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Mário Filho: os anos de formação (1927-1938)

Denaldo Alchorne de Souza

O Negro no Futebol Brasileiro (1947,1964), de autoria de Mário Rodrigues Filho, é certamente a obra mais debatida, defendida e criticada já produzida no Brasil sobre a temática do futebol. No meio acadêmico, o livro é referência obrigatória de centenas de estudos que se defrontam sobre a temática. Muitos o consideram “uma obra de significativa importância para a história do futebol brasileiro (talvez a mais completa fonte historiográfica já levantada sobre o nosso futebol) e, mais que isso, uma contribuição valiosa para a compreensão de nossa identidade e cultura”[i]. Para esses, o livro tem todo o estatuto reservado a uma obra considerada “séria”.

No extremo oposto estão os que veem o livro como uma “história mítica que vai sendo atualizada adequando-se às demandas de construção de identidade e/ou às denúncias antirracistas, independentemente do piso sociológico, histórico ou antropológico do qual os textos afirmam partir”[ii]. Para muitos deles, não tem o mínimo valor “científico” e as fontes utilizadas não possuem qualquer veracidade. A obra não passa de uma crônica romanceada sobre o futebol carioca, transfigurado em futebol brasileiro.

Já outros, situados numa posição intermediária do debate, defendem que o livro seja tratado como um texto clássico, sujeito a debates e revisões; aliado a mesma tradição das obras realizadas por Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Hollanda e Caio Prado Junior, que procuraram na mesma época interpretar o Brasil e o sentido de “ser brasileiro”[iii]. Ainda outros, fugindo ao debate específico sobre a história do futebol brasileiro, procuram enfatizar o tipo específico de linguagem utilizada em O Negro no Futebol Brasileiro. Estes consideram que Mário Filho e sua obra foram uma espécie de Sharazade moderna, possibilitando a renovação da linguagem e dos recursos de representação dos fatos esportivos[iv].

Obviamente, estamos diante de um dos assuntos mais polêmicos sobre a bibliografia do futebol no Brasil. Os debates em torno da obra são inúmeros. Entretanto, é necessário afirmar que o livro, apesar do destaque dado ao futebol carioca, consolidou uma representação que se tornou hegemônica do futebol brasileiro ao associar um ideal de integração nacional e racial com o profissionalismo, a astúcia, a habilidade e a mestiçagem do jogador patrício, contra uma representação idealizada do futebol europeu que valorizava o jogo coletivo e a força.

A primeira edição do livro, então intitulado O Negro no Foot-ball Brasileiro, não surgiu da noite para o dia[v]. A obra era o resultado de uma carreira no jornalismo esportivo do Rio de Janeiro que em 1947 já completara duas décadas. Mário Filho era filho do grande jornalista Mário Rodrigues e irmão do não menos famoso escritor Nelson Rodrigues, do artista plástico Roberto Rodrigues, do cineasta Milton Rodrigues e de mais dez irmãos. Desde tenra idade, seu pai o influenciou para o trabalho jornalístico e para o espírito empreendedor. Em seus jornais, Mário Rodrigues dava destaque para a página política, onde empreendia diversos ataques pessoais a homens públicos, e para a página criminal, onde esmiuçava a vida particular das vítimas e dos suspeitos. A agressividade jornalística de Mário Rodrigues colocou-o ao lado do presidente Washington Luís e de seu candidato para a eleição de 1930, Júlio Prestes[vi].

Mário Filho começou a trabalhar em 1925 no jornal de seu pai, A Manhã. Sua primeira função foi a de gerente. Levou quase um ano nessa função, mas, assim que pôde, se tornou jornalista da página literária, onde semanalmente publicava contos, trechos de romances e poemas. Em 1927, abandonou a página literária e se dedicou exclusivamente à direção da parte esportiva. Quando, em 1928, o pai saiu de A Manhã e fundou Crítica, o filho continuou na frente dos esportes do novo periódico.

O jornalista estava satisfeito em trabalhar com esportes. Mas o assassinato do irmão Roberto em 1929, por causa de uma notícia vinculada na Crítica sobre um caso de separação, e a morte do seu pai meses depois, obrigaram Mário e seu irmão Milton a assumirem toda a responsabilidade pelo jornal. A situação da família piorou ainda mais quando caiu o governo de Washington Luís e os revolucionários de 1930 fecham a Crítica[vii].

