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“Crioulo Doido”

José Paulo Florenzano

No início dos anos setenta, no contexto da militarização do futebol brasileiro, o atleta que lutava por um prato de comida passara a adquirir relevo na paisagem social do jogo. No entanto, se, por um lado, ele era recrutado pela máquina de guerra em que se convertiam as equipes, por outro lado, para as massas que afluíam aos estádios, poder-se-ia dizer que ele proporcionava uma contribuição inestimável para o banquete dos mendigos, saciando a fome de combate, de virilidade e até mesmo de violência das camadas populares.

Com efeito, a estilística aguerrida dentro das quatro linhas dramatizava a batalha pela sobrevivência na escala mais ampla da sociedade, estabelecendo entre o campo e a arquibancada a homologia nos respectivos comportamentos, a permutabilidade dos pontos de vista, a fusão no horizonte semântico onde uma comunidade se imaginava. Os atletas atuavam no futebol como os torcedores trabalhavam na fábrica, e vice-versa. Uns e outros, provenientes do mesmo estrato social, compartilhavam valores, experiências e privações que os perfilavam lado a lado na ânsia comum de revanche simbólica que o êxito futebolístico ensejava. E caso a distância entre eles se dilatasse com o tempo em virtude da ascensão profissional dos primeiros, isto não cancelava a admiração dos últimos, desde que o estilo de jogo se mantivesse próximo ao modelo de ação prescrito pela mitologia do clube.

Os torcedores, no entanto, parafraseando a letra de uma música famosa, também sentiam sede e fome de diversão e arte. Não por acaso, o banquete dos mendigos, no Colosso do Arruda, reivindicava as migalhas de fantasia que o atleta rastafári, Allan Cole, distribuía parcamente durante os jogos do Campeonato Nacional de 1972. O técnico do Náutico, porém, permanecia impassível diante dos apelos que ecoavam das arquibancadas. Nada o demovia da decisão de manter o jamaicano no banco de suplentes, muito embora o titular da posição – Paraguaio –, continuasse contundido. A rigor, nem sequer para compor o banco de reservas ele era escalado. Desse modo, com Allan Cole posto definitivamente de escanteio, o Náutico buscava um recomeço no Campeonato Nacional. Depois de segurar a lanterna do Grupo B, o alvirrubro pouco a pouco ressurgira das cinzas, acalentando a remota possibilidade de se classificar para a etapa seguinte da competição. O empate com o Grêmio, no Recife, tornava o encontro com o Ceará, em Fortaleza, crucial para as pretensões do time. Gradim já tinha definido a equipe, exceção feita à posição de centroavante, uma vez que o titular permanecia vetado pelo departamento médico. “Em seu lugar” – informava o Diário de Pernambuco – Allan Cole aguardava “mais uma chance para mostrar o seu futebol”[1].

Fio Maravilha. Foto: Reprodução.

O atleta rastafári, no entanto, não teria mais nenhuma chance. Ao que tudo indica, em algum momento na segunda quinzena de outubro, ele se tornara alvo de um veto não assumido publicamente pela direção do clube, baixado com a anuência, a omissão ou a relutância de um treinador que se achava, por sua vez, na “corda bamba”[2]. Como quer que tenha se passado a decisão de colocá-lo à margem do elenco, na partida realizada no estádio Presidente Vargas, o Náutico conhecia mais uma derrota[3]. Na partida seguinte, contra o São Paulo, os dez mil torcedores que compareceram ao estádio do Arruda viram o alvirrubro padecer o pior revés na competição: 6 a 0 para o tricolor paulista. As críticas que se seguiram à goleada não causavam surpresa. O conteúdo de que elas se revestiam, porém, merece reter a nossa atenção. Para o jornalista Valdi Coutinho, com efeito, o Náutico esteve simplesmente “irreconhecível” com “aquele futebol muito tocado, muito enfeitado, enfim, muito sem autenticidade dos comandados de Gradim”[4].

