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O dono do Canindé

P. Marcondes

Prazer, Oleúde

Domingo, duas da tarde. A Rede Vida dá uma pausa na programação religiosa e cede o espaço — quase altar — na grade a duas dançarinas de umbigo de fora e coxas à mostra. A ruiva e a oriental são encarregadas de animar a plateia do Futebol e Criança, espécie de Passa ou Repassa com perguntas e respostas sobre o ludopédio. O programa é gravado pela Federação Paulista de Futebol. Na faixa dos 12 anos, a criançada só sossega o faixo quando a apresentadora/jornalista/modelo/namorada-do-presidente-da-federação, Carolina Galan — num curto vestido amarelo — anuncia o próximo convidado: “Oleúde José Ribeiro, o Capitão”.

De calças jeans, sapatos marrons reluzentes e camisa manga curta bege, muito bem passada, surge um sujeito discreto. O olhar fixo e concentrado no passo seguinte, sempre firme, cada vez mais perto de seu assento. O rosto rústico abriga a testa comprida e larga, emoldurada pelo cabelo bem aparado, o que traz o ar definitivo de seriedade. Detrás das câmeras, pode-se contemplar o milagre de camarote: é como se o pai de cada um dos 50 e poucos guris acabasse de entrar no estúdio. Já não há mais bagunça, conversa paralela, nada. Eles não têm idade suficiente para ter visto Capitão em campo carregando pianos — na maioria das vezes pela Portuguesa, o que, na maior parte das vezes na Portuguesa, equivale a imensos pianos, quase órgãos. Tampouco puderam torcer com aquela Lusa que uniu as quatro grandes torcidas paulistas pelo título brasileiro de 1996. Mas agora estão vendo, e mais, prestando atenção — façanha inversamente proporcional à idade dos meninos.

Bem antes do Canindé, dos pianos, Capitão era apenas o mineiro Oleúde — homenagem do pai a um primo de Belo Horizonte e não a Hollywood, Califórnia, como eternizou o folclore do futebol. “No começo da carreira eu dava mais entrevista pra explicar como escrevia o meu nome do que sobre futebol mesmo”, revela com a voz pausada. O começo a que se refere corresponde a “18 de abril de… mil novecentos e oitenta… e… cinco”, relembra aos poucos, com exatidão, o dia em que um professor do colégio o convidou a testar a sorte em Cascavel, 70 quilômetros distante do município de Capitão Leonidas Marques, Paraná, onde morava com os pais e seis irmãos. Suas atuações como meia-direita do time da fazenda do pai chamaram a atenção na pequena cidade (atualmente, com 16.432 habitantes), que rebatizaria o menino de nome complicado.

Antes da gravação do Futebol e Criança, na sala dos bastidores, ele narrou o dia do teste no Cascavel Esporte Clube (hoje extinto, fundido e refundado como Cascavel Clube Recreativo).

Na parte da manhã eu tava na fazenda, trabalhando com os bois, arando a terra e à tarde fui fazer o teste… e foi um só, eu arrebentei. O rapaz tocou pra mim, eu dominei, devolvi de calcanhar, deixei ele na cara do gol, sozinho, e ele fez. O técnico me chamou “ô guri, vem cá, você tá aprovado”, falei “beleza”.

Direto e, ao mesmo tempo, calmo e autêntico, Capitão não mentiria ou exageraria seu teste, a coisa aconteceu precisamente assim, não duvide. Com 48 anos, ele consegue transformar qualquer silêncio passageiro em momento de suspense… até o instante em que abre a boca novamente e repassa serenidade, com a voz gentil e o tom calmo.

Depois de uma meia-dúzia de boas aparições saindo do banco durante o campeonato estadual, Oleúde foi chamado para a seleção paranaense, a caminho do antigo torneio brasileiro de estados. No comando, encontrou alguém igualmente direto: Elói Krüger, treinador que, carente de volantes no elenco, o forçou a assumir a posição. “‘Ó, você querendo ou não, eu vou te botar de volante e então vou te avaliar. Se eu gostar — e eu já estou gostando — você vai continuar’… aí eu joguei, gostei e ainda fiz o gol. Ganhamos de 1 a 0, gol meu”. Elói pegou o “meia-direita Oleúde” e devolveu o “volante Capitão” ao Cascavel.

