Apresentação (dôssie Antropologia e Esporte)

Arlei Sander Damo, Ruben George Oliven, Simoni Lahud Guedes
24/05/2012

De criollos e capoeiras: notas sobre futebol e identidade nacional na Argentina e no Brasil

O processo singular através do qual os esportes e, em particular, o futebol, difundiram-se pelo mundo, constituindo-se em uma espécie de idioma universal moderno, e, simultaneamente, transformando-se em repositórios da construção das especificidades (continentais, nacionais, regionais, locais), tem sido, nas duas últimas décadas, objeto da reflexão de muitos antropólogos, sociólogos e historiadores. No Brasil e na Argentina, alguns autores têm se debruçado sobre a forma pela qual, através do futebol, a nação tem sido representada em sua especificidade, gerando uma produção que já permite a comparação de certos resultados. O propósito desta comunicação é realizar aproximações comparativas preliminares acerca da construção da identidade nacional através do futebol, no Brasil e na Argentina, a partir do trabalho de alguns cientistas sociais, explorando certas interfaces, como, por exemplo, o valor atribuído aos indivíduos considerados como excepcionalmente habilidosos, e certas peculiaridades, como as diferentes tradições invocadas em sua construção.

Simoni Lahud Guedes
24/05/2012

Discursos autorizados e discursos rebeldes no futebol brasileiro

O futebol é uma prática social geradora da produção contínua de interpretações e avaliações situadas, simultaneamente, dentro e fora das quatro linhas. No Brasil, o discurso jornalístico é parte constituinte deste fenômeno social, compondo-o pelo menos desde a década de 1920. Neste texto, são apontadas algumas características do discurso jornalístico além da crescente produção acadêmica sobre o tema, que competirá pela “fala autorizada” sobre o futebol no Brasil. Busca-se, ainda, acentuar alguns discursos “dissonantes”, particularmente de jogadores.

Simoni Lahud Guedes
31/12/1969

Do dom à profissão

Esta tese aborda o futebol de espetáculo a partir do processo de formação de atletas profissionais. Trata-se de uma etnografia tendo como objeto principal os dispositivos usados na conversão de jovens talentos em atletas aptos a performances em forma de espetáculo. Os dispositivos compreendem um conjunto variado de elementos, tais como: centros de formação, recrutamento e seleção de talentos, organização para o trabalho, tecnologias de treinamento, redes de agenciamentos, normas legais, especialistas em vários saberes e outros procedimentos que demarcam a rotina do referido processo. Do ponto de vista teórico, a profissionalização de jogadores é usada estrategicamente em dupla perspectiva. Por um lado, investiga-se a circulação das emoções no espectro do futebol de espetáculo, cuja força motriz é dada pela adesão dos torcedores aos clubes, instituições tradicionais a quem os jogadores disponibilizam os capitais incorporados ao longo da formação. Por outro lado, são abordadas as lógicas subjacentes à própria formação, com atenção especial à circulação de jovens talentos e seus estatutos: de pessoas e de mercadorias. A observação participante foi realizada em vários centros especializados em formação, no Brasil e na França, dentre os quais destacam-se o Sport Club Internacional (Porto Alegre) e o Olympique Marseille (França). A tese focaliza a singularidade das configurações concretas, usando a diversidade das experiências para apresentar uma síntese de quem, quando, onde, como e com que finalidade produzem-se jogadores profissionais. O desafio de compreender um fato social extenso, integrado aos cenários urbanos aos quais o pesquisador faz parte, atravessa esta investigação, cujo suporte etnográfico foi decisivo em todos os momentos.
 
Palavras chaves: futebol, jogador, formação, dom, pessoa, mercadoria, etnografia.

Arlei Sander Damo
24/05/2012

Do dom à profissão: a formação de futebolistas no Brasil e na França (resenha)

Clique no arquivo para fazer download o arquivo ou entre na Revista Horizontes Antropológicos. 

