A violência e o futebol

Prefácio, 9
Juca Kfouri

Parte 1 - Introdução geral, 11
Preliminares, 11
Maior espetáculo da Terra, 14 
Futebol e sociedade, 15
Síntese e cultura, 17
Futebol: violência simbólica?, 18
Para além do futebol profissional, 19
Violência e futebol, 21
O caso brasileiro, 22
Depois dos dados, um pouco de análise, 24  
Critéio de cor e classe: primeira  forma de violência no futebol brasileiro, 27
Violência e torcidas organizadas, 34 
Pedagogia do esporte: experiências bem-sucedidas, 39
Violência e futebol (profissional): virar o jogo, 50

Parte 2 - Violência e história, 67
Fundamentos mínimos, 67
Dimensões da análise, 72 
Violência: palavra, conceito, história,77
Destacados exemplos no saber contemporâneo, 80
Textos primordiais, pensadores fundamentais, 86
Violência e imagem, 92
Violência: do mito ao logos e de suas intercessões, 97
Humilhação/tortura/horror: violência versus lição ética do esporte, 102
Violência como fato político: a herança de Aristósteles, 106
Radicalismo filosófico e (é) humanismo,109
Ressentiment/humilhação/fracasso: instância filosóficas da violência, 113 
A dimensão da tolerância, 117 
Violência e intolerância, 121  
Relativizando o relativismo: Gilberto Freyre e futebol, 128
Pensamento social e futebol no Brasil: alguns exemplos clássicos, 133 
Intolerantes limites da tolerância, 135
As reflexões de Sorel, 140
Poder: violência material, violência simbólica, 143
Os clássicos da sociologia, 151

Parte 3 -  A modo de conclusão, 163
Prólogo, 163
Listagem elaborada de conclusões, 166
Listagem sintética de conclusões, 177

Bibliografia, 181

Maurício Murad
23/05/2012

Futebol de muitas cores e sabores

Prefácio dos organizadores, 13

A word form FIFA, 15
Joseph Blatter

A European Football year to remember, 19
Lennart Johansson

Futebol plural, um fenómeno singular, 21
Ricardo Terra Teixeira

Em nome do futebol, 31
Gilberto Madaíl

História do futebol em Portugal (1888-2004), 33
João Nuno Coleho, Francisco Pinheiro

Abordagem sócio-antropológica do futebol em Portugal, país de futebol, 55
António da Silva Costa

A história social do futebol brasileiro: alguns elementos para a sua compreensão, 73
Maurício Murad

Tensões e mudanças recentes na cultura e na gestão do futebol brasileiro: entre a tradicional base local e as forças do mercado, 87
Gilmar Mascarenhas

O estilo brasileiro de futebol, seus dilemas e seus intépretes, 101
J. Sérgio Leite Lopes

Futebol: entre o simbólico e o mercado, 119
Sérgio Montero Souto

Fútbol: uma indústria caníbal, 137
Eduardo Galeano

Garrincha, o brasileiro mais amado, 141
Juca Kfouri

Pelé: os mil corpos de um Rei, 147
Luiz Henrique de Toledo

A pantera, o anjo e o menino, 169
Manuel Alegre

Um herói chamado Zagallo, 171
Jayme Valente Filho

Os ícones do futebol: João Havelange, 189
António Marques

Olhares e estados de alma, 195
Jorge Olímpio Bento

Viagem interior ao mundo do futebol, 219
José Augusto Santos

Atrás do palco, nas oficinas do futebol, 227
Júlio Garganta

Entre o sonho e a realidade, um mundo de expectativas e compromissos, 235
José Oliveira

A arte e a ciência da finta, 239
Go Tani

Futebol e multidisciplinaridade científica, 247
José Manuel Soares

A resistência no futebol, 251
António Natal Rebelo

Futebol e ciência: uma abordagem configuracional, 257
Roberto Ferreira dos Santos

Revisitando a relação entre a psicologia do desporto e o futebol profissional..., 263
António Manuel Fonseca

Psicologia aplicada ao futebol: estudos realizados no Brasil, 271
Dietmar Samulski, Pablo Greco

Futebol e música popular brasileira: do amadorismo à economia globalizada, 281
Nei Lopes