“Depois ele chegou e foi falando com cada um: ‘Toninho vai jogar aqui. Miltinho, aqui’. Aí chegou em mim, ‘Capitão… de hoje em diante vai ser Capitão, tá bom?’ ‘Está’, respondi.”

No ano seguinte, Mário “Fofoca” de Carvalho, já falecido garimpeiro de novos talentos e dirigente português, abordou o atleta impressionado, sentenciando com o sotaque enrolado: “rapaz, vou te levar pra Portuguesa!”

Capitão e o escudo da Lusa. Foto: Bibi Monteiro.

 

Prazer, Portuguesa

Em sua coluna para a finada Revista ESPN de janeiro de 2012, intitulada “Fundamentos Básicos para Educar Filhos”, o jornalista (e torcedor-militante) Flavio Gomes dá uma boa noção de como é torcer para a Portuguesa. Para garantir que seus dois pequenos seguissem a tradição como rubro-verdes, mais do que puro convencimento, foi preciso ser engenhoso e maquiavélico. A cada partida da Lusa contra o inofensivo Rio Branco de Americana, por exemplo, o pai relatava aos filhos que a Portuguesa ganhava do Santos, de Robinho e cia — de uniforme semelhante. Quando o adversário era o humilde Anapolina que vestia vermelho, os meninos achavam ver seu time vencer o Manchester United, da Inglaterra. E contra o distinto Remo do Pará, tinham a certeza de testemunhar mais um triunfo de rotina sobre o Chelsea.

Os degraus de cimento do estádio Dr. Osvaldo Teixeira Duarte (o Canindé, capacidade para 21 mil pessoas) são pouco apelativos, com vista panorâmica para a desagradável Marginal Tietê — num universo distante das novas arenas higienizadas da Copa. A impressão é de que são sempre as mesmas pessoas ali à beira do rio malcheiroso, sofrendo com cada gol perdido da Portuguesa, entra ano e sai ano. No Brasileirão de 2012, a equipe lusitana teve a pior média de público dos 20 participantes do campeonato (4.200 torcedores); só escapou do rebaixamento na última rodada. No ano seguinte, o clube não teve a mesma sorte. Pelo contrário, protagonizou o rebaixamento mais quixotesco dos mais de 40 anos do Campeonato Brasileiro. E como toda tragédia na Portuguesa é sempre pouco, a Lusa terminou 2014 relegada à Série C, pela primeira vez em sua história.

O passado lusitano reflete outra imagem no espelho, diferente da atual, muito maior, sem dúvida. Fundado em 1920, junção de diversas associações da colônia portuguesa na cidade, o clube disputou títulos de igual para igual com os grandes dos anos 30 a meados dos 80. Porém, a última conquista de primeira divisão da galeria, por mais irônica que pareça, acabou dividida com o Santos, depois de o juiz errar a conta na decisão de pênaltis da final do Paulista de 1973. O árbitro Armando Marques anunciou o time de Pelé como campeão antes da hora, com uma cobrança ainda por bater, e a Portuguesa — aproveitando-se, já com poucas chances — desceu para o vestiário e, dali, direto para o ônibus. Nos últimos anos, a escassez de vitórias de relevância não renovou a leva de torcedores nas gerações mais jovens, fazendo com que a torcida diminuísse.