Simoni Lahud Guedes
24/05/2012

Futebol por todo o mundo

 Apresentação, 7

 
Futebol e cinema: duas paixões, um planeta, 9
Victor Andrade de Melo
 
Cultura, globalização e futebol: comentários a partir do filme A Copa, 27
Gilmar Mascarenhas de Jesus
 
Um dom extraordinário ou cozinhar é fácil, mas quem sabe driblar como Beckham?: comentários a partir do filme Driblando o destino, 41
Simoni Lahud Guedes
 
Diálogos identitários - etnia, gênero, sexualidade e futebol: comentários a partir do filme Driblando o destino, 55
Antônio Jorge Soares
 
Show me the money! o esporte entre a paixão e o negócio no mundo globalizado: comentários a partir do filme Jerry Maguire, 69
Marcos Alvito
 
A morte da “alegria do povo”, 81
José Sérgio Leite Lopes
 
Futebol e gênero no Brasil: comentários a partir do filme Onda nova, 115
Leda Maria da Costa
 
Futebol e profissionalização no Brasil: comentários a partir do filme Passe Livre, 129
Maurício Murad
 
Futebol - nunca somente um jogo: comentários a partir do filme Febre de bola, 139
Antonio Holzmeister Oswaldo Cruz

Victor Andrade de Melo, Marcos Alvito
24/05/2012

Futebol se aprende na escola

Nesta dissertação procuramos investigar o complexo processo de aprendizagem do futebol no Brasil, focando uma cidade média do interior de São Paulo. Geralmente, tal processo é atribuído aos fatores mais essencializados que permeiam as representações do jogar ‘à brasileira’ (dom, jeito inato), distanciando a apreensão do fenômeno como uma construção simbólica e material essencialmente constitutivas. Procuraremos retomar essa discussão, tendo como recorte empírico o fenômeno emergente das chamadas "escolinhas de futebol" (públicas e privadas) como co-partícipes desse processo. Por um lado, o surgimento dessas “escolinhas”, nas décadas de 70 e 80, trouxe à tona a contraposição entre diferentes concepções sobre as formas do jogar, aprender e representar o futebol no país e, por outro lado, fomentou os investimentos de políticas sociais de lazer mais voltadas à juventude. Compreender esse processo é possibilitar, a partir do instrumental teórico e metodológico das Ciências Sociais, a apreensão de uma importante faceta da sociabilidade esportiva disseminada em alguns centros urbanos brasileiros.

Palavras-chave: futebol, escolinhas de futebol, projetos sociais, antropologia.

Claudemir José dos Santos
24/05/2012

História do esporte no Brasil

Apresentação, 9
 
Capítulo 1 - “Jogos de cavalheiros”: as atividades físicas antes da chegada do esporte, 13
Mary Del Priore
 
Capítulo 2 - Das touradas às corridas de cavalo e regatas: primeiros momentos da configuração do campo esportivo no Brasil, 35
Victor Andrade de Melo
 
Capítulo 3 - Corpos, bicicletas e automóveis: outros esportes na transição dos séculos XIX e XX, 71
Victor Andrade de Melo
 
Capítulo 4 - A futura paixão nacional: chega o futebol, 107
Fabio Franzini
 
Capítulo 5 - Da arte e da ciência de movimentar-se: primeiros momentos da ginástica no Brasil, 133
Carmen Lucia Soares
 
Capítulo 6 - Tensões na consolidação do futebol nacional, 179
Ricardo Pinto dos Santos
 
Capítulo 7 - O esporte como política de estado: Vargas, 213
Maurício Drumond
 
Capítulo 8 - No caminho do esporte: a saga da capoeira no século XX, 245
Carlos Eugênio Líbano Soares e Frederico José De Abreu
 
Capítulo 9 - Imagens da mulher no esporte, 269
Silvana Vilodre Goellner
 
Capítulo 10 - O Brasil no cenário internacional: Jogos Olímpicos e Copas do Mundo, 293
Plínio Labriola Negreiros
 
Capítulo 11 -Esporte e escola: astúcias na “energização do caráter” dos brasileiros, 331
Meily Assbú Linhales 
 
Capítulo 12 - Novas conformações do campo esportivo: os esportes na natureza, 359
Cleber Augusto Gonçalves Dias
 
