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Heleno, um “homem trágico”

Elcio Loureiro Cornelsen

A tragédia na trajetória de um craque

Em 08 de novembro de 2019, serão completados 60 anos da morte de Heleno de Freitas, um dos ícones do futebol brasileiro. “Gênio atormentado e temperamental, galã dentro e fora de campo”, “dependente de drogas, sifilítico, louco internado em manicômio”, detentor de uma “vida alucinante e curta” (NEVES, 2012, capa): essas são algumas expressões veiculadas na orelha da capa do livro Nunca houve um homem como Heleno, biografia do craque, de autoria do jornalista e escritor Marcos Eduardo Neves, cuja primeira edição data de 2006, em que Heleno de Freitas é apresentado como uma figura, ao mesmo tempo, polêmica e trágica, um “protagonista incrível” (NEVES, 2012, capa).

Baseado na filosofia do trágico, como postulada pelo filósofo alemão Friedrich Wilhelm Joseph Schelling nas Cartas filosóficas sobre o dogmatismo e o criticismo (1795), Gilmário Guerreiro da Costa assim interpreta a tragicidade como um movimento dialético entre liberdade e aniquilamento, que pode conduzir o sujeito ao perecimento:

A tragicidade fomenta uma luta incansável pela liberdade, ainda que sob o risco de aniquilamento do sujeito. O cerne do argumento de Schelling reside nessa contradição. Contrapõem-se uma potência objetiva e a nobreza do herói. Este se volta contra a tirania da primeira, no que tem de castradora da liberdade do sujeito, mas nessa luta o herói sucumbe, fazendo, na queda, elevar-se a liberdade advinda da decisão que tomou. Não raro a luta contra a perda é justamente a causa de os heróis perderem-se. (COSTA, 2010, p. 48).

Não é, pois, por acaso que encontramos atributos contraditórios na trajetória de Heleno de Freitas, como uma espécie de índice e, ao mesmo tempo, de força motriz que o conduzirá ao ápice do trágico, com sua morte, aos 39 anos de idade. Nesse sentido, “[o] paradoxo urde seus fios trágicos” (COSTA, 2010, p. 49). E é justamente uma vida paradoxal que parecia mover Heleno de Freitas. Como bem aponta Márcia Barros Valdívia,

[a] vida de Heleno foi intensa, o exagero estava presente a todo o tempo, estivera sempre muito bonito, muito elegante, muito perfumado, muito atraente, muito amável, muito amante, muito alegre, eufórico, vitorioso e amoroso, mas também muito agressivo, muito ausente, muito ferido, muito triste, muito desleixado, desarrumado, odioso e embriagado. (VALDÍVIA, 2015, p. 48-49).

Por sua vez, se tomado no âmbito do teatro, o trágico abrange também questões de ordem estética. De acordo com Joyce Neves de Campos, com base na Poética, de Aristóteles, “[a] ação na tragédia é comumente retratada em íntima relação com o destino do herói, de modo que, atualmente, é difícil alguém se referir à tragédia sem identificá-la com a fatalidade e com a catástrofe que marcam o texto trágico” (CAMPOS, 2012, p. 15). “Fatalidade” e “catástrofe”: sem dúvida, dois fatores na trajetória do herói trágico.

Heleno de Freitas quando atuava pelo Botafogo. Foto: Reprodução.

Portanto, a vida como drama trágico, assim como no teatro, apresenta um esquema, no qual o sujeito, ao agir no sentido de superar um impasse ou uma dificuldade, acaba sucumbindo. Tal esquema parece delinear a trajetória trágica de Heleno de Freitas, como veremos a seguir.

Heleno e a escrita da vida

A biografia, considerada um “gênero híbrido”, ou mesmo um “gênero impuro”, como afirma o teórico francês François Dosse (2009, p. 55), move-se entre as noções de “realidade” e de “imaginação”: “Gênero híbrido, a biografia se situa em tensão constante entre a vontade de reproduzir um vivido real passado, segundo as regras da ‘mimesis’, e o pólo imaginativo do biógrafo” (DOSSE, 2009, p. 55). Tal tensão deriva, no gênero biográfico, da relação entre a dimensão histórica e a dimensão ficcional que perpassam o relato: “A imaginação é explicitamente requerida para compensar as insuficiências documentais e o resgate impossível do passado” (DOSSE, 2009, p. 69).

