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A cena do boxe: relações de amizade: Cassius Clay e Malcolm X (parte III)

José Paulo Florenzano

Na manhã seguinte à conquista do título mundial dos pesos pesados, selada na noite de 25 de fevereiro de 1964, Cassius Clay e Malcolm X se reuniram para um breakfast no hotel Hampton House, em Miami, onde ambos se encontravam hospedados – o segundo a convite do primeiro. A imprensa estadunidense via com um misto de apreensão e perplexidade a súbita metamorfose do lutador de boxe, cuja ruptura com a representação convencional do herói esportivo colocava o establishment em alerta. Malcolm X, por sua vez, procurava auxiliar os repórteres na árdua tarefa de decifrar a significação histórica da nova personagem, mediante a realização de um exercício comparativo envolvendo um ícone do passado:

Clay é o melhor atleta negro que já vi, um homem que significará mais para seu povo do que qualquer atleta antes dele. Ele significará mais do que Jackie Robinson, pois Robinson era um herói dos brancos. A imprensa branca queria que Clay perdesse. Eles queriam que ele perdesse por ser muçulmano.[1]

Em contraposição à Jackie Robinson, o astro negro do beisebol que se transformara em 1947 no símbolo do processo de integração racial no esporte, Malcolm X sublinhava o caráter perturbador que o Atleta de Alá representava para a ordem sociorracial nos Estados Unidos – desassossego expresso no desejo nada recôndito de vê-lo derrotado no ringue. De fato, como se não bastasse a conversão à religião muçulmana e a pertença à Nação do Islã, havia, ainda, para elevar a ansiedade geral da grande imprensa, a perigosa proximidade do jovem boxeador com a liderança radical do movimento negro. Com efeito, Malcolm X assumia, então, a posição de “mentor muçulmano” de Muhammad Ali, estreitando as relações de amizade tecidas desde o instante em que se conheceram nos idos de 1962.[2]  No início de 1964, embora já se encontrasse suspenso da Nação do Islã, Malcolm X esteve em Miami a convite de Cassius Clay para acompanhar a disputa do título mundial. Depois da luta, ambos se reuniram novamente no Harlem para uma “conferência” no Hotel Theresa.[3] Em seguida, realizaram um “tour” pela sede das Nações Unidas, sendo recebidos por representantes diplomáticos de diversos países africanos, dentre os quais, Sory Coulibaly, presidente do Comitê Especial sobre o Colonialismo da ONU.[4]

Malcolm X fotografa Muhammad Ali após sua vitória contra Sonny Liston em 1964. Foto: Wikipedia.

As relações de amizade entre Malcolm X e Cassius Clay, no entanto, não incomodavam somente a imprensa estadunidense. Elas suscitavam preocupação também na cúpula da Nação do Islã. De fato, antes de se recriar como Muhammad Ali, Cassius Clay se transfigurara, embora por um breve lapso de tempo, em Cassius X.[5] Mais do que uma etapa transitória na direção da identidade definitiva, esta personagem de existência efêmera traduzia a disputa de Elijah Muhammad e Malcolm X em torno da renomeação do novo campeão mundial dos pesos pesados. No começo de março, com efeito, logo após a visita ao representante da Nigéria nas Nações Unidas, Chief S. O. Adebo, o jovem boxeador reuniu os jornalistas para anunciar que, doravante, ele se autodenominava “Cassius X Clay”.[6] Concebido sob a inspiração de Malcolm X, o novo ator adentrava a cena do boxe, no entanto, natimorto, pois, sem perda de tempo, Elijah Muhammad interveio para manter o pugilista na órbita de influência da Nação do Islã, abortando o plano do líder dissidente de levá-lo para o movimento negro nacionalista em gestação.[7] Por meio de uma transmissão radiofônica realizada no dia 6 de março, em Chicago, Elijah Muhammad propôs a fórmula definitiva para o nome do pugilista:

Esse nome Clay [X] não possui um significado divino. Espero que ele aceite ser chamado por um nome melhor. Muhammad Ali é o nome que darei a ele, enquanto acreditar em Alá e me seguir.[8]

Desse modo, no gesto histórico mediante o qual o campeão dos pesos pesados assinalava a ruptura com o nome de origem escrava, Cassius Marcellus Clay, instalava-se o conflito entre as duas principais lideranças da Nação do Islã, interessadas em recrutá-lo como aliado estratégico na batalha política que os dois travavam pelo controle da militância muçulmana.[9] Além disso, a querela nos ajuda a compreender o desencontro nas relações de amizade de Cassius Clay e Malcolm X. Pois, no exato instante em que o primeiro tornava pública sua pertença à Nação do Islã, colocando-se em linha de continuidade com as suas diretrizes ideológicas, o segundo anunciava sua saída da organização religiosa, redefinindo em termos políticos o islamic way of life.[10]

Muhammad Ali, após a morte de Malcolm X, afirmou que o afastamento em relação ao líder negro estava entre seus grandes arrependimentos na vida. Foto: Reprodução.

Convertido à Nação do Islã em 1948, quando se encontrava preso pelos crimes cometidos durante a juventude, Malcolm X transformar-se-ia ao longo do decênio seguinte na liderança mais carismática do movimento muçulmano. A partir da Mesquita nº 7 do Harlem, ele atraía e conquistava novos seguidores para a Nação do Islã, convertendo-se, ao mesmo tempo, em uma ameaça potencial à posição de poder de Elijah Muhammad. No começo dos anos sessenta as divergências refletiam-se em diversos planos, comportamental, teológico e, sobretudo, político, tornando inevitável a colisão.[11]

De fato, como corolário da defesa do estado separado, a organização dirigida por Elijah Muhammad mantinha-se afastada das manifestações articuladas pelo movimento dos direitos civis, forçando a militância religiosa a abster-se das ações deslanchadas contra a ordem social instituída a favor da maioria branca. Nas palavras de Malcolm X, ela “não se comprometia” com as lutas do “nosso povo”, limitando-se a “enfatizar a importância da reforma moral” no plano do comportamento, isto é, prescrevendo aos seguidores não beber, não fumar, não cometer adultério etc. O líder dissidente acreditava que a Nação do Islã deveria ingressar e radicalizar a batalha pelos direitos civis, engajando-se em um movimento que na primeira metade dos anos sessenta adquiria novos contornos e significados. Conquanto reiterasse a crítica em relação ao postulado da não violência, Malcolm X estava persuadido de que era chegado o tempo de assumir a ofensiva na mobilização contra o racismo. “Todos estes fatores me levaram a sair da organização”.[12]

A partir daí Malcolm X seguiria um itinerário próprio, peregrinando à Meca, viajando a Gana, perfazendo um percurso intelectual que o levaria a reformular a crença religiosa e a militância política através da criação de duas novas entidades: uma, de caráter mais religioso, a Mesquita Muçulmana; a outra, de caráter mais político, a Organização da Unidade Afro-Americana.[13] Porém, os interesses em jogo, os conflitos com a Nação do Islã, bem como a radicalização do contexto histórico, acabaram abreviando-lhe a trajetória, interrompida de modo brutal no assassinato ocorrido em 21 de fevereiro de 1965, no Harlem, quando se preparava para fazer um discurso no Audubon aos adeptos da Organização da Unidade Afro-Americana.[14]

Malcolm X após sua peregrinação a Meca em 1964. Foto: Wikipedia.

