17 de junho de 1970 - Brasil 3 x1 Uruguai: jornalismo esportivo e acionamento da memória na imprensa uruguaia

O objetivo deste artigo é analisar o discurso jornalístico sobre a partida entre Brasil e Uruguai na Copa de 1970 na imprensa uruguaia. A narrativa em torno desta partida suscita reflexões sobre a relação entre imprensa, memória e “construção” de rivalidades. Brasil e Uruguai não se enfrentavam em uma Copa desde 1950, em confronto que ficou conhecido no Uruguai como “Maracanazo”, pois a equipe uruguaia sagrou-se campeã derrotando os brasileiros em uma partida que enseja na memória coletiva de ambos os países contornos épicos. O que seria uma simples disputa de futebol adquire dramaticidade no discurso jornalístico e serve de subsídio para que investiguemos o olhar do outro e o papel da imprensa na “construção” da memória e de elementos de identidades nacionais. A narrativa da imprensa sobre a partida Brasil 3 x 1 Uruguai é apenas mais um exemplo de como o futebol pode ser abordado e reconfigurado simbolicamente em um curto espaço de tempo e como ele está presente no senso comum e na memória coletiva das nações.

Alvaro Vicente Graça Truppel Pereira do Cabo, Ronaldo Helal
23/05/2012

A cobertura das Copas do Mundo de futebol de 1930 e 1950 no jornal Diário Carioca

O objetivo principal do presente artigo é analisar a cobertura das Copas de Mundo de futebol de 1930 e 1950 pelo periódico Diário Carioca. A construção da memória no jornal serve como mais um elemento para as análises sobre os dois eventos e aponta para um olhar específico sobre os torneios mundiais realizados na América do Sul na primeira metade do século XX. As questões relativas a identidade nacional e as expectativas com a equipe brasileira são fatores predominantes nas reportagens analisadas.

Alvaro Vicente Graça Truppel Pereira do Cabo, Ronaldo Helal
23/05/2012

A construção de narrativas de idolatria no futebol brasileiro

Apresentando resultados parciais do projeto “Meios de Comunicação, Idolatria e Cultura Popular no Brasil”, apoiado pelo CNPq, o artigo se propõe a analisar duas biografias de
ídolos do futebol brasileiro: Zico e Romário. O artigo conclui que a biografia de Zico, ao enfatizar o sucesso através do esforço e do trabalho, junta-se ao modelo de herói clássico. Este modelo é antagônico ao padrão predominante na construção da idolatria nas narrativas “oficiais” no Brasil. Aqui, temos freqüentemente um ideal “essencializado” de seres “moleques” e “irreverentes”. Já a análise da biografia de Romário, tendo como base principalmente o material jornalístico sobre sua trajetória na conquista da Copa do Mundo de 1994, demonstra como os recursos acionados pela mídia dimensionam aspectos relacionados à “irreverência” e à “malandragem”, construindo um personagem singular da nossa cultura. As narrativas das trajetórias dos dois atletas falam de modelos antagônicos de heróis cultuados em nossa cultura e nos mostram que as construções de suas biografia fazem parte de uma relação dialética entre as ações dos “objetos mitificados” – Zico e Romário – e o contexto social.
 
Palavras-chave: Esporte, mídia, idolatria.

Ronaldo Helal
23/05/2012

A construção de narrativas de idolatria no futebol brasileiro

Apresentando resultados parciais do projeto “Meios de Comunicação, Idolatria e Cultura Popular no Brasil”, apoiado pelo CNPq, o artigo se propõe a analisar duas biografias de ídolos do futebol brasileiro: Zico e Romário. O artigo conclui que a biografia de Zico, ao enfatizar o sucesso através do esforço e do trabalho, junta-se ao modelo de herói clássico. Este modelo é antagônico ao padrão predominante na construção da idolatria nas narrativas “oficiais” no Brasil. Aqui, temos freqüentemente um ideal “essencializado” de seres “moleques” e “irreverentes”. Já a análise da biografia de Romário, tendo como base principalmente o material jornalístico sobre sua trajetória na conquista da Copa do Mundo de 1994, demonstra como os recursos acionados pela mídia dimensionam aspectos relacionados à “irreverência” e à “malandragem”, construindo um personagem singular da nossa cultura. As narrativas das trajetórias dos dois atletas falam de modelos antagônicos de heróis cultuados em nossa cultura e nos mostram que as construções de suas biografia fazem parte de uma relação dialética entre as ações dos “objetos mitificados” – Zico e Romário – e o contexto social.