Capítulo 13 - O esporte brasileiro em tempos de exceção: sob a égide da ditadura (1964-1985), 387
Marcus Aurelio Taborda de Oliveira
 
Capítulo 14 - Os anos 1980, a juventude e os esportes radicais, 417
Rafael Fortes
 
Capítulo 15 - Futebol e identidade nacional: reflexões sobre o Brasil, 453
Simoni Lahud Guedes
 
Capítulo 16 - Esporte, globalização e negócios: o Brasil dos dias de hoje, 481
Antônio Jorge Soares e Alexandre Fernandes Vaz
 
Capítulo 17 - Globalização e espetaculo: o Brasil dos megaeventos esportivos, 505
Gilmar Mascarenhas de Jesus

Mary Del Priore, Victor Andrade de Melo
24/05/2012

Lógicas da emoção (resenha)

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Simoni Lahud Guedes
24/05/2012

Nações em campo

De pátrias e de chuteiras, 7
Édison Luis Gastaldo e Simoni Lahud Guedes

Parte 1 - O espetáculo quadrienal da nação brasileira, 13

"Os campeões do século": notas sobre a definição da realidade no futebol-espetáculo, 15
Édison Luis Gastaldo

O ethos capitalista e o espírito das copas, 39
Arlei Sander Damo

Os europeus do futebol brasileiro ou como a "pátria de chuteiras" enfrenta a ameaça do mercado, 73
Simoni Lahud Guedes

A Pátria na "imprensa de chuteiras": futebol, mídia e identidades brasileiras, 87
Édison Luis Gastaldo

Copa de 70: o planejamento México, 103
Antonio Jorge G. Soares, Marco Antonio Santoro Salvador e Tiago Lisboa Bartholo

Parte 2 - Países do futebol: Argentina e Brasil nas Copas do Mundo, 125

De criollos e capoeiras: notas sobre futebol e identidade nacional na Argentina e no Brasil, 127
Simoni Lahud Guedes

Tropicalismos y europeísmos: la narración de la diferencia entre Argentina y Brasil a través del fútbol, 147
Pablo Alabarces

Jogo Bonito versus Fútbol Criollo: imprensa e "olhar" argentino sobre nosso futebol, 165
Ronaldo Helal

Entre el infierno y la gloria: crisis, política y mundiales: Argentina y la Copa del Mundo de 2002, 197
Pablo Alabarces

Édison Gastaldo, Simoni Lahud Guedes
24/05/2012

O Brasil nas Copas do Mundo: tempo “suspenso” e história

As Copas do Mundo constituem-se, para os brasileiros, em verdadeiros rituais nacionais, ocasiões em que se celebra a brasilidade, construção simbólica da unidade nacional, “suspendendo-se”, de certo modo, as diferenças e desigualdades que permeiam a estrutura social. Para que tal processo se efetive, é necessário que nestes períodos constitua-se um tempo próprio e uma história própria. Este processo supõe a “suspensão” do tempo cotidiano, estabelecendo feriados prolongados e acionando a memória da participação dos selecionados brasileiros nas copas do mundo. Contudo, isto não significa que tais eventos sejam imunes às conjunturas históricas nas quais se realizam, o que se evidencia, em especial, nas discussões sobre as derrotas brasileiras. As avaliações da derrota brasileira na Copa de 1998, na França, são um importante exemplo de como a história penetra neste tempo “suspenso”. Pretende-se refletir, nessa direção, acerca do surgimento da categoria de “estrangeiros” ou “europeus”, que, aplicada a jogadores brasileiros que jogam no exterior, elabora a questão dos mercados transnacionais através do futebol.

