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“Batismo da casa nova” em “um bairro arrebentado”: crônica da Copa do Brasil de 2015

Mariana Mandelli

A série “Práticas torcedoras em territórios palmeirenses” é baseada na dissertação de mestrado de Mariana Mandelli, intitulada “Allianz Parque e Rua Palestra Itália: práticas torcedoras em uma arena multiuso” (Antropologia-USP, 2018). A pesquisa de campo foi realizada entre 2015 e 2017 nos arredores do Allianz Parque com o objetivo de investigar os efeitos da modernização do estádio da Sociedade Esportiva Palmeiras entre a torcida. Confira a série de textos aqui.

Foto: Mariana Mandelli


“No dia da final entre Palmeiras e Santos, evite aglomerações no entorno do Allianz Parque antes e depois da partida. Programe sua chegada ao estádio para um horário mais próximo à abertura dos portões. O respeito aos moradores do entorno é tão importante quanto comemorar a vitória do time do coração. Ao chegar e sair do Allianz Parque não colabore com a prática do comércio ambulante. O policiamento, a Subprefeitura da Lapa e a Guarda Civil Metropolitana desenvolverão uma ação intensiva de fiscalização do comércio irregular na região e o apoio da torcida para coibir essa prática é muito importante”.

Em 30 de novembro de 2015, três dias antes da partida final da Copa do Brasil entre Palmeiras e Santos, o clube alviverde publicou em sua página oficial no Facebook[1] o texto acima, de autoria da direção do Allianz Parque. Como se sabe, a mensagem, que servia de alerta para impedir a concentração de pessoas nos arredores da arena, foi completamente ignorada pela torcida palmeirense.

Isso porque após o goleiro Fernando Prass converter a última cobrança de pênalti, culminando no placar de 4×3 e dando o tricampeonato do torneio ao Palmeiras no dia 2 de dezembro daquele ano, os torcedores que estavam dentro do Allianz Parque se somaram àqueles que já tomavam as ruas do seu entorno desde o início da tarde para festejar o título, o primeiro título do Palmeiras conquistado após a inauguração da arena[2], em “noite de batismo”[3] da nova casa.

Não há números oficiais que detalhem a quantidade de pessoas que estiveram presentes na região naquela noite. Uma reportagem da Folha de S. Paulo afirmou que, segundo a Polícia Militar, a aglomeração era de 4 mil pessoas[4] – estimativa que não corresponde à realidade e aos efeitos que a festa causou. Somente dentro da arena havia 39.660 torcedores[5] que, ao fim do jogo, se somaram aos milhares que estavam nas ruas e bares – torcedores estes que não conseguiram ingresso para a partida e que, mesmo assim, preferiram acompanhá-la ali, ao ar livre entre outros palmeirenses.

Foto: Mariana Mandelli

A descrição dos eventos daquele dia dá um panorama do que houve antes e depois da partida. Por conta da minha pesquisa de mestrado[6], acompanhei torcedores na região desde o início daquela tarde – o jogo teve início às 21h45 pelo horário de Brasília (DF) – e o que se via nas ruas era exatamente o oposto do cenário demandado pelo Allianz Parque na postagem.

Palmeirenses ocupavam as ruas Caraibas, Palestra Itália, Diana, Venâncio Aires e Padre Chico[7] com churrasqueiras, caixas de isopor com bebidas alcoólicas, cadeiras de praia e outros apetrechos, reunidos em grandes grupos ao longo das calçadas em “festas particulares”[8], por assim dizer. Eram dezenas de agrupamentos desse tipo, alguns com música e bandeiras e faixas que davam nome aos grupos (alcunhas estas sempre relacionadas ao clube alviverde, como Verdão Label e Família Palmeiras, por exemplo).

Sinalizadores e bastões de fumaça verde eram vistos em diversos pontos das ruas Caraibas e Palestra Itália e, por conta da multidão, era possível sentir no ar o calor e as faíscas que emanavam dos objetos que, misturados ao vapor dispensado pelas churrasqueiras dos vendedores de espetinhos, deixavam no ar uma atmosfera abafada.