Ronaldo Helal
23/05/2012

A crise no futebol brasileiro: perspectivas para o século XXI

O século XX foi, no Brasil, o século do futebol. Desde sua introdução no país, o antigo “esporte bretão” passou por um verdadeiro processo de incorporação cultural até se constituir no que os brasileiros chamam de “a paixão nacional”, como se com isso quisessem afirmar que o futebol é quase uma propriedade nossa, que fomos talhados para o futebol, que não só o nosso futebol é o melhor do mundo, como o país é o lugar do mundo onde mais se ama e se entende o futebol. Tudo isso está bem sintetizado no epíteto “Brasil, país do futebol”, já solidificado não só no imaginário nacional, mas também fora do país, principalmente em decorrência da supremacia brasileira em Copas do Mundo, após as quatro conquistas (1958/1962/1970/1994).

Ronaldo Helal, Cesar Gordon
23/05/2012

A invenção dos país do futebol

Introdução, 9
Hugo Lovisolo

História e a invenção das tradições no futebol brasileiro, 13
Antonio Jorge Soares

Sociologia, história e romance na construção da identidade nacional através do futebol, 51
Ronaldo Helal e Cesar Gordon Jr.

Saudoso futebol, futebol querido: a ideologia da denúncia, 77
Hugo Lovisolo

O racismo no futebol do Rio de Janeiro nos anos 20: uma história da identidade, 101
Antonio Jorge Soares

O futebol é fogo de palha: a "profecia" de Graciliano Ramos, 123
Antonio Jorge Soares e Hugo Lovisolo

As idealizações de sucesso no imaginário brasileiro: um estudo de caso, 135
Ronaldo Helal

Mídia, construção da derrota e o mito do herói, 149
Ronaldo Helal

Ronaldo Helal, Antonio Jorge Soares, Hugo Lovisolo
23/05/2012

As Idealizações do Sucesso no Imaginário Brasileiro

Este artigo é parte de um projeto que investiga algumas práticas das chamadas culturas populares, tais como o surgimen­to e a formação de ídolos e heróis repre­sentativos de um espetáculo de massa e suas relações com a indústria cultural. As análises concentram-se em um estudo preliminar que trata da construção e do significado da idolatria no universo do futebol: a biografia do ex-jogador Zico.

Ronaldo Helal
23/05/1999

As novas fronteiras do 'país do futebol'.

Artigo disponibilizado no blog do Grupo de Pesquisa Esporte e Cultura (FCS/UERJ): comunicacaoeesporte.wordpress.com/artigos/

Ronaldo Helal
23/05/2012

Como “eles” nos vêem: futebol brasileiro e imprensa argentina

O objetivo deste artigo é apresentar os resultados parciais do projeto “Futebol, Mídia e Nação: as narrativas sobre a seleção brasileira de futebol na imprensa argentina”, que está sendo realizado na Universidade de Buenos Aires, com o apoio da CAPES. Aqui relato minhas primeiras impressões de pesquisa e apresento análises da cober¬tura jornalística das partidas entre Brasil e Argentina que ocorreram em um espaço de 21 dias, em 2005 (uma pelas eliminatórias da Copa de 2006 e outra pela disputa do título da Copa das Confederações). Estas partidas não estavam no projeto inicial, mas foram fundamentais para a compreensão do “olhar argentino” sobre “nós”. Os jornais analisados nestas partidas foram Clarín, Olé e La Nación.

Ronaldo Helal
23/05/2012

De la magia a la merde. La mirada de la prensa argentina sobre la selección brasileña de fútbol en el Mundial 2006.