Nesse momento de dificuldades, quem socorreu o jornalista e sua família foi Roberto Marinho, que o convidou em 1931 a assumir a página de esportes do jornal O Globo. Ele concordou desde que pudesse levar junto seus irmãos Milton, Nelson e Jofre[viii].

Mário Filho. Foto: Reprodução.

Em meados de 1931, o jornalista conheceu Mário Martins. Este resolveu financiar a criação de um jornal esportivo. Com a permissão de Roberto Marinho, que lhe alugou a gráfica de O Globo, nasceu o Mundo Sportivo. O jornal durou apenas oito meses e deixou como principal herança a criação do concurso de escolas de samba do Rio de Janeiro[ix].

Apesar do insucesso de O Mundo Sportivo, Mário Filho continuou à frente da seção esportiva de O Globo. Neste ofício, conseguiu estabelecer contatos e relacionamentos. Com uma verba para o cafezinho, ele marcava entrevistas e conversas no Café Nice com diversas personalidades ligadas ao futebol e aos demais esportes. Era amigo de Arnaldo Guinle, que era a pessoa mais influente do Fluminense e uma das mais poderosas do esporte brasileiro; e era concunhado José Bastos Padilha, presidente do Flamengo[x].

No conflito que dividiu o meio esportivo entre 1933 e 1937, Mário Filho defendeu o profissionalismo e a recém-criada Liga Carioca de Futebol (LCF). Acreditava que os atletas deveriam ser pagos para jogar, como qualquer outro profissional, já que muitos viviam em condições de extrema de pobreza. Em grande parte, tais jogadores eram negros e mulatos e, além da pobreza, sofriam com o racismo inerente à sociedade brasileira.

Quando o futebol surgiu no Brasil, no final do século XIX, era praticado por jovens de nível social destacado que se reuniam nos intervalos de suas atividades para praticar “o esporte pelo esporte”. Eles próprios custeando as despesas do divertimento e dentro do mais puro amadorismo. Só podiam jogar os que fossem sócios do clube. Funcionava como um símbolo de status quo, como um diferenciador de classes e raças, um referencial para as pessoas que queriam se autoafirmar como brancas, ou “embranquecidas”, e serem aceitas na alta sociedade.

Naquela época, diferentemente dos teóricos europeus, acreditava-se que a mestiçagem iria terminar por branquear o povo brasileiro. Já que o negro era considerado menos evoluído biologicamente que o branco, o cruzamento interracial terminaria por fazer perpetuar apenas o sangue e os genes do branco. Este era, de forma bem geral, o princípio da teoria do branqueamento, que assumiu algumas variações no formato, mas nunca perdeu o horizonte de que com o tempo a mistura das raças levaria ao branqueamento do povo brasileiro.

Não era somente entre intelectuais como João Baptista de Lacerda e Oliveira Viana que tais ideias eram aceitas. Na verdade, eram valores consolidados por largo espectro da sociedade brasileira. Muitos negros assimilaram os preconceitos, os valores sociais e morais dos brancos. Nesse contexto, o racismo brasileiro era peculiar, pois a própria vítima do racismo assumia o papel de seu algoz ao reproduzir o discurso discriminatório do qual ela mesmo era vítima.

Em relação ao futebol, apesar do elitismo inicial, o esporte foi aos poucos conquistando a preferência popular. Negros, mulatos, trabalhadores e desempregados passaram a olhar com mais interesse a novidade. Todos podiam estranhar, no início, aquele espetáculo de vinte e duas pessoas correndo atrás de uma bola. Entretanto, existia algo viril e dramático nesse jogo que levavam aquelas pessoas, sofridas com a vida, a extravasarem seus rancores e desilusões numa partida de futebol. Se negros e mulatos passaram a adotar o futebol como prática lúdica nos seus horários de lazer, bem diferente foi a sua introdução como atletas nos grandes clubes, todos eles defensores do amadorismo. Afinal, o jogador negro e pobre, para jogar em alto nível, precisava receber um salário. Tal barreira foi transposta aos poucos e, de acordo com a cidade, em ritmos diferenciados.

No Rio de Janeiro, Mário Filho foi um dos mais proeminentes questionadores do amadorismo puro, de jogar pelo “amor à camisa”. Para o jornalista, se eles não fossem pagos, o espetáculo futebolístico ficaria sem a presença de grande parte de seus principais artistas: os jogadores mais pobres, os negros e mulatos, os que jogavam nas várzeas e nos subúrbios. Ele também sabia que o jornalismo esportivo seria beneficiado com o profissionalismo, já que o interesse do público iria aumentar.

