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A emergência da paixão clubística na capital mineira: “das fundas sympathias aos torcedores enragés” (1916-1930)

Georgino Jorge de Souza Neto, João Pedro Mota Salgado

Buscamos neste texto o apontamento dos meandros que permitiram a consolidação do sujeito social “torcedor” na cidade de Belo Horizonte, com toda a sua singularidade, imerso no universo futebolístico como um personagem não apenas emblemático, mas fundamentalmente importante para fazer, com a sua paixão, girar a engrenagem do futebol e dos aspectos que orbitavam em torno dele.

Os últimos anos da década de 1910 e a década de 1920 representaram um período estruturador para a composição da prática social denominada “torcida”. Os mesmos fundam a passagem transitória da assistência ao torcer. Assim, aponto aqui os indícios que marcaram as mudanças que serviram de base para a constituição do pertencimento clubístico arraigado entre os habitantes da recém-inaugurada capital mineira.

Em se tratando de futebol, os mecanismos da diversão espetacularizada se desenvolveram rapidamente, sempre visando o público espectador. A formação de um mercado consumidor que se propagava em torno do futebol, a partir de uma organização e estruturação até então inexistentes, se constituiu como uma forte característica desse período de passagem. Os campeonatos da cidade, promovidos pela Liga Mineira de Sports Athleticos, se integraram ao calendário de eventos da capital. A crescente popularidade do esporte despertava, então, o interesse de grupos que passaram a enxergar no espetáculo esportivo uma excelente possibilidade de renda e lucro. Renda e lucro que se potencializavam quando associados a um sentimento de afeição e predileção pelos clubes.

Referências indiciárias deste processo puderam ser captadas em periódicos locais, sinalizando a apropriação de “marcas” que continham a identidade clubística. Os hinos dos clubes se tornavam indicadores relevantes da representação estabelecida entre os clubes e os seus “torcedores”. Em 1922, uma nota do “Minas Geraes” descrevia a criação do “hymno do Palestra”, dizendo que “a casa ‘Carlos Gomes’, do sr. L. Cantagalli, acaba de editar e por à venda o hymno do Palestra, letrado pelo academico Tolentino Miraglia e musica do maestro Buzachi”[1][2]. Imagina-se quem compraria o hino do Palestra, senão alguém fortemente guiado pelo pertencimento clubístico e identitário?

A criação do Palestra Itália, aliás, deve ser destacada como essencial para o desenvolvimento da noção de identidade entre clube e sociedade. Ao ser fundado, em janeiro de 1921, como um clube de futebol representativo da colônia de imigrantes italianos residentes na capital, o Palestra inaugurava a lógica do pertencimento de forma mais explícita. Os imigrantes italianos, notadamente os comerciantes, não só apoiavam financeiramente o clube, como enxergavam nele uma oportunidade de reconhecimento social. Nesta lógica, cabe a consideração de que o clube italiano representava um projeto de valorização da colônia e seus integrantes, como uma forma de participação mais ativa na vida social da cidade.

Essa imediata identificação, entre colônia e instituição esportiva, alça o Palestra, em pouquíssimo tempo, à condição de um time de futebol popular e importante no cenário desportivo da cidade. Tanto que, em viagem a cidade de Villa Nova de Lima, para disputar uma partida com a forte equipe local, o Palestra promoveu uma excursão àquela localidade, com o intuito de levar os seus muitos admiradores e torcedores. Nos periódicos encontram-se referências a este fato, informando que “na Casa Ranieri, […] acha-se uma lista para receber as assignaturas de todos os torcedores do quadro palestrino que quizerem acompanhar o Palestra àquella localidade”. No dia seguinte poderia se ler: “[…] segue amanhã para Villa Nova a embaixada desportiva do Palestra. Seguem juntamente numerosos torcedores daquele club”[3].