A troca de passe suscitava cada vez mais um olhar impaciente e intolerante por parte dos agentes comprometidos com a produção de um jogo veloz, voraz e viril, cuja força-motriz residia no excesso atlético. Acompanhemos, nesse sentido, a explanação mais aprofundada feita pelo cronista do Diário de Pernambuco:

Como é que o futebol nordestino vem se impondo até agora? Pela velocidade, pelo dinamismo de ações desenvolvidas em campo, pelos contra-ataques, pelas boas estocadas lá para os extremas, pelo entusiasmo, saúde e raça dos jogadores, pela técnica bem orientada dentro deste estilo.[5]

Endentamo-nos: a habilidade não estava condenada ao banimento, ao contrário, era-lhe reservada uma função importante dentro da trama do jogo, desde que ela estivesse submetida à racionalidade utilitarista que orientava a movimentação dos atores no gramado. Mas apenas a destreza, mesmo que devidamente instrumentalizada para a consecução do resultado, não bastava. Sem o atributo da “raça”, significação imaginária central do futebol brasileiro, ela se via inapelavelmente lançada no campo de suspeição onde adquiria a conotação de “máscara”. Enquanto pares antitéticos estas categorias balizavam o novo sistema de classificação que enquadrava o desempenho dos atletas com base em atributos morais que deviam necessariamente compor o capital futebolístico de todo profissional: a segunda denotava a covardia, o descompromisso com a equipe, o individualismo exacerbado de quem só se preocupava e se interessava com a própria projeção; ao passo que a primeira desvelava a coragem, o comprometimento com a causa coletiva, situada acima dos interesses e caprichos individuais. O jogar com “raça”, dessa maneira, transformava-se em verdadeira obsessão dos agentes no campo esportivo: os treinadores exigiam-na como condição imperativa para escalar o atleta em uma partida; as arquibancadas convertiam-na em uma palavra de ordem para obter da equipe a performance correspondente à mitologia do clube; os jornais tomavam-na como critério de avaliação para sancionar, ou não, a atuação dos jogadores.

Após a goleada sofrida para o São Paulo, o espectro da demissão começava a rondar com mais insistência o cargo de Gradim, acusado no Tribunal da Norma de ignorar as raízes locais, de trair a essência do “futebol nordestino”, em suma, de escalar uma formação sem “raça”. As arquibancadas não lhe perdoavam a traição, endereçando ao Velho Mestre os piores insultos a que um técnico caído em desgraça habitualmente se expunha. Os xingamentos alcançavam-lhe “até a sexta geração dos familiares”[6]. Quem parecia não estar muito familiarizado com a situação caótica em que o Náutico imergira era Allan Cole. Entre “surpreso e espantado”, ele indagava ao setorista do Diário de Pernambuco, Lenivaldo Aragão, se, no Sul, os “torcedores também chamavam o técnico dessa ou daquela” maneira[7]. A revolta, na verdade, não poupava ninguém.

Fio Maravilha. Foto: Reprodução/Placar 13 out. 1972.

Com efeito, uma “denúncia” veiculada na imprensa acusava seis atletas do elenco de terem participado de uma “bruta farra”, no sábado à noite, véspera da partida contra o São Paulo. A aleivosia chegava ao detalhe de contabilizar a exata quantidade de cerveja consumida pelos farristas: a bagatela de trinta e seis garrafas[8]. Aos poucos, porém, o caso foi sendo elucidado. No sábado por volta do meio dia, logo após o treinamento no estádio dos Aflitos, um grupo de atletas, dirigindo-se para a concentração localizada nas proximidades, deteve-se em um bar para tomar três ou quatro garrafas de cerveja. Os envolvidos assumiram o “ato de indisciplina” e foram devidamente multados nos salários, os quais, por sinal, continuavam atrasados. Já o presidente do clube, Luis Carlos Barbosa Lima, veio a público elogiar o “torcedor-denunciante” pelos serviços prestados à instituição, desculpando-o pela confusão no horário da “farra” e no nome dos implicados. Ele aproveitava o ensejo para esclarecer as regras de funcionamento da concentração:

Ora, depois que o time se concentra, o jogador não sai mais, a não ser por uma questão muito pessoal. Além disso, há livro de ponto, há vigia e sempre fica um diretor, de acordo com o rodízio, juntamente com o técnico. Àquela hora da noite, os jogadores só poderiam sair se pulassem o muro, e o vigia, que é conhecido por Amor, fatalmente denunciaria.[9]

