kaingang, 78
3.5. Kanjire e Civilização, 81

4. Do Etno-Desporto
, 85
4.1. Esportes Modernos, 85
4.2. O Futebol, 88
4.2.1. Futebol: identidade brasileira, 89
4.3. A Mimesis do Esporte: o Etno-Desporto, 91
4.3.1. A Mimesis do Futebol Indígena, 92
4.3.2. Os Modernos Jogos dos Povos Indígenas, 93
4.4. Diálogos e Aproximações: Cultura Corporal e Povos Indígenas do Paraná, 99

5. O Futebol entre os Kaingang
,103
5.1. Memórias do Futebol Kaingang, 103
5.2. Redes internas: Centralidade dos Campos e do Futebol, 107
5.3. Redes Internas: organizando o Futebol, 109
5.4. Redes Kaingang: Liderança e Parentesco, 112
5.5. Redes internas: Religiões e Futebol, 114
5.6. Redes internas: Até quando as mulheres Kaingang podem jogar bola?, 117
5.7. Redes Internas: jogando pelo Parentesco entre TIs, 120
 
4. O Futebol entre Kaingang e Fóg, 122
6.1. Redes Externas: jogando com os Fóg, 122
6.2. Redes Externas: jogando contra os Fóg, 123
6.3. Redes Externas: rivalidades entre Kaingang e Fóg, 127
6.4. Redes Externas: o alcance do Fair Play, 128
6.5. Tare e a Indianidade Futebolística Kaingang ante aos Fóg, 131

Considerações Finais
, 138

Bibliografia
, 144

José Ronaldo Mendonça Fassheber
31/10/2014

Expandindo horizontes na história do esporte: filmes, fotografias e monumentos

Historiadores do esporte, em geral, seguem práticas de trabalho historiográfico padronizadas ao buscarem narrar o passado no presente, focando seus interesses em material escrito. Esse artigo argumenta que, por mais importantes que as fontes escritas sejam para o trabalho do historiador, a história do esporte teria a ganhar se considerasse representações do passado que incluam cultura visual e material. Mais especificamente, este trabalho investiga filmes, fotografias e monumentos, e tenta responder duas questões-chave. Como os historiadores do esporte têm se relacionado com estas formas de cultura visual e material? Em segundo lugar, como poderiam os historiadores do esporte, baseado em práticas desenvolvidas em outros campos, ampliar o uso de filmes, fotografias e monumentos em seu trabalho? Argumentamos que os historiadores do esporte estão em uma posição que permite articular as complexas relações entre o passado esportivo e o presente usando diferentes formas de cultura visual e material.

Murray G. Phillips, Mark E. O’Neill, Gary Osmond
31/10/2014

Faces do Futebol-Arte no Brasil

Introdução, 11

1. O pensamento futebolístico, 19
1.1 Entre o ópio e o símbolo: representações sobre o futebol, 21
1.2 A lógica da interação futebolística, 23
1.3 Pensamento e arte futebolística, 26
Notas - Capítulo 1, 33

 2. A experiência "elitista" no futebol brasileiro: a distinção de Marcos Mendonça, 40
Notas - Capítulo 2, 53

3. O nascimento do pensamento malandro, 51
3.1 A ilha deserta: a recriação marginal do futebol, 53
3.2 Visões sobre a malandragem, 58
3.3 Disposições para a sedução malandra, 60
3.4 Uma sabedoria marginal: o funcionamento sedutor da dominação malandra, 63
3.5 A revolução simbólica no futebol brasileiro, 71
3.6 Garrincha: um artista das temporalidades, 76
Notas - Capítulo 3, 83

4. A sintetização da malandragem: Pelé, o malandro disciplinado, 91
4.1 A "contaminação" disciplinar no futebol brasileiro, 95
4.2 O "nascimento" da disposição disciplinar no futebol brasileiro, 99
4.3 A invenção do espaço pelo espaço: Pelé e o "banho de cuia", 103
4.4 Representação verbal da sedução futebolística: a elaboração da identidade brasileira por Nelson Rodrigues, 107
Notas - Capítulo 4, 113

5. O futebol no escopo da contemporaneidade: o nascimento da estrela futebolística, 115
5.1 A manipulação do virtual: performances sintéticas no futebol brasileiro, 118
5.2 A engenharia do sintético: a "lógica imagética" das transmissões televisivas, 121
5.3 Contaminações sintéticas no futebol brasileiro, 125
5.4 A constituição do Olímpo Futebolístico, 129
5.5 Kaká e a imaginação tática: criar em fuga e perseguição, 132
5.6 Narrativas contemporâneas: transmissões televisivas no futebol brasileiro, 135
5.7 Ritualidades e "devires" no futebol contemporâneo, 141
5.8 Entre o fascínio e o sentido: a semântica dos rituais futebolísticos na contemporaneidade, 138
5.9 Rituais e performance no futebol contemporâneo, 141
5.10 Fagulhas de "malandragem-malandra" na contemporaneidade: o devir-malandro do brasileiro, 143
Notas - Capítulo 5, 145

6. A reapropriação das "performances sintéticas": o torcer nos bares, 153
6.1 A fruição do torcer no Kasa Kaiada: para além do "apocalipse" e aquém do agir - comunicativo, 153
6.2 A construção dos significados espaciais do torcer no Kasa Kaiada, 159
6.3 Fruição futebolística no Kasa Kaiada, 160
6.4 Intempestividade performática: os signos da paixão no torcer, 163
6.5 Performances projetivas: o pensamento futebolístico discursivo no bar, 164
6.6 A lógica do torcer, do "secar" e do "frescar": buscando fruições outras, 166
Notas - Capítulo 6, 173

Apêndice: A construção do corpus da pesquisa: semiótica do drible e etnografia da audiência, 179
I. Elementos para a construção de um corpus geral: o bojo histórico - cultural da formação do pensamento, 180
II. Da utilização dos "personagens conceituais" futebolísticos, 184
III. Semiótica do drible: análise intensiva de imagens, 185
IV. A dimensão do pensamento futebolístico discursivo: dos enunciados "especializados" aos ordinários, 187
Notas - Apêndice, 189

A última finta: à guisa de conclusão, 199

Referências bibliográficas, 203
 

Diego Frank Marques Cavalcante
31/10/2014

Fanatics!

Introduction, 1
Adam Brown
 
Part I: Power in Football: the “people’s” game?, 9
 
1: FIFA versus UEFA in the struggle for the control of world football, 11
John Sugden, Alan Tomlinson, Paul Darby
 
2: Grey shirts to grey suits: the political economy of English football in the 1990s, 32
Simon Lee
 
3: United we stand: some problems with fan democracy, 50
Adam Brown
 
Part II: Racism in football: identity and exclusion, 69
 
4: Racism in football: patterns of continuity and change, 71
Les Back, Tim Crabbe, John Solomos
 
5: The ultràs, racism and football Culture in Italy, 88
Carlo Podaliri, Carlo Balestri
 
6: ‘Football’s coming home’ but whose home? And do we want it?: nation, football and the politics of exclusion, 101
Ben Carrington
 
7: Scottish racism, Scottish identities: the case of Partick Thistle, 124
Paul Dimeo, Gerry P. T. Finn
 
Part III: Football North to South: continental identities, 139
 
8: Football fans in Scandinavia: 1900-97, 141
 
9: ‘On the border’: some notes on football and national identity in Portugal, 158
João Nuno Coelho
 
10: National obsessions and identities in football match reports, 173
Liz Crolley, David Hand, Ralf Jeutter
 
Part IV: Football in Britain—the ‘national’ Sport?, 187
 
11: Scottish fans, Not English hooligans!: Scots, Scottishness and Scottish football, 189
Gerry P. T. Finn, Richard Giulianotti
 
12: ‘We shall not be moved’! Mere sport, mere songs?: a tale of Scottish football, 203
Joseph M. Bradley
 
13: ‘Angels’ with drunken faces?: travelling Republic of Ireland supporters and the reconstruction of Irish migrant identity in England, 219
Marcus Free
 
Part V: Football boundaries: regulation and the place of fans, 233
 
14: When the writ hits the fan: panic law and football fandom, 235
Steve Greenfiled, Guy Osborn
 
15: The law and hate speech: ‘Ooh Aah Cantona’ and the demonization of ‘the order’, 249
Simon Gardiner
 
16: Virtual fandoms: futurescapes of football, 265
John Bale
 
Index, 279

Adam Brown
31/10/1998

Fatores determinantes para a presença de público no Campeonato Brasileiro de futebol entre 2003 e 2006

Através da estimação de uma equação de demanda de público nos jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol entre 2003 e 2006, este artigo busca identificar e analisar as variáveis determinantes para a presença de público nos estádios. A especificação considera quatro grupos de variáveis explicativas: estrutura, qualidade esperada, desempenho e incerteza. A modelagem é feita através da disposição dos dados de mais de 1800 jogos em forma de painel e uma regressão por OLS. São analisados os modelos de efeitos fixos e aleatórios para determinação do modelo mais eficiente. Os resultados atestam a maioria dos impactos esperados no público, destacando-se: preço do ingresso, rivalidades locais, times visitantes de RJ/SP, desempenho recente do time mandante, ameaça de rebaixamento e promoção de distribuição de ingressos.

Palavras -chave : economia do esporte, futebol, demanda de público, dados em painel

Rodrigo Berber Villar
31/10/2014

Fatores motivacionais e desempenho no futebol

O presente estudo teve como objetivo verificar quais os fatores motivacionais que levaram os adolescentes a optarem pela escolinha de futebol da ADUFSM e verificar as diferenças entre os grupos, no desempenho e nos escores de ganho, nos fundamentos do futebol. Constituíram a amostra 32 sujeitos, praticantes de futebol na ADUFSM, na faixa etária de 10-16 anos, divididos em 4 grupos. No início do semestre, foi aplicado o Inventário dos Fatores Motivacionais (IFM). Verificou-se, através da estatística descritiva, que o motivo mais forte para o envolvimento dos sujeitos no futebol foi desenvolver habilidades (78%), seguido de excitação e desafio (72%); afiliação (70%) e aptidão (68%). Através da Matriz de Análise dos Fundamentos do Futebol (MAFF), foi feita a avaliação do nível de desempenho nos fundamentos do futebol em três fases distintas, sempre em situação de jogo. Para cada fundamento constante na MAFF, foram registradas cinco observações por sujeito e identificados os erros de execução. No tratamento dos dados, utilizou-se, inicialmente, uma ANOVA e, posteriormente, um teste Post-Hoc (“t” de student). Os resultados indicaram que nos quatro grupos ocorreu aprendizagem e que houve diferença significativa, em favor do GF10, nos escores de ganho na aprendizagem após o tratamento. 

Maria Cristina Chimelo Paim
31/10/2014

Ferrovia e futebol

O propósito desta pesquisa, em linhas gerais, é traçar uma relação entre a ferrovia paulista, à medida que seus trilhos foram sendo assentados rumo ao interior do estado, e a disseminação e posterior desenvolvimento do futebol. A pesquisa vai privilegiar o caso da Companhia Paulista de Estradas de Ferro e o seu papel para a difusão do futebol na região de Rio Claro entre as décadas de 1870 e 1920, abrangendo desde a chegada dos trilhos da Cia. Paulista à cidade, em 1876, até a popularização do esporte no Estado de São Paulo, nas décadas de 1910 e 1920.
Ao longo desse período, a ferrovia, direta ou indiretamente, possibilitou a consolidação da ocupação da cidade e o seu desenvolvimento econômico (agrícola, industrial e comercial) e urbano (luz elétrica, serviços de água, denominação de ruas, entre outros). Este processo intensificou-se, em 1892, com a instalação das oficinas da Cia. Paulista na cidade, que garantiu a concentração de muitos ferroviários em Rio Claro. O Grêmio Recreativo, agremiação dos funcionários da ferrovia, e os primeiros clubes de futebol da cidade são fundados exatamente na passagem do século XIX para o XX. Sabendo, assim, que foi um período de grande efervescência cultural e social para o município, esta pesquisa pretende analisar, no intervalo de tempo supracitado, três relações: primeiro entre ferrovia e futebol, depois entre Cia. Paulista e ferroviários, e, por fim, entre estes e a cidade.
 
Palavras-chave: ferrovia, futebol, Companhia Paulista de Estradas de Ferro, Rio Claro, ferroviários, agremiações e clubes.

Marcel Diego Tonini
31/10/2014

Fiel

FIEL é um documentário longa-metragem feito por, com e para corintianos. Focado nos anos de 2007 e 2008, não é apenas um filme sobre futebol, por um simples motivo: o Corinthians não é apenas um time. É nação, é família,...

Andréa Pasquini
31/10/2014

Fio de Esperança

Retorna as prateleiras o livro "Fio de Esperança-biografia de Telê Santana". Logo após a conclusão de O Diamante Negro - Biografia de Leônidas da Silva, também reeditado pela Editora Cia. dos Livros, André Ribeiro ficou imaginando quem poderia...

André Ribeiro
31/10/2014

Física do futebol

Capítulo 1: Movimento, 11
Futebol é movimento em que repouso é apenas uma pausa. O jogo começa quando a bola rola, mas o futebol mesmo acontece quando assistimos ao drible genial, ao chute perfeito, à defesa fenomenal, ao gol. O repouso e a quietude absolutos que precedem a cobrança de um pênalti numa final de campeonato são como cortinas que escondem a celebração ao movimento, traga ele alegrias ou tristezas. Este capítulo trata de como o movimento é descrito em seus mínimos detalhes na Física, mas sem preocupações acerca de como ele foi iniciado ou causado. Essa descrição do movimento sem se preocupar com suas causas, conhecida como Cinemática, é desenvolvida neste capítulo.
 

Capítulo 2: Força, 59
Toda e qualquer mudança do estado de movimento no futebol – do toque sutil entre as pernas do adversário, da tentativa frustrada de impedir uma jogada, do apito seco marcando um pênalti, da cobrança forte e bem colocada, do salto em vão do goleiro ao grito uníssono de gol – está relacionada à ação de uma força. Assim como no futebol, que tem suas 17 regras, na Mecânica há regras fundamentais que são chamadas de leis. Três delas expressam a relação quantitativa entre movimento e força. O estudo das forças e suas relações com o movimento pertencem à área da Mecânica chamada Dinâmica, que é discutida neste capítulo.
 

Capítulo 3: Energia, 93
Energia é mais um conceito físico fundamental que utilizamos bastante no dia a dia e no futebol em particular. Sabemos que há várias formas de energia. A energia elétrica que os vários equipamentos de nossas casas consomem, a energia química dos combustíveis para os automóveis e dos alimentos que consumimos, e a energia mecânica dos corpos em movimento são exemplos de diferentes formas de energia com que temos contato. Neste capítulo veremos como a energia está intimamente relacionada com o movimento dos corpos. Para tanto, abordaremos apenas uma das muitas formas de energia: a energia mecânica.


Capítulo 4: Fluidos, 115
Os líquidos e os gases são chamados de fluidos na Física. Obviamente, fluidos como a água e o ar são essenciais para a existência do ser humano. Neste capítulo, além dos conceitos básicos sobre fluidos, veremos como os fluidos são importantes nos movimentos dos corpos, em especial nos chutes da bola, nos quais, por causa da interação da bola em movimento com o ar, ocorre algo interessantíssimo no futebol: o efeito da bola.

Índice remissivo, 142

Marcos Duarte, Emico Okuno
31/10/2014

Fluminense Football Club, centenário de uma paixão

O jornalista Pedro Bial apresenta as comemorações do centenário do Fluminense, registrando a paixão dos torcedores pelo clube das Laranjeiras. Ilustres fanáticos, como Hugo Carvana, Nelson Motta e Evandro Mesquita reforçam seu amor pelo time e contam de que...

Marcelo Santiago
31/10/2014

Fome de bola

Apresentação - Hubert Alquéres, 5

 
Agradecimentos, 13
 
Introdução, 15
 
Primeiro Tempo, 29
Dos Primeiros Bate-bolas na Tela à catástrofe de 1950, 29
O Ópio do Povo, 83
Batendo Bola nos Anos de Chumbo, 135
O Jogo do Mundo, 185
 
Segundo Tempo, 265
As Entrevistas, 265
Filmografia, 373
Bibliografia do 1º Tempo, 473

Luiz Zanin Oricchio
31/10/2014

Football et politique

Sumário da 1ª edição de 1999

Introduction
Éléments d'une problématique, 13
Signification du sport, 14
Les raisons d'un choix, 25
Champ et investigations, 35

I. Fondements politico-économiques du football: empreintes socio-historicos

Chapitre premier. Le jeu de la soule, 41
Comment se jouait la soule, 41
Violences physiques et structures symboliques: les deux fazes du pouvoir, 49

Chapitre II. Société industrielle et changements sociétaux, 73
Mise en place nécessaire des structures pré-capitalistes, 74
Révolution industrielle: du rendement à la violence, 82
Les échanges internationaux ou l'exploitation rentable de territories contraints, 88

Chapitre III. De la soule au football, 95
De la naissance du pouvoir bourgeois capitaliste à la disparition de la soule, 95
Les conditons de la naissance du football, 99

II. Le football: un processus physique de domination

Chapitre IV. Taylorisation et marchandisation, 117
Entraînements et rendements, 117
Recrutements et transferts, 134

Chapitre V. Compétition et spectacularisation: une domination opiacée, 153
La spectacularisation comme idéologie, 154
Conjonction politique et coupe du monde, 174
1998: une coupe fin de siècle, 201

Chapitre VI. Aux limites de la violence, 231
Structures symboliques du football: un paramètre explicatif de la violence, 232
Violences physiques et domination: l'acte final, 243
Une autre forme de violence: dopage et trucage, 261

III. Football et religiosité: éléments d'analyse

Chapitre VII. La sacraliastion footballistique, 275
Espace footballistique et sacralisation, 275
La sacralisation du temps, 283
Les signes ostentatories, 289

Chapitre VIII. Massification et tribalisation, 295
Massification et religiosité, 295
Tribalisation footballistique et fausse conscience, 308

Chapitre IX. Du culte du héros au culte de la race, 323
La théorie d'Ernest Cassirer, 323
L'héroïsation footballistique, 335
Vers la défaite des intellectuels, 346

Conclusion, 349

Bibliographie, 353

Index des noms, 369

Patrick Vassort
31/10/2014

Football, la bagatelle la plus sérieuse du monde

Introdction, 7

1. Opium du peuple ou drame exemplaire?, 13

2. Une bagatelle sérieuse, 37

3. Nous et les autres, 59

4. Du public et des supporters, 91

5. Le football, symbole des tensions d'une société. Le cas iranien, 121

Conclusion, 135

Christian Bromberger
31/10/1998

FOOTBALL, Uma prática elitista e civilizadora

Este trabalho analisa – no contexto curitibano do início do século XX – os primórdios do futebol paranaense, com ênfase na participação de dois clubes: o Internacional Football Club e o América Football Club. Utilizando o modelo micro-histórico e a teoria do processo civilizador de Norbert Elias, a investigação buscou as origens sociais e étnicas dos componentes dos clubes de futebol que participaram da sua introdução no estado. Utilizando fontes variadas como documentos de época, periódicos, fotografias, entre outras, buscou-se um confronto com as idéias estabelecidas pelos memorialistas que escreveram sobre a mesma temática. Também foi aberto um quadro comparativo entre o panorama do futebol paranaense e a prática deste esporte em outros grandes centros brasileiros como Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre; já que, tal atividade, não poderia ser entendida isoladamente, pois o ciclo de influências partia, no primeiro momento dos grandes centros, estendendo-se, posteriormente, dentro da própria sociedade local. Além disso, foi explicitado a relação que o football mantinha, nos primeiros anos da sua prática nos clubes sociais, com uma gama variada de atividades, sejam elas de caráter esportivo, lúdico, cultural, cívico ou, até mesmo, um modismo europeu e/ou norte-americano de cunho civilizatório. É da junção destes variados elementos, que a prática futebolística vai tomando os gostos populares, tornando-se, passo-a-passo, um dos elementos culturais que mais caracterizam a brasilidade.
 
Palavras-chave: história do futebol paranaense; micro-história; Internacional Football Club; América Football Club.
 

André Mendes Capraro
31/10/2014

Footbalmania

Nas primeiras décadas do século XX os habitantes do Rio de Janeiro assistiam a um novo fenômeno: a footballmania. Deixando aos poucos o caráter de distinção que assumira para os muitos jovens que se reuniam nos clubes da zona sul desde sua chegada na cidade, o jogo da bola passava a ser amplamente praticado e assistido por grandes públicos - que passavam a fazer dele um elemento importante de suas próprias experiências. Investigando os significados assumidos pelo futebol para aqueles que a ele se entregavam ao longo desse período, esse trabalho pretende analisar o sentido do processo que faz com que ele perdesse sua marca aristocrática para transformar-se, em poucas décadas, em um grande símbolo nacional.

Leonardo Affonso de Miranda Pereira
31/10/1998

FOUL! The secret world of FIFA

Preface, xiii

1 Blatter’s ticking time-bomb, 1
a kickback lands on sepp’s desk
 
2 Goodbye sir Stan, 8
hello to a new world of sport
 
3 Sepp Blatter, made by Adidas, 19
a new leader rolls off dassler’s production line
 
4 Sepp makes his move on Havelange, 32
. . . and lives to tell the tale
 
5 Havelange wants to get seriously rich, 39
can he turn FIFA into a bookie’s shop?
 
6 Dassler’s boys lose the Olympics, 48
. . . and need football more than ever
 
7 A strange fight for the World Cup, 54
referee: Sepp Blatter
 
8 Exit Havelange, foot in mouth, 61
Blatter moves into position
 
9 The king is dead, long live the king, 74
Blatter delivers the money
 
10 Daylight robbery again, 86
How they stole the vote in Paris
 
11 President Blatter and the golden goose, 95
Leafing through sepp’s expenses

12 ‘Mr president, how much does FIFA, 105
pay you?’
‘er . . .’
 
13 From carrots and sticks. . . 112
Blatter builds his citadel
 
14 Divide and rule, 122
FIFA’s civil war
 
15 A messiah for Trinidad, 131
the rise and rise of jack warner
 
16 Behold! I send my messenger, 140
chuck the baptist


17 Hurray for youth sport, 150
. . . and the warner family piggybank
 
18 Bigger, bigger and bigger. . . 164
weber puffs up the isl bubble
 
19 Weber’s ship is sinking, 171
will sepp come to the rescue?
 
20 Greenhorns to the rescue, 180
FIFA family therapy, mckinsey-style
 
21 Own goal! 188
sleeping dogs wake up and bark
 
22 The FIFA house is burning, 200
who struck the match?
 
23 Blatter for transparency, 212
‘every question can be asked and answered!’
 
24 A warm welcome for Mr Sepp. . . 231
boos all round
 
25 The empire strikes back, 249
revolution in the caribbean
 
26 Sepp Blatter breaks Mandela’s heart, 267
twice!
 
27 Poisoning, drug-bust and kidnap, 286
meet blatter’s new pr man
 
28 Charm and destabilise, 294
hargitay brings the press into line
 
29 Some questions for Mr Blatter, 301
. . . some answers from his lawyer
 
30 FIFA fairy tales, 317
clawing back the money
 
31 Psst, want a ticket for the World Cup? 336
jack warner’s got thousands to sell
 
32 Chasing those bribes, 352
please, someone, speak to us!
 
33 Lies, adultery and fabrication, 360
how sepp plays fair
 
Postscript, 379
 
Appendix, 381
 
Index, 421

 

Andrew Jennings
31/10/2014

França, aqui vamos nós!

Documentário que aborda o fenômeno do futebol e acompanha as conquistas da equipe austríaca rumo à Copa do Mundo 98, na França. As partidas preliminares, contra Camarões, Chile e Itália, são vistas pelos olhos de diferentes personagens: um rep&o...

Michael Glawogger
31/10/1999

Freud explicaria isso?

O objetivo da presente pesquisa é analisar as abordagens futebolísticas nos roteiros, contos e crônicas de Nelson Rodrigues, entre 1951 e 1970, a partir de uma perspectiva teórica psicanalítica – haja vista os traumas, recalques e obsessões observáveis em suas obras. Se Nelson Rodrigues, independentemente do gênero que escrevia, mantinha-se na intersecção entre o factual e o fictício, pode-se constatar que, assim como a dramaticidade típica do teatro rodrigueano adentra a crônica esportiva, o futebol – enquanto tema do cotidiano – também ocupou um espaço na ficção, representada pelos contos e roteiros. Nesse sentido, quais as conjunções utilizadas por Nelson Rodrigues, ao retratar o futebol nos roteiros, contos e crônicas do período entre 1951 e 1970? O esporte nos roteiros e contos é o mesmo dramatizado nas crônicas ou assume papel preponderante na psicologização de seus personagens? E, em contrapartida, esse ponto de vista psicológico acerca dos personagens adentra a crônica esportiva? A fim de solucionar as questões levantadas previamente, fez-se necessário o uso da análise literária, proposta de Antonio Candido (1992, 2000), que considera tanto as questões do texto por si só, quanto os aspectos do contexto que, inevitavelmente, permeiam a obra. Junto a isso, contou-se ainda com alguns conceitos psicanalíticos propostos por Sigmund Freud. Com base na análise das fontes, constatou-se que, se na crônica esportiva, Nelson Rodrigues se utilizava da psicologia para falar do complexo de vira-latas e do bem-estar do atleta, que se sentia inferior diante de estrangeiro, nos contos e roteiros o autor estabelece o futebol como elemento de sublimação das repressões cotidianas. A trama teatral, que também se reflete no conto, atua como um meio de mostrar, de maneira prática, sob a forma de exemplo, os sentimentos em torno do esporte, expostos na crônica. 

Natasha Santos
28/04/2013

Friedenreich e a reinvenção de São Paulo

O trabalho trata de diversos aspectos relacionados ao universo do futebol em São Paulo, entre 1910 e meados da década de 1930. O fio condutor das discussões é a trajetória, como atleta, de Friedenreich, considerado o primeiro grande ídolo esportivo brasileiro. O percurso é longo, das várzeas ao aristocrático Paulistano; das ruas da cidade à seleção brasileira. Como eixos centrais da dissertação, a relação entre o futebol e o mundo urbano e
moderno em construção na cidade; e a possibilidade de se vislumbrar, a partir dos campos de futebol, a forma como a questão da identidade se apresentava na metrópole que nascia. Parte-se do pressuposto que o futebol é elemento integrante de um contexto social mais amplo e, como tal, é capaz de apresentar, refletir, reproduzir e refratar uma série de fenômenos próprios do universo do qual é parte integrante. Naquela cidade que se urbanizava e crescia de forma bastante desordenada e, ainda, buscava modernizar-se tomando como apoio algumas idéias e práticas preferencialmente trazidas da Europa, encontra-se o futebol. Dos campos enlameados e improvisados dos subúrbios aos estádios dos clubes da elite, Friedenreich esteve presente nos diversos espaços sociais da cidade, revelando muitos dos dilemas existentes no país naquele momento. A forma como aquele que foi tido como o primeiro Rei do Futebol empreende sua trajetória é capaz de jogar luz sobre questões fundamentais de seu tempo. Fried pode, afinal, nos dizer um pouco até que ponto éramos modernos, ou se ainda vivíamos sob os velhos princípios do passado; e,
ainda, nos mostrar em que bases as identidades paulista e brasileira estavam sendo forjadas naquele momento, a fim de dar alguma forma e coesão àqueles tempos e lugares em transformação.
 