Portanto, na escrita (grafia) da vida (bio) de determinada personalidade, o recurso à ficção torna-se algo inevitável. Se, por um lado, do mesmo modo que um historiador, o biógrafo costuma lançar mão de diversos materiais e fontes para construir, textualmente, a trajetória do biografado – que assume traços de autêntica personagem –, por outro, em seu trabalho, como bem ressalta François Dosse, “o biógrafo deve apelar para a imaginação em face do caráter lacunar de seus documentos e dos lapsos temporais que procura preencher com a própria vida” (DOSSE, 2009, p. 55).

O jornalista e escritor carioca Marcos Eduardo Neves, entre outros, autor de livros como Anjo ou demônio: a polêmica trajetória de Renato Gaúcho (2002), Vendedor de sonhos: a vida e a obra de Roberto Medina (2006), O maquinista: Francisco Horta e a incrível máquina tricolor (2009), Alex, a biografia (2015) e Nunes: o artilheiro das decisões (2018), assumiu esse desafio de escrever também sobre a vida de Heleno de Freitas. Em entrevista concedida ao site Central 42, publicada em 24 de agosto de 2012, o escritor afirma sua predileção por dedicar-se à vida e à obra de diversas personalidades, sobretudo do âmbito esportivo: “Minha predileção por biografias tem menos a ver com minha profissão de jornalista e mais pelo fato de eu gostar de gente e fatos. Meus livros trazem histórias interessantes com pitadas de História propriamente dita. Adoro trabalhar assim.” (HELIODORA, 2012).

Inspirado por Ruy Castro, jornalista e um dos principais escritores de biografias no país, com obras como O Anjo Pornográfico: a vida de Nelson Rodrigues (1992), Bilac vê estrelas (2002), Carmen, uma biografia (2005) e a já clássica biografia de Garrincha, Estrela solitária (1995), Marcos Eduardo Neves se autodefine como um “operário das palavras”. Com relação à sua principal obra lançada até o presente momento, Nunca houve um homem como Heleno, como seria de se esperar, o escritor pautou seu trabalho por um minucioso estudo sobre o polêmico craque, atestado pelos paratextos que compõem o livro: várias fotos, uma vasta bibliografia, um conjunto de notas, e um sumário de jogos e gols. Um dos paratextos, o texto de orelha da capa, também indica esse trabalho com fontes: “Com documentação histórica e depoimentos de quem presenciou os fatos, ele acompanha a trajetória do atleta desde o nascimento, na pequena cidade de São João Nepomuceno, até o final de vida dramático” (NEVES, 2012, capa).

Além do trabalho minucioso com materiais e fontes, como modo de acesso ao verídico, Marcos Eduardo Neves estrutura o relato biográfico sobre Heleno de maneira cronológica, aliás, um dos procedimentos comuns no gênero biográfico, apontados por François Dosse (2009, p. 56). Apenas o primeiro capítulo da obra, intitulado de “Gilda!” (NEVES, 2012, p. 9-12) está fora do eixo cronológico, pois apresenta o ano de 1947 e enfoca duas partidas, sendo a primeira delas o confronto disputado entre Fluminense e Botafogo, nas Laranjeiras, quando um amigo do “Clube dos Cafajestes”, torcedor do tricolor carioca, gritou da arquibancada “Gilda!” no momento em que o craque pegou na bola, e a multidão nas arquibancadas passou a entoar o coro “Gilda! Gilda! Gilda!”. Assim registra o biógrafo tal episódio: “Gilda remetia à personagem de Rita Hayworth no filme homônimo de Charles Vidor, que estreara cinco dias antes na cidade. Não havia apelido melhor. Gilda era mulher linda, glamorosa e temperamental” (NEVES, 2012, p. 10). Assim, produz-se, na narrativa, uma associação entre a personagem do filme Gilda (1946), protagonizada pela estrela de cinema Rita Hayworth, e Heleno, qual uma personagem romanesca, representado também como uma estrela: “E um penteado à base de gomalina que, aliado à beleza física, dava-lhe um ar de Rodolfo Valentino de chuteiras. Era uma vedete.” (NEVES, 2012, p. 9).