Na verdade, a criação do jornalismo esportivo foi paralela à invenção do futebol profissional. Para José Sérgio Leite Lopes, a imprensa esportiva era parte fundamental do espetáculo esportivo. Eram dois lados de uma mesma invenção. Mas essa dupla invenção só era viável com a condição de instituir-se um mercado profissional de jogadores e um mercado profissional de jornalistas que tinha interesse no mercado esportivo[xi]. De certa forma, o jornalista esportivo, ao “reescrever” um acontecimento, criava o espetáculo esportivo, produzia a demanda para esse espetáculo e perpetuava uma narrativa sobre a sociedade em que vivia.

E era o que Mário Filho fazia com frequência: ele criava a demanda para o espetáculo esportivo. Na LCF, por exemplo, os clubes eram poucos, os de mais destacados eram o Fluminense e o Flamengo. Eles teriam de jogar várias vezes entre si no mesmo turno e returno. E, como forma de incentivo, o jornalista passou a promover o Fla-Flu, transformou o domingo de Fla-Flu num domingo de festa. Quando terminava a temporada de futebol, passava a promover o jiu-jitsu, o remo, a natação, o boxe ou a competição automobilística do “Circuito da Gávea”. O primeiro “Circuito da Gávea”, em 1933, foi um fracasso. Mário Filho chegou à conclusão que precisava de promoção e, no ano seguinte, começou a falar dele com meses de antecedência. Criou-se a expectativa. No dia do evento, os outros jornais viram-se obrigados a cobri-lo.

Deu uma atenção especial aos espectadores, criando entre eles uma cultura esportiva. Na semana de cada jogo estimulava-os a se superarem. Incentivava a usar os uniformes, a levar bandeiras e a cantar o hino dos seus clubes. Os grupos mais criativos, mais festivos e mais organizados ganhavam taças e medalhas. Premiava o primeiro espectador a chegar ao estádio. Sorteava uma geladeira entre eles. Também eram feitas competições entre os seus leitores. Patrocinava eventos entre times de bairros, promovia corridas de garçons, de jornaleiros, de motoristas de táxis e gincanas com a plateia dos estádios[xii]. Aos poucos, os simples espectadores de eventos esportivos se transformavam em torcedores apaixonados.

Em 1936, já era conhecido em todo o Rio de Janeiro. Foi quando Arnaldo Guinle, José Bastos Padilha e Roberto Marinho lhe propuseram ajuda na compra do Jornal dos Sports, que Argemiro Bulcão tinha fundado em 1931. Com o Jornal dos Sports, Mário Filho, mais que um jornalista, se tornou o grande divulgador dos esportes no Rio de Janeiro e um dos mais importantes do país.

Entretanto, para aumentar a vendagem do Jornal dos Sports e de O Globo, Mário Filho tinha que ouvir seu público, tinha que ter a sensibilidade de compreendê-lo. Era necessário ser influenciado pelos trabalhadores, pelas pessoas humildes, brancos, negros ou mulatos, saber do que eles gostavam ou não. Essa influência recebeu no contato com as pessoas das ruas, no exercício de seu ofício de jornalista.

Desde quando começou a trabalhar com a imprensa esportiva em 1927 nos periódicos de seu pai, teve uma postura diferenciada em relação ao contato que deveria ter o jornalista com seu público. Em A Manhã e na Crítica, os esportes ganharam um espaço pouco visto até então. As fotografias eram sempre destacadas. Não somente atletas perfilados antes do início da partida; mas em movimento, chutando a bola, caindo ao chão, se chocando com o adversário. Também havia as fotos de jogadores vivendo a sua vida comum, com roupas de passeio, com as namoradas e esposas, dentro de suas casas. Muitas vezes, um detalhe era evidenciado. Quando o jogador do Fluminense Alfredo recebeu um chute do zagueiro Itália em seu joelho, Mário Filho e sua equipe foi na casa do atleta fotografá-lo em seu leito de dor[xiii].

Nelson Rodrigues e Mário Filho. Foto: Reprodução.