Palavras-chave: Friedenreich, Futebol, Cultura Urbana, Identidade

René Duarte Gonçalves Junior
31/10/2014

Fussball, calcio, foot-ball: o futebol colonial do Rio Grande do Sul

Este artigo pretende analisar o desenvolvimento das atividades futebolísticas em duas cidades localizadas na região colonial do Rio Grande do Sul: Novo Hamburgo, fundada e majoritariamente habitada pelos alemães e seus descendentes, e Caxias do Sul, berço rio-grandense da colonização italiana. Pretende-se, ainda, realizar uma comparação do futebol nessas duas cidades distintas do ponto de vista da organização étnica e do mundo do trabalho, mas com semelhanças e diferenças entre os dois processos relacionados à prática do futebol e na constituição dos seus clubes. Para tanto, partiu-se da perspectiva de que o futebol foi um elemento comum ao cotidiano de muitas cidades no sul do Brasil no início do século passado e que esse esporte foi uma manifestação de cultura e de sociabilidade ligada às massas locais, fortemente influenciadas por um movimento regional e, mesmo, nacional.

Cleber Cristiano Prodanov, Vinícius Moser
31/10/2014

Futbol femenil en México, una percepción de gênero a través de la prensa al inicio de los años setenta

Artigo publicado no site da revista: www.uff.br/esportesociedade/

Martha Santillán Esqueda, Fausta Gantús
31/10/2014

Futbol y dictadura en Uruguay: el mundialito desde Bourdieu y Elías

As relações que podem ser estabelecidas entre o futebol e a política têm sido estudadas tanto desde as ciências sociais, bem como desde o jornalismo de investigação e a indústria dos documentários. O artigo procura analisar especificamente o caso da copa de oro ou mundialito realizado no Uruguai em 1980, no período ditatorial, tomando como insumos dois documentários recentes sobre o evento: "Mundialito" (Bednarik, 2010) e "Memórias do chumbo: O futebol em tempos do condor "(De Castro,2012). Através dos conceitos oferecidos por Norbert Elias e Pierre Bourdieu analisa se como são apresentadas nos insumos as configurações de interdependências e as lutas constitutivas e definidoras entre os atores inseridos em campos específicos de ação. 

Cristian Damian Manero
31/10/2014

Fútbol y patria

I. Introducción: de las hipótesis a las metodologías
1. Fútbol y patria: el fútbol como máquina cultural, 17
2. Identidades: pluralidades y centralidades, 20
3. Caminos: historia(s) y periodización, 23
4. Caminos: las narrativas de la patria, 25
5. Caminos: los soportes, los textos, las lecturas, 28

II. Fundaciones: gauchismos y criollismos
1. Invenciones y gauchos, 35
2. La asimilación nacionalista, 38
3. Los mecanismos del primer nacionalismo deportivo, 42
4. Alteridades, 48
 
III. Apropiaciones: el profesionalismo según un ferreteo español
1. El fútbol y la Argentina en la Depresión, 53
2. Un relato del éxito deportivo, 57
3. ¿Quiénes somos?, 61

IV. Conciliaciones y panteones: la patria deportiva en el peronismo
1. ¿De qué hablamos cuando hablamos de peronimo?, 65
2. La patria deportiva, 71
3. Próceres populares: una lectura de la historia, 74
4. Igualitarismos, 80
 
V. Modernidades: la saga de estudiantes de La Plata
1. ¿Modernidades?, 83
2. Grandes y chicos: una historia de hegemonía, 91
3. Identidades paranóicas y nuevas dictaduras, 95
4. La revancha de los chicos, 99
5. Estudiantes y la nueva mentalidad, 100
6. Anti fútbol y representacion nacional, 103
7. La caída, 108
8. Saldos, 114

VI. El campeón mundial del terror
1. Un mapa del terror, 119
2. Un Mundial faraóico, 124
3. Un relato de esencias y obligaciones, 126
4. Silencio e hipérbole, 130
5. ¿La fiesta o la vida?, 134
 
VII. Interludio: una ficción (una más), 137
 
VIII. Maradonismo y posmadaronismo, 143
1. La épica del pobre y la profecía autocumplida, 144
2. Del ídolo local al héroe global, 149
3. Un "negrito respondon y deslenguado", 158
4. La caída y la decadencia, 164
5. Regreso sin gloria, 168
6. Finale, ma non troppo, 171
 
IX. Continuidades y fracturas: en torno a Francia ´98
1. Ser pobre en un mundo global, 175
2. La crisis de las identidades futbolísticas, 177
3. Fútbol tribal, 183
4. La continuidad heroica, 187
5. La continuidad fallida, 189
 
X. Conclusiones: ¿La vida por Batistuta, 199
1. Tribu, Nación y política, 199
2. Una Nación televisada, 205
3. Un epílogo: después de diciembre 2001 y el mundial de Corea/Japón, 209

Bibliografía, 215
 
Films utilizados, 227

 

Pablo Alabarces
31/10/2014

Fútbol y sociedad

Presentación de los organizadores, 9

Prólogo de José Garriga, 13

1. Fronteras y zonas en la circulación global de los jugadores brasileños de fútbol, 27
Carmen Silvia Rial

2. Mentalidad, nacionalismo y estilo en el fútbol mexicano, 51
Arturo Santamaría Gómez

3. Identidades y rivalidades. Reflexiones desde la Copa Libertadores de América, 81
Santiago Uliana

4. Los clubes de fútbol y sus dirigentes. Un campo de fuerzas de las formas experimentales del poder y la política en Argentina, 111
Matias Godio

5. Debates en torno a la inclusión de nuevas tecnologías en el fútbol, 141
Santiago L. Nogueira

6. Dolor y cuerpo en el fútbol: una etnografía del mundo vivido en un centro de entrenamiento de un club brasileño, 157
Fernando Bitencourt

7. Radiografía de la violencia en el Fútbol. Dinámica y desplazamiento de los enfrentamientos en que suceden las muertes en la Argentina, 175
Sebastian Sustas

8. El Fútbol de luto. Análisis de los factores de muerte y violencia en el fútbol argentino, 197
Diego Murzi, Santiago Uliana y Sebastián Sustas

9. Una sociología del fútbol en Brasil, 217
Mauricio Murad

10. Las ciencias sociales y el fútbol: esbozo de una relación, 239
Daniel Sazbón

Referencias bibliográficas, 261

Sobre los autores, 267

Matias Godio, Santiago Uliana
31/10/2014

Futbol y videojuegos: reinventando el juego

Link para o site da revista: www.razonypalabra.org.mx/

Bruno Peláez
31/10/2014

Fútbol, discurso publicitario e imaginarios nacionalistas en Costa Rica

Link para o site da revista: www.razonypalabra.org.mx/

Sergio Villena Fiengo
31/10/2014

Futbol, metàfora d’una guerra freda

Jordi Salvador Duch
31/10/2014

Futebol

Apresentação, por Joel Rufino dos Santos, 7

Parte I - Do Egito ao Brasil
1. O pontapé inicial, 11
2. Os ingleses ditaram as regras do football association, 17
3. O futebol chegou ao Brasil, 24
4. Caindo no gosto do povo, 31
5. Negro, mestiço e pobre, não!, 36
6. Do amadorismo marrom ao profissionalismo, 45

Parte II - A Era das Copas
1. Era Vargas: as três primeiras Copas, 53
2. A grande frustração: a Copa de 1950, 62
3. Do inferno ao paraíso, 73
4. Os generais e a bola, 86
5. Nem sempre vence o melhor, 100
6. Futebol em fim de século, 109
7. Rumo ao penta?, 129

Parte III - Nem Charles Miller sabia!
1. Mas quem foi que disse isso?, 143
2. Você sabia?, 151
3. Para saber mais (um glossário), 154
4. Luz, câmera, gol! (uma filmografia do futebol), 159
5. Os principais clubes do Brasil, 166

Notas, 199

Bibliografia, 205

Sobre o autor, 207

Rubim Santos Leão de Aquino
31/10/2014

Futebol

Apresentação, 5
Márcia Regina da Costa

Boleiros, Futebol e Cinema

Arte e futebol, 15
Ugo Giorgetti

O dilema entre o personagem e o homem, 22
Sócrates

Futebol e cinema no Brasil 1908/1981, 26
Maurício Murad

Futebol empresa

Reflexões sobre o futebol empresa no Brasil, 41
Luís Fernando Pozzi

Futebol empresa, 61
Marcelo Weishaupt Proni

Elementos para uma concepção da cultura de massa, 70
Vera Regina Toledo Camargo

Futebol em liquidação, 80
Juca Kfouri

Futebol e democracia

O futebol e a razão utilitarista, 85
Ricardo Melani

Democracia Corinthiana, 91
Wladimir

Democracia, justiça e paz, 94
Afonsinho

Corinthians: do time do povo ao futebol empresa, 97
José Paulo Florenzano

Código, padrão e respeito, 103
Joel Rufino dos Santos

Várzea, futebol e lazer

O verdadeiro celeiro, 115
Euclides B. Silva Netto

Periferia e várzea: um espaço de sociabilidade, 117
Marco Antonio S. Santos

O futebol da cidade não morreu só mudou de lugar, 119
Flávio Adauto

Torcidas Organizadas

As transformações na estrutura do futebol brasileiro: o fim das Torcidas Organizadas nos estádios de futebol, 131
Carlos Alberto Máximo Pimenta

A invenção do torcedor de futebol: disputas simbólicas pelos significados do torcer, 146
Luiz Henrique de Toledo

Resumo da história dos Gaviões da Fiel, 167
José Cláudio de A. Moraaes (Dentinho) / Eduardo Escolese

A violência no futebol e a imprensa esportiva, 171
Elisabeth Murilho Silva

Futebol, Literatura e História

Nelson Rodrigues e a emancipação do homem brasileiro: de vira-latas a moleque genial, 185
Fatima Martin Rodrigues Ferreira Antunes

Os "Atletas de Cristo" no País do Futebol, 206
Francisco José Nunes

Construindo a nação: futebol nos anos 30 e 40, 214
Plínio José Labriola de C. Negreiros

O mito do "herói" e o futebol, 240
Zartú Giglio Cavalcanti

Futebol e crenças populares: um possível debate, 260
J. Luiz dos Anjos

Mito, Crônica, Futebol, 273
M. Ivoneti Busnardo Ramadan

Márcia Regina da Costa, José Paulo Florenzano, Elizabeth Quintilho, Silvia Carbone D'Allevedo, Marco Antônio S. Santos
31/10/1999

Futebol

Bate-bola incial, 7
Nilda Alves, Paulo Cesar R. Carrano e Regina Leite Garcia

Futebol: que história é essa?!, 11
Victor Andrade de Melo

As contradições do futebol brasileiro, 29
Jocimar Daolio

O futebol entre palcos e bastidores, 45
Entrevista com o jornalista esportivo, Juca Kfouri por Marcos Gomes e Paulo Cesar R. Carrano

Futebol: os santos guerreiros contra o dragão da maldade, 65
Inês Barbosa de Oliveira

Pode a mulher praticar o futebol?, 79
Silvana Vilodre Goellner

Ronaldinho: ídolo esportivo ou mercadoria global?
Paulo Cesar R. Carrano

Depois do mundial futebol em pedacinhos, 111
Eduardo Galeano

O ensino do futebol como arte coletiva: uma experiência no Clube Escolar, 125
Entrevista com o professor Gilmar de Magalhães Couto por Paulo Cesar R. Carrano

O jogo do povo, 139
Salmana Rushdie

Paulo Cesar R. Carrano
31/10/2014

Futebol 2

O segundo programa da série conta a história de dois jovens talentosos que vivem uma súbita ascensão social quando passam a jogar futebol profissionalmente no Flamengo. São eles: Lúcio e Iranildo.

João Moreira Salles e Arthur Fontes
31/10/1998

Futebol amador

Esta dissertação tem como objeto de estudo o futebol amador, não-profissional. O campo empírico escolhido abrange a cidade de Juazeiro do Norte - Ceará. Considero que um estudo sociológico sobre o futebol amador deve ser orientado pela perspectiva de que, menos que uma modalidade de esporte, ele é uma prática social, um fato da vida coletiva, e como tal supõe, para existir, padrões de condutas e valores recorrentes, participados pelos sujeitos envolvidos. Assim pensando, a investigação partiu de duas indagações principais: a) Como se expressa o cotidiano do futebol amador no que diz respeito a processos de interação social vividos pelos sujeitos no interior das equipes ? b) Que sujeitos pertencentes a outros grupos sociais se relacionam com participantes e equipes do futebol amador ? A pesquisa qualitativa apresentou-se como a mais adequada para as questões colocadas nesta investigação. A orientação antropológica é fruto da própria escolha do objeto de estudo, uma vez que é "muito difícil separar o que fazer do como fazer". (Gondim, 1999, p.19). "Batendo Bola, Batendo Cabeça. Narrações sobre a Memória do Futebol em Juazeiro do Norte" é o título do primeiro capítulo. Nele são abordados aspectos relacionados à gênesis desta prática social, tal como ela é narrada por dois sujeitos singulares, utilizando a memória como recurso metodológico. No segundo capítulo, "Campos Soterrados e Campos Emergentes. Cartografia do Futebol em Juazeiro do Norte", apresento alguns aspectos da história, da evolução urbana e da dinâmica populacional da referida cidade como forma de auxiliar na compreensão do mapa traçado pelos campos de futebol. Assim, apresento os campos soterrados e os campos emergentes. Como também, uma análise dos nomes dos times de futebol, identificados durante a pesquisa e que se encontravam em atividade neste período. No terceiro capítulo, intitulado "Etnografia do Futebol Amador", desenvolvo uma descrição geral do futebol amador em Juazeiro do Norte e para facilitar a reflexão sobre o tema apresento o futebol amador dividido em duas categorias, são elas: jogos "abertos" e jogos "fechados". Nesse capítulo, apresento também uma caracterização dos sujeitos envolvidos nesta atividade. "Etnografia dos Processos de Sociabilidade" é o título do quarto capítulo. Nele apresento um registro etnográfico de três dinâmicas de jogos que foram escolhidas a partir da classificação do futebol amador nas categorias citadas acima. O quinto e último capítulo, "Futebol Amador: Lazer, Estilo de Vida e Campo Social", vem reafirmar que o futebol é um jogo social, ou seja, o futebol adquiri outras dimensões, para os sujeitos envolvidos, para além das quatros linhas do campo.

Alana Mara Alves Gonçalves
31/10/2014

Futebol brasileiro

Futebol brasileiro: a trajetória do jogador profissional e o fim de sua carreira é o foco deste estudo, considerando que esse esporte se apresenta como um relevante instrumento na vida social, tendo colaborado para a consolidação da identidade nacional brasileira. Buscou-se analisar a carreira do jogador de futebol profissional a partir de uma perspectiva de profundas mudanças no mundo do trabalho, destacando a formação do ídolo, através de sua trajetória e de como o fim da carreira expõe um contexto marcado pela incerteza do futuro e frustrações diante de um sonho interrompido, onde a retomada da estabilidade social apresenta o dilema da aceitação de uma nova identidade dentro ou fora desse esporte. Optou-se pela utilização de uma
metodologia qualitativa, especialmente a entrevista semi-estruturada, com entrelaçamento tanto de aspectos do referencial teórico, como dos repertórios interpretativos dos sujeitos. O roteiro de entrevista abordou temas como, carreira do jogador, ascensão social, representação social, a relação trabalho/profissão, avaliação pessoal da carreira, entre outros. Para tanto, foram entrevistados quatro ex-jogadores de futebol profissional brasileiro e também utilizou-se como fonte de dados, reportagens veiculadas na imprensa escrita e bibliografias concernentes ao tema proposto. Verificou-se que a administração do esporte no Brasil é conduzida, com raras exceções, de forma amadora, visando o interesse de poucos que, amparados por estatutos e regras formais e informais, perpetuam-se no poder, vindo a prejudicar a profissionalização da administração desse esporte brasileiro. Verificou-se ainda que a questão da permanência desse profissional no mesmo segmento ao fim da carreira, confirmando o profissionalismo, depende de uma projeção antecipada, sendo possível o empreendedorismo, outros formatos de inserção no próprio esporte, ou ainda, a inserção em outra profissão conforme sua formação acadêmica, quando esta existir.

Palavras-chave: futebol brasileiro; futebol profissional; fim de carreira do
jogador de futebol.

Wilson Constantino de Araujo Filho
31/10/2014

Futebol de muitas cores e sabores

Prefácio dos organizadores, 13

A word form FIFA, 15
Joseph Blatter

A European Football year to remember, 19
Lennart Johansson

Futebol plural, um fenómeno singular, 21
Ricardo Terra Teixeira

Em nome do futebol, 31
Gilberto Madaíl

História do futebol em Portugal (1888-2004), 33
João Nuno Coleho, Francisco Pinheiro

Abordagem sócio-antropológica do futebol em Portugal, país de futebol, 55
António da Silva Costa

A história social do futebol brasileiro: alguns elementos para a sua compreensão, 73
Maurício Murad

Tensões e mudanças recentes na cultura e na gestão do futebol brasileiro: entre a tradicional base local e as forças do mercado, 87
Gilmar Mascarenhas

O estilo brasileiro de futebol, seus dilemas e seus intépretes, 101
J. Sérgio Leite Lopes

Futebol: entre o simbólico e o mercado, 119
Sérgio Montero Souto

Fútbol: uma indústria caníbal, 137
Eduardo Galeano

Garrincha, o brasileiro mais amado, 141
Juca Kfouri

Pelé: os mil corpos de um Rei, 147
Luiz Henrique de Toledo

A pantera, o anjo e o menino, 169
Manuel Alegre

Um herói chamado Zagallo, 171
Jayme Valente Filho

Os ícones do futebol: João Havelange, 189
António Marques

Olhares e estados de alma, 195
Jorge Olímpio Bento

Viagem interior ao mundo do futebol, 219
José Augusto Santos

Atrás do palco, nas oficinas do futebol, 227
Júlio Garganta

Entre o sonho e a realidade, um mundo de expectativas e compromissos, 235
José Oliveira

A arte e a ciência da finta, 239
Go Tani

Futebol e multidisciplinaridade científica, 247
José Manuel Soares

A resistência no futebol, 251
António Natal Rebelo

Futebol e ciência: uma abordagem configuracional, 257
Roberto Ferreira dos Santos

Revisitando a relação entre a psicologia do desporto e o futebol profissional..., 263
António Manuel Fonseca

Psicologia aplicada ao futebol: estudos realizados no Brasil, 271
Dietmar Samulski, Pablo Greco

Futebol e música popular brasileira: do amadorismo à economia globalizada, 281
Nei Lopes

Futebol: os novos ícones, 303
Vítor Serpa

José Oliveira, Júlio Garganta, Maurício Murad
31/10/2014

Futebol de rua

O futebol, como uma atividade de lazer, é uma prática fundamental na vida das pessoas dos bairros de periferia. Portanto, refletindo toda sua importância para nossa cultura, cria uma grande rede de sociabilidade local. A persistência dos campos de futebol, o sonho de jovens nas escolinhas de futebol, as intermináveis “peneiras” dos talentos da bola, os incontáveis jogos e torneios do final de semana, demostram toda sua vitalidade. Deslocando o olhar dos campos para o espaço das ruas, descobrimos a presença de mais um de seus formatos: o futebol de rua. O objetivo desta investigação foi descrever e analisar a prática do futebol de rua como fator de sociabilidade de jovens através da categoria “pedaço”.
 
Palavras-chave: Futebol; lazer; sociabilidade; rua.

Jorge Hideo Tokuyochi
31/10/2014

Futebol e cinema no Brasil: um enredo

São fecundas e infinitas as possibilidades relacionais entre futebol e cinema, dois dos maiores espetáculos do mundo contemporâneo. No Brasil, os esforços para fundar e desenvolver um futebol e um cinema brasileiros começaram cedo, já nas primeiras décadas do século XX, e prosseguem enfrentando contradições e conflitos internos e externos. Futebol e cinema chegaram ao Brasil na mesma conjuntura histórica e participam de espaços sociais, tempos históricos, origem de classe e popularização semelhantes e são elementos constitutivos de nosso ethos e identidades coletivas. É preciso discutir essas realidades e relações, pois há no Brasil muito mais filmes sobre o futebol do que se imagina e muito menos do que deveria. Este artigo pretende justamente discutir alguns dos aspectos presentes nessas relações e refletir sobre a produção cinematográfica destinada ao futebol.

Mauricio Murad
31/10/2014

Futebol e Cultura

Este trabalho tem por objetivo identificar e analisar os significados da assistência aos jogos de futebol no bar. O futebol faz parte da identidade brasileira e pode ser estudado sob diversos ângulos como jogo, rito, esporte. É a paixão dos brasileiros e é tematizado o tempo todo. Essa paixão não pode ser explicada somente com base em uma visão biológica ou funcionalista, mas sobretudo a partir de uma combinação entre os códigos do futebol e o contexto cultural brasileiro. Um dos problemas que identificamos relacionados ao futebol é que parte significativa dos trabalhos acadêmicos enfoca somente a prática dessa modalidade esportiva, desconsiderando muitas vezes os outros dois gêneros do lazer que são o conhecimento e a assistência. Outro problema é com relação a assistência ao futebol, sendo frequentemente compreendida como passiva no sentido de um simples consumo do jogo sem criatividade ou criticidade por parte do espectador. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica a partir de um levantamento às obras de autores da Antropologia, Sociologia e da Educação Física que se centram em um referencial sociocultural. Também realizamos pesquisa de campo, com observação participante a alguns jogos de futebol vistos em um bar escolhido previamente na cidade de Piracicaba. Além das observações, contatamos alguns frequentadores do bar por meio de questionários e entrevistas semi-estruturadas para identificarmos quais os significados que esses sujeitos atribuem à assistência aos jogos de futebol no bar. Foram realizadas quatro visitas ao bar investigado em diferentes campeonatos de futebol e foram entrevistadas quatorze pessoas, bem como o proprietário do estabelecimento. Após o levantamento bibliográfico e a realização das observações e entrevistas, concluimos que os significados atribuídos à assistência aos jogos de futebol no bar pelos entrevistados envolvem, principalmente, o interesse social do lazer. Entretanto, nas observações percebemos que o interesse físico-esportivo estava também sempre presente. Com relação a questão da atividade e passividade notamos que os frequentadores do bar investigado demostraram uma atitude ativa com relação ao conteúdo do jogo consumido, com expressões e ações que modificavam aquele conteúdo, mostrando-se assim ativos, críticos e criativos. Com as observações e entrevistas foi possível compreender que o futebol é um “jogo absorvente” por apaixonar as pessoas, absorvê-las de forma a agirem durante o jogo de forma diferente do seu cotidiano, realizando atos como gritar, xingar e chorar em público.

Palavras-chave: Lazer; Esporte; Futebol; Televisão; Bar; Cultura.

Milena Avelaneda Origuela
31/10/2014

Futebol e desenvolvimento Econômico-social

O Caderno “Futebol e Desenvolvimento Econômico-Social” conta com prefácio de Edson Arantes do Nascimento, nosso Pelé, e também com uma entrevista inédita com Franz Beckenbauer, um dos maiores craques europeus, que hoje se dedica à gestão do futebol. Para abordar os temas em pauta, incluímos variadas matérias que tratam sobre o futebol como negócio e seu impacto no desenvolvimento econômico e social brasileiro, escritas pelo Ministro dos Esportes, Orlando Silva, bem como por Antônio Carlos Kfouri Aidar, Fernando Blumenschein, Rafael Kaufmann Nedal, Celso Grellet, Carlos Eduardo Sarmento, Luiz Souto, Rodolfo Torres e Pedro Trengrouse Laignier.

Vários
31/10/2014

Futebol e desenvolvimento socioeconômico

Com a proximidade da Copa 2014, esta edição do Cadernos FGV Projetos aborda a cadeia produtiva do futebol e seus reflexos no crescimento do PIB brasileiro. Se bem aproveitada, a Copa, seus novos estádios (arenas) e a maior profissionalização da gestão dos clubes poderão levar o futebol brasileiro fora do campo à mesma posição dele dentro das quatro linhas. A publicação conta com entrevistas do ministro do Esporte Aldo Rebelo, do coordenador técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, do presidente da Fifa Joseph Blatter, entre outros profissionais de renome da área. A versão em inglês foi lançada no evento II World Economy and Brazil, inaugurando um novo projeto gráfico, em formato mais leve e compacto, o que representa um melhor aproveitamento de papel (paperless). Para chegar a este novo formato, foi realizada uma pesquisa com Think Tanks utilizando como referência editorial modelos internacionais, como o da London Business School.

Vários
31/10/2014

Futebol é Deus

Futebol é Deus explora a relação íntima entre fé e futebol, acompanhando três torcedores do lendário Club Atlético Boca Juniors, de Buenos Aires. Hernán é um intelectual embriagado por seu amor pelo Boca, amor do qual não co...

Ole Bendtzen
31/10/2014

Futebol e globalização

O FUTEBOL NO MERCADO GLOBALIZADO

1. Gestão empresarial do futebol num mundo globalizado.
Marcelo Weishaupt Proni e Felipe Henrique Zaia

2. A crise da autonomia no futebol globalizado: A experiência europeia (1985-2007).
Luiz Ribeiro

3. Copa da Alemanha 2006: Futebol globalizado e o mundo de negócios na pós-modernidade.
Antonio Jorge G. Soares, Paulo Cezar Teixeira Bach, Ailton Fernando S. de Oliveira e Leonardo Bernardes S. de Melo

4. Futebol moderno e a busca pelo capital: o exemplo do Clube Atlético Paranaense.
José Carlos Mosko

5. As possíveis interferências do estado na estrutura do futebol brasileiro.
Fernando Mezzadri

DA TEORIA À HISTORIOGRAFIA

6. Globalização e esporte: apontamentos introdutórios para um debate.
Wanderley Marchi Júnior e Gilmar Francisco Afonso

7. Violência, identidade e algumas reflexões sobre o futebol.
Pedro Bodê de Moraes

8. A pesquisa argentina: um mapa, uma agenda.
Pablo Alabarces

9. Historias del fútbol en América Latina – historias de sociedades y culturas.
Stefan Rinke

A EXPERIÊNCIA HISTÓRICA

10. Razão e paixão no futebol: tentativas de implementação de um projeto modernizador.
Miguel A. Freitas Júnior

11. Armando Nogueira e o efeito globalizado na crônica esportiva.
André Mendes Capraro

Luiz Carlos Ribeiro
31/10/2014

Futebol e hierarquias urbanas no Brasil

O futebol, além de paixão nacional no Brasil, corresponde a um bom indicador das hierarquias urbanas. As classificações das equipes de futebol, disponíveis no website da Federação Brasileira de Futebol, relacionadas a outros dados, podem comprovar a correlação entre as performances esportivas dos clubes e o grau de centralidade das cidades nas quais se situam. 