Heleno de Freitas, vestido de terno e gravata. Foto: Wikipedia.

A outra partida enfocada no capítulo inicial da obra foi disputada em 12 de outubro de 1947 e reuniu as equipes do Botafogo e do América em General Severiano. Na partida, Heleno repetira o excelente desempenho que tivera contra o Fluminense e assinalara 03 gols para o time da estrela solitária, que venceria a partida. Ao final do jogo, Heleno foi carregado em triunfo pelos companheiros, cena assim narrada pelo biógrafo:

O árbitro apitou o fim da batalha, Botafogo 3 x 2. Imediatamente os companheiros alvinegros o carregaram em triunfo. Era normal que torcedores, enlouquecidos, invadissem o campo e suspendessem seus heróis nos ombros. Mas os próprios jogadores, era um fato novo. Uma prova de que era mesmo diferente. De que nunca houve um homem como Heleno. (NEVES, 2012, p. 12; grifos nossos).

Mais do que indicar, na última frase do texto do capítulo “Gilda!”, a origem do título da própria obra, o biógrafo realiza um determinado gesto intencional: o de marcar o início de sua narrativa por meio de elementos que constituem a personagem Heleno como um “herói” singular, “diferente”. Nos demais 26 capítulos que compõem Nunca houve um homem como Heleno, todos marcados cronologicamente, de 1920 a 1959, tal herói assume traços de tragicidade, numa curva que culminará com o fim da carreira, o internamento em um sanatório, na cidade de Barbacena, e com a morte prematura, aos 39 anos de idade.

Mais uma vez, nesse quesito de conformação da personagem Heleno, Marcos Eduardo Neves atende a um segundo procedimento comum em relatos biográficos: o de manter a centralização do foco no “herói da biografia”. Segundo o teórico François Dosse, é regra “nunca descentralizar demais o herói da biografia, nunca fazê-lo desaparecer no pano de fundo” (DOSSE, 2009, p. 56). E o episódio apresentado em “Gilda!” também parece atender a esse preceito: “É mesmo a busca desses detalhes mais anedóticos, porém mais reveladores da personalidade do biografado, que constitui o fascínio e o sentido do gênero biográfico” (DOSSE, 2009, p. 56).

Teríamos, ainda, um último aspecto fundamental do gênero biográfico a ressaltar, que nos ajuda a analisar a obra Nunca houve um homem como Heleno: os três pólos constituintes da biografia – o autor, o narrador e a personagem. Como nos lembra François Dosse, por um lado, pode haver uma identidade entre o autor/biógrafo e o narrador/sujeito da enunciação (elemento discursivo), mas este será heterodiegético, ou seja, exterior, aquele que “se ausenta da história que conta” (DOSSE, 2009, p. 95), distinguindo-se, assim, da figura biografada. Esse aspecto é fundamental para a produção do relato biográfico, pois é justamente a regulação de tal “distância” entre narrador e biografado que determina a oscilação entre a “onisciência” e a “exterioridade total”. Enquanto esta última se associa ao discurso histórico, a primeira diz respeito ao discurso ficcional, pois tem o poder de transformar o biografado em personagem romanesca.

Em algumas passagens de Nunca houve um homem como Heleno, é exatamente essa a impressão que temos: a de que o biógrafo tece a narrativa como se escrevesse um romance. Vejamos a seguinte passagem do capítulo “Um astro de Hollywood”, o 16º do livro, que assinala o ano de 1947, o mesmo do capítulo inicial, e, mais uma vez, o episódio em torno do apelido “Gilda”, nas Laranjeiras: “Ao fim do jogo, pelo menos, enquanto com um pente ajeitava os lisos cabelos para as fotos, pôde sorrir, sarcástico, para as arquibancadas tricolores. Botafogo 2×1.” (NEVES, 2012, p. 159; grifos nossos) Evidencia-se, pois, a onisciência do narrador autoral, que descreve gestos e tem acesso ao estado de ânimo do biografado, sendo que este assume, dessa forma, traços romanescos. Trata-se de um expediente recorrente ao longo do texto.