Outro acontecimento que demonstrava a constituição de um público consumidor em torno da prática do futebol situou-se na inauguração de periódicos específicos do esporte, em meio á efemeridade que caracterizava os jornais da época. O “Foot-Ball”, em 1917, e “O Treno”, em 1918, surgiam no cenário da imprensa belorizontina, acreditando no desejo dos sportmen da cidade de ver exposto o universo desportivo que se consolidava na capital mineira.

Na sua primeira edição, o jornal “O Foot-Ball” traz o seguinte discurso no seu editorial de apresentação, destacando a importância do surgimento de um periódico esportivo:

Apparece, hoje, nesta Capital, O FOOTBALL. Jornal essencialmente sportivo, tendente a desenvolver, na proporção dos seus esforços o enthusiasmo da nossa mocidade pelas cousas de tão atrahente quão salutar divertimento, cuja origem foi embalada nas terras longinquas da loira Albion. […] Atirando, hoje, á publicidade este primeiro numero, podemos garantir aos nossos jovens leitores e queridos sportmens que vae, nelle, todo o calor de uma esperança, todo um esforço despendido, todo um enthusiasmo de uma alma moça. […] Assim, só nos resta agradecer ao amavel leitor a distincção que, por accaso, nos dispensar, e nós, mandando-lhe, hoje, o primeiro numero de O FOOTBALL, dar-nos-emos por ditosos e felizes, se o nosso jornal puder cooperar, efficazmente para o progresso constante do movimento sportivo de Minas Geraes, envolvendo-o no surto grandioso das conquistas e dos triumphos[4].

A proposta editorial do jornal evidenciava a sua percepção do esporte (e do futebol), como “salutar divertimento”, reforçando a lógica da diversão por detrás do espetáculo esportivo. Dirigindo-se aos “jovens leitores e queridos sportmens”, o periódico confirmava a associação do seu público consumidor aos jovens desportistas da cidade, que tentavam promover o “progresso do movimento sportivo de Minas Geraes”. O aparecimento de um órgão noticioso do mo(vi)mento esportivo da cidade não acontecia por acaso. Ao contrário, ele era fruto de todo um ambiente elaborado pelas pessoas que viam nas práticas esportivas um eficiente canal de reprodução do ideário moderno, refletindo hábitos condizentes com a cidade que se desenvolvia rapidamente.

Nesta primeira aparição e em sua primeira página, O FOOT-BALL já assumia o seu papel de legítimo representante dos sportmens da cidade. Ao exigir das autoridades políticas uma maior atenção para com o estrato esportivo de Belo Horizonte, o mesmo lançava mão da apropriação do futebol pelos grupos distintivos da capital como justificativa para tal reivindicação. Para o cronista, a “fina assistencia que litteralmente encheu as archibancadas do Prado Mineiro”, no jogo entre o C. Regatas Flamengo e o America, representava a “verdadeira synthese da nossa melhor sociedade”, provando que “o foot-ball é um ‘sport’, não só o victorioso, como o predilecto”. Por este motivo, se tornava “preciso que os nossos governantes volvam suas vistas, auxiliando, não só material, como moralmente, a esse sport”.

A consolidação de um espaço onde o futebol e a torcida se fortaleciam cada vez mais pode ser captada por várias perspectivas, desde as mais evidentes, como a construção de estádios com melhor adequação, até as mais sutis, como os discursos impressos nos periódicos da época. Embora efêmeros, os jornais esportivos do final da década de 1910 oportunizam a emersão de pensamentos e representações construídas em torno do universo do futebol, especialmente do torcedor. Discursos que vão de críticas à conduta inadequada da assistência à exaltação da presença de personalidades políticas e sociais, passando mesmo pelas primeiras tentativas de um forjamento para uma “educação para o torcer”.