Futebol: os novos ícones, 303
Vítor Serpa

José Oliveira, Júlio Garganta, Maurício Murad
23/05/2012

Futebol e cinema no Brasil: um enredo

São fecundas e infinitas as possibilidades relacionais entre futebol e cinema, dois dos maiores espetáculos do mundo contemporâneo. No Brasil, os esforços para fundar e desenvolver um futebol e um cinema brasileiros começaram cedo, já nas primeiras décadas do século XX, e prosseguem enfrentando contradições e conflitos internos e externos. Futebol e cinema chegaram ao Brasil na mesma conjuntura histórica e participam de espaços sociais, tempos históricos, origem de classe e popularização semelhantes e são elementos constitutivos de nosso ethos e identidades coletivas. É preciso discutir essas realidades e relações, pois há no Brasil muito mais filmes sobre o futebol do que se imagina e muito menos do que deveria. Este artigo pretende justamente discutir alguns dos aspectos presentes nessas relações e refletir sobre a produção cinematográfica destinada ao futebol.

Mauricio Murad
23/05/2012

Futebol e violência no Brasil

Mauricio Murad
23/05/1996

Núcleo de Estudos de Sociologia da UERJ

Mauricio Murad
23/05/1999

O clube como vontade e representação

O ano de 1968 também foi marcado por agitações e revoltas nas arquibancadas do Maracanã. Em um período de crise no desempenho de suas equipes, grupos juvenis de aficionados torcedores lançam-se ao enfrentamento contra dirigentes de grandes clubes cariocas, por meio de protestos, manifestações e até passeatas fora do Estádio Mário Filho. Sob inspiração do slogan internacional Poder Jovem, estes recém-formados agrupamentos adotam de igual modo uma postura crítica face ao tradicional modelo de torcida, as Charangas, oriundas da década de 1940. Ao longo do decênio de 1970, as Torcidas Jovens consolidam-se no cenário esportivo e ensejam o surgimento de uma profusão de pequenas e médias agremiações, que revestem o ato de torcer de significados associativos e culturais, recreativos e sociais até então inexistentes. A culminância deste processo ocorreria no início da década seguinte, quando lideranças de tais grêmios tentam se agrupar em torno de interesses comuns e, entre 1981 e 1984, deflagram uma série de sucessivas greves, piquetes e boicotes pela redução do preço dos ingressos, entre outras reivindicações. Tal postura resultaria na criação da ASTORJ, a Associação das Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro, uma entidade com duplo objetivo: por um lado, a legitimação de uma força corporativa com influência na estrutura de poder dos esportes; por outro, a formalização do entrosamento entre os chefes de torcidas rivais, expressa no lema “Congregar, Congraçar, Unir”. No decurso da década de 80, o projeto da ASTORJ não prosperaria, com a perda da representatividade e com a incapacidade de conter as crescentes rixas e animosidades entre os componentes das facções torcedoras. Ao enfeixar esses acontecimentos, extraídos da leitura serial de narrativas jornalísticas obtidas em periódicos esportivos e de relatos orais colhidos em entrevistas, o presente trabalho procura mostrar de que maneira um tipo específico de associação, pautado na idolatria clubística, ganhou vulto em escala nacional e internacional nas décadas de 1960, 1970 e 1980, e assumiu particularidades históricoculturais no futebol profissional do Rio de Janeiro. Busca-se evidenciar como esse fenômeno da segunda metade do século XX atendeu a novas demandas de participação e de diferenciação por parte de contingentes urbanos em um domínio cada vez mais competitivo, massificado e mercantilizado. A música, de um lado, e a violência, de outro, foram os meios expressivos mais notáveis a que esses movimentos recorreram para tomar parte e para adquirir visibilidade no universo do espetáculo esportivo contemporâneo. Ao analisar a ação, a formação e a transformação de um campo específico de subgrupos torcedores, reconstituindo uma experiência histórica particular, a tese que ora se apresenta tem o intuito de demonstrar em que medida as torcidas organizadas constroem sua identidade através de uma relação direta com os meios de comunicação de massa e orientam seus métodos de atuação através de uma bricolagem e de uma leitura muito própria dos valores presentes no jogo, no esporte e no meio social circundante.
 
Palavras-chave: Futebol, Cultura e Sociedade; História Social e Memória Coletiva; Torcidas Organizadas e Jornalismo Esportivo; Mário Filho e Jornal dos Sports; Torcidas Jovens e Cultura Juvenil; Espetáculo Esportivo e Violência.

Bernardo Borges Buarque de Hollanda
23/05/2012

O lugar teórico da Sociologia do Futebol

Maurício Murad
23/05/1995

Saldanha, uma saudade

Mauricio Murad
23/05/1994