Foto: Mariana Mandelli

A quantidade de vendedores ambulantes comercializando bebidas alcoólicas, camisas, bandeiras e faixas de campeão também era vasta. As calçadas estavam tomadas por food trucks e tendas vendendo lanches de pernil, calabresa e cachorro-quente.

A esquina entre as ruas Palestra Itália e Caraibas[9] estava decorada com faixas de plástico nas cores verde, branco e vermelho[10], presas nos fios dos postes, colocadas por manchistas[11] especialmente para o jogo. Havia bandeiras de diversos tamanhos presas aos muros das casas e na fachada dos bares, incluindo uma do Grêmio Recreativo Torcida Organizada Força Jovem do Vasco, principal torcida organizada do Club de Regatas Vasco da Gama[12].

Conforme o horário do jogo se aproximava, as ruas foram lotando de tal modo que era difícil dar um passo sem esbarrar em alguém. O trânsito foi obviamente bloqueado para automóveis e outros tipos de transporte. O som de gritos, buzinas e rojões era entrecortado pelas músicas entoadas por integrantes da Mancha Verde que, em grupo, tocavam alguns dos cânticos de estádio na frente da sede[13] que a entidade mantinha à época na região. Na Rua Diana, ali perto, uma banda convidada pela Rasta AlviVerde, outra torcida organizada palmeirense cuja sede também se localizava ali[14], fazia um show de reggae cujo palco e a plateia estavam no meio da via pública, com músicos e torcedores se misturando.

Foto: Mariana Mandelli

A Avenida Francisco Matarazzo, assim como o entroncamento entre as ruas Caraibas e Palestra Itália, estava intransitável. Havia torcedores pendurados nas árvores que dividiam a avenida e até mesmo nos semáforos. Os ônibus parados no corredor estavam praticamente vazios, com exceção dos motoristas e cobradores, já que os passageiros desistiram da viagem por conta do trânsito parado pela multidão. Alguns serviram de plataforma para palmeirenses, que subiram nos veículos e, lá e cima, pulavam e cantavam à espera do ônibus dos jogadores.

Tal catarse pré-jogo durou horas e não diminuiu com o início da partida – muito pelo contrário. A quantidade de torcedores se acotovelando por um espaço frente à televisão dos bares era imensurável e as ruas seguiram intransitáveis durante as mais de duas horas que o jogo durou, contabilizando os 90 minutos, as penalidades e a premiação.

O estado de torpor da torcida palmeirense até meados da madrugada do dia 3 de dezembro e, ao amanhecer, ainda era possível avistar torcedores pelas ruas e nos arredores da Estação Palmeiras Barra-Funda à espera da abertura do metrô e do trem[15].

Foto: Mariana Mandelli

A descrição da final da Copa do Brasil de 2015 é importante pois, tal qual uma espécie de “fato social total” (MAUSS, 2003, p.321- 324)[16] para a atual narrativa da torcida do Palmeiras, ela traz elementos etnográficos relevantes para a compreensão da “arenização” do estádio e territorialidade do clube alviverde. Uso o termo “fato social total” para ressaltar a complexidade dos eventos engendrados naquela noite que mobilizaram uma multiplicidade de atores, dimensões simbólicas e espaços urbanos para além da partida de futebol em si.

É fácil dizer que o que se viu aquele 2 de dezembro dificilmente se repetirá tão cedo da forma como ocorreu, por dois motivos principais[17]. O primeiro leva em conta o contexto do Palmeiras à época – o clube emergia de um cenário crítico vivido no ano anterior, como explicita a fala do torcedor Sandro[18] ao lembrar da data:

“Aquele título de 2015, aquilo foi um desabafo, né? A gente vinha de 2012 ali, caiu. 2013 vem e série B… aí pega 2014, ano do centenário, sofrimento da porra, entendeu? Então 2015 foi tipo um desabafo mesmo. A imprensa toda falando “Ah, é o Santos, tá bem mais formado e o Palmeiras só vai ter título ano que vem”. Título ano que vem é o caralho, tem que ganhar essa porra aqui de um jeito ou de outro. A gente ficou o dia inteiro aqui… a torcida queria porque queria ganhar aquele título, e a gente conseguiu. Porque a festa que a gente fez aqui… eu acredito que foi a torcida que ganhou aquele jogo. A festa que a gente fez, o jeito que a gente parou a Turiassu[19] tudo aqui… eu acredito que a torcida pode sim ganhar um jogo, e foi por causa daquela festa incrível que a gente fez que a gente conseguiu. A pressão… o Santos sentiu a pressão, né? A gente ficou aqui, a gente ficou mesmo, pulando, dançando. A cerveja de posto, de supermercado, acabamos com a cerveja aqui dos raios quadrados todos. Não tinha mais cerveja, vinho, nem destilado, nem nada. Fiquei aqui até de manhã…”

Sandro foi um dos torcedores que chegaram à região muito antes do início do duelo entre Palmeiras e Santos: ele passou a madrugada na frente da arena: “Eu estava um dia antes com os caras. Organizamos de estourar rojão[20] lá no hotel do Santos. Depois fiquei por aqui, nem dormi. Quando chega um jogo desses a ansiedade é grande”, lembrou ele.

Seu irmão mais novo, Mauro[21], também esteve presente nos arredores do Allianz Parque naquela noite. Como não tinha ingresso para o jogo, optou por festejar nas ruas antes e, consequentemente, depois da partida. Questionado sobre aquele dia, lembra:

“No título de 2015 a gente parou até a Matarazzo. Eu tenho uma foto da gente em cima de um carro de guincho na Matarazzo antes do título. O Palmeiras jogando mal demais em 2015, chegou no começo do Brasileiro e da Copa do Brasil o Palmeiras estava arregaçando, mas chegou no final que era para decidir tudo… o Palmeiras perdeu o primeiro jogo[22] e mesmo assim a torcida acreditando numa festa incrível. Eu fiz de tudo para vir para cá, mesmo sem ingresso”.

Foto: Mariana Mandelli

O segundo motivo pelo qual uma festa como a do tricampeonato da Copa do Brasil jamais se repetirá da mesma maneira fundamenta-se na ideia de que a comemoração palmeirense pós-título, ocupando as ruas de um bairro de classe média-alta por toda a madrugada, provocou debates que reverberam até hoje por meio de atores do poder público e da sociedade. Isso porque a dimensão e principalmente os impactos do evento na manhã seguinte, dia útil, foram bastante repercutidos pela imprensa, gerando um debate midiático que envolveu o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e os moradores da Pompeia, representados por uma associação. Esta afirmava que, após a reinauguração do estádio, em novembro de 2014, o movimento na região tinha aumentado consideravelmente, trazendo distúrbios para os vizinhos do Allianz Parque.

Matérias jornalísticas que tratavam do tema traziam manchetes como: “Palmeirenses contrariam Allianz e azucrinam vizinhança bem antes da final”; “Bairro arrebentado”. Moradores dizem sofrer com nova arena do Palmeiras”; “Decisão tem multidão fora do estádio, clima de guerra e até fratura exposta” e “Repórter da SporTV faz desabafo após sua mãe passar mal no Allianz Parque”. Além dos distúrbios aos residentes dos arredores, a notícia de que celulares haviam sido furtados também permeou grande parte da cobertura jornalística do título, dando uma sensação de descontrole do espaço público e, consequentemente, criminalizando a festa torcedora.