Suas reportagens não chocavam somente pelo tamanho e fotografias, mas também pela linguagem. Ele tinha um estilo que o aproxima da linguagem do torcedor comum, sem se tornar vulgar. Simplificou o nome dos clubes. Até então os jornais se referiam ao Club de Regatas Flamengo ou ao Fluminense Foot-ball Club. Mário Filho simplificou para Flamengo e Fluminense, como os torcedores faziam na rua. E mais: ele aproximou os jogadores dos leitores, fazendo entrevistas que mostravam o lado mais humano dos atletas. Um exemplo foi quando sua equipe publicou em Crítica a série “Memórias de um jogador de futebol”. Na apresentação da reportagem, assim estava escrito: “D. Antônio I, ex-imperador da bola, começará na terça, a contar ao público esportivo […] as aventuras rocambolescas da sua vida de footballer”. E continuava: “São episódios interessantíssimos, onde são postos a descoberto todos os episódios vividos nos bastidores” do esporte. “São páginas repassadas de ironia, de chiste, de sentimentos, de tudo, em suma”[xiv]. Pronto! A expectativa estava criada no leitor.

Mário Filho flertava com folhetim, o conteúdo era narrativado e as matérias dramatizadas[xv]. Os jogadores eram convertidos em mitos, com destaque para as suas trajetórias de vida, sempre muito sofridas e cercadas de obstáculos. Eram mitos, mas não eram distantes do grande público. Eram humanos, como eles.

Para Walter Benjamin, a experiência que passa de pessoa a pessoa é a fonte a que recorrem todos os narradores. “Seu dom é poder contar sua vida; sua dignidade é contá-la inteira”[xvi]. Uma vida que não incluía apenas a própria experiência, mas em grande parte a experiência alheia. Mário Filho era isso, um contador de histórias. Um contador de histórias sobre o futebol carioca e brasileiro que absorvia o seu material não somente do fato objetivo em si, mas principalmente da experiência de vida das pessoas comuns, do simples leitor que se identificava com as histórias contadas por ele nos jornais por onde passou.

Por tudo isso, seu irmão Nelson Rodrigues costumava dizer que Mário Filho foi o fundador do jornalismo esportivo: “O que era e como era a crônica esportiva antes de Mário Filho? Simplesmente não era, simplesmente não havia. Sim, a crônica estava na sua pré-história, roía pedra nas cavernas”. Até que, um dia, surgiu Mário Filho. “Tudo mudou, tudo: – títulos, subtítulos, legendas. Abria-se a página de esportes e lá vinha o soco visual: – o crioulão do Flamengo, de alto a baixo da página”[xvii].

Mário Filho não foi o único fundador da crônica esportiva carioca. Contrariando a assertiva de seu irmão, outros cronistas nas décadas de 1920 e de 1930 estavam buscando uma nova linguagem, inspirada no folhetim, que aproximasse o leitor do evento esportivo. Podemos citar a equipe do Diário Carioca, pertencente a José Eduardo Macedo Soares, que chegou a ter oito páginas dedicadas aos esportes em suas edições de domingo e de terça. Henrique Maximiano Coelho Neto foi outro escritor que se dedicou à imprensa esportiva e ao enaltecimento de seu “time de coração”, o Fluminense. Apesar de sua paixão clubística, tudo o que ele escreveu sobre o futebol se tornou um tema de debates entre os simples torcedores, assim como entre os intelectuais. Outro nome foi o de Edmundo Bittencourt, dono do Correio da Manhã, que chegou a ser pioneiro ao patrocinar competições entre as seleções carioca e paulista de futebol. Também existiu a equipe de Cigarra Esportiva, revista pertencente a Gelásio Pimenta, que teve em Antonio dos Santos Figueiredo o jornalista responsável pelas matérias sobre o futebol. E, finalmente, houve Max Valentim, incansável jornalista que trabalhou em Vanguarda, A Noite, O País, A Batalha, Diário da Noite, Jornal do Brasil e, principalmente, O Imparcial[xviii]. Neste último, Max Valentim procurou criar uma linguagem própria para o fenômeno esportivo. Ao contrário de Mário Filho, o seu estilo era incisivo, combativo, crítico e irônico.

Portanto, não devemos esquecer que a formação de um estilo próprio na imprensa esportiva carioca foi obra de uma geração de jornalistas que, nas décadas de 1920 e 1930, procurou contar boas histórias, criando representações culturais e sociais em torno do universo esportivo e da sociedade brasileira[xix].