Uma trajetória sem dúvida cambiante, mas que nos desvela a plasticidade da condição humana, as múltiplas formas de subjetivação que ela encerra, bem como as inúmeras linhas de fuga que dispõe para atravessar os dispositivos de poder, colocando-se em movimento contínuo na tarefa indefinida pela conquista da liberdade. A princípio conhecido como Detroit Red, codinome do “delinquente juvenil” envolvido no mundo do crime, na gangue de esquina e na violência do gueto; em seguida convertido à herética Nação do Islã, onde, renomeado Malcolm X, projetara-se nacionalmente como adepto intransigente da autodefesa e como defensor ardoroso do separatismo racial; ele acabaria, em sua derradeira metamorfose, assumindo a identidade de El-Hajj Malik El-Shabazz, o líder do nacionalismo negro imerso na corrente da ortodoxia islâmica, impelido pelos ideais do pan-africanismo, ativamente comprometida com a mobilização contra o racismo na sociedade estadunidense.

Eis o ponto chave que demarcava o desencontro no plano político entre Malcolm X e Cassius Clay. Discursando para cerca de quarenta integrantes da Associação Metodista dos Ministros do Brooklyn, o líder dissidente indicava a mudança de rota que, uma vez livre da disciplina hierárquica imposta pela Nação do Islã, pretendia adotar, solicitando aos negros “que saiam e se juntem a qualquer organização de direitos civis existente”.[15]  O novo campeão mundial dos pesos pesados, em contrapartida, reafirmava a tese do separatismo racial defendida pela Nação do Islã, declarando logo após a conquista do cobiçado cetro que não participava de “nenhuma marcha de integração” promovida pelo movimento dos direitos civis.[16]

“Na selva”, argumentava o pugilista, “leões ficam com leões e tigres com tigres, pássaros vermelhos ficam com pássaros vermelhos e pássaros azuis com pássaros azuis. Assim também é a natureza humana, conviver com os da mesma espécie.”[17]

Malcolm X, que se projetara no cenário nacional esgrimindo a mesma tese do separatismo racial, exortava, agora, a todo e qualquer integrante da comunidade afro-americana a ingressar no campo dos direitos civis, de preferência armado com a própria “espingarda ou rifle”, de forma “legal e legítima”, consoante o princípio da autodefesa: “Os brancos ficarão chocados quando descobrirem que o pequeno negro passivo que eles conheciam” encontrava-se doravante transformado em “um leão que ruge”.[18] Malcolm X, porém, não viveria o bastante para ver o leão que ruge saltar para o palco da história transfigurado na pantera negra. Muhammad Ali, por sua vez, viveria tempo suficiente para se converter no autor de si mesmo, desvencilhando-se da tutela sob a qual a autoridade suprema da Nação do Islã pretendia mantê-lo.

Muhammad Ali discursa em uma conferência de imprensa. Foto: Reprodução.

Nas encruzilhadas do labirinto racial, Malcolm X e Muhammad Ali se desencontraram, seguindo caminhos diferentes na luta comum contra o racismo. Mas a troca de experiências, conquanto breve, havia sido intensa, envolvendo duas personagens que se recriavam mutuamente, sendo que a estratégia do líder do nacionalismo negro não excluía o emprego da força física como autodefesa, assim como a do campeão dos pesos pesados não ignorava a palavra como arma de ataque, ao contrário, tornava-a imprescindível e indissociável do estilo que criara no ringue. Nesse sentido, se, como salienta o sociólogo Loïc Wacquant, o mais importante no universo do boxe “transmite-se, adquire-se e desdobra-se aquém da linguagem e da consciência”, podemos argumentar, em contrapartida, que a partir da ascensão de Muhammad Ali o boxe se redefinia, para além de uma prática intensamente corporal, também enquanto uma prática de liberdade visceralmente discursiva.[19] Doravante, o lugar da ação se deslocava e desdobrava para vários momentos interligados. Conforme assinala o historiador Randy Roberts, ela se desenrolava antes de o boxeador subir ao ringue, durante a pugna no tablado, entre uma luta e outra e depois de cada embate.[20] A habilidade discursiva de Muhammad Ali pegava no contrapé os analistas da nobre arte, os quais não se cansavam de externar a perplexidade diante de um comportamento que não se encaixava nos padrões sancionados pela tradição.