É preciso destacar que o texto do Allianz Parque que pedia para que os torcedores evitassem aglomerações e as diversas reportagens sobre o dia 2 de dezembro de 2015 formaram uma espécie de presságio do cercamento da arena que o Palmeiras viria a fazer a partir das últimas rodadas do Campeonato Brasileiro de 2016[23]. O cerco é uma operação conjunta de atores do poder público e do próprio clube que impede que torcedores sem ingresso transitem por trechos das ruas Caraibas, Diana e Palestra Itália, justamente nas partes delas onde ocorriam as maiores aglomerações de palmeirenses – ou seja, justamente nos locais descritos neste texto ao narrar a final da Copa do Brasil. Muitos dos elementos citados, como as barracas de lanches e os vendedores ambulantes, também foram retirados dessas vias com a instituição do cerco, tendo que permanecer afastados das ruas onde outrora trabalhavam e se relacionavam com os torcedores.

Foto: Mariana Mandelli

É certo afirmar que a compreensão de que o Allianz Parque não se encerra em si se deu naquela noite. Ou seja: não basta “arenizar” o estádio, é preciso “arenizar” também o seu entorno. Assim, essa posterior “arenização” das ruas é um elemento-chave para dar ao 2 de dezembro de 2015 a dimensão que ela ocupa na memória afetiva dos palmeirenses que a vivenciaram. O impedimento da festa e o esmaecimento de algumas formas de torcer (TOLEDO, 1996, 2000, 2010, 2013) que o cerco traz fortalecem o tricampeonato palmeirense da Copa do Brasil como um episódio único para a narrativa das práticas torcedoras em tempos de arenas multiuso, e isso não apenas por conta da conquista em si, mas por causa da demarcação da territorialidade física e simbólica que a torcida do Palmeiras imprimiu e ainda imprime na região. Naquela noite, a ideia de casa foi expandida para todo o bairro de maneira democrática, sem a necessidade de ingresso ou sócio-torcedor para pertencer. 

Estádio, arena, casa, rua, cerco, formas de torcer, agrupamentos, torcidas organizadas, programa de sócio-torcedor etc., são alguns dos elementos que compuseram minha pesquisa e que tenho abordado ao longo de uma série de textos quinzenais publicados na Arquibancada do Ludopédio.

 

Notas

[1] Ver a respeito em Allianz Parque pede que torcida “evite aglomerações” e é alvo de críticas. UOL Notícias, 30 de novembro de 2015. Acesso em 2 de setembro de 2020.

[2] O Allianz Parque foi inaugura do em 19 de novembro de 2014.

[3] O termo, assim como “bairro arrebentado” que aparece no título do artigo, referem-se a expressões empregadas pela imprensa para tratar da final da Copa do Brasil de 2015. A frase “Noite de batismo, casa nova” foi utilizada pelo narrador Milton Leite, do canal pago SporTV, para se referir ao primeiro título da nova arena do Palmeiras ao fim da cobrança de pênaltis que definiu o jogo. Ver a respeito em Palmeiras x Santos (Copa do Brasil 2015 Final; Jogo de Volta). Jogos SEP, 4 de dezembro de 2015. Acesso em 1 de setembro de 2020. Já a expressão “bairro arrebentado” foi utilizada pela imprensa para tratar dos efeitos da festa no entorno do Allianz parque naquela mesma noite. Ler a respeito em “Bairro arrebentado.” Moradores dizem sofrer com nova arena do Palmeiras. UOL Notícias, 18 de dezembro de 2015. Acesso em 1 de setembro de 2020.

[4] Ler a respeito em Arena e seu entorno viram ‘caldeirão verde’ em título da Copa do Brasil. Folha de S. Paulo, 3 de dezembro de 2015. Acesso em 2 de setembro de 2020.

[5] À época, esse foi o recorde de público da arena. Entre 2014 e 2018, ano em que defendi o mestrado, o maior público registrado havia sido o de 41.227 torcedores em 8 de abril de 2018, na final do Campeonato Paulista contra o Corinthians. Esse número foi superado no mesmo ano, em 2 de dezembro, quando 41.256 torcedores assistiram à entrega da taça do Campeonato Brasileiro ao Palmeiras, após partida contra o Esporte Clube Vitória. Tal marca também é maior de toda a história do Parque Antarctica/Palestra Itália, cujo recorde anterior era de 40.283 na final do Campeonato Paulista de 1976 entre Palmeiras e Esporte Clube XV de Novembro, conhecido como XV de Piracicaba.