Heleno de Freitas, em treinamento, quando atuava pelo Boca Juniors. Foto: Wikipedia.

Tal aspecto também é de suma importância para a constituição do “herói” biográfico, cuja trajetória será marcada pelo trágico. Nesse mesmo capítulo, Heleno é apresentado em sua negatividade, como um “anti-herói”:

Embora soberbo nas quatro linhas, fora delas estava irreconhecível. Quase não conversava mais, e até seus breves comentários, antes irônicos, eram agora amargos. […]

Heleno excedia-se em reclamações. Em 15 de junho, na Gávea, passou dos limites. Na derrota para o Fluminense por 6×4, possuído de incomum irritação, desrespeitou inúmeras vezes o árbitro e, ao agredir com requintes de covardia o tricolor Guálter, foi expulso de campo, para alívio até dos companheiros. Indignada, a federação deu-lhe quatro jogos para refletir em casa sobre as atitudes descabidas. Desgraça pouca é bobagem, foi também suspenso por dois meses pela nova direção do Botafogo. Fato de grande repercussão na cidade. (NEVES, 2012, p. 155).

Por fim, no capítulo “Sombras da loucura”, o antepenúltimo do livro, que assinala o período de 1952 a 1954, já em franca decadência, cada vez mais, a personagem Heleno é apresentado em sua tragicidade:

Heleno sofria. Não entendia como perdera de uma hora para a outra os contatos sociais; logo ele – havia pouco tempo, um ídolo. Orgulhoso, tentava mascarar-se, mas seu aspecto era outro, suas roupas idem, estava fisicamente decomposto. E sem um pingo de autocrítica. Constantemente pagava vexames perante amigos do Botafogo. Se antes gastava rios de dinheiro no bom e no melhor, agora mendigava para cheirar éter. Virara objeto de escárnio. Um morto-vivo a perambular por Copacabana. Não havia dúvidas de que era preciso interná-lo. O problema era convencê-lo. (NEVES, 2012, p. 243).

Sua curva trágica vai sendo constituída, cronologicamente, a cada passo, do destempero que o levou a ser diagnosticado como “maníaco depressivo” ao diagnóstico de sífilis:

E em 13 de outubro de 1954, após a punção lombar, finalmente foi constatada a sífilis, em último grau. A doença, adquirida em seus contatos descuidados, era endêmica: tomara-lhe o cérebro; não havia mais como contê-la. Nem os poderosos antibióticos, àquela altura, poderiam resolver.

Anunciado em definitivo o fim do craque-galã, a vida para Heleno de Freitas, aos 34 anos, tornava-se uma ampulheta em contagem regressiva. (NEVES, 2012, p. 251).

Tal passagem da biografia expõe a franca decadência do herói trágico, submetido a uma provação irreversível, com seus dias contados para a visita da morte.

A escrita da vida de um “herói trágico”

Heleno de Freitas quando atuava pelo Vasco da Gama. Foto: Wikipedia.

Quando avaliamos os números de Heleno de Freitas, é inevitável a surpresa com o que deve ter sido o seu alto desempenho na carreira futebolística. Um dos paratextos de Nunca houve um homem como Heleno, o “Sumário de jogos e gols” (NEVES, 2012, p. 293-299) revela números impressionantes: ao todo, Heleno teria disputado 304 jogos oficiais, assinalando um total de 249 gols, sem contar os jogos e gols assinalados na Colômbia, na chamada “Liga Pirata”, atuando pelo Atletico Junior, da cidade de Barranquilla. Embora tenha atuado pelo juvenil do Fluminense, sua carreira profissional fez-se no Botafogo, no período de 1939 a 1948. O período de 1941 a 1947, sem dúvida, como mostram os números, foi uma época áurea do craque, podendo ser considerado o grande jogador brasileiro daquela década: em 1941, foram 37 jogos e 30 gols; em 1942, 32 jogos e 34 gols; em 1943, 28 jogos e 24 gols; em 1944, 28 jogos e 24 gols; em 1945, 27 jogos e 22 gols; em 1946, 33 jogos e 42 gols; em 1947, 26 jogos e 19 gols.

