A crônica como gênero que introduziu o esporte no Brasil
O texto trata da importância da crônica como gênero que se dedicou a narrar as primeiras ações esportivas no Brasil. Primeiro, procuramos discutir o que caracterizava a crônica como gênero que se preocupou em narrar as coisas simples do cotidiano das nossas cidades e, depois, com base em crônicas de José de Alencar, Olavo Bilac, Lima Barreto e Rubem Braga, tentamos mostrar como esses escritos nos permitem enxergar as primeiras preocupações com o esporte no Brasil.
23/05/2012
Esporte
Apresentação, 1
1. História do esporte: novas abordagens, 5
Ademir Gebara
2. Brohm e a organização capitalista do esporte, 31
Marcelo Weishaupt Proni
3. Guttmann e o tipo ideal do esporte moderno, 63
Luiz Alberto Pilatti
4. Bourdieu e a teoria do campo esportivo, 77
Wanderley Marchi Jr.
5. Elias: individualização e mimesis no esporte, 113
Ricardo Lucena
6. DaMatta: o futebol como drama e mitologia, 139
Alexandre Fernandez Vaz
7. Identidade nacional e racismo no futebol brasileiro, 165
Antonio Jorge Soares
8. Esporte, história e cultura, 191
Valter Bracht
9. Políticas de esporte: uma metodologia de estudo, 207
Mara Cristan
Sobre os autores, 249
23/05/2012
Identidades imaginadas
A reflexão aqui proposta sobre o futebol, manifesta através das crônicas literárias, foi periodizada em dois blocos históricos de acordo com as suas características e o contexto: o primeiro bloco ligado à sociogênese do esporte no Brasil, quando a crônica das primeiras décadas do século XX discutia a sua funcionalidade e representatividade na nova sociedade republicana. Tal embate teve seu desfecho logo após a popularização do esporte e o lançamento de um novo movimento literário, o Modernista. Já no segundo bloco histórico, o futebol se encontrava devidamente inscrito como elemento central da cultura brasileira, assumindo um papel de agente afirmador da identidade nacional. Nestes complexos cenários se estabeleceram questões fundamentais para o entendimento das tensões que envolveram o futebol e a literatura: quais foram as relações de força no campo literário brasileiro manifestas através das crônicas sobre o esporte? Evidentemente, tais relações, através das crônicas, explicitariam a presença de um contexto social mais amplo ao mesmo tempo em que dariam indícios da personalidade literária de alguns escritores de renome nacional gerando, secundariamente, as seguintes questões: quais os limites artísticos de um gênero literário preso ao cotidiano? Como se processou o debate intelectual acerca da função social do esporte no campo literário? Como poderiam ser pensados os momentos históricos de construção de modelos explicativos, legitimados através do esporte e sua respectiva literatura? Objetivou-se assim, primariamente, buscar os indícios necessários à compreensão do significado sócio-cultural destes posicionamentos e “diálogos” estabelecidos através das crônicas futebolísticas. Partindo da hipótese central de que, como figuras públicas, os literatos necessitavam estabelecer relações de força visando respaldá-los dentro do campo literário/intelectual. Tal hipótese foi confirmada, pois o poder simbólico gerado pela produção artística permitiu que estes literatos pudessem criar e reproduzir sua própria concepção de mundo. Ora na tensa disputa entre os escritores no início do século, cujo debate girava em torno da assimilação de hábitos e costumes europeus e a concepção de um ideal de civilidade; ora na consensual e hierárquica configuração estabelecida a partir das formulações de Gilberto Freyre, no segundo momento pesquisado.
23/05/2012
O Esporte na Cidade
Apresentação, 1
Uma Introdução, 7
Capítulo I - Rio de Janeiro: A Cidade e o Refinamento das Ações do Brasileiro, 15
Capítulo II - Do Jogo à Esportivização dos Passatempos: O Esporte no Esforço Civilizador Brasileiro, 37
1. Jogo e esporte: cara e coroa, 46
2. Por que o esporte..., 51
Capítulo III - Da República, do Passatempo, do Esporte, 65
1. De individualização e participação, 77
2. Um esporte para a literatura, 83
3. A busca da identidade, 94
Capítulo IV - Do Turfe, do Remo e do Futebol: para uma sociogênese do esporte no Brasil, 103
1. O Turfe, 104
2. O Remo, 116
3. O Futebol, 125
Conclusão: "inicia-se hoje a estação do foot-ball", 137
Referências bibliográficas, 147
23/05/2012
O futebol, a igreja e a rua da telha
23/05/2012