Pois, além dos esquemas físicos, emocionais e mentais adquiridos no ginásio de treinamento, como nos mostra a etnografia de Loïc Wacquant, o boxe na era Ali implicava a palavra e a transformava no instrumento de luta aberta contra o racismo. O combate físico travado no tablado se desdobrava em um combate verbal desenvolvido na sociedade através de uma habilidade que se apoiava na tradição cultural dos negros urbanos. Ela se expressava nas composições poéticas do pugilista, nas predições a respeito das lutas, nos insultos dirigidos aos adversários. Em 1964, por exemplo, a disputa pelo cetro de campeão mundial dos pesos pesados transformara-se na Holy War (Guerra Santa), enquanto o adversário, Sonny Liston, vira-se retratado como Big Ugly Bear (Grande Urso Feio).[21] A conquista do título, por sua vez, lhe assegurava a chance de endereçar ao público novas provocações, como, por exemplo, na autoproclamação: I am the greatest! (Eu sou o maior!).

À primeira vista, a asserção I am the greatest! certamente soava esnobe e pretensiosa. Todavia, como salienta o ensaísta Michael Oriard, enunciada no contexto dos anos sessenta, ela implicava adotar um tom aberto de desafio à resignação social imposta à comunidade afro-americana, retirar a “máscara de silêncio humilde” que dela se exigia e esperava. Encarada sob esse prisma, decerto, a frase traduzia “um ato original e radical” que prenunciava a mudança no padrão de comportamento na esfera esportiva.[22]

Em suma, a criação histórica do Atleta de Alá assumia diversas feições ao longo de uma trajetória atribulada, repleta de reviravoltas e de possibilidades de vir a ser, como, precisamente, a representada pela figura de Cassius X, personagem de existência efêmera, concebida no quadro da amizade estabelecida com Malcolm X, uma amizade que, indiscutivelmente, tanto para a Nação do Islã quanto para a Nação Americana, revestira-se de um caráter ameaçador.


Notas

[1] In: Remnick, David, O rei do mundo: Muhammad Ali e a ascensão de um herói americano. São Paulo, Companhia das Letras, 2000, pp. 230-231. A declaração citada pelo jornalista encontra-se, por sua vez, em: “The first days in the new life of the champion of the world”, Sports Illustrated, Huston Horn, March 9, 1964, v. 20, n. 10.

[2] Cf. “The Black Muslim hope”, Sports Illustrated, March 16, 1964, v. 20, n. 11.

[3] Cf. “Malcolm X`s role dividing muslims”, 25 fev. 1964, “Clay talks with Malcolm X here”, 2 mar. 1964, ambas as matérias publicadas no The New York Times.

[4] Cf. “Clay, on 2-hour tour of U.N., tells of plans to visit Mecca”, The New York Times, 5 mar. 1964.

[5] Como já assinalado em artigo anterior, a utilização do X no sobrenome da maioria dos integrantes da Nação do Islã representava a origem africana perdida no contexto da escravidão. Cf. Roberts, Randy. The wide world of Muhammad Ali: the politics and economics of televised boxing. In: Muhammad Ali: the People`s Champ. Edited by Elliot J. Gorn. Chicago: University of Illinois Press, 1997, p. 42.

[6] Cf. “Clay puts Black Muslim X in his name”, The New York Times, 7 de março de 1964. A historiografia registra a existência fugaz de Cassius X, mas não lhe atribui muita importância. Cf. Roberts, Randy, op. cit., p. 42. Cf. Remnick, David, op. cit., pp. 234-236.

[7] Cf. Marable, Manning, Malcolm X: uma vida de reinvenções. São Paulo, Companhia das Letras, 2013, p. 323. “Seria essa a intenção de Malcolm – usar sua estreita relação com Clay para reformar a Nação a partir de dentro, ou criar um novo movimento muçulmano fora dela? ” Segundo o historiador, do ponto de vista de Elijah Muhammad, o boxeador “era propriedade valiosa da Nação do Islã e precisava ser preservado”.