Hervé Théry
31/10/2014

Futebol e identidade nacional brasileira

A Copa do Mundo de futebol de 1938, disputada na França, foi o primeiro grande momento de entusiasmo do povo brasileiro com a seleção nacional. Ao ser trazido para o Brasil, na virada do século XIX para o XX, o futebol era praticado unicamente nos clubes de elite do Rio de Janeiro e São Paulo, sendo utilizado inclusive como traço distintivo desta classe. A sociedade, à época, se via às voltas com as mudanças ocasionadas por conta da troca de regime de governo, da monarquia para a república. Ao longo dos anos 10 e 20, o futebol foi adquirindo cada vez mais adeptos, na medida em que as cidades cresciam e o processo de urbanização e industrialização intensificava-se. Simultaneamente a este processo, a classe intelectual brasileira interessava-se cada vez mais em definir um arquétipo sobre o nacional, construir algumas ideias gerais definidoras que serviriam para, num âmbito global, diferir o brasileiro de outros povos e elaborar as peculiaridades do Brasil em relação a outras nações. A partir da década de 30, o futebol alcançou um enorme grau de difusão em várias camadas da sociedade brasileira. Este grau de popularidade do esporte serviu para que as vitórias que o time nacional de futebol conquistava em torneios no exterior servissem como parâmetro para propagar um modelo de identidade nacional que se construiu durante o Estado Novo. A teoria da “raça brasileira”, difundida por intelectuais na década de 30, e que tinha como alicerce a idéia de que a miscigenação promovida durante o período colonial brasileiro era um fator que enaltecia o brasileiro, foi diretamente projetada na seleção brasileira de 1938, por conta de seus jogadores negros e mulatos que, ineditamente, participavam de uma seleção nacional. Uma das principais características da política governamental de Getúlio Vargas, no que diz respeito à cultura, foi atrelar elementos de uma crescente “cultura popular” a idéias como “nação”, “cidadania” e “brasilidade”.A partir da cobertura que o jornal “Diario de S. Paulo” fez ao evento, pode se constatar o enorme grau de repercussão que o a Copa de 38 teve na sociedade brasileira, bem como o sucesso por parte do governo em transformar o time em um catalisador da identidade nacional.

Palavras-chave: nacionalismo, identidade nacional, Era Vargas, futebol.

 

Paulo Nascimento
31/10/2014

Futebol e o giro neoliberal: apontamentos e o caso brasileiro

O futebol é reconhecidamente uma das mais populares práticas sócio-culturais existentes. Assim, é um importante operador cultural e detém uma formação histórica própria. O esporte, entretanto, não se restringe apenas ao seu caráter cultural, há outros aspectos envolvidos, como o econômico. O vínculo futebol – capitalismo remonta desde o surgimento da prática esportiva, estando sempre interligado às relações de mercado. A hipótese que buscamos analisar aqui é que a partir do final da década de 1970 e principalmente início de 1980, o futebol passa por um giro neoliberal, o que modifica drasticamente suas estruturas. Assim, o objetivo é realizar alguns apontamentos acerca dessa transformação, compreendendo-a historicamente em um contexto mais amplo e global e depois pensando de que forma ocorreu no Brasil com as suas especificidades. 

Fernanda Ribeiro Haag
31/10/2014

Futebol e performances de gênero: notas etnográficas sobre as relações jocosas futebolísticas

Este artigo busca discutir, a partir de algumas categorias goffmanianas, nomeadamente do par conceitual "interação focada" e "interação desfocada", bem como da noção de "ritos de interação", aspectos da situação ocorrente em bares onde são transmitidas partidas de futebol. A partir da análise mais geral desta situação, dedico particular atenção a performances de gênero masculinas. Os dados analisados referem-se a uma pesquisa etnográfica em curso desde o início de 2004, em bares da região metropolitana de Porto Alegre. São destacadas algumas modalidades de performance ocorrentes na situação pesquisada, como desafios verbais, tanto entre os participantes quanto para com a definição da situação proposta pelo locutor; teatralização jocosa; jogos de palavras e mesmo a mera presença na situação, entendida como categoria significante. Considero que estes elementos, entre outros, revelam aspectos do complexo campo de significados relativos à masculinidade em nossa sociedade, compondo parte do fenômeno a que denomino "relações jocosas futebolísticas".

Édison Gastaldo
31/10/2014

Futebol e sociabilidade: faces tradicionais e modernas de um clube de futebol

O estudo analisou a navegabilidade social de ex-jogadores de futebol de um clube de associados, predominantemente formado por policiais militares e civis. Foram discutidas as categorias hierarquia, pessoa e indivíduo, tomando como fonte teórica Dumont (1993). As informações para análises foram colhidas em entrevistas abertas com jogadores de futebol do clube, no período de 1970-76. Conclui-se que o clube se organiza estruturalmente como uma instituição moderna com seu estatuto e instâncias burocráticas, mas se move tradicionalmente. As relações sociais dos atores permitiram identificar uma navegabilidade social amparada na pessoa, patrocinada pelo desempenho por ter sido jogador de futebol.

 

José Luiz dos Anjos, Juliana Guimarães Saneto, Otavio Guimarães Tavares
31/10/2014

Futebol e sociabilidade: notas etnográficas sobre as relações jocosas futebolísticas

Este texto visa a discutir alguns aspectos metodológicos e resultados preliminares de um estudo etnográfico realizado em bares da região metropolitana de Porto Alegre onde se assiste coletivamente a jogos de futebol, problematizando a complexa relação entre a apropriação social deste esporte na cultura brasileira, suas manifestações na linguagem dos participantes e, em particular, o modo pelo qual a interação entre os participantes da situação pesquisada sustenta uma lógica de sociabilidade competitiva, a que denomino "relações jocosas futebolísticas". Após algumas considerações sobre futebol e sociabilidade masculina na cultura brasileira contemporânea, discuto questões metodológicas relativas à produção coletiva de um estudo etnográfico, em particular os ajustes decorrentes da aplicação do método etnográfico a um trabalho de equipe, realizado em múltiplos settings simultaneamente. São também analisados alguns fenômenos de interação competitiva entre os participantes nas situações pesquisadas, evidenciando aspectos das lógicas de seu alinhamento à situação, notadamente a dinâmica de articulação de cada membro presente a um time em sistema de oposição binária, e algumas conseqüências disso para a interação social resultante. Cabe ressaltar que a pesquisa encontra-se ainda em andamento, e os dados são ainda iniciais, embora apontem para certas tendências gerais que interessaria discutir acerca das formas lingüísticas interacionais peculiares à situação pesquisada e aos pares adjacentes de desafio e réplica entre os participantes.
 

Édison Gastaldo, Rodrigo Leistner, Ronei Teodoro da Silva, Samuel McGinity
31/10/2014

Futebol e sociedade

Apresentação, 9
António da Silva Costa

Do futebol a uma nova imagem do homem e da sociedade, 13
António da Silva Costa

Futebol centenário: escolas de samba, carnaval, futebol e memória, 27
Maria José Alves da Silva Oliveira

Sincretismo religioso e futebol, 33
Jayme Valente

Tema transversal: uma questão de inovação ou mudança?, 43
Elma Corrêa de Lima

Educação e corpo: travessias teóricas, transcursos disciplinares, 55
Lecy Consuelo Neves

Aspectos sociomotores na educação física, 71
Martha Lovisaro

Comunicação esportiva no rádio e na TV: sucessão de equívocos - na imprensa escrita, a salvação, 81
José Maurício Capinussú

Educação e cultura do desporto: as bases para uma etnografia da ginástica rítmica, 89
Elisa Maria Jardim da Costa Resende

A dimensão sagrada do jogo e da festa: o corpo na trama misteriosa do numinoso, 105
Jeferson José Moebus Retondar

Martha Lovisaro, Lecy Consuelo Neves
31/10/2014

Futebol e sociedade

 Esta tese é um estudo sobre torcidas de futebol e consiste em uma combinação de pesquisa bibliográfica e de campo, sendo que, esta última, foi realizada, durante o Campeonato Brasileiro de Futebol de 1996, com espectadores e torcedores da Sociedade Esportiva Palmeiras, de São Paulo. Foi utilizada, como referência teórica principal, a abordagem que Elias & Dunning fazem em relação ao esporte, e mais especificamente ao futebol. Um estudo dessa natureza se faz necessário uma vez que a assistência a espetáculos de futebol é a atividade de lazer esportivo mais praticada no mundo, e o estudo do tema futebol e torcida é de grande relevância para a área de Estudos do Lazer, e especificamente no Brasil, é um estudo de relevância social, pois a violência nos estádios de futebol nos é apresentada com freqüência, no nosso cotidiano. A pesquisa utilizou a sociologia configuracional e suas categorias. A análise macro consistiu uma espécie de pano de fundo, para um melhor entendimento do surgimento do esporte como atividade de lazer, e de como sua profissionalização também o transformou em atividade de lazer, com a importância que foi sendo dada, cada vez mais, aos espectadores e torcedores, "categorias" fundamentais para o nosso trabalho. Só assim é possível o entendimento contextualizado do significado do futebol para os brasileiros, segundo os autores analisados na pesquisa bibliográfica, incluindo aí as questões do gênero: a mulher como praticante, espectadora e torcedora. Entre outros pontos, conclui-se, que o tipo de violência manifestada pelos torcedores do Palmeiras, durante o Campeonato Brasileiro de Futebol de 1996, foi a violência simbólica. Mesmo sendo a violência simbólica aceita e satisfatória na sociedade brasileira, precisamos ter a preocupação e implementar medidas de segurança que impeçam de que esta se transforme em violência real, pois, a violência simbólica é uma das principais desencadeadoras da violência real, justamente se seus agentes perdem o controle sobre as suas manifestações, assim como a violência pode transformar-se da sua forma de jogo e de simulação à violência manifesta .

Heloisa Helena Baldy dos Reis
31/10/1998

Futebol e torcidas

As torcidas organizadas de futebol vem se constituindo, dentro do universo das relações do futebol, como um alvo privilegiado de críticas. Atualmente, na cidade de São Paulo, estão impedidas de participar do mesmo espetáculo que auxiliam a promover. Numa época marcada pelas tentativas de modernização das relações sociais, políticas e econômicas dentro do universo do futebol profissional, as torcidas organizadas tiveram sua imagem associada aos impeditivos que se colocam frente a modernização. Inúmeras discussões e estudos, versando sobre o fenômeno da violência e sua relação com esta prática torcedora têm sido feitos. O presente estudo está ancorado no referencial teórico da psicanálise, mas, sem sobra de dúvida, está inserido em um território muito disputado por referenciais mais tradicionais que a psicanálise. Neste sentido, é importante ressaltar que a intenção maior que norteia a construção desta dissertação é a contribuição ao conhecimento que a sociologia e a psicologia social já estabeleceram sobre o fenômeno. A psicanálise pode nos auxiliar a partir de sua compreensão de homem e de sua visão de mundo, isto é, de sua compreensão de vínculo social. Este trabalho possui a preocupação de pesquisar apenas alguns determinados aspectos de um universo bem mais amplo de preocupações que o tema suscita. Partindo da leitura psicanalítica sobre o processo de identificações, que inscreve o ser humano em sua cultura, o trabalho pretende examinar de perto como este processo ocorre em membros de torcidas organizadas e, indo um pouco mais além, sob que formas a violência surge tanto para os torcedores organizados como para os torcedores comuns.

Alexandre Nicolau Luccas
31/10/1998

Futebol e violência

Índice

Fotografias, 23

Prefácio
, xiii
Dermeval Saviani

Introdução, 1

1. Uma visão sociológica do esporte moderno
, 5
1. A gênese do futebol como um esporte moderno e o papel da profissionalização na transformação do futebol em espetáculo, 5

2. O futebol como espetáculo e a violência nos estádios, 13
1. O futebol como espetáculo, 13
2. A violência nos estádios, 18

3. A violência de espectadores de futebol como um problema sociológico, 31
1. A identidade, a identificação clubística e associativa, 40
2. As imagens televisivas, as matérias jornalísticas e a violência nos estádios, 43

4. As políticas europeia e espanhola para a contenção da violência nos espetáculos esportivos, 47
1. Os conceitos básicos, 49
2. O problema da violência na Espanha, 51
3. As medidas internacionais de prevenção da violência nos esportes, 53
4. As leis espanholas que tratam do esporte e da segurança em espetáculos esportivos e as medidas adotadas na Espanha, 62
5. O Tratado Europeu e a participação da Espanha, 73

5. A violência relacionada ao futebol brasileiro: os documentos, as leis e as sugestões para a prevenção da violência em espetáculos esportivos no Brasil, 83
1. Os fatores indiretos geradores de violência no futebol brasileiro, 85
2. Os fatores diretos geradores de violência no futebol brasileiro, 88
3. As leis e os documentos brasileiros e o processo de criação no Brasil da Comissão Nacional de Prevenção da Violência e Segurança nos Espetáculos Esportivos, 97
4. A infra-estrutura dos estádios e a gestão do espetáculo futebolístico, 107
5. Sugestões de medidas de segurança para os espetáculos futebolísticos no Brasil, 109

Considerações finais, 117

Referências bibliográficas
, 119

Sobre a autora
, 125

Heloisa Helena Baldy dos Reis
31/10/2014

Futebol em tempos de ditadura: o Rio Grande contra o Brasil

A ditadura militar que governava o Brasil comemorou em 1972 os 150 anos da Independência do país. Foi então realizada a Copa de Futebol Independência. Na formação da Seleção Brasileira pela Confederação Brasileira de Desportos, que organizava o futebol no país, não foi relacionado o jogador Everaldo, o único representante do estado do Rio Grande do Sul na Copa do Mundo de 1970, vencida pelo Brasil. Houve então uma grande reação na população deste estado contra a Confederação, a única manifestação pública na fase mais repressiva da ditadura. O texto discute a importância do futebol para a identidade nacional do Brasil, e também sua expressão no estado do Rio Grande do Sul.

Cesar Augusto Barcellos Guazzelli
31/10/2014

Futebol exportação

Introdução - A história e as histórias do êxodo dos jogadores brasileiros para o exterior
A história do êxodo
Questão de sobrevivência
Seleção ou independência financeira?
A seleção expatriada
O negócio lucrativo das transferências,
O lado da frustração
Histórias de sucesso - tropa de elite
Os mercados exóticos
O sucesso longe dos holofotes
Sair ou sair: existe alternativa?
Técnicos

Claudia Silva Jacobs, Fernando Duarte
31/10/2014

Futebol Feminino e as Barreiras do Sexismo nas Escolas: reflexões acerca da invisibilidade

A pesquisa teve por objetivo observar jogadoras de futebol e suas autorrepresentações, como elas veem a participação das mulheres no futebol e se as escolas incentivam a prática dessa atividade, verificando questões de gênero. Apresenta também análise das interfaces e desdobramentos dessa prática no interior da escola e da educação física escolar. Com metodologia qualitativa, foram realizadas entrevistas com acadêmicas de educação física e atletas. Verificou-se que ainda estão presentes preconceitos em relação ao futsal feminino, e que as condições de acesso e participação nas práticas corporais e esportivas ainda favorecem o universo masculino. 

Cássia Cristina Furlan, Patrícia Lessa dos Santos
31/12/1969

Futebol Feminino no Brasil: do seu início à prática pedagógica

A Educação Física na escola tem como função contribuir para a formação do cidadão, o que implica colocar-se contra valores e práticas sociais que desrespeitam a dignidade da pessoa. Assim, o objetivo deste trabalho é desvelar e explicitar as discriminações e preconceitos associados à questão de gênero, a partir da prática do futebol feminino no Brasil. Mais especificamente, procurou-se compreender as razões para o início tardio da participação feminina no esporte no país, bem como analisar as interfaces e desdobramentos desta prática no interior da escola. Para atingir tais objetivos foram analisadas matérias de jornais e entrevistas concedidas pelas jogadoras de futebol feminino. Além disso, procedeu-se uma análise de artigos, teses e trabalhos de conclusão de curso realizados no Brasil, tendo como foco a temática do futebol feminino. A partir destas análises, pode-se depreender que o início do futebol feminino esteve atrelado a jogos realizados entre empregadas domésticas, boates homossexuais e jogos entre modelos, ainda na década de 70. Contudo, o futebol institucionalizado teve início em meados da década de 80, vinculado, sobretudo aos interesses comerciais de patrocinadores, em particular a mídia televisiva. Em relação à questão de gênero, o papel do professor torna-se ainda mais complexo, uma vez que ele deve considerar todas as características do contexto pedagógico para tomar a decisão de unir ou separar os grupos de alunos.

Suraya Cristina Darido
31/10/2014

Futebol figurado: a linguagem das charges e das histórias em quadrinhos nas crônicas esportivas de José Lins do Rego

O artigo explora a incidência das charges e das personagens das histórias em quadrinhos nas crônicas esportivas de José Lins do Rego, escritas entre 1945 e 1957. Argumenta-se que a presença frequente da linguagem figurada na coluna do romancista paraibano no Jornal dos Sports deve ser analisada para além de uma idiossincrasia do autor. Tal linguagem constituiu, mais do que um adorno expressivo, uma estratégia de comunicação com amplos extratos de leitores aficionados por futebol, em particular pelos adeptos dos clubes da cidade do Rio de Janeiro. Com base em um debate mais geral sobre a questão da narrativa nas crônicas e sobre a difusão da cultura de massas no Brasil, por meio das HQs infanto-juvenis norte-americanas, mostra-se como Lins do Rego se valeu desse artifício comunicativo para fomentar as identidades clubísticas cariocas. Fez, assim, da crônica esportiva um veículo para se aproximar do imaginário dos torcedores, mediante mecanismos de identificação e de filiação passional aos times de futebol mais populares do Rio em meados do século 20.
 

Bernardo Borges Buarque de Hollanda
31/10/2014

Futebol mulato: racial constructs in Brazilian football

Tiago Fernandes Maranhão, Jorge Dorfman Knijnik
31/10/2014

Futebol na várzea

O presente estudo buscou investigar quais são os valores que estão presentes no cotidiano das pessoas que praticam o futebol de várzea. Para tanto, foi utilizado um questionário de valores, aplicado nos indivíduos que praticam essa modalidade. Foram investigados os jogadores que participam da 13ª Copa Farroupilha de Futebol Amador, campeonato de futebol de várzea que tem a participação de equipes da cidade de Porto Alegre e região metropolitana.

Marcelo Goerg
31/10/2014

Futebol no Brasil: sentidos e formas de torcer

Neste trabalho, analisam-se aspectos do discurso futebolístico no Brasil que dizem respeito à prática de torcida. O material de pesquisa se constituiu de entrevistas, relatos e materiais presentes em diferentes instâncias virtuais (sítios de relacionamento, jornais online e sítios de torcidas organizadas). Abordam-se, entre outros aspectos, a relação futebol-cidade, o funcionamento das torcidas organizadas e os processos de identificação social.

Simone Hashigutti
31/10/2014

Futebol no país da música

O Brasil é conhecido como o país do futebol e do samba. Porém, o que muitas pessoas não sabem é que o futebol chegou ao Brasil casado coma música: a esposa de Charles Miller era pianista.O primeiro disco com o tema futebol foi “Choro 1 x 0”, de P...

Beto Xavier
31/10/2014

Futebol no Sul: história da organização e resistência étnica

Este estudo propõe abordar e analisar, à luz dos conceitos antropológicos, as relações sociais ocorridas sobre o tema futebol, com o intuito de ampliar as discussões que permitam novos olhares para os fenômenos sociais futebolísticos. O escopo deste estudo é o futebol na Região Sul, mais precisamente no Rio Grande do Sul, onde, desde as décadas iniciais do século XX, é possível identifi car o futebol criando e promovendo relações na Capital e no interior do Estado. Esse recorte se limita às “associações de futebol”, cuja fonte são documentos e estudos de autores da historiografi a de Porto Alegre que tratam do tema.
 

José Luiz dos Anjos
31/10/2014

Futebol profissional e administração profissional

A pesquisa analisou a gestão realizada, estrutura que dispunham e a influência que esses fatores exerciam no resultado esportivo obtido pelos clubes de futebol profissional, que disputaram a primeira divisão do Campeonato Brasiliense do Distrito Federal entre os anos de 2003 e 2007. O cenário esportivo atual, mostra o futebol como uma modalidade que apresentou um crescimento muito grande nos últimos anos, possibilitando a prática dessa modalidade esportiva por milhões de pessoas. Esse constante aumento na prática esportiva deu origem a classe dos dirigentes esportivos que passam a fazer a administração dos clubes, visto ser a gestão um fator importante para permanecer no mercado competitivo, como é o caso do mercado esportivo. Apesar dessa competição, os dirigentes passaram a fazer de seus cargos um monopólio, criando estatutos que possibilitam a reeleição por inúmeras vezes, impossibilitando a renovação de idéias no cargo de dirigente. Uma boa estrutura é importante para a formação de jovens e talentosos jogadores e em casos onde há formação de parcerias, serve como importante lastro, pode ser utilizado para o cumprimento de acordo feito em contratos, caso os clubes não tenham como honrar suas responsabilidades. Já os resultados esportivos, são conseqüências esperadas por todos os clubes, tendo em vista o trabalho realizado, a administração desenvolvida. Com resultados esportivos positivos, o clube consegue atrair mais torcedores aos estádios, consuma mais produtos licenciados com a marca do clube, faz com que mais torcedores se tornem sócios-torcedores, elevando assim a receita do clube. Na pesquisa foram estudados dezesseis clubes de futebol que disputaram a primeira divisão do campeonato brasiliense de futebol profissional do Distrito Federal, entre os anos de 2003 e 2007. A investigação permitiu verificar a existência, de relação entre a gestão realizada e a estrutura percebida pelos clube quando comparadas aos resultados esportivos obtidos por esses clubes. Foi realizada revisão de literatura de como se apresentava a administração esportiva no Brasil e no mundo. Apresentou-se ainda, alguns acontecimentos em clubes de Brasília acerca da gestão realizada e dos resultados obtidos pelas equipes. Durante todo o período, apenas três clubes apresentaram estar registrados como clube-empresa, contudo não foram os únicos a apresentaram profissionais qualificados para a administração do clube. Em termos estatísticos foram utilizadas medidas de correlação para variáveis qualitativas levantadas em
questionários aplicados aos dirigentes dos clubes. Tendo em vista as limitações do presente trabalho, novos estudos devem ser produzidos, no sentido de aprofundarem o problema aqui discutido.

Palavras-chave: 1. Administração; 2. Educação Física; 3. Gestão do Esporte; 4. Futebol

Rubens Eduardo Nascimento Spessoto
31/10/2014

Futebol profissional: “campo cheio” não ajuda a ganhar jogo

Este estudo tratou de (a) verificar se o fenômeno de Home Advantage (HA) – tendência de as equipes, quando jogam em casa, vencerem mais de 50% dos jogos – existiu na série A do Campeonato Brasileiro de Futebol do ano de 2005 (CB2005); e (b) se o público médio presente nos estádios teve poder explicativo sobre a média de pontos ganhos, nos jogos em casa, dos clubes participantes. Os dados foram obtidos de dois websites oficiais de estatística e foram analisados por meio de estatística descritiva e regressão linear. Os resultados indicaram que (a) quando jogaram em casa os clubes participantes do CB2005 obtiveram melhor aproveitamento do que quando atuaram fora de casa e (b) a média de torcedores nos estádios não influenciou o rendimento das equipes nos jogos disputados em casa.

Edson Soares Medeiros Filho, João Paulo Amaral Haddad
31/10/2014

Futebol S/A

Este livro mostra o que é o esporte como negócio, em sua expressão mais universal, o futebol. O autor aponta a mídia como uma jogadora fundamental na disputa para o desenvolvimento do desporte. Anderson Gurgel apresenta um livro com pesquisas e riqueza de detalhes, n&uacu...

Anderson Gurgel Campos
31/10/2014

Futebol se aprende na escola

Nesta dissertação procuramos investigar o complexo processo de aprendizagem do futebol no Brasil, focando uma cidade média do interior de São Paulo. Geralmente, tal processo é atribuído aos fatores mais essencializados que permeiam as representações do jogar ‘à brasileira’ (dom, jeito inato), distanciando a apreensão do fenômeno como uma construção simbólica e material essencialmente constitutivas. Procuraremos retomar essa discussão, tendo como recorte empírico o fenômeno emergente das chamadas "escolinhas de futebol" (públicas e privadas) como co-partícipes desse processo. Por um lado, o surgimento dessas “escolinhas”, nas décadas de 70 e 80, trouxe à tona a contraposição entre diferentes concepções sobre as formas do jogar, aprender e representar o futebol no país e, por outro lado, fomentou os investimentos de políticas sociais de lazer mais voltadas à juventude. Compreender esse processo é possibilitar, a partir do instrumental teórico e metodológico das Ciências Sociais, a apreensão de uma importante faceta da sociabilidade esportiva disseminada em alguns centros urbanos brasileiros.

Palavras-chave: futebol, escolinhas de futebol, projetos sociais, antropologia.

Claudemir José dos Santos
31/10/2014

Futebol sem fronteiras

África do Sul, 8

Antártida, 14

Argentina, 20

Brasil, 24

Camboja, 30

Chile, 34

China, 36

Egito, 42

Equador, 46

Espanha, 52

Estados Unidos, 58

Etiópia, 62

Fiji, 64

Iêmen, 68

Irã, 74

Mianmar, 78

Moçambique, 84

Nepal, 88

Nova Zelândia, 92

Peru, 96

Suazilândia, 100

Tailândia, 102

Tunísia, 106

Uruguai, 112

Venezuela, 114

Vietnã, 116

Caio Vilela
31/10/2014

Futebol, de esporte amador a negócio de entretenimento e lazer em uma sociedade midiatizada

Este trabalho registra a evolução histórica do futebol, desde o seu surgimento como esporte amador, até o momento atual, como parte vital de um grande negócio. Movimenta muitos bilhões de dólares / ano e é importante componente da indústria do entretenimento, em uma sociedade midiatizada, que possui na comunicação de massa e no marketing pilares fundamentais. Considerar estas questões universais e analisá-las, traçando um paralelo entre o futebol nos países mais avançados e, no Brasil, é parte dessa pesquisa. Ao mesmo tempo, demonstrar a força do futebol, difundido mundialmente, em uma sociedade globalizada e integrada pela mídia, que compreende este e os demais esportes, nos dias de hoje, como algo extremamente profissional, com pouco espaço ao amadorismo e absolutamente ligado à sociedade do espetáculo. É esse complexo conjunto de elementos que se pretende analisar nesta dissertação: o futebol, dentro de uma sociedade do espetáculo, fruto e produtor deste espetáculo, instrumento e protagonista das relações que envolvem o entretenimento e lazer como uma das maiores atividades empresariais do mundo atual. Para isso, a revisão bibliográfica busca registros históricos do surgimento do futebol até o momento atual, contextualizando esta evolução, como um esporte que virou negócio, baseado na indústria do entretenimento. Para a melhor compreensão do futebol neste terceiro milênio e sua relação com o torcedor / cliente / consumidor em uma sociedade centrada na mídia, se coletou informações importantes, complementadas por levantamento de dados na própria mídia, nos clubes, além de questionários, entrevistas e pesquisas de mercado. A partir deste conjunto de dados foi possível identificar e analisar as principais causas destas mudanças e suas conseqüências para o próprio futebol e, até que ponto, este esporte, se transformando em negócio, vinculou-se indissoluvelmente à mídia. O estudo levantou dados do futebol no mundo e no Brasil comprovando a proximidade deste binômio futebol / mídia e a tendência de tornarem-se interdependentes no crescimento e nas crises. Afinal eles fazem parte de uma mesma indústria, do entretenimento e lazer, que têm na comunicação e no marketing importantes ferramentas para sua potencialização e desenvolvimento.
 
Palavras-chave: Futebol-negócio – Entretenimento – Marketing – Sociedade do Espetáculo – Mídia – Torcedor.

Jovino Alberto Oliveira Pereira
31/10/2014

Futebol, imprensa e memória

O artigo analisa a memória do futebol brasileiro nas narrativas produzidas pela imprensa esportiva. Os esquecimentos e silêncios possuem uma funcionalidade na manutenção e construção das memórias. Em sociedades letradas, os jornais cumprem um importante papel na construção da memória social. A partir desses pressupostos, levantamos como hipótese que os eventos sobre a seleção tricampeã de 1970 são narrados pela imprensa sofrendo um processo de seleção e edição que se ajustam às demandas de afirmação da identidade do futebol-arte. A idéia do futebol-arte traz consigo imagens e categorias que se confundem com a identidade do brasileiro. Tomamos como material de análise os jornais editados durante as duas últimas Copas (1998-2002) e os jornais editados durante a Copa de 1970, a fim de comparar as imagens e as narrativas construídas, em sincronia com os eventos de 1970, com aquelas construídas diacronicamente.