[6] A descrição da final da Copa do Brasil de 2015 é a introdução da minha dissertação de mestrado.

[7] Tais ruas são próximas ao Allianz Parque e concentram lojas e bares frequentados pelos torcedores.

[8] A dinâmica dos agrupamentos torcedores foi um tema que abordei na minha dissertação e que será discutida em um artigo desta série.

[9] Essa esquina é conhecida, entre a torcida palmeirense, como um grande ponto de encontro, onde costumeiramente a maior parte dos torcedores se aglomerava antes das partidas.

[10] Tais cores representam a bandeira da Itália. Como se sabe, o Palmeiras é um clube fundado por imigrantes italianos.

[11] Torcedores associados à Mancha Alvi Verde, a maior torcida organizada do Palmeiras.

[12] Tal ato pode ser interpretado como uma afirmação da amizade e do apoio entre as duas torcidas. Tais relações e suas implicações na territorialidade palmeirense foram detalhadas na dissertação e serão tema de um futuro artigo nessa série.

[13] Atualmente a Mancha Verde mantém uma loja na Rua Palestra Itália.

[14] Após o fechamento dessa sede, a Rasta estava ocupando, entre 2019 e 2020, outro imóvel nas proximidades.

[15] A estação fica próxima ao Allianz Parque. Em São Paulo, as operações desses transportes têm início às 4h40 da manhã diariamente.

[16] No prefácio de obra que reúne os escritos de Mauss, Lévi-Strauss (2003, p.24) afirma que o fato social total: “[…] deve fazer coincidir a dimensão propriamente sociológica com seus múltiplos aspectos sincrônicos; a dimensão histórica ou diacrônica; e, enfim, a dimensão fisio-psicológica […]”.

[17] De fato, a comemoração dos títulos do Brasileirão de 2016 e 2018, apesar de terem concentrado a torcida nos arredores, não teve a mesma dinâmica que a Copa do Brasil de 2015, uma vez que o cerco ao entorno do Allianz Parque já havia começado a funcionar. Tal cercamento surgiu no fim de 2016 para impedir aglomerações, permitindo que apenas torcedores com ingressos para determinados setores se aproximem das ruas Caraibas e Palestra Itália. Esse processo será detalhado em um artigo desta série.

[18] Sandro é um torcedor que acompanho há anos como pesquisadora. Assim como os torcedores que estão nos textos anteriores dessa série, ele aparece na minha dissertação de mestrado sob esse mesmo nome, que não é o seu verdadeiro.

[19] Muitos torcedores ainda chamam a Rua Palestra Itália pelo seu antigo nome, Rua Turiassu.

[20] Ver a respeito em Hotel do Santos tem ‘maratona’ de fogos na madrugada antes da decisão. Lance!, 2 de dezembro de 2015. Acesso em 4 de abril de 2018.

[21] Idem nota de rodapé 16.

[22] O placar da partida de ida, na Vila Belmiro, foi de 1×0 para o Santos.

[23] Algumas entidades presentes nessas reportagens (como a polícia, a Subprefeitura da Lapa e a Guarda Civil Metropolitana, por exemplo) seriam fundamentais nesse processo de “privatização” do entorno do Allianz Parque.

 

Referências bibliográficas

MAUSS, M. “Ensaio sobre a dádiva”. In: MAUSS, M. Sociologia e antropologia. Rio de Janeiro: Cosac & Naify, 2003. p. 183-314.

TOLEDO, L. H. de. Torcidas organizadas de futebol. Campinas: Autores Associados/Anpocs, 1996.

______. Lógicas no Futebol: Dimensões Simbólicas de um Esporte Nacional. 2000. 341 f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.

______. “A Cidade das Torcidas: representações do espaço urbano entre os torcedores e torcidas de futebol na cidade de São Paulo”. In: Na Metrópole: textos de Antropologia Urbana. José Guilherme C. Magnani: Lilian de Lucca Torres (Orgs.). São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: Fapesp, 2000.

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