O Amor tinha a situação sob o controle. E se porventura alguém se esgueirasse pelos muros da concentração para alcançar a rua da perdição, ele se mostrava a postos para denunciar o insubordinado, não, certamente, por vingança ou ressentimento, mas tão somente por fidelidade à conspícua função que lhe fora atribuída. Quanto à Allan Cole, não se achava envolvido no episódio do casarão da Rua Santo Elias. Mas, ao que tudo indica, sobre ele pairava uma suspeita muito mais grave do que um simples ato de indisciplina cometido na mesa de um bar. Ao que se pode presumir, a direção do Náutico já se mostrava mais inteirada acerca dos hábitos, rituais e crenças do estranho culto seguido pelo jogador jamaicano. A resolução de colocá-lo à margem do time passava pela questão religiosa, conquanto sem fazer alarde em torno do delicado tema. A estratégia consistia em aguardar o final da competição para efetivar a dispensa. De fato, na quinta-feira, 9 de novembro, o Náutico foi a campo para enfrentar o Internacional com várias modificações no time, mas nenhuma delas contemplava a presença de Allan Cole. Ele agora nem sequer sentava no banco dos suplentes, só participava dos coletivos. Entretanto, as mudanças efetuadas pelo treinador não surtiram o efeito esperado e o alvirrubro exibia em campo a triste rotina das derrotas.

A cada novo tropeço, no entanto, a pressão sobre Gradim aumentava, reduzindo o raio de ação do veterano treinador. Contra o Remo, de Belém do Pará, ele tinha várias dúvidas para definir o ataque, pois Paulinho, Edvaldo e Paraguaio encontravam-se às voltas com problemas de contusão. Por esta razão, segundo o Diário de Pernambuco, Allan Cole havia sido convocado para participar do grupo concentrado para o jogo do domingo. Todavia, no empate de 2 a 2, em Recife, não se encontra nenhuma menção à presença do jamaicano. Talvez estivesse no banco de suplentes. Talvez apenas na tribuna de honra. Fosse como fosse, na quinta-feira, em Natal, contra o ABC, o Náutico deparava-se com a chance ideal para retomar o caminho das vitórias. O último e o penúltimo colocados do Grupo B, respectivamente, iriam se enfrentar no clássico dos desesperados. E o alvirrubro, finalmente, obteve a tão aguardada recuperação, vencendo o adversário por 4 a 3. A vitória trouxe novo ânimo ao elenco. Em Manaus, no domingo, a equipe mais uma vez superava as próprias limitações, vencendo o Nacional por 3 a 2. De repente, quando tudo parecia perdido, surgia uma luz no fim do túnel para a agremiação da Rosa e Silva.

Fio Maravilha e Silva Batuta, antes do “Clássico dos Milhões”, 12 jun. 1970. Foto: Reprodução/Esporte, n. 570.

Motivada pela sequência de bons resultados, no sábado à noite, 25 de novembro, os torcedores voltaram a povoar as arquibancadas para incentivar o Náutico contra o Coritiba. O empate de 1 a 1 não estava nos planos, mas ainda restava um derradeiro alento. Na penúltima rodada da primeira fase, a tabela previa o encontro dos concorrentes diretos pela quarta vaga do Grupo B. O jogo com o Flamengo assumia, assim, os contornos de uma decisão, pois apenas dois pontos separavam os pernambucanos dos cariocas. Recife se mobilizava em torno do jogo, aguardando-se um novo recorde de público no Colosso do Arruda. A diretoria do alvirrubro, por sua vez, prometia um bicho polpudo em caso de vitória. Gradim, em tom de brincadeira, comentava: “Por Cr$ 3 mil, tem gente que vai comer grama”[10]. Sem receber salário há três meses, compreende-se a importância que a premiação anunciada assumia para o elenco. Mas, para o adversário, o interesse na partida não era menor.

Zagalo, o técnico do Flamengo, exortava o elenco à luta: “Temos de vencer de qualquer maneira”[11]. A expectativa para o jogo da quarta-feira era enorme. Embora o recorde de público não tenha sido superado, trinta mil torcedores compareceram ao jogo, atraídos por inúmeras atrações, dentre as quais, certamente, a representada pela presença de João Batista de Sales, alcunhado Fio Maravilha, a “nova alegria do povo”[12]. A música que o compositor Jorge Ben lhe dedicara batia recordes de venda nas lojas do centro da capital, enquanto as rádios da cidade não paravam de executá-la. O artilheiro do rubro-negro, “muito popular”, passeava pelas ruas do Recife na véspera do prélio, sendo “só superado por Pelé” em termos de popularidade[13]. O jogador negro agradecia a recepção que os pernambucanos lhe devotavam, declarava-se satisfeito com o carinho dos torcedores, mas levantava uma objeção:

Eu fico muito louco quando me chamam de “Crioulo Doido”. Não gosto mesmo.[14]

Conforme esclarecia a reportagem da revista Placar: Fio Maravilha costumava entrar no decorrer da partida graças ao clamar que emanava das arquibancadas. O treinador do Flamengo, diante da pressão popular, “metia o Crioulo Doido no segundo tempo”. Às vezes o atacante “compensava a esperança da torcida, com lances geniais, mas em outras ocasiões era até ridículo, chegava a tropeçar na bola”[15]. Ou seja, por exibir um comportamento considerado imprevisível e confuso, desconexo e surpreendente, Fio Maravilha passara a encarnar aos olhos da imprensa esportiva a personagem cômica do “Crioulo Doido”, cuja criação remete-nos ao jornalista, compositor e humorista Sérgio Porto (1923-1968), mais conhecido pelo pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta.

Em meados dos anos sessenta, Sérgio Porto produzira “O samba do crioulo doido”, uma sátira à obrigatoriedade da inclusão de temas históricos-patrióticos nos enredos das escolas de samba. O compositor do morro, negro e semiletrado, no afã de atender ao regulamento oficial, compunha um samba no qual confundia as datas, misturava as personagens e subvertia os fatos, promovendo uma bagunça geral[16]. No início de 1968, o samba inspirava uma nova produção, o “Show do Crioulo Doido”, exibido no Teatro Toneleros, em Copacabana, com enorme sucesso de público e “recordes de bilheteria”[17]. A expressão cunhada por Sérgio Porto, por sua vez, ingressava definitivamente na ordem do discurso racial, desvelando, para além das intenções do autor, um imenso campo de aplicação[18].

Fio Maravilha. Foto: Reprodução.

Já no segundo semestre de 1968, ela era empregada para debochar dos atletas negros cujas atuações eram consideradas, tanto pelo público quanto pela crítica, confusas, burlescas e imprevisíveis[19]. A irregularidade das atuações de Fio Maravilha, intercalando na mesma partida – como salientara a matéria da revista Placar –, jogadas refinadas e lances grosseiros, somada à pertença étnica ao segmento afro-brasileiro, tornavam-no a personificação do “Crioulo Doido”. O arco de ações que o estereótipo racista recobria ultrapassava, no entanto, o gramado de jogo. Em meados de julho, com efeito, a imprensa paulista celebrava a captura dos integrantes da organização criminosa designada por ela de “Crioulos Doidos”, cuja existência assombrara a cidade de São Paulo com a “audácia” de suas investidas[20].

Se, nas páginas policiais, o estereótipo racista assumia contornos ameaçadores, convergentes com as narrativas extraídas do submundo do crime, nas seções esportivas ele se apresentava sob uma luz diversa. Nelas o jogador do rubro-negro assumia as feições cômicas, provocadas pelos lances considerados circenses de um estilo classificado de acrobático. A construção simbólica da personagem amalgamava todas estas características, condensando-as em uma “imagem meio folclórica”. A descrição física reforçava o efeito de evidência visado pelas reportagens: “Desengonçado, barriga acentuada, dentes salientes num eterno sorriso”, assim era Fio Maravilha, para quem o campo de jogo se transfigurava em um “enorme picadeiro”[21]. Retratado como o palhaço do futebol, tornava-se difícil levá-lo a sério quando ele rechaçava com veemência o papel do “Crioulo Doido” que lhe era designado pelo imaginário racista.

Mas, porque o show não pode parar, aos vinte e dois minutos do segundo tempo, como no refrão da música que ecoava nas lojas de disco do Recife, Fio Maravilha “fez mais um prá gente ver”, assegurando, assim, a vitória que o Flamengo tanto necessitava para seguir adiante na competição[22]. Não obstante, para o Jornal do Brasil, a “grande figura da partida” tinha sido Paulo César Lima. Além da elegância e habilidade costumeiras, desta vez ele revelara também “muito espírito de luta”, levando vantagem em “quase todas as bolas divididas”[23]. Ao mesmo tempo cerebral e visceral, o jogador rubro-negro proporcionara aos admiradores do futebol-arte uma atuação exuberante. Allan Cole certamente a apreciara, lamentando certamente ter ficado de fora de um encontro muito aguardado. Atuar contra o Flamengo, em uma partida transmitida pela televisão para o Rio de Janeiro, constituía sem dúvida alguma uma ocasião única para se projetar no cenário brasileiro. Porém, ele não só esteve ausente do jogo, como, provavelmente, também fora do banco de reservas.