Antonio Jorge Soares, Ronaldo Helal, Marco Antonio Santoro
31/10/2014

Futebol, jornalismo e Ciências Sociais

Apresentação, 7
Ronaldo Helal, Hugo Lovisolo e Antonio Jorge Gonçalves Soares

Sociologia do esporte (futebol): conversões argumentativas, 11
Hugo Lovisolo

Futebol: a construção histórica do estilo nacional, 33
Antonio Jorge Gonçalves Soares e Hugo Lovisolo

Mané Garrincha como síntese da identidade do futebol brasileiro, 53
Tiago Lisboa Bartholo e Antonio Jorge Gonçalves Soares

Elogio ao negro no espaço do futebol: entre a integração pós-escravidão e a manutenção das hierarquias sociais, 77
Bruno Otávio de Lacerda Abrahão e Antonio Jorge Gonçalves Soares

A marca de uma derrota: jornalismo esportivo e a construção do Maracanazo, 95
Álvaro Vicente do Cabo e Ronaldo Helal

"De la magia a la merde" - o olhar da imprensa argentina sobre a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2006, 115
Ronaldo Helal e Álvaro Vicente do Cabo

Pelé e Maradona: núcleos da retórica jornalística, 137
Ronaldo Helal e Hugo Lovisolo

"O complô da torcida": futebol e performance, 149
Édison Gastaldo

Ritos da nação: uma videoetnografia da recepção, 169
Édison Gastaldo

Pra frente, Brasil! Comunicação e identidade brasileira em Copas do Mundo, 189
Ronaldo Helal, Álvaro Vicente do Cabo e Carmelo Silva

Ronaldo Helal, Hugo Lovisolo, Antonio Jorge Gonçalves Soares
31/10/2014

Futebol, mídia e interações sociais entre torcedores no Brasil: um estudo etnográfico

Este artigo analisa alguns aspectos das interações sociais entre torcedores de futebol a partir de uma pesquisa etnográfica em bares onde são assistidas coletivamente partidas de futebol na região metropolitana de Porto Alegre. A dimensão midiática deste fenômeno permite pensar em outras apropriações dos fatos do jogo pelos torcedores, muito diferentes daquelas ocorrentes em estádios de futebol. Entre as modalidades de interação que ocorrem nesses locais, são destacadas a presença no setting como performance, os desafios verbais entre participantes e a teatralização jocosa ali ocorrente, enquadrando estes aspectos no fenômeno mais abrangente a que denomino “relações jocosas futebolísticas”.

Édison Gastaldo
31/10/2014

Futebol, paz e guerra: sentidos dissonantes nos discursos de duas peças publicitárias no ano da Copa 2010

O propósito deste artigo foi analisar duas publicidades que circularam na televisão brasileira no período pré-Copa do Mundo 2010, buscando identificar as estratégias discursivas utilizadas e compreender os aspectos culturais e ideológicos que ancoraram tais discursos. A análise foi desenvolvida com base na Análise de Discurso e na Semiologia. Entre os principais resultados destacamos que uma das propagandas utiliza-se do discurso do esporte como elemento capaz de promover a paz, mesmo entre dois povos culturalmente em conflito, ao passo que a outra se utiliza da metáfora da guerra, tanto no esporte quanto na vida, para a conquista da vitória. O futebol seria o elemento cultural e ideológico capaz de mobilizar estes sentidos dissonantes. 

Marcos Roberto Godoi
31/10/2014

Futebol, sociabilidade e psicologia de massas: ritos, símbolos e violência nas ruas de Goiânia

Este artigo tem como objetivo fulcral estabelecer uma análise comparativa entre os componentes etnográficos das práticas sociais da Torcida Esquadrão Vila-novense e as referências teóricas no campo dos estudos nacionais sobre torcidas organizadas. Busca-se, ao alcançar o objetivo, cumprir a finalidade de responder ao seguinte questionamento: Quais os significados da adesão de torcedores vila-novenses à agremiação “Torcida Esquadrão Vila-novense”? O campo de amostragem ficou circunscrito às práticas sociais produzidas nas escoltas organizadas pela Polícia Militar em dias de jogos do Vila Nova Futebol Clube contra o Goiás Esporte Clube, durante o Campeonato Goiano de 2006. Também foram analisados textos produzidos pelos jornais Diário On-line e O Popular.

Marcus Jary
31/10/2014

Futebol, tecnologia e aprendizagem

O objeto de estudo desta pesquisa são os processos de ensino e aprendizagem do futebol nos clubes e escolas, e o crescente papel que o emprego da tecnologia vem desempenhando na formação dos atletas profissionais deste esporte. A pesquisa leva em conta a história da constituição do futebol, envolvendo desde manifestações em culturas antigas até sua forma moderna, e sua subseqüente transformação em um espetáculo que desperta emoções e move multidões em diferentes contextos e lugares do mundo, com enorme presença e importância na cultura brasileira. A partir de um panorama das formas que a preparação dos atletas de futebol assume neste contexto, tendo em conta o impacto do pensamento científico e da tecnologia sobre a performance do atleta profissional de futebol, o trabalho recorre às direções oferecidas pela fenomenologia merleau-pontyana para propor uma maneira de compreender os modos como a corporeidade se traduz nas capacidades de um corpo encontrar soluções criativas em meio a situações de alta complexidade cognitiva exigidas no futebol. Levando-se também em conta o papel dos jogos eletrônicos que simulam partidas de futebol, e o modo como estes jogos ressignificaram o treinamento deste esporte, busca-se estabelecer uma relação tal entre a aprendizagem do futebol, as fases de desenvolvimento da criança, a ludicidade e a performance, que favoreça transpor as barreiras da representação, em direção à capacidade criativa. Neste percurso, recorre-se, como referência, principalmente, aos trabalhos de Merleau-Ponty e seus comentadores; aos trabalhos de Foucault sobre a disciplina do corpo; aos relatos do uso de jogos eletrônicos por jovens atletas; a textos de Gallahue, Unzelt, e Frisselli & Mantovani.

Palavras chave: Futebol, corpo, tecnologia, cognição, aprendizagem.

Almir de Oliveira Ferreira
31/10/2014

Futebol, tênis...

Dos esportes mais populares, como o basquete, vôlei e futebol, aos mais inusitados, como o hóquei e o esqui, este volume brinca com os animais e suas habilidades físicas, relacionados aos diversos tipos de exercício. Com humor, até o hipopótamo e o peixe-espa...

Svjetlan Junakovic
31/10/2014

Futebol-Arte

Este livro é uma antologia verbal e visual do Futebol-Arte, expressão com que o mundo consagra a escola brasileira de futebol." (Armando Nogueira). O futebol tornou-se, no Brasil, um fenómeno e um impresslonante caco de manifestação cultural. Em poucos anos, e...

Jair de Souza, Lucia Rito, Sérgio Sá Leitão
31/10/1998

Futebol-Arte

Nota da editora, 7
Editor's note, 8

Prefácio, 11
Foreword, 12

Laranja, coco ou ovo: o Brasil é o país do menino jogando bola, 15
Oranges, coconuts or eggs: and Brazilian boys shall play ball

O jogador, 22
The player

O campo, 24
The goal

A bola, 26
The ball

O goleiro, 30
The goalkeeper

Norte, 33
North

Nordeste, 67
Northeast

Centro-Oeste, 151
Midwest

Sudeste, 179
Southeast

Sul, 225
South

Aí, goleiro?, 251
Hey, goalie?

Prorrogação, 255
Extra time

Pelada, 256

Biografia, 256
Bio

Agradecimentos, 258
Aknowledments

Caio Vilela
31/10/2014

Futebol-Arte ou Futebol-Força?

A partir de um enfoque cultural, este trabalho objetivou discutir o atual estilo de jogo do futebol brasileiro, caracterizado pelo binômio Futebol-Arte / Futebol-Força. O primeiro, conhecido pela criatividade e o segundo, pela utilização da força na busca de resultados. Inicialmente, procuramos entender como o futebol, vindo de outra nação, rapidamente tornou-se o esporte favorito do povo brasileiro. Depois buscamos compreender como a sociedade se expressa por
meio do futebol, pois este constitui-se em veículo de dramatizações da população, ou seja, o futebol seria como uma espécie de reflexo das atitudes, manifestações e anseios do povo brasileiro. Finalmente, para estudar mais especificamente o estilo brasileiro, foi considerado o período em que se iniciou essa discussão. Também foi feita uma análise desse tema nos períodos de Copa do Mundo, devido à grande repercussão do assunto nessa época. Portanto, é possível sugerir que o futebol praticado no Brasil continua a ser caracterizado pela criatividade e refinada habilidade, expressões do Futebol-Arte, apesar da atual valorização do condicionamento físico.

Palavras-chaves: Futebol Brasileiro; Cultura; Estilo de Jogo. 

Sérgio Settani Giglio
31/10/2014

Futebol: sonhos, paixões e cultura

O autor deste ensaio é um apaixonado pelo futebol. Isso não o inibe de olhar com preocupação o panorama que, paulatinamente, se vai implantando em torno do espetáculo futebolístico. Assim, o ensaio intenta despertar a necessidade de realização de estudos que apresentem o estado da arte no tocante ao ideário desportivo, aos sonhos e virtudes imanentes ao futebol, face ao avanço do pragmatismo e utilitarismo em todas as áreas, nomeadamente no setor da educação. A remissão discursiva e prática daquele ideário impõe-se com carácter de urgência. 

Jorge Olímpio Bento
31/10/2014

Futsal

Lista de gráficos, quadros e figuras

Prefácio
Heloisa Helena Baldy dos Reis

Introdução

Capítulo Um – A Pedagogia do Futsal na Iniciação
1. Escolinhas de futsal
2. A dimensão educacional do futsal
3. Princípios pedagógicos para ensinar futsal
4. Objetivos do futsal na infância
5. Por uma arbitragem educativa
6. Futsal aos domingos
7. Por que treinar na infância?
8. Especialização precoce no futsal
9. Futsal e a cultura infantil
10. Não basta praticar, é preciso pensar
11. Versatilidade, um novo paradigma para ensinar futsal
12. Atividades competitivas
13. Pais, futsal na infância e complexidade
14. O método de ensino
15. Jogo reduzido, reducionismo e fundo de quintal
16. Doze? Não. Menos que isso

Capítulo Dois – A Pedagogia do Futsal na Especialização
1. No centro, a excelência
2. A adolescência e o aprendizado tático
3. Tática
4. Jogo livre: a herança do jogador de futsal bem treinado
5. A lógica interna do futsal e o jogo de transição
6. Princípios do bom marcador
7. O jogo de defesa no futsal
8. Princípios do jogo de contra-ataque
9. A indução do contra-ataque
10. Os momentos do jogo de ataque no futsal
11. O jogo de “quina” no futsal
12. O futsal moderno e o perfil técnico do jogador de linha
13. O raciocínio do treino
14. O treinamento técnico
15. A pedagogia do treino e o paradigma da complexidade

Referências Bibliográficas

Sobre o Autor

Wilton Carlos Santana
31/10/2014

Futsal: tática defensiva contemporânea e a teoria de ensino dos jogos esportivos coletivos de Claude Bayer

Este artigo tem o objetivo de inter-relacionar a teoria de ensino dos jogos esportivos coletivos de Claude Bayer e a tática defensiva contemporânea do futsal, de modo a levantar subsídios pedagógicos da primeira que pudessem contribuir para a compreensão tática da segunda, organizando-a didaticamente. Para tanto, foram analisados o livro “O ensino dos desportos colectivos”, no qual Bayer apresenta os princípios operacionais defensivos comuns aos esportes coletivos e suas respectivas regras de ação, e publicações nacionais e internacionais especializadas, datadas a partir da década de 1990 que apresentassem um referencial tático defensivo sobre futsal. Foi possível construir uma reflexão sobre formas de compreensão tática de situações de defesa no futsal a partir dos princípios operacionais dos esportes coletivos propostos por Bayer. Acredita-se que este trabalho pode contribuir com avanços na pedagogia do esporte em relação à otimização de processos pedagógicos que objetivem promover a melhoria da compreensão tática de treinadores e jogadores de futsal. 

Marcelo Compagno Michelini, Renato Francisco Rodrigues Marques, Wilton Carlos de Santana, Gustavo Luiz Gutierrez
31/10/2014

Ganhar jogo, pagar jogo e ganhar visita: prática futebolística em um bairro rural

Pretendo refletir sobre algumas abordagens possíveis do futebol a partir de uma experiência etnográfica num bairro localizado no perímetro rural de São Bento do Sapucaí (SP), onde investiguei os possíveis entrelaçamentos entre as formas associativas e de sociabilidade em torno das práticas futebolísticas e o universo comunitário do bairro. Por meio desses entrelaçamentos pude verificar a existência de certas dinâmicas no contexto futebolístico local, onde as ações de receber e visitar outras equipes implicam regras e deveres inteligíveis dentro de uma lógica de reciprocidade particular. Partindo da premissa de que existe uma heterogeneidade de significados e práticas do esporte, proponho, ainda, problematizar as premissas dicotômicas que fomentam o debate envolvendo, principalmente, os usos dos conceitos de esporte e jogo, mas também a dimensão ritual e a dimensão cotidiana, tendo sempre em mente que são planos em constantes articulações.

Enrico Spaggiari
31/10/2014

Garrincha - estrela solitária

Cinebiografia do jogador Manuel dos Santos, o Garrincha. O filme expõe a vida do "demônio das pernas tortas" dentro e fora do campo, confrontando o mito do futebol mundial ao homem humilde do interior. As várias facetas de Mané Garrincha são mostradas a pa...

Milton Alencar Junior
31/10/2014

Garrincha: a alegria do povo

Perfil do mais famoso ponta-direita do futebol brasileiro quando estava no auge da carreira. Foi o primeiro documentário brasileiro sobre um esportista, mostrando cenas clássicas das Copas do Mundo de 1958 e 1962. Tratando o futebol como fenômeno social, o documentário mos...

Joaquim Pedro de Andrade
31/10/1963

GB united?

Ackowledgements, 9

Foreword, 11

Abbreviations, 15

Introduction, 17

1. Origins, 27

2. London 1908 and Football's Great Gentleman, 37

3. Stockholm 1912 and Woodward signs off in style, 57

4. Antwerp 1920 and a shock to the system, 75

5. In/out, North/South, 91

6. Berlin 1936 and a brush with evil, 107

7. London 1948 and the Busby Boys, 133

8. Helsinki 1952 and Winterbottom's Woes, 159

9. Melbourne 1956 and too many Bulgarians, 177

10. Rome 1960 and a very British failure, 201

11. Toyko 1964, goodbye Norman Creek, hello Charles Hughes, 235

12. Mexico City 1968 and a fragile alliance shatters, 251

13. Munich 1972 and the last Scotsman in Britain, 267

14. The end?, 283

Appendices
Full Olympic squads and results, 289

Amateur lasts, 313

References, 314

Steve Menary
31/10/2014

Gestão das marcas dos clubes de futebol

O futebol brasileiro está entrando numa nova fase, em que não pode mais ser visto apenas como um esporte e sim como um grande negócio capaz de gerar receita na ordem dos bilhões de dólares anuais. Essas receitas, que podem ser oriundas das mais diferentes fontes – direito de imagem, bilheteria, venda de produtos, entre tantos outras – estão aumentando e o torcedor, como nunca antes, tendo acesso a uma variedade infinita de artigos de consumo, que vão do mais simples chaveiro a possibilidade de viajar com o time. Nesse processo de mudanças, o futebol deixou definitivamente de ser o esporte da realeza britânica para se estabelecer como o esporte mais popular do mundo.

É neste cenário que o presente trabalho propõe-se, numa primeira etapa, a analisar, por meio de uma pesquisa qualitativa exploratória, os clubes de futebol e o trabalho que eles estão realizando para se fortalecer na indústria do entretenimento como uma marca de expressão e, numa segunda etapa, por meio de pesquisa survey com 1.296 pesquisados, analisar como as ações de marketing dos clubes estão potencializando o consumo do torcedor.

Como resultado final, acredita-se que as análises feitas neste trabalho corroboram para mostrar que as mudanças na indústria do futebol são profundas e estão alterando seus alicerces financeiros. Os torcedores começam a ser vistos por seus clubes e pelas empresas patrocinadoras como potenciais consumidores ávidos por produtos que estampem a marca de seus clubes de coração.
 

Fernando A. Fleury
31/10/2014

Gestão pública em rede: o caso do Programa Segundo Tempo – Ministério do Esporte

Este texto apresenta um novo modelo de gestão pública que tem como base as transformações organizacionais que ocorrem no setor privado, trazendo propostas que alteram a forma burocrático-piramidal de administração, flexibilizando a gestão, diminuindo os níveis hierárquicos e aumentando a autonomia de decisão de gestores. A descentralização apresenta-se como uma estratégia de modernização do Estado que busca simultaneamente prover o processo democrático e participativo e atingir maior eficiência. Neste sentido encontra-se o Estado-Rede, que segundo Castells (1999a), se caracteriza por compartilhar autoridade e pela emanação da pluralidade das fontes de autoridade por meio de uma série de instituições. Esta rede possibilita a inovação concreta na consolidação de políticas pública. Assim, o Programa Segundo Tempo (PST) da Secretaria Nacional de Esporte Educacional é uma política pública que exemplifica os novos referenciais de gestão. Este programa contribui para a democratização do esporte, diminuição das situações de risco social dos alunos, além de capacitar professores de Educação Física, monitores e estudantes de graduação, objetivando a gestão pública ampliada. Uniram-se ao PST, a Universidade Estadual de Maringá e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com o intuito de ser elaborada uma proposta de suporte teórico e prático para as ações do Programa. O PST conta com as equipes colaboradoras, as quais são compostas por um coordenador, um vice-coordenador e avaliadores. Desta forma, construir políticas públicas no Estado exige todo um trabalho de conexão com esforços do coletivo, com os movimentos sociais e com práticas concretas do cotidiano. 

Selda Engelman, Amauri Aparecido Bassoli de Oliveira
31/10/2014

Gestos e expressões faciais de árbitro, atletas e torcedores em um estádio de futebol: uma análise das imagens transmitidas pela televisão

O processo de observação, descrição e registro dos comportamentos tem sido tema constante de discussões na área científica do esporte de competição. O objetivo deste estudo foi analisar o conteúdo das mensagens não-verbais implícitas nas manifestações gestuais e expressões faciais de atletas, árbitros e torcedores no transcorrer de uma partida de futebol televisionada. As expressões faciais e manifestações gestuais de atletas, árbitros e torcedores foram classificadas em emblemas, ilustradores, demonstradores de afeto, reguladores e adaptadores, de acordo com as categorizadas estabelecidas por EKMAN e FRIESEN (1969). Os procedimentos metodológicos foram desenvolvidos pelos próprios pesquisadores: as imagens transmitidas pela televisão foram gravadas em vídeo, fotografadas com uma câmera digital Kodak DC 3200, tratadas e analisadas no programa Corel Draw 9.0. O estudo científico da comunicação não-verbal implícita as imagens do futebol, atravessado pelo recorte midiático revela um campo importante de estudos no âmbito da psicossociologia do esporte. Os resultados evidenciam emblemas com significados verbais explícitos, demonstrações de afetos, busca de autocontrole. Conclui-se que o estudo contribui para caracterizar a atmosfera do futebol, como estado espetáculo (ações, emoções e sentimentos que contagiam os torcedores), e emblemas e manifestações com significados rituais e religiosos exercem papel determinante na definição do futebol como fenômeno social e mental, permeado por mensagens subliminares, inserindo-o numa esfera análoga às crenças e reeditando o esporte como mito.

Antonio Carlos Simões, Paulo Felix Marcelino Conceição
31/10/2014

Gigantes do futebol brasileiro

João Máximo e Marcos de Castro vestiram as camisas de técnicos de futebol e com maestria escalaram a seleção brasileira de todos os tempos neste novo Gigantes do futebol brasileiro. Quase 45 anos depois da primeira edição, escrita pelos dois ent&atild...

João Máximo, Marcos de Castro
31/10/2014

Globalization & Football

Prologue, xi

1 History: The Global Sport and the Making of Globalization, 1

2 Culture: The Global Game, Cosmopolitanism & Americanization, 31

3 Economics: Neo-Liberalism, Inequalities and Transnational Clubs, 63

4 Politics: Nations, Neo-Mercantilism and International Governance, 97

5 The Social: Transnational Identities and the Global Civil Society, 133

Epilogue, 163

References, 173

Index, 190
 

Richard Giulianotti, Roland Robertson
31/10/2014

Gol! O sonho impossível

Santiago Munez (Kuno Becker) é um jovem que possui um grande talento para o futebol e que sonha em se tornar um profissional. Mas morando em Barrios, a leste de Los Angeles, seu sonho é algo quase inalcançável. Até que um dia uma série de eventos possibil...

Danny Cannon
31/10/2014

Goleiros - Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1

Apresentação

Na linha do gol

O filho bastardo do rúgbi

O príncipe das Laranjeiras

Tabus, mitos e lendas

Aprendendo a jogar

Senhores da guerra

Testemunhas de defesa

A sor te bate na trave

Os deuses da meta

Todos os homens do rei

A desforra de um campeão

A revolução no v isual

O batismo do goleiro

A solução que veio do Sul

A última barreira

Todos os goleiros da Seleção

Agradecimentos

Índice de goleiros citados

Bibliografia

 

Paulo Guilherme
31/10/2014

Golpe de estádio

A curta distância de Buenavista, um pequeno povo situado ao sudeste de Colômbia, a guerrilha e o exército mantêm contínuos confrontos até que numa das refriegas toda a zona fica sem cobertura de televisão. Em plena fase classificatória para o Camp...

Sergio Cabrera
31/10/1999

Goooooooool: Notas sobre mitologias futebolísticas no Brasil e na Argentina

O presente artigo busca discutir alguns elementos constitutivos da aqui denominada “mitologia futebolística” do Brasil e da Argentina, muito mais do primeiro do que da segunda. O cerne da argumentação gira em torno dos discursos, imagens e funções atribuídas ao futebol nestes países, enfatizando como os futebolistas detêm um papel limitado nesse processo. Como os atletas têm sua voz bastante cerceada e induzida por diversos agentes à confirmação de uma idéia do futebol e dos futebolistas. Logo, partindo da análise de biografias de ex-futebolista, de pesquisas outros autores e autoras, de narrativas produzidas por literatos e jornalistas se procura notar como, de um modo geral e generalizante, as mitologias acerca do futebol no Brasil e na Argentina, em grande medida, mais do que silenciar futebolistas, constroem um “lugar” para eles, para suas vidas e trajetórias.

Lennita Oliveira Ruggi, Hilton Costa
31/10/2014

Governança em clubes de futebol: um estudo comparativo de três agremiações no estado de São Paulo

Neste artigo, apresentam-se os resultados de um estudo de múltiplos casos em que se analisa a aplicação das boas práticas de governança, propostas pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), em três clubes de futebol profissional do estado de São Paulo (Santos F.C., Botafogo F.C. e Paulista F.C.). Por meio de um estudo descritivo, qualitativo e exploratório, busca-se verificar a presença de características e ações que atendam às boas práticas de governança corporativa propostas na terceira versão do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa do IBGC, realizando um diagnóstico dos clubes estudados, propondo ações e formas de implementá-las. Verifica-se que o uso desses conceitos pode se constituir em importante diferencial para os clubes na competição por capital e outros recursos, pois contribuem para a profissionalização de sua gestão, além de fazer com que tendam a alcançar maior legitimidade perante seus stakeholders.
 

Palavras-chave: administração esportiva, governança corporativa, futebol, clubes.

Daniel Siqueira Pitta Marques, André Lucirton Costa
31/10/2014

Grandes eventos esportivos: um olhar sobre o contexto europeu e o seu movimento de esporte para todos na atualidade

O trabalho procura refletir sobre outras possibilidades, sentidos e significados de grandes eventos esportivos, a partir da apresentação e análise de experiências concretas, vivenciadas pelas autoras, realizadas em outros países. Tais experiências revelam, diferentemente dos eventos esportivos tradicionais, os chamados “eventos esportivos para todos”, voltados para a participação irrestrita, não seletiva, oportunizando novas e variadas experiências de lazer para a população. 

Nara Rejane Cruz de Oliveira, Adriana Maria Wan Stadnik
31/10/2014

Guia politicamente incorreto do futebol

Em ano de Copa, 'Guia Politicamente Incorreto do Futebol' marca um golaço nas velhas ideias sobre o esporte. O jeito mais fácil de parecer especialista em futebol é repetir ideias com as quais quase tudo mundo concorda. Seleção brasileira de 82? Basta dizer que 'fo...

Jones Rossi, Leonardo Mendes Junior
31/10/2014

Hábitos alimentares de atletas de futsal dos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul

O objetivo deste estudo foi investigar os hábitos alimentares de atletas da modalidade de futsal do Paraná( PR) e do Rio Grande do Sul (RS). Foram avaliados 22 atletas em duas equipes. Na coleta de dados utilizou-se o método recordatório alimentar de 24 horas, complementado com 5 questões. Os dados foram analisados pelo programa NUT. Na análise estatística usou-se o programa Primer. Os resultados demonstraram que os componentes magnésio, vitamina A, cálcio e calorias apresentaram percentuais abaixo das recomendações diárias (RDA). Por outro lado, os componentes proteína, ferro, vitamina C e sódio apresentaram resultados muito elevados, sobretudo o sódio. Quando comparadas as médias dos percentuais de adequação da RDA entre as duas equipes, somente a vitamina A apresentou diferenças estatisticamente significativas. Dessa forma, apesar de estudos evidenciarem a importância de uma dieta adequada para o desempenho de atletas, parece não existir uma preocupação das equipes por uma orientação nutricional. 

Rodrigo Flores Sartori, Maria Eloiza Fiorese Prates, Vera Lucia Garcia Cardoso Tramonte
31/10/2014

Heleno e Garrincha

Heleno de Freitas e Garrincha são dois personagens trágicos do futebol brasileiro. O filme trata os dois personagens como mitos que tocam em algo profundo em nosso inconsciente. 

Ney Costa Santos
31/10/1987

Heleno, memória de um mito

A resenha aborda duas biografias escritas pelo jovem jornalista carioca Marcos Eduardo Neves sobre jogadores de futebol: Heleno de Freitas, ídolo do Botafogo nos anos 1940 (Nunca houve um homem como Heleno, 2012, 344 pág.), e Renato Portaluppi, ídolo do Grêmio e do Flamengo nos anos 1980 (Anjo ou demônio: a polêmica trajetória de Renato Gaúcho, 2002, 427 pág.). 

Gustavo Cerqueira Guimarães
31/10/2014

Heleno: o príncipe maldito

Heleno de Freitas era o príncipe da era de ouro do Rio de Janeiro, os anos 40, quando a cidade era um cenário de sonho, cheio de glamour e promessas. Bonito, charmoso e refinado nos salões elegantes, era um gênio explosivo e apaixonado nos campos de futebol. Heleno tinha c...

José Henrique Fonseca
31/10/2014

Heróis de uma nação

Finalmente você vai assistir e entender a formação do maior time de futebol da história rubro-negra. Os gols, os títulos, as jogadas sensacionais que traduziram o futebol-arte e a força do grupo em conquistas que continuam encantando gerações. A...