A relação de Capitão com a Lusa começa justamente no início das vacas magras no Canindé, em 1988, estreando numa partida contra o Coritiba e marcando um de seus escassos gols — ao todo, 24 em 18 anos de carreira. Sua posição de volante, vale dizer, fica encarregada de patrulhar a entrada da defesa e proteger seus zagueiros. No caso de Capitão, um “cabeça-de-área”, mais recuado, com raras aparições no ataque. Ele prossegue a narrativa: “da noite pro dia eu tava no Canindé, treinando com o Waldir Peres e o Zenão”, citando o goleiro com três idas às Copas do Mundo nas costas e Zenon, ex-camisa 10 da Democracia Corintiana. “Naquela época se jogava com um volante ao invés de dois, como é hoje, e eu tinha que correr por dois… ainda mais por que o Zenão não marcava ninguém”, diverte-se na memória com os primeiros pianos. Para o rapaz simples que criava gado, tirava leite, plantava arroz, feijão e ia para as peladas balançando na caçamba do caminhão até dois anos atrás, São Paulo e “Zenão” eram outro mundo.

Capitão no gramado do Canindé. Foto: Bibi Monteiro.

A mão de Zico

Depois de uma participação pífia na Copa do Mundo da Itália, em 1990, a seleção e o balípodo nacional tentavam se reinventar presos ao dilema 1) da crença cega no futebol-arte — havia 20 anos sem trazer a Copa e 2) da esperança no pragmático futebol europeu (sobretudo o defensivista estilo italiano). Enquanto isso, do outro lado do mundo, o Japão era apresentado ao esporte bretão pelas mãos, principalmente pés, de um craque brasileiro. Já em fim de carreira, Zico encontrou um país em que a prática começava a se desenvolver, ganhar força e representar grandes oportunidades de negócio. Logo a liga local se reformulou e mudou de nome: J-League, além de virar destino de vários jogadores brasileiros.

Em janeiro de 1994, a Portuguesa disputou um amistoso contra o então campeão nacional, o Kashima Antlers de Zico, em solo nipônico.

“Nós ganhamos de 3 a 1 e eu fiquei de marcar o Alcindo, que lá era como um Pelé. Praticamente não deixei ele jogar e, quando dava, ainda marcava o Zico. Numa cobrança de escanteio, o Zico chegou e avisou: ‘ó, você vai vir jogar aqui, hein’. Falei ‘legal, faz uma força aí então, mas agora sai do meu pé que eu tenho que marcar o Alcindo.’”

Após o jogo, o Galinho entrou no vestiário reforçando a notícia. Um mês depois, Capitão morava no Japão, tinha um motorista 24 horas à disposição e estreava pelo Verdy Kawasaki. Viajou com mala, cuia, esposa e dois filhos — um deles, recém-nascido.

Com os numerosos brasileiros na J-League, houve o intercâmbio de estilos: “o campeonato japonês era muito mais rápido, o jogador brasileiro ia lá passar um pouco de cadência e o ritmo foi mudando”. A vida foi mudando muito mais: fuso horário, língua, cultura e até a mão inglesa eram empecilhos. “O café-da-manhã lá é um prato frio de almoço daqui, com salada e tudo mais…”, exemplifica. Um ano mais tarde, Oleúde e família desembarcavam de volta a São Paulo com o título da J-League e da Copa Nabisco na bagagem. “Eu até hoje tenho uma moral tremenda lá, igual a que tenho na Portuguesa”. Era justamente a Lusa chamando o volante de volta e, dessa vez, para entrar para a história.

O time vice-campeão brasileiro de 1996.

 

A Copa do Mundo de 1996

Capitão afirma não recordar exatamente quando e sob quais circunstâncias vestiu a braçadeira de capitão pela primeira vez. Tem a impressão de que tenha sido na primeira passagem pela Portuguesa, talvez na segunda, certamente não no Japão, por conta do idioma. Mas a verdade é que o camisa 5 da Lusa sempre demonstrou fortes características de liderança, fora e dentro de campo, onde constantemente orientava os companheiros no grito. Capitão sempre foi capitão, com ou sem a braçadeira, na cancha ou em qualquer lugar.