Link para o site da revista: www.razonypalabra.org.mx/

Ronaldo Helal, Alvaro Vicente Graça Truppel Pereira do Cabo
23/05/2012

De la magia a la merde. La mirada de la prensa argentina sobre la selección brasileña de fútbol en el Mundial 2006.

Artigo disponibilizado no blog do Grupo de Pesquisa Esporte e Cultura (FCS/UERJ): comunicacaoeesporte.wordpress.com/artigos/

Ronaldo Helal, Alvaro Vicente Graça Truppel Pereira do Cabo
23/05/2012

El ocaso de 'La Patria de Botines': periodismo, fútbol e identidad nacional en el Mundial de 2002

Confira o artigo completo no link: www.efdeportes.com/efd86/patria.htm

Ronaldo Helal, Antônio Jorge Soares
23/05/2012

Esporte, Indústria Cultural e Teoria da Comunicação.

Artigo disponibilizado no blog do Grupo de Pesquisa Esporte e Cultura (FCS/UERJ): comunicacaoeesporte.wordpress.com/artigos/

Ronaldo Helal
23/05/1997

Futebol, Cultura e Cidade

Artigo publicado na revista Logos - www.logos.uerj.br/

Ronaldo Helal
23/05/1996

Futebol, imprensa e memória

O artigo analisa a memória do futebol brasileiro nas narrativas produzidas pela imprensa esportiva. Os esquecimentos e silêncios possuem uma funcionalidade na manutenção e construção das memórias. Em sociedades letradas, os jornais cumprem um importante papel na construção da memória social. A partir desses pressupostos, levantamos como hipótese que os eventos sobre a seleção tricampeã de 1970 são narrados pela imprensa sofrendo um processo de seleção e edição que se ajustam às demandas de afirmação da identidade do futebol-arte. A idéia do futebol-arte traz consigo imagens e categorias que se confundem com a identidade do brasileiro. Tomamos como material de análise os jornais editados durante as duas últimas Copas (1998-2002) e os jornais editados durante a Copa de 1970, a fim de comparar as imagens e as narrativas construídas, em sincronia com os eventos de 1970, com aquelas construídas diacronicamente.

Antonio Jorge Soares, Ronaldo Helal, Marco Antonio Santoro
23/05/2012

Futebol, jornalismo e Ciências Sociais

Com a proposta de entender o fenômeno esportivo como expressão da cultura, considera o futebol em suas variadas dimensões, apresentando-o como um objeto epistêmico que gera questões significativas para as ciências sociais, principalmente quando se utiliza mater...

Ronaldo Helal, Hugo Lovisolo, Antonio Jorge Gonçalves Soares
23/05/2012

Idolatria nos Jogos Pan-Americanos de 2007: uma análise do jornalismo esportivo

O artigo realiza uma análise do material jornalístico relativo aos Jogos Pan-Americanos de 2007, com o foco voltado para os recursos acionados pela imprensa na “construção” de nossos heróis esportivos. Como parte do cronograma do projeto “Meios de Comunicação, Idolatria, Identidade e Cultura Popular” apoiado pelo CNPq e coordenado por Helal, foram coletados os Jornais O Globo e Lance! durante o período de 16 a 30 de julho de 2007. A cobertura dos Jogos Pan-Americanos nos veículos da imprensa carioca demonstra que as tentativas de construção de ídolos no campo dos esportes amadores são muito mais complexas e utilizam-se de uma lógica distinta da formação dos heróis futebolísticos. Aqui, valoriza-se o “suor” e a “superação” e relega-se a um plano secundário elementos como “talento” e “magia”.