Simoni Lahud Guedes
24/05/2012

O Brasil no campo de futebol

Apresentação, 11

Futebol e identidade nacional
1. O povo brasileiro no campo de futebol, 19
2. De dramas e glórias nacionais, 39
3. O Salvador da Pátria: considerações em torno da imagem do jogador Romário na Copa do Mundo de 1994, 61

O futebol na vida dos trabalhadores urbanos
4. O futebol e a reapropriação do espaço urbano em bairro de trabalhadores, 81
5. Os trabalhadores e o futebol no Rio de Janeiro: a fundação do Bangu e a demarcação social da cidade, 101
6. A construção do corpo masculino nas escolinhas de futebol, 117

Simoni Lahud Guedes
24/05/1998

Pelé e o complexo de vira-latas

O presente trabalho tem como objetivo entender os discursos raciais construídos no Brasil ao longo de cinqüentas anos, analisando um exemplo em particular: alguns fatos importantes da trajetória de vida de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Dentro deste contexto, procuro pesquisar a forma como este personagem construiu-se como uma das figuras mais importantes da vida nacional e também o rosto que representa o Brasil no cenário internacional, como jogador de futebol e que atualmente sua fama é reproduzida através de comerciais em que é “garoto-propaganda” em diversos países. Neste sentido, a intenção é compreender como este ex-atleta prolongou sua fama ao longo destes anos e também como a permanência de sua imagem ao longo dos anos provocou e ainda suscita debates acerca das questões raciais no contexto brasileiro. Argumento que Pelé em muitos momentos da história foi uma figura que interligou vários dos discursos raciais que eram discutidos no senso comum, a intelectualidade e também entre os formadores de opinião. Por esta razão, o ex-jogador de futebol fomenta grandes polêmicas em relação a seus posicionamentos na vida nacional e provoca um debate acalorado em torno das questões raciais candentes.

Palavras-chave: discursos raciais, modernidade, intelectuais, complexo de “vira-lata”, Pelé.

Ana Paula da Silva
24/05/2012

Projetos sociais esportivos e as novas trajetórias dos atletas profissionais

Multiplicam-se, hoje, no Brasil, os projetos sociais que objetivam realizar uma intervenção físico-moral em crianças e jovens das camadas mais pobres da população, utilizando os esportes como estratégia pedagógica privilegiada. Estes projetos são bem distintos entre si, retendo diferenças perceptíveis tanto em sua formatação institucional quanto em suas formas de execução. Nesta comunicação sustenta-se a hipótese, contudo, que operam a partir de uma plataforma comum, baseada na naturalização do valor pedagógico dos esportes, complementar à valorização da educação formal, ideário que se legitima a partir de uma determinada visão da sociedade. Discutindo algumas questões já levantadas em um projeto de pesquisa mais amplo, em andamento, serão também aqui elaboradas algumas hipóteses acerca da inserção de atletas e ex-atletas profissionais em projetos sociais.

Simoni Lahud Guedes, Júlio D’Angelo Davies e Roberta Brandão Novaes
24/05/2012

Sobre a disciplina no futebol brasileiro

O futebol, como todos os esportes, é uma prática intensamente controlada e regulamentada. Desde o século XIX, várias formas de intervenção sobre o corpo, o desempenho, a atuação e, até, a vida privada dos atletas, vêm sendo implementadas por instituições desportivas diversas. Este fenômeno pode ser denominado como disciplinarização, compreendido aqui como manifestação da sociedade disciplinar moderna, no sentido proposto por Michel Foucault, considerando, também, a contribuição de Norbert Elias. Este trabalho enfoca alguns aspectos do processo de disciplinarização no futebol brasileiro, através da Justiça Desportiva. Esta instituição incorpora, simultaneamente, regulamentações provenientes de associações e federações desportivas, de caráter privado, e regulamentações estatais, resultantes do processo de intervenção do Estado Brasileiro nas instituições e nas práticas esportivas. Serão analisados dois momentos da Justiça Desportiva brasileira através de dois estudos de caso referentes a dois jogadores, um, na década de 1970, outro nos anos recentes. Esta proposta analítica permitirá apontar, também, as mudanças na estrutura sócioeconômica do futebol, em termos mundiais e seus reflexos no Brasil. A análise destes dois casos permitirá, ainda, elaborar algumas proposições acerca da relação entre os jogadores, os clubes de futebol e a Justiça Desportiva brasileira, enfocando as expectativas em termos de internalização da disciplina e do autocontrole.