Um artigo em especial se mostrava bastante explícito neste sentido, no tocante à contundente crítica quanto ao comportamento dos espectadores. Intitulado “Aos Torcedores Inconvenientes”, o texto não assinado estabelece como teor central a suposta falta de educação que determinadas pessoas teriam ao se portarem nos campos de futebol de Belo Horizonte. Ao afirmar que “como fonte de quasi todos os disturbios nos ‘matches’ de ‘football’, temos, infelizmente, a assitencia apaixonada, isto é, o infalível e inevitavel grupo dos torcedores ‘enragés’”, o artigo procurava associar os desvios de conduta à paixão clubística, que já se apropriara de muitos torcedores. Utilizando uma palavra francesa para dar uma conotação de “torcedores raivosos”, a crônica acabava por estabelecer uma interessante antagonia, permitida muito particularmente nas partidas de futebol: era a “assistência apaixonada” que gerava o comportamento desviante. Amor e ódio, postos lado a lado. O amor pelo clube (pertencimento) que possibilitava o ódio à equipe adversária (rivalidade).

Assim, pertencimento e rivalidade, amor e ódio, paixão e raiva começavam a coabitar os entornos dos estádios belorizontinos. O texto ainda segue, trazendo importantes apontamentos. Em uma outra passagem, afirmava que:

[…] pondo de parte todas as conveniencias sociaes, mostra abertamente, a sua pouca educação, já arvorando-se em juizes, dando os seus pareceres, quase sempre descabidos e parciaes, já manifestando o seu aborrecimento nos lances e investida contrarias ao seu partido. […] Não obstante, infelizmente, devéras numerosa é a classe dos elementos desordeiros de que aqui fallamos. Raro é o ‘match’ de ‘football’ que, entre nós, se realisa calmamente, sem as vergonhosas scenas que o partidarismo arma onde quer que seja, desrespeitando todos os bons costumes e desmentindo, assim, os fóros de civilisação que nos attribuem… […] Quando praticado com delicadeza, ou melhor, conforme ordenam as pragmáticas da civilidade, o ‘footboll’ (sic) é, por certo, um jogo admiravel […]. Contenham, pois, os nossos torcedores as suas demasiadas e prejudiciaes expressões de enthusiasmo pelos clubs de que são admiradores, e procedam conforme as normas de boa educação, para que, d’ora avante, possamos assistir a ‘matches’ de ‘football’, verdadeiramente dignos de tal nome[5].

Ao mesmo tempo em que o periódico esportivo apontava o dedo contra o mau comportamento dos torcedores, ele também dava vazão a personagens da torcida que, no seu entendimento, eram não só adequados, como também desejáveis. Neste aspecto em particular, a mulher passava a ser uma figura de grande interesse, despertando comentários e inspirando crônicas, notas e artigos. Diferentemente dos primeiros anos do futebol na capital, a presença feminina pós-1915 indicava uma participação mais ativa, se posicionando com clara admiração e partidarismo fiel a um determinado clube (ou jogadores), sem embora perder o tom de elegância e glamour.

Um bom exemplo desta nova postura feminina nas arquibancadas é reverberado pelo periódico esportivo O Foot-Ball. Na sua edição de 21 de setembro de 1917, na seção denominada “Correspondencia das Torcedoras”, o jornal dá o tom exato do quanto a inserção das mulheres no futebol havia se consolidado (e se modificado). Dentre várias notas no interior da seção, duas podem ser aqui destacadas, ao retratarem as seguintes situações:

Madame A. N. – Lamentamos, deveras, a sua tristeza, por ter o Athletico perdido do America. Afinal, o que fazer? A sua “torcida” pelo club alvi negro ainda lhe dará um logar no ceo…

____

Senhorita C. B. – Nós a vimos no “match” America-Flamengo. E como estava lindamente encantadora, dando gritinhos nervosos e mostrando-nos, entre risos, o seu grande e sincero amor pelo club das Alterosas.[6]

No entanto, a crônica “Às Torcedoras” é que permite a melhor dimensão deste novo momento. Logo no trecho introdutório, percebe-se uma nítida associação entre o aumento do interesse feminino pelo bretão esporte com as transformações sociais ocorridas na capital. O autor refere-se a esta nova relação, alegando que “a radical mudança que, milagrosamente, se operou na sociedade horizontina, no que diz respeito às cousas de sports, é a mais bella victoria que o football conseguio no seio de nossas familias”. Correlacionar o esporte com uma vivência familiar só seria possível graças à nova mentalidade que se instituía em Belo Horizonte, que passava a valorizar cada vez mais práticas vinculadas a um pensamento moderno e progressista.