As aventuras do atleta rastafári nos campos do futebol-arte estavam com os dias contados.

Notas

[1] Cf. “Náutico não se assusta com Ceará”, Diário de Pernambuco, 1 de novembro de 1972.

[2] Cf. “Homenagem do Dadá a Gradim”, revista Placar, nº 139, 10 de novembro de 1972. 

[3] Cf. “Faltou garra ao Náutico no Presidente Vargas”, Diário de Pernambuco, 3 de novembro de 1972.

[4] Cf. “Sampaulinos goleiam no Arruda”, Diário de Pernambuco, 6 de novembro de 1972.

[5] Cf. “Sampaulinos goleiam no Arruda”, Diário de Pernambuco, 6 de novembro de 1972.

[6] Cf. “No pé da conversa”, coluna de Lenivaldo Aragão, Diário de Pernambuco, 6 de novembro de 1972.

[7] Cf. “Um time em crise chamado Náutico”, Diário de Pernambuco, 8 de novembro de 1972.

[8] Cf. “Um time em crise chamado Náutico”, Diário de Pernambuco, 8 de novembro de 1972.

[9] Cf. “Culpados se acusam, diretoria aceita, pune, mas não afasta”, Diário de Pernambuco, 9 de novembro de 1972. 

[10] Cf. “Gradim, o velho hábito de aceitar os desafios”, Jornal do Brasil, 29 de novembro de 1972.

[11] Cf. “Zagalo acha a partida difícil e quer cautela”, Jornal do Brasil, 29 de novembro de 1972.

[12] Cf. “Fio, a nova alegria do povo”, revista Placar, nº 51, 7 de março de 1971.

[13] Cf. “Fio movimenta Recife com música e alegria”, Jornal do Brasil, 1 de dezembro de 1972.

[14] Cf. “Fio diz que só existe uma ´maravilha`: Pelé”, Diário de Pernambuco, 17 de dezembro de 1972. Sobre a expressão, ver “O ´Crioulo Doido`fica no Flamengo, revista Placar, nº 51, 7 de março de 1971. 

[15] “Fio é mesmo maravilha”, revista Placar, nº 135, 13 de outubro de 1972.

[16] Veja o seguinte trecho do samba: “Joaquim José/Quem também é da Silva Xavier/Queria ser dono do mundo/E se elegeu Pedro II/Das estradas de Minas/Seguiu prá São Paulo e falou com Anchieta/O vigário dos índios aliou-se a D. Pedro/e acabou com a falseta/Da união deles dois ficou resolvia a questão/E foi proclamada a escravidão”. Cf. “Letras para cantar e pular”, Jornal do Brasil, Caderno B, 25 de fevereiro de 1968.

[17] Cf. O samba no palco”, Jornal do Brasil, Caderno B, 28 de março de 1968.

[18] Ao que parece, a crítica às implicações discriminatórias provocadas pela expressão veio a lume ainda no ano de 1968. No Caderno B do Jornal do Brasil, edição de 13 de janeiro, a coluna escrita por Léa Maria, Maria Colasanti e Carlos Neomam registrava a reação do autor: “Sérgio Porto vai pedir a Stanislaw Ponte Preta que inclua, na próxima edição do Festival de Besteira, a notícia de que ele, Sérgio, provou ser um racista ao fazer o Samba do Crioulo Doido – uma sátira bem carioca aos enredos das escolas de samba”. 

[19] Cf. “Leônidas”, O Globo, 16 de setembro de 1968.

[20] Cf. “É o fim dos Crioulos”, Cidade de Santos, 10 de julho de 1968.

[21] Cf. “O crioulo mais querido do maracanã”, revista Placar, nº 86, 5 de novembro de 1971.

[22] Trata-se da música “Fio Maravilha”, do álbum “Ben”, do compositor Jorge Ben, lançado em 1972.

[23] Cf. “Atuações”, Jornal do Brasil, 30 de novembro de 1972. Cf. “Flamengo ganhou o jogo e a classificação”, Diário de Pernambuco, 30 de novembro de 1972.