Ronaldo Helal, Alvaro Vicente Graça Truppel Pereira do Cabo, Ronaldo Galvão Marques
23/05/2012

Jogo Bonito: el fútbol brasileño en la prensa argentina

Confira artigo completo no link: www.efdeportes.com/efd88/jogo.htm

Ronaldo Helal
23/05/2012

Mídia, construção da derrota e o mito do herói

Artigo disponibilizado no blog do Grupo de Pesquisa Esporte e Cultura (FCS/UERJ): comunicacaoeesporte.wordpress.com/artigos/

Ronaldo Helal
23/05/1998

Mídia, idolatria e construção da imagem pública: um estudo de caso

Ronaldo Helal, Maria Claudia Coelho
23/05/1996

Modernidade e tradição no futebol brasileiro: o "caso Bebeto"

Ronaldo Helal, Maria Claudia Coelho
23/05/1995

O declínio da pátria de chuteiras: futebol e identidade nacional na Copa do Mundo de 2002

O artigo realiza uma análise sobre a narrativa da imprensa na cobertura da seleção brasileira de futebol durante a Copa do Mundo de 2002. O material concentra-se nos suplementos esportivos do Jornal do Brasil durante a Copa do Mundo de 2002 – iniciando-se dois dias antes e terminando dois dias após, totalizando 32 exemplares. Parte-se da hipótese que o epíteto “Brasil: país do futebol”, que possui uma dimensão mais intensa e singular em época de Copa do Mundo, vem declinando e as narrativas jornalísticas em torno da seleção brasileira de futebol já não tratam de forma homogênea o futebol como metonímia da nação. A reflexão sobre o papel da imprensa esportiva como formadora de cultura é fundamental para que possamos observar como os jornais ratificam e constroem mitologias e discursos identitários, apesar da objetividade jornalística que se constitui num dos pilares da profissão.

Ronaldo Helal, Antônio Jorge Soares
23/05/2012

O que é sociologia do esporte

Tirando cara ou coroa, 9

Foi dada a saída, 17

Na marca do pênalti, 33

Apito final, 58

A volta olímpica, 74

Indicações para leitura, 78

Ronaldo Helal
23/05/1990

O racismo no futebol carioca na década de 1920 e a Invenção das Tradições

Este artigo pretende discutir como o conceito de “tradições inventadas” cunhado pelo historiador Eric Hobsbawm pode se aplicar ao futebol brasileiro. Pretendemos mostrar como foi contada a inserção do negro no esporte mais popular do país e entender o porquê de algumas premissas terem sido criadas na primeira metade do século XX e se tornarem verdades recontadas por estudiosos e parte da imprensa passando a fazer parte do senso comum.

Ronaldo Helal, João Paulo Vieira Teixeira
23/05/2012

Pelé e Maradona: núcleos da retórica jornalística

A partir da produção jornalística, produzida na Argentina e no Brasil, sobre os heróis do futebol Pelé e Maradona os autores desenvolvem a hipótese de que, contra a interpretação dominante, os argentinos constroem e louvam heróis “dionisíacos” enquanto os brasileiros parecem optar pelos “apolíneos”. Os autores partem do famoso texto jornalístico de G. Freyre onde é santificada a imagem do jogador brasileiro, sobretudo o mulato, enquanto dionisíaco. De fato, o texto provoca a reflexão critica das representações dominantes sobre as identidades argentina (europeizada e iluminista) e a brasileira (autóctone e macuanímica).

Ronaldo Helal, Hugo Lovisolo
23/05/2012

Pelé y Maradona: el periodismo y las contradicciones entre los héroes y las sociedades

Confira artigo completo no link: www.efdeportes.com/efd139/pele-y-maradona.htm

Hugo Lovisolo, Ronaldo Helal
23/05/2012

Pra Frente Brasil! Comunicação e identidade brasileira em Copas do Mundo

O presente artigo busca investigar o papel do futebol como um dos fatores de integração nacional brasileira no século XXI. Nossa abordagem tem por bases teóricas o pensamento de Stuart Hall sobre a questão das identidades e as considerações de Ronaldo Helal sobre a importância deste esporte como elemento aglutinador social no Brasil, sendo nosso fio condutor a institucionalização do futebol no país, a trajetória até a organização da Copa de 50 no Brasil e a projeção e expectativas para a Copa de 2014, que será realizada por nós. As questões que nos colocamos e que constituem o ponto de partida de nossa análise são as seguintes: Como seria definida, nos tempos atuais, a identidade cultural brasileira? O que significa ser brasileiro no século XXI? Qual o papel do futebol nestas questões?

Ronaldo Helal, Álvaro do Cabo, Carmelo Silva
31/12/1969