Ao contrário do que se imaginava anteriormente, a modernidade não inviabilizava a apropriação do futebol pela tradicional família mineira. Na sua continuidade, a crônica relatava que “[…] ainda ha bem pouco tempo, as nossas gentis patricias, ao verem os foot-ballers de calção atravessando as ruas, achavam-nos ridículos, grotescos”. E acrescentava, com ares de poesia, dando o contraponto da situação, que “os nossos campos não apresentavam o aspecto risonho e festivo de hoje, por isso que não eram aquecidos pelo sol de olhares femininos e não lhe recebiam a harmonia de seu sorriso crystalino […]”. A percepção das senhorinhas horizontinas se alterara radicalmente, como indicava outro instante do texto, onde lia-se:

Não ha quem não saiba o enthusiasmo que a assistencia fluminense sopra na alma do foot-baller. Não ha emoção mais grata ao foot-baller do que pelejar com a pelota sob os olhares de uma donzella que “torça” duplamente: Para si e para seu club. Felizmente, Bello Horizonte já tem um numero consideravel de “torcedoras”, que comprehendem o football, que nos momentos de angustia deixam escapar uma interjeição que exprime a afflição, o sofrimento de verem o “goal” de sua sympathia perigando. No “match” America-Flamengo vimos estampados nas physionomias de gentis “torcedoras” ares de tristeza, de inquietação, que as tornavam simplesmente mais encantadoras[7].

Na mesma edição, o periódico estampava uma charge, com o revelador título de “Torcedores”, mostrando o interesse do sexo feminino por assuntos ligados ao futebol da cidade, ilustrando uma mulher independente e liberada, como se nota pelas vestimentas e pela postura da figura feminina na charge. Desacompanhada (o que, para a época, era incomum), com uma postura altiva e elegante (beirando à sensualidade), e trajada nos moldes da moda parisiense, percebemos uma representação imagética da verdadeira dama da belle époque francesa, explicitando valores da modernidade e de um novo modo de vida, antenada o suficiente com os meandros do universo futebolístico a ponto de questionar sobre a não presença dos torcedores atleticanos em um determinado espaço da cidade.

Charge publicada no jornal O Foot-Ball, em 21 de setembro de 1917, p. 2.

A palavra “roda”, colocada no texto da charge, possuía a intenção de designar grupos de pessoas que torciam pelo mesmo time. Assim, existiam as rodas do America, do Athletico, do Yale, etc. As rodas desportivas surgem como uma forma de congregar nos mesmos espaços de convívio social torcedores de um ou de outro clube. Não por acaso a rua da Bahia era o grande centro convergente dos desportistas da cidade, e consequentemente abrigava a maior parte das “rodas” dos clubes de futebol da capital. Mais que local comum aos amantes dos esportes, a rua da Bahia representava o modo de vida smart, elegante e moderno de Belo Horizonte na passagem da década de 1910 para 1920. Não seria exagero algum afirmarmos que a rua da Bahia era a representação mineira da rua do Ouvidor carioca.

Em outro momento, um fato que mereceu atenção da imprensa foi a publicação de um comunicado anônimo, no Bar do Ponto, com ofensas indizíveis na ótica do periódico. Com o título de “O Espírito Engarrafado de Certos Torcedores Ranzinzas e Imbecis”, o jornal trazia uma nota sobre o ocorrido, na qual descrevia:

Infelizmente o meio sportivo da Capital ainda conta em seu meio com elementos profundamente curtos de intelligencia e falhos da mais leve tintura de educação, inteiramente enfermiços do cerebro. Ainda hontem, talvez procurando fazer espírito engarrafado, affixaram no Bar do Ponto, um communicado anonymo que aqui não transcreveremos para não nos nivelar à indecencia e a baixeza de quem, numa hora infeliz, o escreveu e deu, assim, prova de tão perfeita imbecilidade e completa ignorância[8].