“O Capitão tá ali perto da Toca do Leão”, indicam da guarita da entrada, na rua paralela à Marginal. De dentro do espaçoso carro metálico, se escondendo da chuva, sai o homem bem arrumado. Vestindo camisa, suéter e calça na altura do umbigo, ganha cumprimentos e saudações das faxineiras ao professor da academia instalada embaixo das numeradas. E da sala de musculação, Oleúde começa a contar a história do que, para ele, valeu por uma Copa do Mundo.

A Lusa de 1996 foi a sua seleção brasileira, composta por atletas experientes e promessas formadas na base. “Tinha o Zinho pela esquerda; o falecido Alex Alves e o Rodrigo Fabri na frente; o meio-campo com o Caio aberto, comigo e o Gallo, o Zé Roberto fazendo a esquerda; o Carlos Roberto na lateral, Valmir na lateral-direita; a zaga com Emerson e César; Clemer no gol”, resgata com facilidade a lembrança de um time unido, com muito “jogador de grupo” — como diz a gíria boleira.

“Tem uma passagem da Bíblia que resume bem: ‘Um reino dividido não subsiste’, ou ‘não subsistirá’… se você for analisar, (um time) é como um exército — não para uma guerra mesmo, e sim uma guerra simbólica. E os atletas precisam se unir, correr um pelo outro. Naquele time isso acontecia”.

Ao final das 23 rodadas do Campeonato Brasileiro de 96, a Portuguesa somava 36 pontos — apenas um a mais que Internacional, Sport Recife e São Paulo -, na última das vagas para a fase final. “Para nos classificarmos na última rodada, nós precisávamos ganhar do Botafogo fora de casa, do empate ou da vitória do Bragantino sobre o Inter em Bragança — naquele dia, graças a Deus o centroavante do Inter chutou um pênalti no poste! — e que o Sport não ganhasse em Porto Alegre. Rapaz, foi bem desgastante”. Nas quartas de final, a Lusa superou o favorito Cruzeiro, primeiro colocado na fase anterior. Na semifinal, outro mineiro, o Atlético e, outra vez, nova surpresa: uma vitória rubro-verde e um empate em Belo Horizonte. “A gente tinha um time muito arrumadinho, então sabíamos que iríamos chegar. Mas pra diretoria, não vou nem falar pra torcida, foi uma surpresa… pro Brasil todo foi uma surpresa”, redimensiona. Com a disputa pelo título entre Portuguesa e Grêmio, o estado paulista se viu representado pelos simpáticos garotos do Canindé — e os abraçou. “Foi muito bacana, reunimos corintianos, santistas, palmeirenses, são-paulinos… e ainda tinha a torcida do Inter”, sobre os rivais gaúchos.

A primeira partida da finalíssima colocou 29 mil pessoas no estádio do Morumbi — muitas delas, torcedoras de outras equipes engrossando o coro lusitano. Ao término dos 90 minutos, um gol de falta (Gallo) e outro de carrinho (Rodrigo Fabri) davam a vantagem de 2 a 0 à zebra rubro-verde. A batalha, agora, era em Porto Alegre.

“Se o clima era de guerra?… Olha, era um clima hostil, mas a gente tava acostumado. Isso é lá fora, das quatro linhas pra dentro nós tínhamos que resolver”

Com três minutos, os gaúchos ganhavam por 1 a 0 (gol de Paulo Nunes) e o placar eletrônico piscava em letras maiúsculas: “SÓ FALTA UM. INCENTIVE, TORCEDOR GREMISTA. DEPENDE DE VOCÊ”. A Portuguesa segurava a pressão adversária e, eventualmente, se arriscava à frente. Capitão vai perdendo o olhar no vazio: “dava pra ver na cara deles que eles não tinham mais força pra nada. Faltava pouco, bateu o desespero, eles largaram tudo lá atrás, parte tática, defensiva… Aí teve o lançamento do Carlos Miguel”. Sobravam seis minutos no cronômetro, seis minutos para a maior glória da Associação Portuguesa de Desportos.