Eduardo Leite, Marcelo Camargo
31/10/2014

Heroísmo, mídia e o Sport Club Corinthians Paulista: um estudo de caso acerca da final da Libertadores 2012 na Folha de S. Paulo

A partir do processo histórico que notabilizou o futebol como um elemento da cultura nacional, destaca-se sua projeção enquanto uma modalidade que ampliou suas relações com os setores financeiro, econômico e comercial. Nesse sentido, a mídia tornou-se um relevante mediador de tensões interligadas às práticas futebolísticas, criando representações que afetam a formação da identidade esportiva brasileira. O objetivo deste artigo consiste em analisar como o jornal Folha de S. Paulo retratou a inédita conquista da Copa Libertadores da América de 2012, pelo Sport Club Corinthians Paulista. Metodologicamente caracterizado como uma pesquisa histórica do tempo presente, analisou-se as edições dos dias 4, 5 e 6 de julho, tratando-se, portanto, de um estudo de caso. Constatou-se que o periódico é um meio propício à construção de narrativas a partir da fi gura do herói, elaborando o discurso de acordo com interesses comerciais que objetivam consolidar uma cultura esportiva voltada para o consumo. 

Everton de Albuquerque Cavalcanti, André Mendes Capraro
31/10/2014

História da imprensa desportiva em Portugal

Abertura, 11

Prefácio, 13
Mário Zambujal

Preâmbulo, 15

Introdução, 17

Capítulo 1: 1875-1893: Primórdios da imprensa periódica desportiva, 21
1. Títulos aparentemente desportivos de índole política, 21
2. O surgimento da imprensa desportiva estrangeira, 22
3. A cruzada da ginástica, 23
4. Caça e touros, 25
5. Do ciclismo surge o primeiro jornal desportivo generalista, 27
6. Contributos dos periódicos generalistas, 29
7. Desporto e literatura: o início de uma longa relação, 31

Capítulo 2: 1894-1900: Início da consolidação, 33
1. O panorama internacional, 33
2. Os primeiros periódicos desportivos generalistas, 34
3. Tauromaquia, a principal especialidade, 37
4. Imprensa velocipédica no final do século XIX, 40
5. Longevidade chega com tiro e a caça, 44
6. Desporto, literatura, teatro e o caso de Dreyfus, 49

Capítulo 3: 1901-1904: Primeiros passos no novo século, 53
1. O panorama internacional, 53
2. Automobilismo: uma nova especialização, 54
3. Fusão gera mais qualidade, organização e longevidade, 56
4. A tauromaquia continua a dominar, 60
5. A fórmula desporto-literatura-teatro e a imprensa generalista, 61

Capítulo 4: 1905-1910: Consolidação, 65
1. A doutrina desportiva continua, 65
2. Da decadência à esperança, 67
3. Tauromaquia domina e automobilismo arranca, 73
4. O aparecimento dos boletins desportivos institucionais, 77

Capítulo 5: 1911-1913: Esperança e diversificação, 79
1. O desporto e as artes fortalecem relações, 79
2. O panorama inglês e francês, 82
3. Quatro modalidades com voz, 83
4. O papel doutrinal da imprensa desportiva generalista, 87
5. Heroísmo patriótico em tempos de união jornalística, 88
6. A definição do papel do jornalista desportivo, 93

Capítulo 6: 1914-1918: Instabilidade em tempos de guerra, 97
1. O panorama antes da guerra, 97
2. As incertezas e as dificuldades geradas pela guerra, 100
3. Apelos à união, 103
4. Entrada na guerra e advento da imprensa na "província", 107
5. Tauromaquia, aeronáutica e caça e o binónmio artístico-desportivo, 112

Capítulo 7: 1919-1920: Reajustamentos e mudanças, 115
1. O curto reinado de o Sport de Lisboa, 115
2. Domínio da dois, com interferências, 117
3. Pequena expansão regionalista, 122

Capítulo 8: 1921-1923: Início da popularização, 125
1. Progressiva regionalização, 125
2. Lisboa hegemónica, 128
3. Porto: a definitiva consolidação, 130
4. Profissão: jornalista desportivo, 133
5. Quezílias, pactos e questões éticas, 136
6. Consolidação regional, 141
7. Os órgãos informativos dos clubes e de especialidade, 146
8. O auge e o declínio da imprensa artístico-desportiva, 150
9. Os primeiros passos da imprensa desportiva do Ultramar, 153

Capítulo 9: 1924-1926: Anos dourados, 157
1. Contexto europeu, 157
2. O primeiro diário desportivo português, 158
3. Jornais de referência: pontos de vista comuns, 161
4. Rivalidades: a polémica morte de Kid Augusto, 164
5. O primeiro Porto-Lisboa interjornalistas, 166
6. Apogeu da informação desportiva generalista, 168
7. Questões éticas, 172
8. Inovações gráficas e editoriais, 173
9. As dificuldades dos primeiros três meses, 175
10. O recorde de 1926, 179
11. Reforço regional, 183
12. Os efeitos imediatos da mudança política de 1926, 185

Capítulo 10: 1927-1936: Ciclo de continuidade, 189
1. Centralismo da Capital, 189
2. As dificuldades do meio lisboeta, 192
3. Porto a duas vozes, 199
4. O agravamento da guerra Norte-Sul e das rivalidades jornalísticas, 205
5. Tréguas e colaborações esporádicas, 210
6. Ideias à volta do jornalismo desportivo, 212
7. Fase de crescimento regional, 215
8. Imprensa desportiva generalista do Ultramar, 223
9. Órgãos de clubes e instituições em mudança, 226
10. Jornalismo especializado dominado pelo automobilismo, 231
11. A chegada da rádio desportiva, 238

Capítulo 11: 1937-1953: Fase de estabilização e mudança, 243
1. O panorama internacional, 243
2. Reajustes no prólogo da guerra, 244
3. Linhas editoriais no início da Segunda Guerra Mundial, 252
4. A imprensa desportiva generalista durante a guerra, 254
5. Tempos dominados pela informação dos clubes, 257
6. Ligeiros sinais de mudança, 261
7. Em defesa de uma terminologia desportiva portuguesa, 264
8. O fim de um capítulo e o início de outro, 267
9. Censura no jornalismo desportivo, 270
10. Forte concorrência na imprensa desportiva generalista, 274
11. Ressurgimento da imprensa desportiva especializada, 279
12. Forte crescimento dos órgãos de clubes e instituições, 283

Capítulo 12: 1954-1957: Período áureo da informação clubista, 289
1. O panorama evolutivo no estrangeiro, 289
2. Rivalidades entre a imprensa desportiva generalista, 291
3. Política, desporto e censura, 295
4. Período positivo da imprensa desportiva generalista, 298
5. Mundo do motor e Lisboa dominam a imprensa especializada, 307
6. Continuação da hegemonia dos órgãos de clubes e instituições, 311
7. A consolidação da rádio e a novidade chamada televisão, 314

Capítulo 13: 1958-1974: Declínio fruto da normalização, 321
1. Factores da mudança, 321
2. Fase de reajustamento, 323
3, Período de acalmia, 327
4. Relfexões à volta do conceito de jornalismo desportivo, 334
5. Mudança de paradigma doutrinal, 337
6. Conturbação política, 338
7. Fraco crescimento da imprensa desportiva especializada, 343
8. Ciclo de crescimento nos órgão de clubes e instituições, 348
9. Rádio e televisão e o papel da imprensa internacional, 353

Capítulo 14: 1975-1978: Crescimento nos alvores da democracia, 357
1. O conturbado ano de 1975, 357
2. Geurra Norte-Sul: novos capítulos de uma história antiga, 359
3. Efermidade marca os novos títulos generalistas, 363
4. Lisboa dominadora na imprensa especializada, 366
5. Órgãos clubistas e institucionais marcados pela diversidade, 369

Capítulo 15: 1979-1984: Início de um novo paradigma, 373
1. Sinais de mudança, 373
2. Domínio da imprensa desportiva especializada, 376
3. 1982: ano de mudança, 379
4. Breve fase de transição, 383
5. Panorama radiofónico e televisivo e o contexto internacional, 386

Capítulo 16: 1985-1987: Diversidade, 393
1. Incremento jornalístico diversificado, 393

Capítulo 17: 1988-1995: O paradigma da especialização, 401
1. Predomínio dos periódicos especializados, 401
2. Proliferação regional da imprensa desportiva generalista, 407
3. Consolidação definitiva de uma impnresa desportiva diária, 409
4. Os jornalistas desportivos como bode expiatório, 412
5. O desporto na esfera da televisão pública e privada, 415
6. Reforço dos órgão clubistas e institucionais, 416

Capítulo 18: 1996-2000: Conflitualidade e regionalização, 419
1. Imprensa desportiva diária em balanço, 419
2. Descrédito devido à conflitualidade, 420
3. Estabilização no fim do século XX, 425

Conclusão, 431
1. Evolução histórica, 432
2. Linhas doutrinais, 434
3. Dez reflexões em aberto, 436

Bibliografia e obras de referência, 441

Anexo I: Evolução geral da imprensa periódica desportiva portuguesa entre 1875 e 2000, 449

Índice de tabelas e gráficos, 455

Índice remissivo, 457

Índice onomástico, 475

Francisco Pinheiro
31/10/2014

História do esporte no Brasil

Apresentação, 9
 
Capítulo 1 - “Jogos de cavalheiros”: as atividades físicas antes da chegada do esporte, 13
Mary Del Priore
 
Capítulo 2 - Das touradas às corridas de cavalo e regatas: primeiros momentos da configuração do campo esportivo no Brasil, 35
Victor Andrade de Melo
 
Capítulo 3 - Corpos, bicicletas e automóveis: outros esportes na transição dos séculos XIX e XX, 71
Victor Andrade de Melo
 
Capítulo 4 - A futura paixão nacional: chega o futebol, 107
Fabio Franzini
 
Capítulo 5 - Da arte e da ciência de movimentar-se: primeiros momentos da ginástica no Brasil, 133
Carmen Lucia Soares
 
Capítulo 6 - Tensões na consolidação do futebol nacional, 179
Ricardo Pinto dos Santos
 
Capítulo 7 - O esporte como política de estado: Vargas, 213
Maurício Drumond
 
Capítulo 8 - No caminho do esporte: a saga da capoeira no século XX, 245
Carlos Eugênio Líbano Soares e Frederico José De Abreu
 
Capítulo 9 - Imagens da mulher no esporte, 269
Silvana Vilodre Goellner
 
Capítulo 10 - O Brasil no cenário internacional: Jogos Olímpicos e Copas do Mundo, 293
Plínio Labriola Negreiros
 
Capítulo 11 -Esporte e escola: astúcias na “energização do caráter” dos brasileiros, 331
Meily Assbú Linhales 
 
Capítulo 12 - Novas conformações do campo esportivo: os esportes na natureza, 359
Cleber Augusto Gonçalves Dias
 
Capítulo 13 - O esporte brasileiro em tempos de exceção: sob a égide da ditadura (1964-1985), 387
Marcus Aurelio Taborda de Oliveira
 
Capítulo 14 - Os anos 1980, a juventude e os esportes radicais, 417
Rafael Fortes
 
Capítulo 15 - Futebol e identidade nacional: reflexões sobre o Brasil, 453
Simoni Lahud Guedes
 
Capítulo 16 - Esporte, globalização e negócios: o Brasil dos dias de hoje, 481
Antônio Jorge Soares e Alexandre Fernandes Vaz
 
Capítulo 17 - Globalização e espetaculo: o Brasil dos megaeventos esportivos, 505
Gilmar Mascarenhas de Jesus

Mary Del Priore, Victor Andrade de Melo
31/10/2014

História do esporte: abordagens em mutação

Trinta anos após sua concepção e desenvolvimento como um ramo da história social, a história do esporte acadêmica está em estado de fluxo e, cada vez mais, é influenciada por um paradigma cultural inspirado no pós-modernismo. Neste artigo, examino a maneira como emergem, na história do esporte, as apropriações modernas da história social e as apropriações pós-modernas da história cultural. Enquanto a história social baseia-se em ideias sobre emancipação, verdades empíricas e o passado como uma fundação para o presente, a história cultural abraça uma forma de pensamento explicitamente autoconsciente e reflexiva, que relança a história como um discurso construído sobre o passado. Assim como examinar as características conceituais, ideológicas, narratológicas e semiológicas tanto da história social quanto da cultural, identifico áreas de acomodação entre as duas abordagens e discuto o potencial para esta acomodação florescer em histórias nas quais autores abertamente reflitam sobre seu trabalho e seus formatos e métodos, e revelem seus objetivos ideológicos e políticos, assim como as limitações de suas narrativas.

Douglas Booth
31/10/2014

História dos esportes na França e na Grã-Bretanha: agendas nacionais e perspectivas europeias

Pouco se fez em termos de história comparada dos esportes britânico e francês. Neste artigo, comparamos as historiografias do esporte em cada país, sublinhando os temas que atraíram maior atenção em cada caso, e refletimos sobre as implicações mais amplas para a escrita de uma história do esporte na Europa. No caso da Grã-Bretanha e da França, isto significa focar temas-chave gerais, como classe, identidade e imperialismo, do lado britânico; e educação, militarismo e religião, do francês. 

Paul Dietschy, Richard Holt
31/10/2014

Histórias do futebol

Apresentação, 7

Introdução, 9

1 - O futebol no Brasil - das elites ao esporte do povo, 13
A disseminação do esporte e a sua popularização, 18
A democratização do futebol brasileiro, 18
A vitória do profissionalismo, 21
São Paulo x Rio de Janeiro: a rivalidade também no futebol, 25

2 - O apito inicial em São Paulo
, 29
Os times paulistas, 35
Corinthians, o time do povo, 35
Santos, o “Peixe”, 38
Palmeiras, o “Porco”, 41
Portuguesa, a Lusa, 44
São Paulo, o “mais querido”, 47

3 - Futebol e poder no Brasil
, 51
O futebol e os populistas, 53
Futebol em tempos de ditatura civil-militar, 65
Os democratas do Parque São Jorge, 73

4 - O único em todas as Copas
, 81
As primeiras Copas do Mundo: da sua inauguração ao fascismo, 82
As Copas “populistas” ,85
O trauma de 1950, 85
Do Maracanaço ao bicampeonato, 90
As Copas dos militares, 98
A Copa de 70, 99
As outras Copas militarizadas, 104
As Copas da nova democracia, 109

5 - O futebol em tempos de globalização
, 119

6 - O futebol e a construção de identidades
, 127
As torcidas organizadas, 134

7 - O futebol de saias
, 141

Referências bibliográficas
, 145

Atividades didáticas
, 153

Lívia Gonçalves Magalhães
31/10/2014

Hooligans 2

Após o clímax mortal do filme anterior, vários membros da torcida do West Ham e numerosos membros do Millwall acabam na cadeia. Os hooligans rapidamente descobrem a brutalidade da vida no interior prisão, uma vez que são constantes alvos dos adversários,...

Jesse V. Johnson
31/10/2014

Humor, futebol, política e sociedade nas charges do Jornal dos Sports

O poder de alcance do humor gráfico vem sendo reconhecido por novas perspectivas historiográficas que investigam o que charges, caricaturas e cartuns podem nos informar sobre o passado. Paralelamente, o campo da História do Esporte vem se consolidando nas últimas décadas, ampliando as discussões entre os mais diversos assuntos que envolvem o fenômeno esportivo. Com relação à charge esportiva, entretanto, percebemos que um farto material de enorme relevância historiográfica permanece ainda inexplorado por pesquisadores que abordam os dois campos de estudo. As charges de Lorenzo Molas e Henrique de Sousa Filho (HENFIL) chamam a atenção, a princípio, por terem sido publicadas no diário esportivo que alcançou provavelmente maior popularidade no Rio de Janeiro e por envolverem o futebol carioca e representações simbólicas de tradicionais clubes e torcidas do Rio de Janeiro. Para além dessas semelhanças, foram produzidas em períodos da história política recente do país, marcados pelas duas ditaduras responsáveis por transformações significativas na sociedade brasileira. A presente dissertação procura observar como essas charges expressam, de modo peculiar, transformações e continuidades da sociedade no Rio de Janeiro.

Palavras-Chave: Charge esportiva. Jornal dos Sports. Futebol. Ditadura Militar. Estado Novo.

Flavio Mota de Lacerda Pessoa
31/10/2014

ID: fúria nas arquibancadas

Um grupo de policiais é recrutado para se infiltrar no reduto dos torcedores de futebol para tantar encontrar, o foco da violência, que dia a dia cresce assustadoramente entre as torcidas. John, o mais ambicioso dos oficiais, encaminha, no entanto, a sua investigação d...

Philip Davis
31/10/1995

Identidad regional y futbol. Los aficionados al Santos Laguna

Link para o site da revista: www.razonypalabra.org.mx/

Blanca Chong, Eiko Gavaldón, Gabriela Aguilar
31/10/2014

Identidade no Futebol

A monografia “Identidade no Futebol” analisa a influência exercida por um programa televisivo da mídia esportiva de Maringá, região Norte do Paraná, no público interessado em futebol. Pretende-se identificar como a proposta de um programa voltado aparentemente para o futebol paulista, pode impactar no processo de formação dos torcedores paranaenses desta cidade. Avalia- se o programa Tribuna no Futebol, da RIC-TV Maringá. O formato do programa surgiu em Minas Gerais e posteriormente lançado em Curitiba por meio da iniciativa do jornalista Alexandre Zraik. A intenção era promover maior valorização ao futebol paranaense, sobretudo aos times da capital. Na sequência ocorreram adaptações do formato em cidades como Maringá e Londrina, diferenciando-se do modelo original, na medida em que sua linha editorial buscou atrair a atenção dos torcedores dos times paulistas. Para ampliar os campos de análise, além da elaboração de entrevistas, realizadas com jornalistas, pesquisadores, historiadores e sociólogos, foi possível analisar as características do programa a partir da decupagem de dez edições sequenciais. Quanto ao público, foi aplicado um questionário para coleta e tabulação de dados para identificar o perfil do telespectador deste programa e, a partir das respostas, avaliar a sua visão sobre a mídia e o futebol paranaense.
Palavras-chave: Mídia. Futebol. Identidade. Torcida. Paraná.

Sidney da Silva
31/10/2014

Identidades dos clubes de futebol: singularidades do FC Barcelona

Os clubes de futebol são importantes e singulares instituições modernas que congregam valores futebolísticos e socioculturais. Nesse sentido, este artigo teve como principal objetivo analisar as identidades constituintes do FC Barcelona, um dos clubes mais representativos do futebol europeu. Assim, através de uma análise sócio-histórica, concluímos que os vínculos sociopolíticos que o clube instituiu ao longo de sua história aliado a uma identidade clubística propensa a aceitar jogadores e treinadores estrangeiros, contribuíram para transformar o FC Barcelona em um singular clube-global que mantêm intensos vínculos étnicos territoriais, um ícone do futebol catalão. 

Luiz Carlos Rigo, Conrad Vilanou Torrano
31/10/2014

Identidades e símbolos construídos na geopolítica do futebol: o caso do Operário Ferroviário de Ponta Grossa-PR

A pesquisa tem como temática analisar os complexos enredos entre futebol, cultura, produção do espaço e a constituição de identidades. Seu objetivo é investigar a representatividade do Operário Ferroviário Esporte Clube perante a cidade de Ponta Grossa/PR. A pergunta a ser respondida é: Como se constroem as identidades e símbolos na geopolítica do futebol em torno do Operário? A metodologia de pesquisa englobou aplicação de questionários; entrevistas semiestruturadas; coleta de dados em sites de relacionamentos sociais e web sites em geral; observações no estádio do clube; pesquisa bibliográfica. A pesquisa constatou que o Operário está imerso num simbolismo profundo, sendo um elemento que auxilia na construção da identidade do modo de ser pontagrossense, pois: a) é uma construção histórica e simbólica; b) é uma herança das ferrovias em Ponta Grossa; c) possui diversas manifestações culturais peculiares intrínsecas a ele; d) é um importante elemento na dinâmica espacial da cidade atualmente.

Edvanderson Ramalho dos Santos
31/10/2014

Identidades imaginadas

A reflexão aqui proposta sobre o futebol, manifesta através das crônicas literárias, foi periodizada em dois blocos históricos de acordo com as suas características e o contexto: o primeiro bloco ligado à sociogênese do esporte no Brasil, quando a crônica das primeiras décadas do século XX discutia a sua funcionalidade e representatividade na nova sociedade republicana. Tal embate teve seu desfecho logo após a popularização do esporte e o lançamento de um novo movimento literário, o Modernista. Já no segundo bloco histórico, o futebol se encontrava devidamente inscrito como elemento central da cultura brasileira, assumindo um papel de agente afirmador da identidade nacional. Nestes complexos cenários se estabeleceram questões fundamentais para o entendimento das tensões que envolveram o futebol e a literatura: quais foram as relações de força no campo literário brasileiro manifestas através das crônicas sobre o esporte? Evidentemente, tais relações, através das crônicas, explicitariam a presença de um contexto social mais amplo ao mesmo tempo em que dariam indícios da personalidade literária de alguns escritores de renome nacional gerando, secundariamente, as seguintes questões: quais os limites artísticos de um gênero literário preso ao cotidiano? Como se processou o debate intelectual acerca da função social do esporte no campo literário? Como poderiam ser pensados os momentos históricos de construção de modelos explicativos, legitimados através do esporte e sua respectiva literatura? Objetivou-se assim, primariamente, buscar os indícios necessários à compreensão do significado sócio-cultural destes posicionamentos e “diálogos” estabelecidos através das crônicas futebolísticas. Partindo da hipótese central de que, como figuras públicas, os literatos necessitavam estabelecer relações de força visando respaldá-los dentro do campo literário/intelectual. Tal hipótese foi confirmada, pois o poder simbólico gerado pela produção artística permitiu que estes literatos pudessem criar e reproduzir sua própria concepção de mundo. Ora na tensa disputa entre os escritores no início do século, cujo debate girava em torno da assimilação de hábitos e costumes europeus e a concepção de um ideal de civilidade; ora na consensual e hierárquica configuração estabelecida a partir das formulações de Gilberto Freyre, no segundo momento pesquisado.

André Mendes Capraro
31/10/2014

Imagem e marca de um país: considerações sobre a Copa do Mundo 2014 e a promoção do Brasil

As atividades de marketing de lugar se caracterizam como uma ferramenta para a gerência das trocas que ocorrem no âmbito territorial possibilitando a atração de investimentos e recursos que assegurem o desenvolvimento socioeconômico da localidade. Neste contexto, a Copa do Mundo de Futebol da FIFA é um importante vetor de atratividade capaz de atrair milhares de visitantes e mostrar o país e suas características para o mundo. A partir deste escopo, o objetivo central deste artigo é analisar a Copa do Mundo de Futebol da FIFA em 2014 com sede no Brasil e os desdobramentos deste acontecimento na promoção da imagem e marca do país. Como metodologia, o trabalho apresenta revisão da literatura dos conceitos de identidade nacional e promoção da imagem do país e analisa os casos de gestão de imagem das Copas de 2006 na Alemanha e de 2010 na África do Sul. De forma complementar, o trabalho comenta o Plano de Promoção do Governo Federal para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil e apresenta dados secundários de pesquisas de opinião sobre a imagem do país frente aos públicos interno e externo. A contribuição maior do artigo ocorre na proposição de um quadro de cenários sobre os possíveis efeitos da realização da Copa 2014 e a exposição mundial do país-sede. 

Marco Antonio Ocke
31/10/2014

Imagem e Memória em torno de Futebol e Política no Cinema

Nossa proposta é abordar as formas de tratamento dos temas “futebol” e “política” nos filmes O milagre de Berna (2003; Das Wunder von Bern), do cineasta alemão Sönke Wortmann, e O ano em que meus pais saíram de férias (2006), do cineasta brasileiro Cao Hamburger. Pretendemos discutir diversos aspectos, entre eles, a transposição estética para a tela do cinema de contextos sociopolíticos específicos – a Alemanha de 1954, no período de reconstrução do país, e, respectivamente, o Brasil de 1970, em plena ditadura militar –, e o modo como o futebol se relaciona com a história e a memória cultural de ambos os países. Os filmes O milagre de Berna e O ano em que meus pais saíram de férias apresentam aspectos em comum, a começar pela construção narrativa pautada pelo ponto de vista de seus protagonistas, Matthias, de 11 anos, e, respectivamente, Mauro, de 12, em que os impasses e dilemas dos adultos são vistos através do olhar inocente. Entretanto, se ambos os cineastas investem no olhar infantil para mostrarem momentos específicos e delicados do passado, os resultados são diversos: enquanto o filme de Sönke Wortmann celebra o reencontro da família e o momento de reconstrução do país após a Segunda Guerra Mundial, culminando com a euforia do triunfo da seleção alemã na Copa de 1954, na Suíça, no filme de Cao Hamburger não há qualquer possibilidade de "redenção". Na cena final de O ano em que meus pais saíram de férias, imagens documentais em preto e branco do Estádio Azteca de 1970, após o apito final do jogo entre Brasil e Itália, são acompanhadas de uma música melancólica, que provoca uma disforia, um descompasso entre a comemoração do Tri-Campeonato e o fato de que Mauro se torna exilado político, juntamente com sua mãe, e sem o pai, desaparecido nos porões da ditadura militar.

Palavras-chave: Imagem; Memória; O milagre de Berna; O ano em que meus pais saíram de
férias; Futebol e Política.

Elcio Loureiro Cornelsen
31/12/1969

Imigração e futebol

'Imigração e Futebol - O caso Palestra Itália' de José Renato de Campos Araújo, volume 8 integra a Série Imigração que publica trabalhos da linha de pesquisa 'História Social da Imigração' do IDESP (Instituto de Estudos Eco...

José Renato de Campos Araújo
31/10/2014

Imigrantes Bolivianos em São Paulo

A migração para o Brasil tem um marco nos anos 50 quando os bolivianos vieram para estudar através de um intercâmbio Brasil-Bolívia ou ainda por fuga política. Mas a relevância dos movimentos migratórios da América Latina se destaca a partir da década de 70 devido ao processo de industrialização de países como o Brasil, a Argentina e a Venezuela além da fuga de suas respectivas pátrias por divergências políticas. A partir da década de 1980, houve um grande aumento de bolivianos que vinham para o Brasil, mais especificamente para São Paulo, não mais perseguidos por governos autoritários ou com fins apenas acadêmicos, mas sim pessoas com nível escolar baixo em busca de trabalho. O ramo da costura é o de maior atração dos bolivianos, em nível de trabalho na cidade de São Paulo, pois não requer muito estudo, nem tampouco aprendizado. Neste tipo de atividade existe uma rede de contratação e aliciamento de mão-de-obra, e os já estabelecidos estimulam os compatriotas a imigrarem para o Brasil. A relação trabalhista existente entre o costureiro e o dono da oficina é extremamente informal; o costureiro ganha normalmente por peça produzida, não há nenhuma segurança nem direito nas leis do Trabalho tornando-os vulneráveis as altas e baixas do mercado bem como da ganância de seus empregadores. Os bolivianos moram e trabalham normalmente nas mesmas oficinas e precisam pagar para o patrão, a máquina de costura onde trabalham, a moradia, água, luz e comida. E acabam endividados e praticamente “presos” as confecções. Os objetivos desta pesquisa foram de estudar os significados da prática do futebol pelos bolivianos na cidade de São Paulo na Praça Kantuta, as figurações sociais, as relações de poder, a diferenciação e as redes de interdependência relacionadas a esta prática. O método etnográfico foi usado através de observações, entrevistas e conversas com 72 jogadores de futebol bolivianos da Praça Kantuta. Observamos que os jogadores, dirigentes e ‘donos dos times’ formam redes de poder e de interdependência muitas vezes iniciadas em solo boliviano gerando configurações sociais que se expandem além da quadra. Eles, predominantemente, trabalham no ramo da costura e não pretendem retornar a Bolívia enquanto as condições de vida naquele país não forem favoráveis. Muitos deles vivem em condições desumanas e muitas vezes são acometidos por doenças oriundas da costura principalmente relacionadas ao aparelho respiratório por conta da aspiração de pó dos tecidos. Outras enfermidades estão associadas ao sistema músculo-esquelético devido ao grande tempo que ficam sentados em posições de costura. Muitos vivem de forma ilegal, denominados de “indocumentados” correndo riscos de serem pegos e deportados. Muitas vezes são humilhados devido ao estereótipo relacionado ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas e tráfico de drogas, construído por outros bolivianos. Admiram muito o futebol brasileiro, têm ídolos brasileiros, torcem por times nacionais e alguns freqüentam estádios. Os que jogam futsal na Praça têm nesta modalidade, a única atividade física no Brasil. De maneira geral se submetem aos “donos” das equipes que normalmente também são os donos das oficinas que trabalham. A quadra, localizada no centro da Praça, é ocupada durante a semana por moradores de rua e cercada por alambrado para dar segurança aos jogadores e espectadores. Este foi retirado recentemente, o que impediu a prática do futsal. O quadro dos Bolivianos em São Paulo é preocupante, tornando-se imprescindível que políticas públicas se atentem a estes imigrantes para projetos de moradia, saúde, educação e esportes. A cultura boliviana deveria ser mais valorizada e lembrada que é oriunda de uma das sociedades mais avançadas para a época que existiu: os Incas. 