Todo este clima hostil do futebol nas arquibancadas, oriundo da rivalidade entre as preferências clubísticas, levantava questionamentos inclusive sobre a sua legitimidade enquanto prática social permitida e vivenciada. O escritor carioca Coryntho da Fonseca, redige um artigo em dezembro de 1929 e publicado pelo Minas Geraes em janeiro de 1930, suscitando dúvidas quanto à importância social do futebol e criticando veementemente os conflitos gerados a partir da paixão exaltada de torcedores e jogadores. O texto, sob a denominação “O Foot-Ball não Merece o Título de Desporto”, surgia na seção Desportos do periódico oficial, e descrevia o seguinte entendimento do autor sobre o esporte bretão e seus admiradores:

[…] Não conheço, aqui, nem um caso de uma “court” de tennis ser invadida pela assistencia, impondo a introducção da cavallaria policial para desatar sururus ou para garantir os “referees” nem, ainda menos, para conter os próprios jogadores atracados aos bofetões e ponta-pés. Por maioria de razão não consta na história dos desportos aquaticos que, uma só vez que fosse, a pista tivesse sido invadida pelos “torcidas” […]. Não ha partida de football que não exija a comparencia de um policiamento reforçado. E não policiamento que se faça por motivos geraes de garantia da ordem em grandes agglomerações occasionaes. Nos campos de football, em todos os dias de partida, o policiamento nunca é, platonicamente, preventivo. Tem de ser repressivo. O “sururu” é do programma, não só entre o publico assistente, em que, de resto, não se podem apurar selecções esmiuçadoras, mas entre os proprios desportistas que tinham a obrigação funccional do bom exemplo de correcção de maneiras. […] Mesmo que grandes e excepcionaes fosse (sic) as virtudes do football, para a educação physica, taes virtudes não acham compensação, nos seus lamentaveis effeitos de deformação moral, tanto da assistencia como dos jogadores. […] Um desporto que suggere pensamentos de morte, que provoca, na multidão, gritos de lynchamento, não pode ter, não merece ter o nome de desporto, de meio louvavel para o desenvolvimento physico da raça[9].

Contra ou a favor, fato é que o “torcer” já era uma realidade bastante consolidada em Belo Horizonte a partir da década de 1930. O divertimento não se encontrava mais apenas em assistir às partidas, mas também em vibrar o seu pertencimento por um dos times disputantes. A figura do “torcedor” alterava os sentidos anteriormente instituídos, gestando, naquele instante, a definição de um grupo com forte penetração no cenário social da capital. A partir dali o futebol não seria mais só futebol.


[1] Adotamos, ao longo de todo o texto, a grafia original das publicações periódicas da época.

[2] MINAS Geraes. Belo Horizonte, 05 ago. 1922. Seção Desportos, p. 6.

[3] MINAS Geraes. Belo Horizonte, 28 jan. 1922. Seção Desportos, p. 12.

[4] O FOOT-BALL. Belo Horizonte, p. 1, 13 set. 1917.

[5] AOS TORCEDORES Inconvenientes. O foot-ball. Belo Horizonte, p. 4, 21 set.1917.

[6] O FOOT-BALL. Belo Horizonte, 21 set.1917. Seção Correspondencia das Torcedoras, p. 3.

[7] AS TORCEDORAS. O Foot-Ball.. Belo Horizonte, p. 2, 13 set.1917.

[8] NO MUNDO DOS SPORTS. O Estado de Minas. Belo Horizonte, p. 5, 25 out. 1928.

[9] MINAS Geraes. Belo Horizonte, 04 jan.1930. Seção Desportos, p. 14.