[8] Cf. “Clay puts Black Muslim X in his name”, The New York Times, 7 de março de 1964. Cf. Remnick, David, op. cit., p. 237. Segundo o jornalista: “Malcolm ouviu o discurso no rádio do carro e ficou revoltado. ´Foi uma jogada política`, disse. ´Ele fez isso para evitar que Clay me apoiasse”.

[9] Cf. “Loss of bicycle got Clay rolling”, Gerald Eskenazi, 26 de fevereiro de 1964. Neste artigo o jornalista atribui a origem remota do nome do pugilista ao proprietário de escravos do Kentucky, e embaixador dos Estados Unidos na Rússia, Carlos Marcellus Clay. Já a matéria da Associated Press, “Clay says he has adopted Islam religion and regards it a way to peace”, 28 de fevereiro de 1964, identificava o boxeador como “descendente de um escravo fugitivo do Kentucky”, informação que deve ser recebida com a devida cautela. Ambas as reportagens publicadas no The New York Times.

[10] Cf. “Malcolm X splits with Muhammad”, The New York Times, 9 mar. 1964. A expressão “islamic way of life” encontra-se no texto de Wiggins, David K. Victory for Allah: Muhammad Ali, the Nation of Islam and American society. In: Muhammad Ali: the People`s Champ. Edited by Elliot J. Gorn. Chicago: University of Illinois Press, 1997, p. 95.

[11] Marable, Manning, op. cit., p. 338.    

[12] Entrevista concedida a Barnes, Jack; Sheppard, Barry, In: La protesta negra. Era, Cidade do México, 1965, p. 119. Cf. “Malcolm X`s Role Dividing Muslims”, The New York Times, 25 fev. 1964.

[13] Além da organização religiosa, The Muslim Mosque, Inc., Malcolm X fundara também uma organização política, a Organização da Unidade Afro-Americana, com o objetivo de “utilizar todos os meios necessários para fazer surgir uma sociedade na qual os 22 milhões de afro-americanos sejam reconhecidos e respeitados como seres humanos”. (p. 120).

[14] Sobre o assassinato de Malcom X, ver Marable, Manning, op. cit.

[15] Cf. “Malcolm X plans Muslim Crusade”, The New York Times, 3 abr. 1964.

[16] Cf. “Clay say he has adopted islam religion and regards it as way to peace”, The New York Times, 28 fev. 1964.

[17] Cf. “Clay discusses his future, Liston and Black Muslims”, Robert Lipsyte, The New York Times, 27 fev. 1964.

[18] Cf. “Malcolm X sees rise in violence”, M. S. Handler, The New York Times, 13 mar. 1964.

[19] Wacquant, Loïc. Corpo e alma: notas etnográficas de um aprendiz de boxe. Rio de Janeiro, Relume Dumará, 2002, p. 15. Cf. A Gazeta Esportiva Ilustrada conferia-lhe o título de “o mais falante boxeador que a história conheceu até esta data” Cf. “Clay venceu dois numa só noite: Terrel e WBA”, n. 319, 1ª quinzena de fevereiro de 1967.

[20] Roberts, Randy, op. cit., p.40.

[21] De acordo com o historiador Lawrence W. Levine, os ritualized insults, tão característicos do pugilismo na era Ali, “envolvem relações simétricas com duas ou mais pessoas que são livres para se insultarem umas às outras, assim como aos seus ancestrais”. Apud Roberts, Randy, op. cit., p.40.

[22] Oriard, Michael. Muhammad Ali: the hero in the age of mass media. In: Muhammad Ali: the People`s Champ. Edited by Elliot J. Gorn. Chicago: University of Illinois Press, 1997, p. 9.

Como citar

FLORENZANO, José Paulo. A cena do boxe: relações de amizade: Cassius Clay e Malcolm X (parte III). Ludopédio, São Paulo, v. 129, n. 5, 2020.