Ou seja, a memória e a bibliografia – jornalística ou acadêmica – sobre a imprensa esportiva carioca e brasileira tem valorizado a imagem de Mário Filho de tal forma que a produção das crônicas esportivas de outros autores que tanto ajudaram a elevar a vendagem dos jornais e a consolidar a imprensa esportiva foram relegados ao esquecimento. Preferimos acreditar que o processo de formação do jornalismo esportivo foi multivocal e que o “pioneirismo” de Mário Filho foi o resultado de um contexto histórico, vivenciados por diferentes atores, que presenciou o surgimento concomitante do espetáculo esportivo e da imprensa esportiva.

Entretanto, é inegável que a participação de Mário Filho entre 1927 e 1938 em jornais como A Manhã, Crítica, Mundo Sportivo, O Globo e Jornal dos Sports foi proeminente e fundamental para o desenvolvimento do jornalismo esportivo e para o autoconhecimento de suas possibilidades narrativas.


NOTAS:

[i] GORDON JR, César. História social dos negros no futebol brasileiro: primeiro tempo. Pesquisa de Campo, Rio de Janeiro, nº 2, 1995, p. 72.

[ii] SOARES, Antônio Jorge. História e invenção de tradições no campo de futebol. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 13, nº 23, 1999, p. 120.

[iii] Ver: SOUZA, Denaldo Alchorne de. O Brasil Entra em Campo! São Paulo: Annablume, 2008.

[iv] Ver: SILVA, Marcelino Rodrigues da. Mil e Uma Noites de Futebol. Belo Horizonte: EdUFMG, 2006. Ver também: COSTA, Leda Maria da. O negro no futebol brasileiro: entre a História e a Literatura. Revista UNIABEU. Tecnologia, v. 3, p. 30-45, 2010.

[v] RODRIGUES FILHO, Mário. O Negro no Foot-ball Brasileiro. 1. ed. Rio de Janeiro: Irmãos Pongetti, 1947.

[vi] CASTRO, Ruy. O Anjo Pornográfico. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 45-58.

[vii] O jornal Crítica foi fechado no dia 24 de outubro de 1930.

[viii] CASTRO, Ruy. O Anjo Pornográfico, op. cit., p. 111-122.

[ix] Quando inaugurou o jornal, esqueceu que o primeiro número do Mundo Sportivo saiu justamente no fim do campeonato carioca de 1931, vencido pelo América. Os meses seguintes não teriam campeonatos de futebol ou de qualquer outro esporte. Então, eles tiveram a ideia de escrever sobre as escolas de samba. Os desfiles na Praça Onze eram espontâneos e já se faziam “votações” populares, mas sem critérios definidos. Mário Filho formou um júri do Mundo Sportivo para avaliar quesitos como bateria, harmonia, a ala das baianas, a comissão de frente e os carros alegóricos. Durante duas semanas, o Mundo Sportivo divulgou o acontecimento e, no final, a campeã foi a Estação Primeira de Mangueira. Ibidem, p. 115-117.

[x] Ibidem, p. 131. Sua esposa, Célia, era irmã de Lília, que era casada com Padilha.

[xi] LOPES, José Sérgio Leite. A vitória do futebol que incorporou a pelada. Revista USP, São Paulo, nº 22, jun. 1994, p. 82.

[xii] ENCERRAM-SE amanhã as inscrições para a “corrida do jornaleiro”. O Globo, ed. matutina, 19 dez. 1936, p. 8.

[xiii] A SELVAGERIA sádica de Itália, inutilisou Alfredo para o resto do campeonato! A Manhã, 2 set. 1928, p. 2.

[xiv] MEMÓRIAS de um jogador de foot-ball. Crítica, 12 abr. 1929, p. V.

[xv] Ver: COSTA, Leda Maria da. O negro no futebol brasileiro, op. cit., p. 30-45.

[xvi] BENJAMIN, Walter. O narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. In: BENJAMIN, Walter. Magia e Técnica, Arte e Política: ensaios sobre literatura e história cultural. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 221.

[xvii] RODRIGUES, Nelson. O homem fluvial. RODRIGUES FILHO, Mário. O Sapo de Arubinha. São Paulo: Companhia das Letras, 1994, p. 8-10.

[xviii] Ver: TOLEDO, Luiz Henrique de. Lógicas no Futebol. Dimensões simbólicas de um esporte nacional. São Paulo: Hucitec/Fapesp, 2002.

[xix] Não podemos nos esquecer que na mesma época a crônica esportiva estava sendo desenvolvida em outras cidades do Brasil, com destaque para São Paulo que contava com nomes como Thomaz Mazzoni, Paulo Várzea, Salathiel Campos e tantos outros.