Palavras-Chave: Antropologia do Esporte, Disciplina, Futebol, Justiça Desportiva

André Gil Ribeiro de Andrade
24/05/2012

Uma leitura do 'racismo à brasileira' a partir do futebol

O objetivo deste estudo é analisar o "racismo à brasileira", a partir do futebol. O texto foi organizado em quatro capítulos. O primeiro capítulo analisa os sinais contraditórios do debate racial no Brasil, ou seja, se, por um lado, no século XIX, emergiu uma ideologia em que o motivo do atraso sócio-econômico-cultural do Brasil poderia ser atribuído à presença do negro como partícipe do povo brasileiro, por outro lado, foi sob a ideologia da “fábula das três raças” (DaMatta, 1981) que a identidade nacional foi construída. Os demais capítulos tratam das construções históricos-sociais sobre o "racismo à brasileira" e sua manifestação no futebol. A partir dos modelos selecionados pode-se observar que o futebol brasileiro ilustra a especificidade do “racismo à brasileira”. O segundo e terceiro capítulo analisam a face da "inclusão" do "racismo à brasileira". A literatura histórica e sociológica apresenta a forma como as representações positivas sobre a raça negra foram incorporadas para a construção afirmativa da identidade brasileira. No fio da navalha entre integrar e situar o negro na estrutura hierarquizada da sociedade brasileira (DaMatta, 1981), o efeito perverso do elogio ao afro-brasileiro, no espaço do futebol, seria a delimitação dos seus locais de atuação que, por sua vez, contribuíram para a afirmação e a manutenção de hierarquias sociais. O quarto capítulo observou a face da "exclusão" do "racismo à brasileira". A partir da rememoração de textos acadêmicos da culpabilização do ex-goleiro Barbosa, na Copa de 50, buscou-se ilustrar a existência do racismo no Brasil. No plano simbólico, Barbosa se tornou um dos emblemas necessários para denunciar a existência do racismo, no país da "democracia racial". A memória acadêmica tem a função de manter vivo o debate sobre a permanência do racismo na sociedade brasileira.

Palavras-chave: racismo; futebol; identidade nacional.

Bruno Otávio de Lacerda Abrahão
24/05/2012

Universo do futebol

Introdução, 13
Roberto DaMatta

Esporte na sociedade: um ensaio sobre o futebol brasileiro, 19
Roberto DaMatta
1. O futebol como ópio do povo, 21
2. O esporte na sociedade e a sociedade no esporte: uma perspectiva, 23
3. O futebol em diferentes sociedades, 25
4. As dramatizações do futebol, 30
4.1 A questão do destino em oposição à biografia, 30
4.2 O problema das regras universais em oposição ao desejo de grupos e indivíduos, 35
5. Conclusões, 40
6. Bibliografia, 41

Na zona do agrião. Algumas mensagens ideológicas do futebol, 43
Luiz Felipe Baêta Neves Flores
I. A ideologia da permanência, 46
1. Indivíduo, ascensão social, democracia, 46
2. Espaço e tempo, 48
3. Ideologia política e futebol, 49
4. Defesa e não violência, 51
II. A ideologia da transformação, 52
III. Comentários finais, 57

Subúrbio: celeiro de craque, 59
Simoni Lahud Guedes
1. Qualificação dos entrevistados, 62
2. Uma carreira frustrada, 63
3. Primeira fase: o sonho, 63
4. Segunda fase: a luta, 63
5. Terceira fase: a brincadeira, 71
6. Conclusão, 74

O momento feliz, reflexões sobre o futebol e o ethos nacional, 75
Arno Vogel
1. O país do futebol, 77
2. "The simplest game", 79
3. Glória e agonia, 80
4. Um lugar entre as nações, 82
5. Jornadas de glória, 83
6. A tragédia do Maracanã, 87
7. Tempos amargos, 91
7.1 As formas do luto, 92
7.2 O que a morte tem a ver com a vergonha, 92
7.3 A honra e a máscara, 95
8. O momento feliz, 100
8.1 Tudo ou nada, 101
8.2 Garra e categoria ou a grande vitória, 102
8.3 Arte contra força, 109
8.4 O maior carnaval, 110
9. Conclusões, 112
10. Bibliografia, 114
 

Roberto DaMatta
24/05/1982