Ubiratan Silva Alves
31/10/2014

Impactos econômicos da Copa do Mundo de 2014: projeções superestimadas

Há grandes expectativas quanto aos legados promovidos pela realização de um megaevento esportivo, tal como a Copa do Mundo de Futebol. Mas, não é tarefa simples a mensuração dos impactos econômicos no país que hospeda um megaevento. O objetivo deste texto é contribuir para o debate acerca dos prováveis efeitos da Copa no Brasil, em 2014. A argumentação se divide em três seções, além da introdução e das considerações finais. Na primeira, é feita uma breve menção às estimativas dos impactos econômicos da Copa do Mundo da Alemanha (2006) e na África do Sul (2010). Na segunda, são examinados os preparativos para a Copa no Brasil, com foco em três aspectos: organização, legislação e infraestrutura. Na terceira, procura-se mostrar que os efeitos esperados da Copa de 2014 foram superestimados nas projeções divulgadas pelo governo federal. Ao final, procura-se questionar o papel do Estado e argumentar que os benefícios e os ônus não são distribuídos de forma equitativa entre segmentos econômicos, entre grupos sociais ou entre as cidades sedes. 

Marcelo Weishaupt Proni, Leonardo Oliveira da Silva
31/10/2014

Inacreditável: a batalha dos Aflitos

Final de campeonato brasileiro. 35 minutos do segundo tempo. No estádio do adversário. Quatro jogadores a menos, expulsos. Com um pênalti contra si. De um lado, o goleiro. Do outro, mais de cem anos de glórias e incontáveis títulos que parecem condenados....

Beto Souza
31/10/2014

Influência de fatores produtores de estresse em jogadores de futebol do Distrito Federal

As situações de jogo ou estresse podem provocar reações emocionais positivas que facilitam ou negativas que dificultam o rendimento desportivo. A interpretação das situações - de forma positiva produz motivação e a negativa produz ansiedade ou medo (VALDES (2000) - pode variar de acordo com o nível de experiência, esporte, sexo, função, posição e faixa etária. O objetivo deste trabalho foi o de identificar a influência ao desempenho das situações específicas do futebol em jogadores de diferentes faixas etárias. O instrumento INVENTÁRIO DE FATORES DE ESTRESSE – ISF - desenvolvido por BRANDÃO (2000), foi aplicado e validado SANCHES, VALDES E BRANDÃO (2004) em 472 jogadores de futebol do Distrito Federal das faixas etárias sub – 17, sub – 20 e acima de 20 anos”.   Os resultados demonstraram que nas situações de competição entre as cforamde competição as s percebidas como desafiadoras pelos jogadores e predominantemente negativa para os Fatores 2 e 3, indicando que situações de fracasso iminente ou real e de demanda física e psicológica são percebidas como produtoras de ansiedade. Porém, a intensidade da percepção das situações estressoras foi menor para os jogadores de maior faixa etária. Os resultados demonstraram que o ISF pode ser usado para medir estresse em diferentes faixas etárias de jogadores de futebol.
 

PALAVRAS-CHAVE: ansiedade, estresse, futebol, psicologia do esporte.

 

Alcir Braga Sanches
31/10/2014

Infográficos das Copas

Apresentação, 5

Curiosidades das Copas, 6

Dados Copa a Copa, 42

As Seleções Campeãs, 66

Jogadores e Técnicos, 82
 

Gustavo Longhi de Carvalho, Rodolfo Rodrigues
31/10/2014

Insuficiências

Montevideo -  Primeira viagem, 5

Montevideo -  Segunda viagem, 7

Montevideo -  Terceira viagem, 19

Montevideo -  Quarta viagem, 35

Montevideo -  Quinta viagem, 57

Montevideo -  Sexta viagem, 107

Oportunidade, 117

Montevideo - Sétima viagem, 135

Performances, 153

Comunicado, 159

Caí na real!, 161

O tempo, 163

Brazilian Wax-, 165

Um peso a menos, 167

Buenos Aires, 169

Gente estúpida, 195

Um país a ser estudado, 201

Rumo ao supermercado, 203

Era eu discursando, 205

Outra oportunidade desperdiçada de restabelecer contato, depois de hesitação, 207

Original que desceu redondo, mas não refrescou pensamento, 209

Balanço, 211

O começo da mais oportuna das brigas, 213

Poucas horas depois, 215

Que querer?, 217

Amo estatísticas, 219

19 de outubro de 2012, 225

Rafaela, 227

Parace que o corpo não engana..., 235

Quarto flagrante, 239

"As rivalidades", 241

Meu aniversário, 245

Contato, 247

Fui derrotado por Barra e Piñera, 249

Ponto de inflexão?, 265

"Relação de jogos vistos", 267

Depois de quase um mês sem resposta, 279

"Quanta besteira eu faço!", 281

 

"Puta cara mané!", 283

Nova estatística, 285

28 de fevereiro de 2013, 289

Intolerantes, caipiras e brochantes, 291

A resposta errada, 293

"O ranking da metade Sul", 295

"Rankings nacionais", 367

"Curiosidades e títulos secundários", 373

Mortes, 389

Esta descoberta eu vou guardar bem!, 395

Velhice não bonançosa, 397

Laís, 399

Atualização, 401

Brincando com números, 403

Brincando com números (II), 405

Fim, 407

Em tempo, 413

Cláudio Norrland
31/10/2014

Interesse público e regulação estatal do futebol

Esta obra procura destacar a sintonia estabelecida entre a evolução do futebol e o cenário político-econômico nacional. Abordando as principais legislações brasileiras acerca do tema, especialmente a menção ao desporto, feita pela Constit...

Marcia Santos da Silva
31/10/2014

Investigando a construção do estilo esportivo de vida por intermédio do conceito de habitus de Pierre Bourdieu

Os procedimentos utilizados com maior frequência na investigação da formação dos hábitos de vida ativa deixam de abordar e avaliar características fundamentais, como as diferentes percepções estruturadas pelo hábito de classe ou por outras estratificações sociais, as quais são imprescindíveis, na concepção de Bourdieu, para entender as preferências, gostos e estilos de vida, muitas vezes reputados a uma escolha racional e estritamente pessoal. A originalidade da proposta de Pierre Bourdieu chama a atenção para a necessidade de utilizar uma vertente de investigação baseada no conceito de habitus, em que as preferências ou escolhas individuais serão avaliadas levando em consideração a definição de diferentes estruturas sociais e dos conceitos de hexis, ethos e elementos estruturais (local, tempo de prática, tempo livre, etc.). 

Luís Otávio Teles Assumpção, Afonso Celso Brandão Nina
31/10/2014

Io che sarò Roberto Baggio: quando non finisce un amore

Neste episódio: Fiorentina e uma cidade que ama e se apaixonam. Uma nova experiência espiritual: o budismo. A esposa de Roberto, Andreina e o encontro com a paz, equilíbrio e segurança. O primeiro gol na Serie A e da equipe nacional.

Gianluca Varano, Filippo de Palo, Alessandro Paletti
31/12/1969

João

Quem deu a João Saldanha (1917-1990) o apelido de João sem Medo foi seu amigo e colega Nelson Rodrigues. Foi durante a vida adulta toda militante do Partido Comunista Brasileiro e chegou à sua cúpula. Preparou a mitológica seleção de 1970 - aquela que...

André Iki Siqueira, Beto Macedo
31/10/2014

João Saldanha

Prefácio de Mário Magalhães, 21

Simplesmente João, 25

I. 1917: Lenin na Rússia, João no Rio Grande, 29

II. 1931: João ganha o Rio, o Rio ganha João, 55

III. 1938-47: Em missão, 85

IV. 1948: A Transeberiana, ou "Vão sumir comigo", 111

V. 1950: Caçada humana no norte do Paraná, 139

VI. 1953: A greve dos 300 mil e o novo amor do camarada Souza, 159

VII. 1957: Botafogo campeão - nos braços do povo, 179

VIII. 1959: E agora, com vocês, João Saldanha - "o realmente técnico", 215

IX. 1964: "Ah, enfia esse microfone...", 239

X. 1967: Sem medo, 255

XI. 1968: Um tiranossauro-rex, 271

XII. 1969: "Eu topo!", 281

XIII. 1970: "90 milhões em ação...", 369

XIV. Anos 1970: O pássaro da madrugada, 389

XV. 1979: A volta dos camaradas, 427

XVI. 1982: Teimosia siderúrgica, 435

XVII. 1985: Legalidade, 447

XVIII. 1987: As pilhas do gato, 465

XIX. Avenida João Saldanha: o repouso do guerreiro, 477

XX. 1990: Apito final, 483

As teses do João, 499

Sobre todas as coisas, 505

Memória, 515

Anexo 1: Carta aberta ao futebol brasileiro, 523

Anexo 2: João no abertura, 541

André Iki Siqueira
31/10/2014

Jogadas insólitas: amadorismo, profissionalismo e os jogadores de futebol do Rio de Janeiro (1922-1924)

O propósito deste artigo é o de analisar o impacto esportivo e social causado pela entrada indiscriminada de jogadores de origens modestas no futebol do Rio de Janeiro da década de 1920.Em décadas anteriores, os jogadores eram modelos de um futebol estritamente amador. Vindos em sua maioria de famílias aristocráticas da zona sul, estes atletas eram símbolos de um esporte que primava pelo desenvolvimento moral e físico de uma nova elite urbano-industrial que se consolidava desde finais do século XIX.Contudo, o cenário esportivo carioca alterou-se significativamente. Com o aumento do retorno financeiro, os dirigentes dos clubes mais tradicionais começaram a apostar no talento de jogadores de origem mais modesta que se destacavam nos pequenos clubes.Chamados de “andorinhas” e “gaivotas”, estes atletas aproveitavam estas oportunidades para “voarem” de clube em clube. Os rendimentos financeiros e o reconhecimento social fizeram com que estes indivíduos rompessem gradativamente as fronteiras do amadorismo, contribuindo para o processo de profissionalização do futebol.

Hugo da Silva Moraes
31/12/1969

Jogo Bonito: el fútbol brasileño en la prensa argentina

Confira artigo completo no link: www.efdeportes.com/efd88/jogo.htm

Ronaldo Helal
31/10/2014

Jogo duro

Prefácio, 9

Trato, 13

1. Primeiras travessias, 19

2. São Paulo Ltda., 33

3. Largada, 45

4. Esquerda, direita, 73

5. De Liverpool a Guadalajara, 99

6. Braçadas no deserto, 131

7. A zebra de Frankfurt, 153

8. Passagens de comando, 177

9. Estréia, 213

10. Guerra Fria, 235

11. Viradas, 257

12. Sem bola, 275

13. Domínios, 299

14. Abalos, 323

15. Desafios, 341

16. Novas batalhas, 361

17. Últimas lições, 377

Epílogo - Camarada Godefroid, 397

Entrevistados, 403

Referências bibliográficas, 405

Índice remissivo, 409

O autor, 419

Ernesto Rodrigues
31/10/2014

Jogo e esporte: uma conversa com Huizinga e Elias

O presente texto é uma tentativa de aproximar pontos de análise da obra de J. Huizinga, Homo Ludens, e aspectos da obra de N. Elias fundamentada na chamada teoria do Processo Civilizador, tendo como ponto de apoio a questão do jogo e do esporte. Nosso propósito não é lançar sobre uma e outra interpretação os confrontos possíveis, ou retirar de cada uma apenas os aspectos que julgamos positivos ou negativos para, só depois, anunciar uma síntese “reveladora” - como tem sido corrente em certas searas do fazer acadêmico. Tentamos, ao longo do texto, compreender uma e outra posição para, quem sabe, podermos apreender uma explicação que nos permita visualizar os espaços do esporte no Brasil, na passagem do século XIX para o século XX. Nesse sentido é que apresentamos algumas discussões que podem nos auxiliar no entendimento de conexões entre cultura e civilização, função e relação, nos autores abordados. 

Ricardo de F. Lucena
31/10/1998

Jogo livre: analogias em torno das 17 regras do futebol

O tema central desse ensaio é a análise das regras do futebol à luz de algumas teorias sociais que subsidiam, explícita ou implicitamente, inúmeras abordagens sobre o fenômeno esportivo. Manipulando o sumário do livro de regras, e impondo três deslocamentos conceituais de inspiração estruturalista, estrutural funcionalista e configuracional, respectivamente, os argumentos aqui desenvolvidos procuram recolocar o núcleo mais infra-estrutural do futebol, concebido no conjunto de suas regras, e que está na base do entendimento do futebol como um esporte moderno, dentro de um movimento comparativo mais amplo, fundamental para a consolidação de uma proposta de antropologia do esporte.

Luiz Henrique de Toledo
31/10/2014

Jogo sujo

Prefácio, 11

1. O tique-taque da bomba-relógio de Blatter, 13
A propina vai parar na mesa de Sepp

2. Adeus, Sir Stan, 19
Saudações a um novo mundo dos esportes

3. Sepp Blatter, feito pela Adidas, 28
Um novo líder sai da linha de produção de Dassler

4. Sepp faz uma jogada contra Havelange, 38
... e vive para contar a história

5. Havelange quer ficar rico de verdade, 44
Será que ele consegue transformar a Fifa em uma casa de apostas?

6. Os rapazes de Dassler perdem as Olimpíadas, 51
... e agora, mais que nunca, precisam do futebol

7. Uma estranha disputa pela Copa do Mundo, 55
Árbitro: Sepp Blatter

8. Havelange sai de cena e fala o que não deve, 61
Blatter se posiciona

9. O rei está morto. longa vida ao rei, 72
Blatter distribui o dinheiro

10. Assalto à mão armada. De novo, 81
Como eles roubaram os votos em Paris

11. O presidente Blatter e a galinha dos ovos de ouro, 88
Uma rápida olhada nas despesas de Sepp

12. “presidente, quanto a FIFA paga ao senhor?” 96
“Hã...”

13. Punições e recompensas, morder e assoprar... 101
Blatter constrói sua fortaleza

14. Dividir e governar, 109
A guerra civil da Fifa

15. Um messias para Trinidad, 116
Ascensão e ascensão de Jack Warner

16. Eis que eu envio o meu mensageiro! 123
Chuck, o João Batista

17. HIP! HIP! HURRA! Aplausos para os jovens jogadores, 130
... e para o cofrinho da família Warner

18. Maior, maior, e cada vez maior, 141
Weber infla a bolha da ISL

19. O barco de Weber está afundando, 147
Será que Sepp vai salvá-lo?

20. Com uma ajudinha dos consultores, 154
A terapia familiar da Fifa, ao estilo McKinsey

21. Gol contra! 160
Cães adormecidos acordam e começam a latir

22. A casa da FIFA está pegando fogo, 169
Quem acendeu o fósforo?

23. Blatter, em nome da transparência, 178
“Para que todas as perguntas possam ser feitas e respondidas!”

24. Uma calorosa recepção ao Sr. Blatter... 193
Vaias por toda parte

25. O império contra-ataca 207
Revolução no Caribe
 
26. Sepp Blatter parte o coração de Mandela, 221
Duas vezes!

27. Envenenamento, apreensão de drogas e seqüestro, 236
Conheçam o novo relações-públicas de Blatter

28. Seduzir e desestabilizar, 242
Hargitay faz a imprensa entrar na linha

29. Algumas perguntas ao Sr. Blatter, 248
... algumas respostas de seu advogado

30. Os contos de fadas da FIFA, 261
Reavendo o dinheiro

31. Psiu, quer um ingresso para a Copa do Mundo? 276
Jack Warner tem milhares para vender

32. Caçando as propinas, 290
Por favor, alguém aí, fale com a gente!

33. Mentiras, adultério e invencionices, 295
Como Sepp joga limpo

Pós-escrito, 310

Apêndice – Notas aos capítulos, 317

Cronologia, 331

Lista de personagens – Elenco de A a Z, 339

Agradecimentos, 343

Índice onomástico, 346

Andrew Jennings
31/10/2014

Jogos intermunicipais do Rio Grande do Sul

Apresentação, 7

Prefácio, 11
Victor Andrade de Melo

Primórdios do Esporte no Rio Grande do Sul: os imigrantes e o associativismo esportivo, 15
Janice Zarpellon Mazo e Ester Liberato Pereira

Antes do futebol... a ginástica, o remo e o ciclismo, 27
Carolina Fernandes da Silva

O Porto e a Fronteira: Notas Sobre o Pioneirismo do Futebol do Interior Gaúcho, 39
Luiz Carlos Rigo

A dimensão lúdica do esporte: as praças e parques, os jardins de recreio e colônia de férias, 53
Eneida Feix

O protagonismo da Escola de Educação Física na formação de professoras e professores no Rio Grande do Sul, 65
Vanessa Bellani Lyra

Histórias de mulheres no esporte gaúcho: Lea Linhares, a primeira judoca faixa-preta do Rio Grande do Sul, 77
Silvana Vilodre Goellner

O Rio Grande do Sul no cenário esportivo internacional: a Universíade 1963, 83
Maristel Pereira Nogueira

Parque Náutico Alberto Bins: sobre a política do espaço que faz parte da cultura de Porto Alegre, 93
Cleizi Fernanda Zanatte da Silva e Johanna Coelho von Mühlen

A Maratona de Porto Alegre: um evento de longa tradição, 99
José Patrício Cunha Pinheiro

O skate no Rio Grande do Sul: relatos de um de seus pioneiros, 108
Alexandre Fornari e Márcia Luiza Machado Figueira

Henrique Licht: garimpeiro, guardião e contador de histórias, 118
André Luiz dos Santos Silva

Silvana Vilodre Goellner, Johanna Coelho von Müllen
31/10/2014

Jogos Olímpicos da Era Moderna: uma proposta de periodização

Os Jogos Olímpicos da Era Moderna foram recriados por Pierre de Coubertin e tiveram sua primeira edição no ano de 1896. Respeitando o calendário grego, no qual foi espelhado, os Jogos de Olímpicos de Verão realizam-se de quatro em quatro anos, período de uma Olimpíada, e atravessaram o século XX sofrendo de perto toda intensa dinâmica de um momento histórico marcado por profundos conflitos sociais de ordem mundial. A partir da análise desses momentos, é possível observar as transformações vividas pelo Movimento Olímpico. A partir de então, pretende-se nesse artigo discutir e caracterizar esses momentos históricos propondo uma periodização para os Jogos Olímpicos. Intenta-se com isso criar parâmetros de análise para os acontecimentos olímpicos a partir de seu contexto histórico-social. 

Katia Rubio
31/10/2014

Jornalismo esportivo na Copa de 1998

Observando as várias apreciações e análises realizadas pelo jornalismo esportivo, referentes a jogadores e técnicos de futebol, notou-se um procedimento diferenciado em relação às críticas que os mesmos sofriam. Na maioria das vezes, técnicos e jogadores recebiam uma denominação que intencionou interpretar o seu comportamento técnico – tático. Sendo assim, a investigação concentra seu principal enfoque na apresentação das principais críticas jornalísticas feitas a jogadores e técnico da seleção brasileira durante a Copa Ouro e a Copa do Mundo de 1998. Descritos esses episódios, foi possível fazer uma análise dos aspectos que os fundamentaram, ou das questões que fundamentaram a crítica jornalística esportiva em curso. A exemplo, citam-se os episódios do corte do jogador Romário, a apreciação do árbitro no jogo entre Brasil e Noruega, as avaliações feitas do desempenho do jogador Bebeto durante a Copa, as apreciações dos adversários do Brasil, a interpretação das idéias do técnico brasileiro através das substituições realizadas nos jogos, o caso Ronaldinho e a derrota para a França, entre outros. Desta forma, foi possível  relacionar as apreciações jornalísticas provenientes da descrição dos episódios com questões de entendimento técnico – tático, e valores e princípios que norteiam a atividade jornalística. Concluiu-se que as notícias e os comentários, na maioria dos casos descritos, não possuíam uma boa explicação, uma boa fundamentação de natureza tática. Predominantemente caracterizaram-se por serem de natureza pontual, ou seja, abrangiam na sua grande maioria aspectos isolados. Não foi possível perceber uma análise tática do jogo bem explicitada e fundamentada, foram sempre colocações que surgiam isoladamente conforme a posição do comentarista ou analista. Isso caracterizou uma ausência de fundamentação maior das críticas a jogadores e ao técnico. Sob o ponto de vista dos princípios do jornalismo, verificou-se uma regularidade de erros importantíssimos na elaboração e realização destas críticas, ou seja, em muitos casos o jornalista se apresentou como um torcedor ou como se estivesse assumindo a função de treinador. Notou-se, portanto, em relação às apreciações técnico – táticas dentro do jornalismo esportivo, um comportamento não compatível com os princípios da profissão e a conseqüente possibilidade de falsificação dos fatos.

Antonio Guilherme Schmitz Filho
31/10/1999

Juego y revolución en América Latina

Pretende-se demonstrar a grande importância social do lúdico na América Latina. Confirma-se que a proibição e o mecanismo de tornar invisível o jogo latinoamericano, sempre fez parte do processo global de dominação, nos distintos momentos históricos. Particularmente, com a instauração do capitalismo industrial em fins do século XIX e princípios do XX, o desporto irrompe como forma de penetração cultural que, progressivamente, desloca e tende a eliminar as criações lúdicas latino-americanas. Frente a esse processo de aniquilamento, se propõe a recuperação, valoração e incorporação ao cotidiano do jogo latino-americano, concebido como elemento fundamental nas mudanças que já se iniciaram na América Latina.

Eloy Altuve Mejía
31/10/2014

Jules Rimet: a incrível história da Copa do Mundo

Idealizada em 1929 por Jules Rimet para premiar os vencedores das Copas do Mundo de Futebol, a taça do mesmo nome percorreu o mundo em eventos um tanto mirabolantes. Tendo passado pela Itália fascista, onde foi escondida dos nazistas numa caixa de sapatos, e pela Londres dos anos 6...

César Meneghetti, Filipo Macelloni, Lorenzo Garzella
31/10/2014

Kajuru Pergunta com Dunga

O entrevistado foi o ex-técnico e jogador da seleção, Dunga. Em uma entrevista recheada de polêmica, Dunga falou o que estava guardando a mais de 15 meses de silêncio, esclareceu histórias, fez críticas e confidenciou muitas outras coisas.

Jorge Kajuru
31/10/2014

Keys to the beginning of the sports democratization process in Portugal (1974-1982)

De uma perspectiva histórica, no final da ditadura Portuguesa (1926-1974), um quadro de mudanças notáveis foi criado, o que aprimorou a modernização da sociedade e a difusão de um fenômeno desportivo até então pouco generalizado entre a população. Apesar da instabilidade política e social, particular ao processo revolucionário em curso (1974-1976), este primeiro período pós-ditatorial permitiu algum avanço no campo dos esportes, principalmente por causa de iniciativas de associativismo e relacionadas com a adoção de um modelo de exporte para todos. O ponto de inflexão em relação ao desenvolvimento do tema dos esportes ocorreu quando os primeiros governos constitucionais foram formados e a Constituição da República Portuguesa (1976) foi aprovada. A partir de então, a implementação de políticas desportivas descentralizadas permitiu a sua transformação para um modelo mais generalizado, diversificado e equilibrado.
 

Sixte Abadía Naudí, Xavier Pujadas Martí
31/10/2014

L'allenatore nel pallone

Comédia italiana ambientada no universo futebolístico da Serie B italiana. Treinador de equipes pequenas, Oronzo Canà assume a equipe Societá Sportiva Longobarda no campeonato italiano, põem seus dois melhores jogadores são vendidos à Juventus de Turi...

Sergio Martino
31/10/1984

L'allenatore nel pallone 2

Sequência do filme de sucesso de 1984. Após vários anos afastado do futebol, o treinador Oronzo Canà retorna para a equipe Longobarda, agora enfrentando novos desafios: a participação da equipe na Seria do Calcio; as relações amorosas dos jogado...

Sergio Martino
31/10/2014

L'invention du style brésilien

O estudo da carreira de Mário Filho (1908-1966), que ajudou no início de 1930, o desenvolvimento do jornalismo esportivo e com a introdução de profissionalismo em seu país, parece ser um método preferido para entender as transformações futebol brasileiro, o enorme crescimento na popularidade do esporte e seu papel político. Contrariamente à crença comum, hoje, é pensar que o "estilo brasileiro" como algo "natural", os esforços de reforma que ele empreendeu pode ajudar a esclarecer a natureza da construção social do futebol como um esporte popular . A transição para o profissionalismo implica uma nova concepção de esporte que não era redutível a imperativos econômicos. Profissionalismo falou com os jogadores (e, por identificação, espectadores) que pertenciam aos mais pobres e mais estigmatizadas e esperando enquanto o status de futebol social, mas também um reconhecimento coletivo como brasileiros "para cheio ", a possibilidade de suas carreiras para acessar o status de sua garantido clubes amadores, que não os seus jogadores recrutados na classe média branca, a oportunidade de finalmente escapar rácios de dependência implícitas profissionalismo "marrons" equipes financiados por comerciantes ou lógica industrial de perto "esporte" (o "resultado" da pesquisa). A partir deste ponto de vista, Mario Filho, autor do livroO negro no futebol brasileiro, influenciado inextricavelmente mundos do jornalismo esportivo e da política.

José Sergio Leite Lopes, Jean-Pierre Faguer
31/10/1994

La afición azulcrema y el poder de Televisa. Una aproximación etnográfica al club de futbol América.

Link para o site da revista: www.razonypalabra.org.mx/

Sergio Varela Hernández
31/10/2014

La construción de identidades y rivalidades futbolísticas, en Buenos Aires

Artigo publicado no site da revista: www.uff.br/esportesociedade/

Silvio Aragón
31/10/2014

Le rouge et le noir

Link para o site da revista: www.persee.fr/web/revues/home/prescript/issue/arss_0335-5322_1994_num_103_1

Christian Bromberger, Jean-Marc Mariottini
31/10/1994

Le territoire ludo-sportif urbain: entre tensions territoriales et violences symboliques

Artigo publicado no site da revista: www.uff.br/esportesociedade/

Lebreton Florian
31/12/1969

Lei Geral da Copa, álcool e o processo de criação da legislação sobre violência

Este artigo trata da Lei Geral da Copa que tramita no Congresso Nacional desde setembro de 2011, sob a sigla de PL 2330/2011 de autoria do Poder Executivo. Nesse é feita uma análise sobre a Lei Geral da Copa e o processo de construção da legislação sobre violência e prevenção desta em espetáculos esportivos, mais detidamente sobre a polêmica vinculação entre álcool e violência. 