Hoje, quase duas décadas depois, Capitão esmiúça o modus operandi do sistema defensivo que deveria ter funcionado. “Se viesse baixa, eu tirava, se viesse alta, o César tirava. Do lado esquerdo tinha o Carlos Roberto marcando o Aílton.”

A bola veio alta, alta demais. A caminho da linha de fundo, longe do alcance do atacante gremista, fora de qualquer perigo, a pelota foi cabeceada por César. “Se ela sai pela linha de fundo, era tiro de meta e acabaria assim (…), mas o César teve o vacilo. Quer dizer, ele não, NÓS erramos! É assim que tem que falar: NÓS acertamos e NÓS erramos”, corrige-se.

O balão voltou para a grande área, pingou levemente no chão, Aílton fugiu de Carlos Roberto e encheu o pé esquerdo (ainda que destro), sem chances para o goleiro Clemer. As imagens da transmissão televisiva são emblemáticas, mostrando Capitão desabar na linha da pequena área assim que a bola estufa a rede. Com a mão esquerda na barriga, os sentimentos voltam.

“Eu senti um impacto dentro de mim, bem no interior. Sabe quando estouram aquela bomba de 1 real bem perto de você, e faz aquele TUM? Era algo inacreditável, pelo que já tínhamos feito, conquistado… se a gente tivesse jogado mal ainda.”

Logo, parte da decepção para o reconforto: “olha, eu sei que Deus tem um propósito. João 13, versículo 7: ‘o que Eu faço agora tu não entendes, mas entenderás depois’. Na hora a gente ficou muito triste, chateado mesmo. Mas o Aílton, que fez o gol do título, se você o colocasse ali pintado de ouro puro antes do jogo, a torcida não queria. Deus honrou ele e ele fez o gol”.

“Antes ou depois de nós, quantas vezes falaram de um vice-campeão? Você se lembra? Não, só aquela Portuguesa. O único vice-campeão lembrado até hoje!” Lembrado e marcado. O título não veio, mas ficou a fama e o reconhecimento: “até depois, nos outros times que joguei, sempre me chamavam de ‘Capitão da Portuguesa’… ‘ó lá o Capitão da Portuguesa!’”. Em 1998, enfim, a primeira conquista em solo brasileiro: o Campeonato Paulista pelo São Paulo, jogando improvisado como zagueiro. Em 99, campeão gaúcho pelo até então algoz Grêmio. Ainda acumulou passagens por Guarani, Portuguesa Santista, Botafogo de Ribeirão Preto, CSA e Sport. Em 2004, encerrando a carreira, Capitão retornou ao Canindé, tornando-se o jogador que mais vezes vestiu a camisa rubro-verde, mais de 500 jogos, entrando definitivamente para a história. Durante o bate-papo no programa Futebol e Criança, com a testa brilhando de suor devido ao calor e a forte iluminação do estúdio, Oleúde confessa o sonho de criança no microfone, “quando eu era pequeno, queria ser três coisas: piloto de avião, motorista de ônibus ou jogador de futebol… eu queria conhecer o Brasil, o mundo”, e o mundo também o conheceu.

Oleúde, o eterno Capitão da Lusa. Foto: Bibi Monteiro.


Entrevistei Oleúde, o eterno Capitão da Lusa, entre os meses de dezembro de 2012 e janeiro de 2013. À época, a Portuguesa havia escapado do rebaixamento na última rodada do Brasileirão, após um empate sem gols no Canindé que o ex-volante preferiu não acompanhar de perto. Capitão havia deixado o cargo de treinador — chegou a “estagiar” com Muricy, no São Paulo — no sub-15 da Lusa para evitar o conflito de interesses com os seus dois meninos, ambos laterais na base do clube. Hoje os dois abandonaram o sonho realizado pelo pai e fazem faculdade em Araras, onde Capitão divide seu tempo entre interior e capital paulista.


Publicado originalmente no Puntero Izquierdo, que é uma revista digital de publicação de histórias de futebol.