Por sua vez, sua passagem pelo Club Atlético Boca Juniors em 1948 já não foi tão exitosa: foram 17 jogos e apenas 07 gols. De volta ao Rio de Janeiro em 1949, defendendo as cores do Clube de Regatas Vasco da Gama, no célebre “Expresso da Vitória”, Heleno de Freitas voltou a apresentar números igualmente expressivos: foram 24 jogos com a camisa cruz-maltina e um total de 19 gols. Atuou também no Atletico Junior Barranquilla, da Colômbia, em 1949-1950, pelo Santos Futebol Clube, aliás, sem nenhuma atuação em jogo oficial, pelo América do Rio, em 1951, onde realizou apenas 01 partida oficial, sua estreia no Maracanã, na qual foi expulso aos 25 minutos de jogo, e teve atuações tanto pela seleção carioca, quanto pela seleção brasileira, sendo que o seu melhor ano com a camisa da seleção foi 1945, com 07 jogos e 09 gols, além de ter se sagrado campeão da Copa Roca em 1945 e da Copa Rio Branco em 1947.

Para além desses números, o relato biográfico Nunca houve um homem como Heleno pauta-se pela escrita da vida de um “herói trágico”. Não faltam nesse relato os episódios mais picantes e controversos na vida do jogador, num oscilar entre campo e extracampo, entre a vida de atleta e a vida social. Segundo Márcia Barros Valdívia, na trajetória de Heleno de Freitas,

houve a interface entre o futebol, os excessos da vida noturna e a loucura. Muitos ainda o reconhecem como o célebre jogador de futebol, para outros companheiros de seu tempo foi um boêmio viciado em éter e mulheres. Para elas, foi um galã sedutor, para sua família um problema, para os médicos alguém que sofria perturbações mentais. (VALDÍVIA, 2015, p. 39).

Eis, pois, os ingredientes principais explorados por Marcos Eduardo Neves ao conformar a escrita da vida de um “herói trágico” como Heleno de Freitas. Encerramos estas considerações com uma citação extraída do livro El fútbol a sol y sombra (2010), do escritor uruguaio Eduardo Galeano, que, num breve texto intitulado “Gol de Heleno”, assim reverencia aquele que, além de Garrincha, foi um dos “heróis trágicos” do futebol brasileiro e mundial:

Heleno de Freitas tenía estampa de gitano, cara de Rodolfo Valentino y un humor de perro rabioso. En las canchas, resplandecía.

Una noche, perdió todo su dinero en el casino. Otra noche, perdió no se sabe dónde todas sus ganas de vivir. Y en la última noche murió, delirando, en un hospicio. (GALEANO, 2010, p. 96).

Referências

CAMPOS, Joyce Neves de. Ação, destino e deliberação na tragédia grega e na ‘Ética’ aristotélica. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2012.

COSTA, Gilmário Guerreiro da. Tragédia, finitude e os impasses da filosofia do trágico. Clássica, Belo Horizonte, 23, 1/2, p. 42-54, 2010.

DOSSE, François. O desafio biográfico: escrever uma vida. Trad. Gilson César Cardoso de Souza. São Paulo: Edusp, 2009.

GALEANO, Eduardo. El fútbol a sol y sombra. Buenos Aires: Siglo Veintiuno Editores, 2010.

HELIODORA. Um papo com Marcos Eduardo Neves, escritor de ‘Nunca houve um homem como Heleno’. Central 42. 24 ago. 2012. Disponível em: https://central42.com.br/novo/um-papo-com-marcos-eduardo-neves-escritor-de-nunca-houve-um-homem-como-heleno/. Acesso em: 26 jul. 2019.

NEVES, Marcos Eduardo. Nunca houve um homem como Heleno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2012.

VALDÍVIA, Márcia Barros. As múltiplas faces e a beleza de Heleno de Freitas: entre a boemia, o futebol, os lenitivos e a loucura. Cordis. História: Cidade, Esporte e Lazer. São Paulo, n. 14, p. 38-54, jan./jun. 2015.