Heloisa Helena Baldy dos Reis
31/10/2014

Lei Pelé e as negociações de jogadores de futebol no Brasil

 

O presente trabalho investiga a relação entre a Lei Pelé (nº 9.615/98) e as negociações de jogadores de futebol no Brasil. Trata-se de uma pesquisa sobre a nova configuração do mercado de trabalho no futebol brasileiro depois do fim do passe. Analisa os principais mecanismos de negociações entre clubes e jogadores de futebol. A pesquisa que fundamenta este artigo se utilizou de técnicas quantitativas e qualitativas. A coleta de dados se apoiou em duas técnicas de investigação do universo empírico: entrevistas e questionários. Realizou-se entrevistas com atletas, sindicalistas e jornalistas, buscando aprender as percepções destes atores sociais sobre os impactos da Lei Pelé. Foram aplicados 97 questionários aos jogadores de futebol de clubes das Séries A, B e C do campeonato nacional. A hipótese central é de que as mudanças recentes na legislação desportiva (e futebolística) flexibilizaram as relações e os contratos de trabalho no mercado futebolístico brasileiro. Considera as percepções dos jogadores brasileiros sobre os direitos federativos do atleta e as mudanças nos contratos entre clubes e jogadores depois do fim do passe. Constata-se que os direitos federativos funcionam como o passe e que as os clubes continuam “vendendo” atletas depois do fim do passe porque em muitos “casos” ambas as partes lucram com este comércio.

Francisco Xavier Freire Rodrigues
31/10/2014

Leisure in Brazil: the transformations during the military period (1964-1984)

O objetivo deste trabalho foi compreender alguns elementos das atividades de lazer na sociedade brasileira durante o período militar (1964 a 1984), destacando a influência da censura, a repressão política e o crescimento econômico nestas atividades. O principal objetivo foi ilustrar a relação entre estas atividades de lazer (atividade física, desporto, televisão, cinema, teatro) e a realidade brasileira política e econômica daquele momento. Com base na análise proposta, pode-se concluir que durante o período analisado, as práticas de lazer estudadas foram censuradas e gerenciadas a partir de um amplo projeto nacional que mudou profundamente o país dando a base para atividades de lazer de massa. 

Marco Antonio Bettine de Almeida, Gustavo Luis Gutierrez, Renato Francisco Rodrigues Marques
31/10/2014

Leisure in Brazil: the transformations during the military period (1964-1984)

O objetivo deste trabalho foi compreender alguns elementos das atividades de lazer na sociedade brasileira durante o período militar (1964 a 1984), destacando a influência da censura, a repressão política e o crescimento econômico nestas atividades. O principal objetivo foi ilustrar a relação entre estas atividades de lazer (atividade física, desporto, televisão, cinema, teatro) e a realidade brasileira política e econômica daquele momento. Com base na análise proposta, pode-se concluir que durante o período analisado, as práticas de lazer estudadas foram censuradas e gerenciadas a partir de um amplo projeto nacional que mudou profundamente o país dando a base para atividades de lazer de massa.

 

Marco Antonio Bettine de Almeida, Gustavo Luis Gutierrez, Renato Francisco Rodrigues Marques
31/10/2014

Levantamento da produção sobre o futebol nas Ciências Humanas e Sociais de 1980 a 2007

Após um período de estudos sobre futebol, o Grupo de Estudos sobre Futebol e Torcidas (GEFTuT) observou que a produção acadêmica acerca do futebol que se relacionava às ciências humanas e sociais apresentava-se pulverizada. Ao buscar por referencia...

Silvio Ricardo da Silva
31/10/2014

Lila

Sorte e mitos giram em torno de um importante torneio de futebol, quando a equipe Canchilegua acredita fortemente que a sua mascote Lila determina a vitória ou a derrota do time. Lila vai chegar a tempo de ganhar o grande jogo?

Sebastian Dietsch
31/10/2014

Linha de passe

São Paulo. 19 milhões de habitantes. 200 quilômetros diários de engarrafamento. 300 mil motoboys. No coração de uma das maiores metrópoles do mundo, quatro irmãos tentam reinventar suas vidas. Reginaldo, o mais novo, procura obstinadamente seu p...

Walter Salles, Daniela Thomas
31/10/2014

Livro Bravo!

Apresentação, 10

1. Luis Fernando Veríssimo, 24

2. Antônio Alcântara Machado, 26

3. Ferreira Gullar, 30

4. Lima Barreto, 32

5. José Lins do Rego, 36

6. Flávio Carneiro, 40

7. Glauco Mattoso, 54

8. Cristovão Tezza, 56

9. Marcelino Freire, 60

10. José Soares, 64

11. Carlos Drummond de Andrade, 72

12. Sérgio Sant'anna, 76

13. Clarice Lispector, 104

14. Paulo Perdigão, 108

15. Marcos Caetano, 120

16. João Cabral de Melo Neto, 124

17. Nelson Rodrigues, 128

18. Rubem Fonseca, 132

Créditos fotográficos, 142

João Gabriel de Lima
31/10/2014

Locução de futebol no Brasil e na França, na XVI copa do mundo

Este trabalho tem como objetivo a comparação de aspectos do discurso de locutores de futebol no Brasil e na França, durante a Copa do Mundo de Futebol, realizada em 1998, na França. O futebol, o esporte mais popular do planeta, está intrinsecamente arraigado à cultura do Brasil, enquanto, na França, ele é considerado “mais um esporte” em que esse país tem se destacado. O locutor esportivo é quem, pelo rádio ou pela televisão, dá voz ao jogo de futebol. Por sua linguagem, baseada em aspectos sócio-culturais e abundante em recursos estilísticos, transmite as ações em campo. Para realizar a comparação de locutores brasileiros e franceses, foram feitas gravações em áudio e em vídeo da locução dos jogos desses dois países durante todo o evento, em uma ação coordenada no Brasil e na França. Depois das fitas serem transcritas, selecionamos momentos específicos, como o “início da partida”, os “lances a gol”, os “gols” e o “encerramento do jogo” para neles basear a análise. A locução de futebol tem por base três subgêneros discursivos, a narração, o comentário e a conversação, e cada um deles é composto por seqüências e subseqüências que formam a arquitetura desse discurso. Ao considerarmos os momentos selecionados para a análise foram comparados, em cada um deles, a “construção geral do texto”, a “extensão e a conexão das seqüências”, os “aspectos prosódicos”, as “gírias e expressões metafóricas” e o “envolvimento com o ouvinte”. As conclusões indicam que o brasileiro prefere seqüências justapostas e coordenadas, enquanto o francês, além dessas, faz largo uso de seqüências com a conjunção subordinativa “qui”, para explicar a sucessão dos fatos. Para o brasileiro, o que importa é a narração do fato, para o francês, sua explicação. Prosodicamente, há muita semelhança entre ambos, já que a entoação é a forma mais simples e natural de demonstrar a emoção. O brasileiro é mais inventivo, usando muitas metáforas e envolvendo-se intensamente com o ouvinte, que participa de sua fala em quase todos os momentos. O francês, comparativamente, envolve-se, sobretudo, pela entoação emotiva. Esse tipo de envolvimento, leva-nos a compreender porque o francês se diz um “commentateur” de futebol e o brasileiro, um “narrador”. O “narrador” vivencia e o “commentateur” analisa.

Ana Clotilde Thomé Williams
31/10/2014

Lógicas no futebol

Prefácio - José Guilherme Cantor Magnani, 13

Introdução, 15

Capítulo 1 - Treino é treino, jogo é jogo, 29
O futebol jogado nos manuais, 30
Breve histórico dos manuais técnicos, 30
Universalizando as regras, fragmentando estilos, 41
As formas do jogar, 56
A linguagem dos esquemas táticos, 66
Curso básico e soccer clinic, 83
Futebol se aprende na escola, 83
Do estilo à técnica, 97
Os técnicos de "ponta", 103
Trajetórias e dilemas profissionais, 113
Rotinas e rituais, 123
A máxima de Didi, 125
Os CTs e os treinos vistos dos alambrados, 131
Dos técnicos aos preparadores físicos e mentais, 136
A busca das formas-representações, 149

Capítulo 2 - Jornada Esportiva, 159
Os sentidos multiplicadores do jogo, no campo dos especialistas, 160
A "invenção" da crônica e dos cronistas, 160
Especialistas
e "amadores", 165
Clubismo e bairrismo entre os especialistas, 169
As coberturas diaristas, 174
Esportes nas coberturas jornalísticas, 174
"Fontes" e mídia esportiva, 179
Técnica e estilo do jornalismo esportivo diarista, 183
A construção simbólica da emoção entre os especialistas, 194
Transmissões ao vivo e as mesas-redondas, 198
Comentaristas, locutores, repórteres e cinegrafistas, 198
O ponto de vista dos especialistas, 205
Futebol falado, 208

Capítulo 3 - Futebol não tem lógica?, 219
Significados do torcer, 220
Sócios vs assistências, 220
As primeiras formas coletivas do torcer, 226
A violência vista "de dentro" e "de fora" do campo esportivo, 231
Das torcidas organizadas aos sócios-torcedores, 244
Mesas de bares e a sociabilidade cotidiana, 247
Da lógica competitiva e outras lógicas, 247
Sociabilidade cotidiana e o ethos "de bar", 260
Lógica do sensível, 266
Torcer e enxergar o jogo, 270
De olho no lance, 270
Versões de um mesmo esporte, 279

Considerações finais, 285

Notas, 291

Bibliografia, 319

Luiz Henrique de Toledo
31/10/2014

Los graffitis y los cánticos futboleros platenses: o acerca del proceso de configuración de diversas masculinidades

Entre as múltiplas expressões que se destacam nas cidades modernas encontramos os grafites. Diferentes para os monumentos, para os museus, para as bibliotecas ou para os anúncios publicitários, os grafites adquirem principal importância como manifestação social e cultural, já que expressam múltiplos significados e sentidos acerca de certos temas “significativos” da trama urbana. Como qualquer prática social, os grafites convertem-se em um terreno de luta e de disputa em torno de certos temas. O presente trabalho centra suas análises nos grafites urbanos platenses, focalizando a atenção na forma em que se expressam e regulamentam certos significados em torno do futebol (“fútbol”). Este estudo se realiza numa perspectiva do gênero. As análises sugerem o “grafite futbolero” como uma das práticas sociais que contribuem para configurar uma certa masculinidade associada com a homofobia e vinculada com determinados valores: o ser mandão, o ter resistência e o enfrentar. As análises complementam-se tomando os cânticos “futboleros” platenses.

Pablo Ariel Scharagrodsky
31/10/2014

Maioridade Penal

Em comemoração aos 18 anos de carreira, Rogério Ceni, goleiro do São Paulo, presenteia os fãs com histórias inéditas de sua vida profissional. Em entrevista ao jornalista André Plihal, Rogério revela as dificuldades de sua fase de jogado...

Rogério Ceni, André Plihal
31/10/2014

Mané Garrincha como Síntese da Identidade do Futebol Brasileiro

O objetivo do artigo é analisar a biografia do exjogador de futebol Garrincha como expressão de uma trajetória individual que encarna significados coletivos sobre o futebol nacional e sobre o “ser brasileiro”. Utilizamos como fonte o livro de Ruy Castro “Estrela solitária: Um brasileiro chamado Garrincha”. A análise demonstra que a biografia se transforma em um discurso identitário essencialista. A ancestralidade indígena é chave para interpretar tanto a exuberância e simplicidade do seu futebol, quanto seu comportamento avesso às normas sociais e a disciplina nos treinamentos. O dom e o sucesso no futebol independem, na leitura cultural realizada pelo biógrafo, do treino, da perseverança e do aperfeiçoamento.

Tiago Lisboa Bartholo, Antonio Jorge Gonçalves Soares
31/10/2014

Maradona, a mão de Deus

Existem incontáveis livros e canções, infinita conversa e debate sobre o mais famoso jogador de futebol do mundo. E sua estória, baseada na vida de Diego Armando Maradona, espera trazer novo entendimento ao ídolo argentino. 
 
Diego nasceu em um menosp...

Marco Risi
31/10/2014

Maradona, héros napolitain

Link para o site da revista: www.persee.fr/web/revues/home/prescript/issue/arss_0335-5322_1994_num_103_1 

Vittorio Dini
31/10/1994

Marcas de uma história, marcas do futebol: o Football Club Esperança

Este artigo pretende analisar o desenvolvimento das atividades futebolísticas na cidade de Novo Hamburgo, estado do Rio Grande do Sul, o mais meridional do Brasil. Para tanto, analisar-se-á a trajetória histórica do Football Club Esperança, uma das principais agremiações futebolísticas dessa localidade. Pretende-se ainda, tecer uma pequena comparação com o seu arquirrival, o Sport Club Novo Hamburgo, um pouco mais antigo e representativo de outro bairro, especificamente a região central da cidade.

Cleber Cristiano Prodanov, Vinícius Moser
31/10/2014

Mario Filho e a "Invenção" do Jornalismo Esportivo Profissional

Mario Filho é apontado como a principal referência do jornalismo esportivo brasileiro. O objetivo do presente artigo é o de investigar como foi construída a máxima de que este agente seria o "inventor" do jornalismo esportivo moderno. Seguindo alguns "indícios", principalmente a análise de crônicas esportivas, concluiu-se que foi sobretudo na cidade do Rio de Janeiro que Mario Filho se tornou uma celebridade do esporte. Por outro lado, seu alcance era limitado em outros centros. Quanto à transmissão recorrente de que o jornalista foi o "inventor" do jornalismo esportivo moderno, destaca-se a importância do reforço feito por reconhecidos jornalistas, intelectuais e artistas. No seio deste grupo, o mais engajado foi seu próprio irmão, Nelson Rodrigues.

André Mendes Capraro
31/10/2014

Mario Jorge Lobo Zagallo

Este estudo, de natureza qualitativa, tem por objetivo pesquisar como é que o sagrado se manifesta nas atuações de Mario Jorge Lobo Zagallo como técnico e coordenador técnico, e quais as relações existentes entre o sagrado e o seu êxito profissional. Para tal, nos utilizamos dos instrumentos necessários para o estabelecimento da História de Vida e dos demais recursos que ela oferece. Nesse sentido, solicitamos que Zagallo fizesse um relato sobre os eventos mais significativos de sua vida profissional, além de gravarmos depoimentos de diferentes pessoas do entorno desportivo de Zagallo. Para que pudéssemos analisar a materialidade lingüística no corpus da narrativa do principal sujeito deste trabalho, assim como dos depoimentos dos entrevistados, contamos com o aporte técnico da Análise do Discurso, na perspectiva de Eny Puccinelli Orlandi, visto que esta é uma técnica que trabalha as relações do sujeito com a língua buscando não somente compreender o sentido contido em qualquer exemplar de linguagem, mas também o implícito, o não-dito mas que poderia ser dito, e o silêncio contido nas palavras.

Palavras-chave: Futebol; Sagrado; Profano; Religiosidade; Sincretismo.

 

Jayme Pimenta Valente Filho
31/10/2014

Marketing digital e o futebol brasileiro: um estudo sobre a interação entre clubes e torcida nas mídias sociais

Neste artigo, através de pesquisa quantitativa e revisão bibliográfica, buscou-se propor formas de aumentar a popularidade, a presença e, consequentemente, o faturamento dos clubes de futebol brasileiros nas mídias e nas redes sociais. Ao longo do trabalho, discute-se como o torcedor-consumidor se comporta nesse ambiente, bem como que tipo de conteúdo o atrai mais. São apresentadas algumas das estratégias e ações já adotadas por equipes de futebol nas mídias e redes sociais. Para tanto, foi realizada pesquisa quantitativa com torcedores que utilizam redes e mídias sociais, a fim de identificar que tipo de informação ou conteúdo mostra-se mais atraente para esse público. Concluiu-se que os clubes brasileiros ainda não estão preparados para atender às necessidades do torcedor e não exploram todo o potencial das redes e mídias sociais, espaço que deve ser usado para ouvir o que o público deseja. 

Fernanda de Alvarenga Miranda
31/10/2014

Marketing esportivo

A utilização do esporte como ferramenta mercadológica vem crescendo de forma constante e intensa nos últimos anos. Tem movimentado uma grande quantidade de recursos e pessoas. O futebol é o esporte mais praticado e difundido do planeta. Essa dissertação tem por objetivo o estudo do futebol, suas origens e sua utilização como ferramenta do composto promocional. Para tanto, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, por meio da qual, apurou-se a definição do que é brincadeira, jogo e esporte e suas diferenças básicas, devido ao fato de que, o foco desse trabalho está voltado para a exploração das relações entre o futebol de um questionário enviado pelo correio e comparado os levantamentos da pesquisa bibliográfica com os resultados obtidos através da pesquisa de campo. Os profissionais pesquisados, em sua grande maioria, consideram que investir no futebol como ferramenta de marketing, pode trazer resultados positivos para a empresa.

Fernando Roberto Santini
31/10/1999

Marketing Esportivo no futebol

O marketing de relacionamento está re-emergido com potencial para uma nova visão de marketing. Em grande parte das áreas de negócios essa abordagem já vem sendo pesquisada, mas na área dos negócios esportivos existe uma lacuna no que se refere a este paradigma de marketing. Diante disso, optou-se pela pesquisa na modalidade de futebol, por ser esta a maior expressão dos negócios esportivos do Brasil, cujo espetáculo esportivo atualmente somente é possível na intersecção de relacionamentos entre clubes, entidades de administração, torcedores, veículos de comunicação e investidores, uma organização imaginária aqui denominada de “núcleo de produção do produto futebol”. E, sabendo da importância da confiança e do comprometimento como constructos do marketing de relacionamento, o objetivo do trabalho foi conhecer os fatores que determinam confiança e comprometimento nos relacionamentos entre os agentes do núcleo de produção do futebol. A pesquisa foi do tipo quali-quantitativo, com delineamento exploratório. Os dados do estudo foram encontrados nas relações estabelecidas pelos agentes do núcleo, por ocasião da realização do Campeonato Gaúcho de Futebol. A seleção da amostra foi nãoprobabilística, de modo intencional, por conveniência. Participaram da amostra 22 pessoas, sendo: 7 ligadas aos clubes; 2 à Entidade de Administração do Futebol; 5 às Torcidas Organizadas dos Clubes; 5 à Mídia Esportiva e 3 aos investidores. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista semi-estruturada. As entrevistas foram gravadas e transcritas. As informações foram submetidas à análise de conteúdo. Num primeiro momento, foram feitos recortes temáticos para compor as unidades de registro e, posteriormente, estas unidades foram alocadas em categorias e sub-categorias. Após a apresentação e discussão dos resultados, concluiu-se que os fatores determinantes da confiança e comprometimento são objetivos e funcionais no caso dos relacionamentos entre o Clube e Federação Gaúcha de Futebol, Mídia Esportiva e Investidores. Nesses relacionamentos, em função da natureza dos fatores, pode-se inferir que os limites entre as organizações são mais claros e fixos, o que estaria justificando este tipo de interação. Já, quando se trata do relacionamento entre o Clube e Torcedores e entre o Clube e os Clubes Adversários, os fatores estão vinculados a questões subjetivas e afetivas, em torno do desenvolvimento de projetos futuros. Nesse caso, os limites entre as organizações e agentes são mais obscuros, pois interpenetram a subjetividade de ambos, fazendo com que exista maior cumplicidade nas interações.
 
Palavras-chave: marketing de relacionamento, espetáculo de futebol, confiança e comprometimento.

Mauro Myskiw
31/10/2014

Mascotes do futebol carioca na estratégia mercadológica do Jornal dos Sports

Admitindo o futebol como elemento importante da economia capitalista na sociedade contemporânea, o presente artigo investiga a exploração de elementos ligados à sua espetacularização, durante a década de 1940. Práticas da imprensa esportiva revelam possibilidades de potencialização de ações que visam estimular o consumo e a identificação dos torcedores com seus clubes. As charges do cartunista argentino Lorenzo Molas para o Jornal dos Sports, sob a direção de Mário Filho, são analisadas aqui para se compreender as dinâmicas econômicas ao redor do fenômeno esportivo, se levarmos em conta que em pouco tempo passaram a marcar presença também nas mensagens publicitárias do matutino. Essas evidências motivou a tentar perceber em que medida o conceito de “Disneyzação” elaborado por Alan Bryman pode ser verificado no caso brasileiro aqui investigado. Procuramos observar vestígios do processo de “Disneyzação”, através da tematização, do merchandising e demais pilares da estratégia mercadológica dos parques temáticos observados por Bryman. 

Flavio Mota de Lacerda Pessoa
31/10/2014

Médici e o futebol: a utilização do esporte mais popular do Brasil pelo governo mais brutal do regime militar

Política de Acesso Livre
Esta revista oferece acesso aberto de todo seu conteúdo e pode ser consultada, baixada, impressa, copiada e distribuída sem prévia autorização do editor responsável ou do autor. Isto está de acordo com as definiç...

Marcos Guterman
31/10/2014

Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil

1. Introdução, 6

2. Moradia, 13
2.1. O direito à moradia adequada no quadro jurídico-institucional, 13
2.2. Copa, Olimpíadas e direito à moradia, 14
2.3. Desinformação e rumores, 15
2.4. Ameaças de remoção, 19
2.5. Remoções realizadas ou em andamento, 24

3. Trabalho, 31
3.1. Direito do Trabalho: Condições de trabalho nas obras da Copa, 32
3.3.1. Greves e Paralizações, 33
3.2. Direito ao Trabalho, 36
3.2.1. Estabelecimentos comerciais no entorno dos estádios e em vias de acesso, 36
3.2.2. Trabalhadores informais, 37

4. Acesso à Informação e Participação e Representação Populares, 43
4.1. Contexto Geral, 43
4.2. Estrutura de Governança Federal Extraordinária para a Copa do Mundo, 47
4.2.1. Órgãos e entidades deliberativas e a sub-representação popular, 48
4.2.1.1. Governamentais, 48
4.2.1.2. Não-governamentais, 50
4.2.2 Órgãos Consultivos, 50
4.2.2.1. Câmaras Temáticas, 50
4.2.2.2. Grupos de Trabalho, 51
4.2.2.3. Comissões, 51
4.2.2.4. Consórcio, 52
4.3 Autoritarismo, Sonegação de Informações e Vedação à Participação Popular, 52

5. Meio Ambiente, 56
5.1. Estudos de Impacto Ambiental e Licenciamento, 56
5.2. Caso: Vila Autódromo no Rio de Janeiro
5.3. Redução de APP, e alteração de leis urbanísticas sem estudos de impacto, 59
5.4. Simplificação de procedimentos de licenciamento ambiental para projetos de
“interesse público”, 60
5.4. Economia Verde x Expansão Urbana, 63

6. Acesso a Serviço e Bens Públicos e Mobilidade, 65
6.1. Acesso a serviços públicos, 65
6.2. Acesso a bens públicos, 69
6.3. Mobilidade, 70

7. Segurança Pública, 74
7.1 Arcabouço institucional no Brasil, 75
7.2. Exemplos Locais, 77

8. Considerações Finais, 81

Anexos
Anexo 1 – Carta da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa
Anexo 2 – Lei Geral da Copa: O povo brasileiro diz NÃO! Nota pública dos Comitês
Populareas da Copa
Anexo 3 – Greves de trabalhadores em obras para a Copa do Mundo 2014
Anexo 4 – Pronunciamento público do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do
Adolescente – CEDECA Rio de Janeiro
Anexo 5 – Quadro de obras para a Copa do Mundo de 2014
 

Comitês Populares da Copa
31/10/2014

Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Rio de Janeiro

Apresentação, 4

1. Moradia, 7
BOX 1: O legado dos Jogos Pan-americanos de 2007: do sonho ao ovo da serpente, 26

2. Mobilidade, 31
BOX 2: O Metrô que o Rio Precisa, 35

3. Trabalho, 36
BOX 3: A Desordem Urbana e o Derrame de TUAPs Falsas no Centro do Rio de Janeiro, 40

4. Esporte, 41
BOX 4: A Insustentabilidade dos Megaeventos no Rio de Janeiro, 47

5. Segurança Pública, 49

6. Informação e Participação, 56
BOX 5: Revitalização ou assassinato Cultural?, 65

7. Orçamento e Finanças, 67
BOX 6: A centralidade do BNDES no financiamento às obras da Copa na cidade do Rio de Janeiro, 72

8. Iniciativas de Resistência do Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas, 75

9. Propostas do Comitê Popular Rio, 80
BOX: Violações aos Direitos Humanos desde o Ponto de Vista do Direito Internacional, 84
 

Comitê Popular Rio da Copa e das Olimpíadas
31/10/2014

Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Rio de Janeiro

Apresentação, 7

1. Moradia, 19
Box 1. A Valorização Imobiliária na Cidade Olímpica, 33
Box 2. O Porto Marav ilha, 35

2. Mobilidade, 41
Box 3. Tragédias Anunciadas, 46

3. Trabalho, 49

4. Esporte, 53
Box 4. Consulta Pública Popular do Maracanã – Qual Maraca você quer?, 63
Box 5. A cidade que se tornou Pa trimônio Mundial da Humanidade, mas não respeita seus próprios patrimônios culturais, 64

5. Meio Ambiente, 67
Box 6. Golfe para Quem? | 74
Box 7. Diante do Autoritarismo e Incertezas, Planos Populares reivindicam Democracia Real, 77

6. Segurança Pública, 81
Box 8. Internação compulsória: prática higienista como suposta política sobre drogas no Rio de Janeiro dos grandes eventos, 87

7. Informação e Participação, 91
Box 9. Revitalização ou assassinato Cultural?, 99

8. Orçamento e Finanças, 103
Box 10. BNDES, o viabilizador de megaeventos e megaproblemas, 109

9. Iniciativas de Resistência do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas, 113

10. Propostas do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas, 127
Box 11. Violações aos Direitos Humanos desde o Ponto de Vista do Direito Internacional, 129

Comitê Popular da Copa e Olimpíadas do Rio de Janeiro
31/10/2014

Meia encarnada dura de sangue

Episódio da série "Brava gente" da TV Globo. No interior do Rio Grande do Sul, em 1953, o craque Bonifácio vive um dilema. Jogador de um time de futebol amador integrado por jogadores negros e pobres, ele é convidado a fazer parte da equipe dos brancos e ricos....

Jorge Furtado
31/10/2014

Memória, futebol e mulher: anonimato, oficialização e seus reflexos na capital paraense (1980-2007)

Trata-se de um estudo monográfico que se propõe a discutir o processo de construção do futebol feminino na capital paraense, com ênfase para a participação feminina nesse esporte no contexto de redemocratização no Brasil, destacando o processo de oficialização dessa categoria na primeira metade da década de 1980, estendendo-se até a primeira metade do século XXI. Assim como enfatizar o esquecimento do futebol feminino paraense por parte das autoridades competentes. Nesse sentido, busca-se priorizar os sujeitos históricos envolvidos, a redefinição do papel feminino na sociedade paraense, os debates que movimentaram a oficialização do esporte, e diversas funções exercidas pelas mulheres no futebol: atleta, arbitra, torcedora, técnica, etc. Abordando a questão do preconceito relacionado ao gênero e a relação da condição sexual das jogadoras com o futebol, observando a questão da violência muito presente no futebol feminino devido a rivalidade entre os clubes, principalmente, Remo e Paysandú, que atingia atletas, torcedores, dirigentes, imprensa e até a policia militar.

Sandra Letícia Ferreira Magalhães
31/10/2014

Memórias da tragédia: masculinidade e envelhecimento na Copa do Mundo de 1950

O artigo tem como proposta refletir sobre o processo de construção da masculinidade no campo esportivo e a percepção do envelhecimento a partir das lembranças e esquecimentos da Copa do Mundo de 1950. Foram utilizados como fontes de análise os discursos produzidos pela mídia escrita – jornal Estado de Minas e revista O Cruzeiro – e os relatos de atores que presenciaram e/ou escreveram sobre o evento. Aponta-se que, apesar de as acusações de ausência de virilidade e degerenescência racial serem frequentemente evocadas e lembradas para justificar a derrota, outras acusações tão significativas quanto estas, como é o caso do envelhecimento, foram esquecidas.

Leonardo Turchi Pacheco
31/10/2014

Memorias de um futebol de fronteira

Esta pesquisa insere-se na historiografia do futebol brasileiro. Ao tomar, intencionalmente, a cidade de Pelotas, RS, como a delimitação espacial da investigação, faço um deslocamento geográfico dos estudos históricos do futebol que priorizam o eixo Rio - São Paulo. A partir de fontes empíricas e do diálogo com a bibliografia, assinalo algumas singularidades do futebol da região, interiorana do Rio Grande do Sul, tais como: os vínculos com o futebol uruguaio e argentino, a sua profissionalização, a inclusão e a exclusão dos negros e a multiplicação dos times "infames." Parto da sua emergência em Pelotas, ocorrida na primeira década do século XX, para logo depois enfocar a sua proliferação e democratização, a partir dos anos 20. Mesmo sendo um estudo histórico, não sigo nenhuma periodicidade temporal linear, ano ou década, e teço reflexões provenientes das Ciências da Cultura (história, sociologia, antropologia). Utilizei fontes orais, escritas e imagéticas. Em alguns momentos predominam as fontes escritas, retiradas de jornais, e em outros a oralidade - treze depoimentos. As imagens, com suas singulares contribuições, somam-se às fontes orais e escritas e povoam o trabalho do início ao fim. O presente estudo pode ser caracterizado como uma reflexão das mutações do futebol pelotense a partir de suas memórias: oral, escrita e visual.

Luiz Carlos Rigo
31/10/2014

Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor

Profunda investigação sobre as relações futebol e as ditaduras militares do continente sul-americano nas décadas de 60, 70 e 80 em quatro países: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

Lúcio de Castro
31/10/2014

Memórias do Clube Esportivo e Recreativo Atlântico da cidade de Erechim

Esta pesquisa analisa a história do Clube Esportivo e Recreativo Atlântico, situado em Erechim, RS, sua relação com a estruturação da cidade e a com a imigração italiana. Fundamenta-se na abordagem qualitativa de pesquisa, mais especificamente, em uma investigação de cunho historiográfico, cujas fontes primárias de consulta foram documentos originais encontrados em acervos históricos, além de reportagens de jornais, fotografias e livros que informavam sobre o clube desde sua criação até os dias atuais. A partir da análise dos dados coletados, foi possível identificar quatro etapas distintas na trajetória do clube. A primeira refere-se a sua criação, quando era denominada de Societá Italiana de Mutuo Soccorso XX de Setembre, e que mantinha, com uma finalidade primeira, o caráter assistencial aos seus associados, todos de origem italiana. A segunda fase, que inicia em meados de 1933, é marcada por alterações nas finalidades do clube que, além de socorrer os associados, também oferece atividades sociais e de lazer, tais como bailes, teatro e o jogo de bocha e de bolão. A terceira fase é marcada pela predominância do futebol como principal eixo das atividades desenvolvidas no clube. Nesta fase, apesar da ênfase que confere a esta modalidade em função da participação em campeonatos regionais e estaduais, o clube não deixa de oferecer outras opções de lazer para os seus associados, como, por exemplo, a bocha, o basquete, a ginástica e a realização de diferentes eventos sociais. A quarta fase se dá com o declínio do futebol, marcada pela implosão do estádio e pela construção do Complexo Esportivo e de Lazer que permite o oferecimento de oficinas pedagógicas de várias modalidades esportivas. Esta fase tem seu início em 1977 e se presentifica até a atualidade. Ao narrar a trajetória deste clube desde seus primeiros momentos e, com mais detalhamento, a partir de 1921, em função da documentação encontrada, posso afirmar que o Clube Esportivo e Recreativo Atlântico é, sem dúvida alguma, uma referência do associativismo esportivo na região norte do Estado do Rio Grande do Sul.

Palavras-chaves: Esporte. Associativismo. Identidade Étnica. História. Memória.

Jorge Antônio Alba
31/10/2014

Memórias do esporte no cinema: sua presença em longa-metragens brasileiros

No decorrer do século XX, muitas foram as relações entre esporte e cinema. Como terá isso ocorrido no Brasil? Este artigo tem por objetivo apresentar os resultados relativos ao levantamento de longa-metragens brasileiros, produzidos entre os anos de 1908 e 2002, que, de alguma forma, retrataram o esporte. Foi identificado que entre 3.416 filmes produzidos, 134 tocam na questão do esporte, sendo que em 54 deles o esporte é o tema central ou ocupa lugar de grande importância, em 41 ocupa um relativo espaço e em 37 é somente citado. A realização deste estudo pretende cobrir uma importante lacuna no que se refere tanto a uma melhor compreensão do esporte quanto do cinema nacional, a partir do desvendar das relações estabelecidas entre ambos. Além disso, este estudo se insere em um esforço de colaboração com o resgate e a preservação da memória nacional, tanto cinematográfica, quanto esportiva.

Victor Andrade de Melo
31/10/2014

Meninos de Kichute

Beto é um garoto que vive com a família num bairro operário do interior nos anos 1970. Em uma década que viu o Brasil ser tricampeão mundial e viveu o rigor do regime militar, meninos calçavam seus tênis Kichute para jogar partidas nos campinhos do...

Luca Amberg
31/10/2014

Mercado de bens simbólicos do futebol: a estratégia empreendedora da gestão Andrés Sanchez no Sport Club Corinthians Paulista

O crescimento do mercado de bens simbólicos se tornou realidade em todos os continentes. Particularmente, o futebol, desde a Copa do Mundo de 1990, passou por crescimento financeiro incomum. A exploração da paixão dos torcedores/consumidores pelo futebol e por seus respectivos clubes transformou-se em grande atividade comercial e de prestação de serviços, após o advento da Lei Pelé em março de 1998. Consequentemente, os clubes deixaram de ser meras agremiações esportivas e se tornaram grandes organizações, responsáveis por oferecer um produto atraente e cada vez mais rentável. A estratégia empreendedora da gestão de Andrés Sanchez possibilitou ao Sport Club Corinthians Paulista, em 2012, alcançar o primeiro lugar de empresa no futebol brasileiro e a sexta colocação no cenário mundial. Por meio de pesquisa exploratória de natureza qualitativa, ex-post factum, acompanhada de entrevista em profundidade com gestores participantes do empreendimento e membros da torcida organizada, o objetivo central da pesquisa, na perspectiva fenomenológica, buscou identificar as estratégias empregadas na Gestão Andrés Sanchez para a valorização da marca. Os resultados da pesquisa apontam para a integração das estratégias funcionais com a estratégia dos negócios. Na percepção dos entrevistados, a visão empreendedora permitiu ao clube, em quatro anos (2008-2011), formar a base de seu acelerado crescimento para, posteriormente, alcançar posicionamento diferenciado e, consequentemente, vantagem competitiva sustentável. 

Renato Berton, Roberto Bazanini, Denis Donaire
31/10/2014

Metáforas em campo

Esta dissertação, situada na linha de pesquisa Variedades do Discurso, tem por tema as representações lingüísticas metafóricas do futebol no caderno de esportes do jornal Agora São Paulo. A investigação acerca da linguagem jornalística esportiva privilegia as categorias de relevância, manchete e lead, por configurarem receptáculos mais imediatos na apreensão do discurso noticioso. Objetiva-se relacionar o domínio futebolístico com outros domínios semânticos. Essas inter-relações possibilitam compreender o futebol como um esporte que transcende os limites puramente esportivos e se instaura como um fato social, político e cultural brasileiro. A investigação fundamenta-se em estudos sobre a metáfora no âmbito da lingüística cognitivista, com base, principalmente, nos posicionamentos de Lakoff & Johnson. Nessa abordagem, a metáfora assume um lugar de destaque no processo de entendimento da compreensão humana, posto que rege tanto a aquisição quanto o desenvolvimento da linguagem. A análise destaca as relações entre o domínio semântico futebol e os outros domínios semânticos, como a guerra, a religião, a morte, o amor e a novela, o que possibilita determinar que esse esporte é representado por meio de uma pluralidade metafórica.

Adilson Silva Oliveira
31/10/2014

Meus amigos chineses

Através de suas duas paixões, o futebol e a coleção de selos, um menino de 9 anos conhece seus vizinhos chineses, num edifício do Rio de Janeiro. Com o golpe militar de 1964 os chineses são presos. Filme baseado numa história real.

Sergio Sbragia
31/10/2014

Milani

Apresentação

Parte 1 – Infância e Futebol Amador, 15

Capítulo 1 – A Infância em Jundiaí, 16
1.1 – A Família e os Negócios do Pai de Milani, 17
1.2 – Infância e Juventude, 21

Capítulo 2 – Minas Gerais e Comercial, 24

Parte 2 – Os Anos no Futebol Profissional, 29

Capítulo 3 – O Início no São Paulo, 30

Capítulo 4 – Longe de Casa, no Fluminense, 44

Capítulo 5 – Corinthians – O Auge, 60
5.1 – O Futebol de Milani, 71
5.2 – A Vida Fora dos Campos Durante a Carreira, 74
5.3 – Milani Aviador, 77

Capítulo 6 – Milani na Seleção Paulista, 86

Capítulo 7 –Corinthians – Segunda Fase, 105

Capítulo 8 – Clube Atlético Juventus, 120
8.1 – A Maior Contusão da Carreira, 122

Capítulo 9 – A Experiência como Treinador, 130

Capítulo 10 – Paulista – O Bom Filho à Casa Torna, 133

Parte 3 – A Vida Continua,  139

Capítulo 11 – Diretor da Fazenda de Jundiaí e Itupeva, 140
11.1 - O Sítio de Mário Milani, 145
11.2 – Os Costumes de Mário Milani Após o Fim da Carreira de Jogador, 148
11.3 - Fortim Mário Milani, 152
11.4 - O Livro e os Álbuns de Milani, 155
11.5 – As Homenagens, 156

Capítulo 12 – Os Últimos Dias, 170

Capítulo 13 – Parte Final, 175

Referências Bibliográficas, 178
Lista de Fotografias Utilizadas
 

Gustavo Longhi de Carvalho
31/10/2014

Modernidade, disciplina e futebol: uma análise sociológica da produção social do jogador de futebol no Brasil

O trabalho investiga a relação entre modernidade, disciplina e formação do jogador de futebol profissional. Discute o futebol moderno como instituição disciplinadora, dotada de regras, normas e princípios científicos (positividades), tendo como objetivo produzir, manipular, individualizar, adestrar e aperfeiçoar o corpo do indivíduo, tornar o jogador dócil e utilitário. A modernidade, caracterizada pela secularização, subjetivação, triunfo da racionalidade instrumental, domínio da natureza e o surgimento do indivíduo moderno, transforma o ser humano em objeto de conhecimento. O campo empírico da investigação é formado pelas categorias de base do Internacional (RS). A pesquisa constata que a produção social do jogador de futebol consiste num processo de disciplinamento, adaptação, socialização, adestramento, desenvolvimento e aperfeiçoamento das potencialidades físicas e técnicas do atleta, além da administração do seu potencial genético. Trata-se de um processo disciplinador, pedagógico e civilizatório, caracterizado pela regulamentação, controle, institucionalização e racionalização. O jogador de futebol é uma força de trabalho, produto do disciplinamento, treinamentos físicos, técnicos e táticos e do desenvolvimento de suas capacidades genéticas.

Francisco Xavier Freire Rodrigues
31/10/2014

Monopólio estético e diversidade configuracional no futebol brasileiro

Este artigo tem por objetivo criticar o monopólio temático exercido pelo futebol profissional. Para tornar este argumento mais claro serão apresentados quatro modelos configuracionais em torno dos quais a diversidade futebolística é melhor visualizada e compreendida: o futebol profissional (de espetáculo ou de alto rendimento), o futebol de bricolagem (futebol de improviso, informal, pelada, racha, etc.), o futebol comunitário (futebol de várzea, amador, de bairro, de fábrica, etc.) e o futebol escolar (institucional, disciplinar, etc.). A parte final do texto está direcionada para o futebol comunitário, com a finalidade de dar visibilidade acadêmica a um dos segmentos que a narrativa hegemônica encobriu, mas que revela-se de grande interesse às ciências sociais e, quero crer, à Educação Física. 

Arlei Sander Damo
31/10/2014

Motivos que levam adolescentes a praticarem futsal

Nos últimos anos, os estudos relacionados à psicologia esportiva têm ganhado considerável espaço no meio acadêmico brasileiro, principalmente naqueles relacionados aos aspectos motivacionais. Conhecer os motivos que levam jovens a praticarem determinada modalidade esportiva é de grande relevância para professores e treinadores, pois a motivação é pré-requisito para a permanência de um indivíduo em um programa esportivo. Diante do exposto, este estudo teve por objetivo avaliar os motivos que levam adolescentes a praticarem futsal. A amostra foi composta por 100 alunos/atletas, de 13 a 16 anos, do sexo masculino, inscritos em sete equipes de escolas particulares de Campo Grande – MS. Como instrumento, utilizou-se o Inventário de Motivação para a prática Desportiva de Gaya e Cardoso (1998). Os dados mostram que praticar futsal para o rendimento esportivo (M= 3,92) configura-se como a principal motivação de adesão ao esporte, seguido pela saúde (M= 3,79) e pela amizade/lazer (M= 3,34). A maior motivação dos jovens em praticarem futsal para o rendimento esportivo pode ser em decorrência dos adolescentes terem um grande ímpeto para atividades competitivas, uma vez que, por intermédio delas, suas potencialidades são evidenciadas. 

Paulo Ricardo Martins Nuñez, Helen Fabianny Souza de Lara Picada, Sandro Torales Schulz, Carlos Alexandre Habitante, Junior Vagner Pereira da Silva
31/10/2014

Moving with the ball

Acknowledgments, vii

Introduction, 1

1. Migrants and the foundation of European Football, 15

2. Britain's splendid isolation?, 37

3. The South American artists, 69

4. The Yugoslav wanderes, 111

5. Rediscovering America, 141

6. Africans in Europe, 167

7. National styles, International stars, 191

8. Bosman: a real revolution?, 213

Conclusion, 231

Bibliography, 237

Subject index, 259

Author index, 265

Pierre Lanfranchi, Matthew Taylor
31/10/2014

Muerte en París1. El Paris Saint-Germain y la violencia en el Parque de Los Príncipes

Link para o site da revista: www.razonypalabra.org.mx/

Fernando Segura M. Trejo
31/10/2014

Mulher e Esporte

Os autores, vii

Agradecimentos, xiii

Apresentação, xv

Introdução, xix

Prefácio, xxiii

1. A mulher em busca de seus limites no esporte moderno, 1
Antonio Carlos Simões

2. Mulher, corpo e mitos no esporte, 35
Luiza Klein Alonso

3. Mulher: fonte e instrumento de poder, 49
Sidnéia Gomes Freitas

4. Essas mulheres maravilhosas: nadadoras e ginastas, 69
Elaine Romero

5. A busca do feminino - a psicossocialização da mulher no esporte, 103
Antonio Carlos Simões, Paulo Felix Marcelino Conceição, Maria Aparecida Nery Guiselini e Sonia Maria da Silva

6. Exclusão e inserção da mulher brasileira em atividades físicas e esportivas, 123
Ludmila Mourão

7. Mulheres-atletas e o esporte de rendimento: a questão do gênero, 155
Maria Regina Fª Brandão e Hiran Valdes Casal

8. Mulheres na área no país do futebol: perigo de gol, 165
Jorge Dorfman Knijnik e Esdras Guerreiro Vasconcelos

9. Perspectivas de vida e transição de carreira de mulheres-atletas de voleibol, 177
Rosemeire de Oliveira, Daniel José Polidoro e Antonio Carlos Simões

10. Mulher e exercício físico, 193
Patrícia Helena Póggio, José Alberto Aguilar Cortez e Antonio Carlos Simões

11. A mulher-atleta e o esporte de rendimento: análise do comportamento agressivo em equipes esportivas, 207
Líbia Lender Macedo e Antonio Carlos Simões

12. A mulher-atleta portadora de deficiência, 237
Elisabeth de Mattos

Antonio Carlos Simões
31/10/2014

Mulheres e futebol no Brasil: entre sombras e visibilidades

Fundamentada na abordagem teórico-metodológica da história cultural e dos estudos de gênero, este artigo discute a mulher e o futebol no Brasil. Objetiva evidenciar que há muito tempo as mulheres protagonizam histórias no futebol brasileiro ainda que tenham pouca visibilidade, seja na mídia, no cotidiano dos clubes e associações esportivas, na educação física escolar ou nas políticas públicas de lazer. Para analisar a inserção das brasileiras no futebol utilizei como fontes primárias de pesquisa, documentos produzidos no início do século XX, tais como periódicos, matérias jornalísticas, livros de esportes e de educação física. Além destas fontes analisei publicações recentes sobre essa temática buscando evidenciar os vestígios e as rupturas existentes entre diferentes épocas. Através da técnica da análise de conteúdo foi possível compreender que a associação entre o esporte e a masculinização da mulher atravessa décadas e, mesmo que em muitas situações as atletas tenham saído das zonas de sombra, ainda hoje são recorrentes algumas representações discursivas que fazem a apologia da beleza e da feminilidade como algo a ser preservado, em especial, naquelas modalidades esportivas consideradas como violentas ou prejudiciais a uma suposta natureza feminina.

Silvana Vilodre Goellner
31/10/2014

Mulheres Futebol Clube

Anna e Pete estão apaixonados e tudo vai bem. Tudo menos a obsessão dele por... futebol. Pete faz parte de um time perdedor da última divisão, mas ele e seus companheiros não se incomodam com o fato de serem péssimos: só pensam e vivem futebol. At...

Joona Tena
31/10/2014

Mundialito

Em 1980, é realizada em Montevidéu a Copa de Ouro, torneio que reuniu os então campeões mundiais de futebol. Conhecido como Mundialito, o evento foi disputado pela Argentina, Brasil, Itália, Alemanha, Holanda (substituindo a Inglaterra) e o próprio Urugua...

Sebastian Bednarik
31/10/2014

Museu do Futebol

Prefácio: o estádio e o tempo, 20
José Miguel Wisnik

Apresentação: São Paulo e seu estádio, 34
Silvia Ferreira dos Santos Wolff

Capítulo 1: O que é o Museu do Futebol?, 94

Capítulo 2: O projeto de arquitetura, 108

Capítulo 3: Requalificação e restauro, 176

Posfácio:  Como este livro entrou em campo, 210

Bibliografia, 216

Ficha técnica, 222

Marianne Wenzel, Mauro Munhoz
31/10/2014

Nações em campo

De pátrias e de chuteiras, 7
Édison Luis Gastaldo e Simoni Lahud Guedes

Parte 1 - O espetáculo quadrienal da nação brasileira, 13

"Os campeões do século": notas sobre a definição da realidade no futebol-espetáculo, 15
Édison Luis Gastaldo

O ethos capitalista e o espírito das copas, 39
Arlei Sander Damo

Os europeus do futebol brasileiro ou como a "pátria de chuteiras" enfrenta a ameaça do mercado, 73
Simoni Lahud Guedes

A Pátria na "imprensa de chuteiras": futebol, mídia e identidades brasileiras, 87
Édison Luis Gastaldo

Copa de 70: o planejamento México, 103
Antonio Jorge G. Soares, Marco Antonio Santoro Salvador e Tiago Lisboa Bartholo

Parte 2 - Países do futebol: Argentina e Brasil nas Copas do Mundo, 125

De criollos e capoeiras: notas sobre futebol e identidade nacional na Argentina e no Brasil, 127
Simoni Lahud Guedes

Tropicalismos y europeísmos: la narración de la diferencia entre Argentina y Brasil a través del fútbol, 147
Pablo Alabarces

Jogo Bonito versus Fútbol Criollo: imprensa e "olhar" argentino sobre nosso futebol, 165
Ronaldo Helal

Entre el infierno y la gloria: crisis, política y mundiales: Argentina y la Copa del Mundo de 2002, 197
Pablo Alabarces

Édison Gastaldo, Simoni Lahud Guedes
31/10/2014

Narrativas de memórias esportivas: a emergência de clubes de futebol amadores na Ilha dos Marinheiros – Rio Grande/RS

O presente artigo trata da memória do futebol amador na Ilha dos Marinheiros, bairro da cidade de Rio Grande/RS, mais especificamente de questões relativas à fundação dos clubes locais e ao aparecimento da prática do futebol amador nessa região. Assim, através da metodologia da história oral, o estudo aborda o envolvimento dos moradores locais com o futebol da ilha (sobretudo nas décadas de 1930 e 1940) e faz uma averiguação das noções de pertencimento desses moradores com os clubes que atuavam, ajudaram a fundar ou pelos quais simplesmente torciam.

Jones Mendes Correia, Gustavo da Silva Freitas, Luiz Carlos Rigo
31/10/2014

Nas controvérsias da várzea

Seguir o futebol na cidade foi a peculiaridade desta pesquisa etnográfica multi-situada num circuito de futebol de Porto Alegre, referido como o municipal da várzea. Isto foi realizado na esteira de estudos sobre a heterogeneidade das vivências e dos significados das práticas esportivas, com foco naquelas objetivadas e subjetivadas pelas pessoas comuns nos contextos urbanos das suas vidas cotidianas. Ao segui-las nos campos de futebol, nas salas de reuniões, em bares, residências e salões de festas, em distintas regiões e regimes urbanos, deparei-me com a necessidade de pensar e problematizar os significados do futebol não apenas em face da circunscrição de um circuito e suas lógicas, mas também em relação à circulação e à trajetória de vida das pessoas. Disso resultou o interesse em estudar a atribuição de significados imbricada (e imbricante) nas tramas urbanas, implicada (e implicante) numa construção multi-local e polifônica, tributária de distintas trajetórias de socialização e possibilidades concretas de circulação das pessoas e grupos, porém, sem que isso deixe de lado, em maior ou menor medida, a constituição do circuito como um espaço simbólico particular, institucionalizado (e institucionalizante). Como modo de pesquisa, procurei seguir as pessoas em ação (dirigentes, jogadores, torcedores, familiares, amigos, etc.), estando atento para como os significados de práticas e de artefatos se alteravam conforme transitava nos distintos espaços-tempos da cidade e do circuito de futebol. Como estratégia de análise-interpretação, recorri às principais controvérsias observadas e registradas, compreendendo que elas deixavam importantes rastros simbólicos do que estava “em disputa” na circulação-construção do futebol. Mapeei 4 controvérsias que, então, serviram como categorias de análise (“aqui é a várzea, não é o profissional”; “o clube de hoje é um jogo de camisas”; “o que incomoda é a pressão que vem de fora”; e “hoje eles foram só para jogar bola”). A partir dessas categorias, apresentei descrições (na forma de retratos) e interpretações relacionadas à atribuição dos significados, tendo como foco a problematização de categorias que são clássicas ao se pensar as configurações esportivas (a “organização”, os “times”, os “torcedores” e a “disciplina”). Estas problematizações, ao final, me possibilitaram concluir que os significados do futebol implicam e estão implicados num paradoxo: de um lado um movimento de purificação no sentido de que o circuito funcione enquanto uma arena relativamente fechada; de outro, um movimento de hibridização, de mistura, onde as tramas e as trajetórias de vida não são e nem se poderiam ser deixadas de lado. Quem "se movimenta" na cidade nos múltiplos espaços-tempos da várzea certamente estará diante desses dois movimentos. 

Mauro Myskiw
31/10/2014

Negócios e o futebol-empresa

As modalidades esportivas coletivas movimentam quantias imensuráveis de capital anualmente. O futebol se caracteriza por uma dessas modalidades. Eventos grandiosos como a Copa do Mundo envolvem valores extremamente elevados para um simples jogo de bola. Contudo, o futebol abrange uma magnitude consideravelmente maior do que essa. Este estudo preza por identificar o esporte em seu âmbito institucional de integridade, centralizando o atleta como diretriz de discussão. Através de uma pesquisa exploratória, fez-se uma revisão bibliográfica sobre o papel de renomados protagonistas desse esporte (os próprios jogadores), sendo analisado sócio-economicamente, além das asserções às relações envoltas no fenômeno de se tornar um ícone para o público consumidor e, consequentemente, para a modalidade. São abordados dois casos de destaque na história do futebol para explicitar a dinâmica, o propósito e o arcabouço de possibilidades em torno do nome de um atleta: o caso de Ronaldo e o caso de David Beckham. Destarte, a discussão vale-se da correlação dos casos descritos com a problematização do eixo “seleção de talentos versus transações internacionais”. O referencial bibliográfico fomenta indagações sobre as construções do esporte e a necessidade de aprofundamento acerca do tema.

Palavras-Chaves: Futebol; Negócios; Mito; Ídolos e Imagens.

Pedro Brugnaro Badur
31/10/2014

Negócios e o futebol-empresa: discussão acerca dos temas e a importância do papel do atleta para as ações mercadológicas

As modalidades esportivas coletivas movimentam quantias imensuráveis de capital anualmente. O futebol se caracteriza por uma dessas modalidades. Eventos grandiosos como a Copa do Mundo envolvem valores extremamente elevados para um simples jogo de bola. Contudo, o futebol abrange uma magnitude consideravelmente maior do que essa. Este trabalho preza por encarar o desporto em seu âmbito institucional de integridade, centralizando o atleta como diretriz de discussão. O papel de renomados protagonistas desse desporto (os próprios jogadores) e analisado socio-economicamente, alem das asserções as relações envoltas no fenômeno de se tornar um ícone para o publico consumidor e, consequentemente, para a modalidade. São abordados dois casos de destaque na historia do futebol para explicitar a dinâmica, o propósito e o arcabouço de possibilidades em torno do nome de um atleta: o caso de Ronaldo e o caso de David Beckham. Destarte, a discussão vale-se da correlação dos casos descritos com a problematização do eixo "seleção de talentos versus transações internacionais". 

Pedro Brugnaro Badur, Paulo César Montagner
31/10/2014

Negro, Macumba e Futebol

1. A situação das pessoas de cor no Brasil, 19
1.1. A Situação Econômica da População de Cor, 19
1.2. A Atitude Racial da População Branca, 22
1.3. A Atitude das Pessoas de Cor, 37
1.4. Resumo, 46

2. Macumba ... 49
2.1. Esclarecimento Conceitual, 49
2.2. Origem e Autenticidade do Candomblé Baiano, 50
2.3. O Mundo das Divindades Afro-Baianas, 52
2.4. Os Locais de Culto e a Hierarquia, 56
2.5. A Festa, 62
2.6. A Função do Candomblé, 68

3. O futebol no Brasil, 73
3.1. Introdução, 74
3.2. Esboço Histórico, 75
3.2.1. Os inícios, 75
3.2.2. Ascensão das massas, 80
3.2.3. Revolução do jogo profissional, 84
3.3. Aspectos Econômicos do Futebol, 88
3.3.1. Números gerais, 88
3.3.2. Dois clubes, 90
3.3.3. O jogador, 92
3.4. Aspectos Psicossociais do Futebol, 94
3.4.1. O torcedor, 94
3.4.2. O ídolo, 98
3.4.3. Macumba, 102
3.5. Catarse das Massas, 104

Anatol Rosenfeld
31/10/2014