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Ordem e progresso: o primeiro título de Sampaoli

Bruno Núñez

A frase “Ordem e Progresso”, cunhada por Auguste Comte, pensador do positivismo, pode se confundir com uma instrução de um técnico que pede um ataque de maneira ordenada à sua equipe. Talvez não houvesse um lema “costurado” à bandeira do Brasil tão apropriado à fama do futebol jogado por aqui. Um dos treinadores que mais honrou essa afirmação no território brasileiro em 2019 foi um estrangeiro. Jorge Sampaoli deu uma cara única ao Santos Futebol Clube, mesmo com todas as polêmicas que findaram em sua saída. Poucos sabem, mas “Ordem e Progresso” já tinha muita ligação com o argentino antes de ter contato com o país, seja ao dirigir a seleção chilena na Copa do Mundo de 2014 ou treinar um clube do Campeonato Brasileiro. “Orden y Progreso” faz parte da primeira conquista da carreira do estrategista de Casilda.

O mesmo lema idealizado por Auguste Comte adorna o brasão do Club Atlético Belgrano. A instituição fundada em 23 de março de 1923, em Arequito — um pequeno município de 7 mil habitantes no interior da Argentina — foi onde Sampaoli experimentou o gosto de ser campeão pela primeira vez. O título da Liga Casildense de Fútbol em 1996 inaugurou a prateleira de troféus do argentino.

Originário de Casilda, uma cidade da província de Santa Fé, 56 km distante de Rosário, Sampaoli sempre foi um emblema do Alumni — time da sua cidade natal, do qual era torcedor e defendeu as cores durante sua carreira de jogador amador. Ao pendurar as chuteiras, o Zurdo (canhoto, em português), como é conhecido pelos seus amigos, assumiu o comando das categorias de base do Alazán, onde obteve sucesso conquistando alguns títulos. Depois, começou a treinar o time principal em 1994 e conseguiu levar a equipe para duas decisões seguidas da Liga Casildense, uma no ano em que assumiu o elenco e outra em 1995, mas não trouxe a taça. A glória estaria a sua espera na cidade vizinha, Arequito, separada pela Ruta Provincial 92 por apenas 30 km.

Quando o técnico chegou em 1996, o Belgrano de Arequito amargava uma seca de 18 anos sem gritar “campeão” da Liga Casildense, o campeonato regional amador da cidade de Casilda e arredores. Para piorar, o rival 9 de Julio chegava ao campeonato como tricampeão consecutivo: 1993, 1994 e 1995, sendo que nos dois últimos a vítima da decisão foi o Alumni de Sampaoli.

“Tínhamos que frear o 9 de Julio de qualquer jeito. Sampaoli chegou com um trabalho coordenado e muito produtivo tanto no tático quanto no físico. Seu preparador físico era Pablo Fernández, que depois foi trabalhar com Ramón Díaz no River Plate e no Japão”, relata Alexis Valoppi, um apaixonado pelo Belgrano de Arequito que presenciou de perto o trabalho do técnico.

Sampaoli, à esquerda, com a taça da Casildense de 1996. Foto: acervo de Alexis Valoppi.

“Em 1996 colaborei com o elenco com o que eles precisavam. Fui o churrasqueiro daquele time, já que toda quinta-feira comíamos depois dos treinos. Uma noite, acompanhei o Zurdo no treino dos goleiros. Os dois jogadores da posição e ele no arco, mais dois atletas e eu chutando no gol para ajudar na atividade. Eram 20 bolas alinhadas na linha da área das 18 jardas. Foi divertido (risos)”, conta Valoppi.

Outra testemunha do trabalho de Sampaoli em Arequito no ano de 1996 foi Horacio Vailatti. Na época, o então lateral-direito do Belgrano já notava o estilo de jogo que ficou famoso nas passagens do técnico por Universidad de Chile, seleção chilena, Sevilla e Santos.

“Ele sempre manteve esse espírito, desde aquele campeonato que ganhamos em 1996. O formato e o sistema de jogo eram os mesmos. A linha era de 4, não de 3, mas sempre mantivemos um espírito de time agressivo, intenso e corredor. Uma equipe que pressionava o rival. Seu trabalho sempre esteve baseado nisso. Tratava de automatizar o ritmo, a agressão, o desgaste”, afirma o ex-jogador.

O comportamento do técnico também não mudou dos seus tempos em Arequito.

“O Zurdo sempre queria estar em cima de nós. Se em algum momento ele era expulso, subia na árvore, em um poste de luz, ele sempre queria estar próximo do time. Mantinha sempre a mesma intensidade da equipe. Ele vivia da mesma maneira que vive hoje. É o jeito dele”, diz Vailatti.

Adepto dos métodos de Marcelo “El Loco” Bielsa não apenas em campo, Sampaoli seguia à risca a obsessão pelo jogo do seu “mentor”. Não importava se a liga era amadora. O técnico estudava com a ajuda de seus auxiliares todos os elencos do campeonato.

“Por estar perto nos treinamentos, tive o enorme privilégio de ouvi-lo falar com a equipe sobre a tática. Ele sabia como jogava cada atleta da Casildense. Todos! Ele conhecia as virtudes e defeitos dos jogadores rivais. Então, antes de cada partida ele instruía seus dirigidos a como enfrentar cada um deles”, revela Alexis Valoppi.

Mesmo amadora, a Liga Casildense não é fácil. O Belgrano de Sampaoli tinha pela frente o rival 9 de Julio e o Huracán de Chabás, que havia montado o melhor time no papel. O começo do trabalho em Arequito trouxe dificuldades para o técnico, que chegou a ser pressionado por parte da torcida pelos resultados ruins, mas sua convicção no título era muito grande mesmo com esses tropeços.

“Eu nunca me esqueço de uma frase dele. No fim do primeiro turno o clube esteve muito mal, perdendo três partidas seguidas. O Belgrano não vencia e a torcida estava enfurecida. Eu estava dentro do campo esperando o treinamento e perguntei para o Zurdo como ele enxergava a equipe, porque eu estava preocupado por conta dos últimos jogos. Então ele me disse: ‘Alexi, seremos os campeões. Eu garanto’. Convicção e autoestima sempre no alto”, revela Valoppi.

A dificuldade para Sampaoli não vinha apenas dos rivais da Casildense. Além do Belgrano, o técnico treinava o Argentino de Rosario — que disputava a terceira divisão argentina, além de ser sua primeira experiência em uma equipe que jogava competições da AFA — e trabalhava em Los Molinos, cidade próxima a Casilda e Arequito. Só sobrava o período da noite para o treinador ajeitar os seus comandados.

“Na época, o banco onde Sampaoli trabalhava foi privatizado (o Banco Província de Santa Fé, onde o técnico era caixa), então ele foi para outro órgão governamental. Acabou transferido pro Juizado de Paz de Los Molinos, como Secretário do Juiz”, conta Valoppi.

Com tantos deveres, Sampaoli chegou a pensar em deixar o cargo em Arequito. “Sua cabeça era um caos. Via mais problemas que soluções. Ameaças e agressões verbais se tornaram comuns no entorno belgranista. O ar era cada vez mais irrespirável”, escreve Pablo Paván, na biografia do Zurdo entitulada No escucho y sigo, que cita o clima hostil em Arequito com o técnico e também com os jogadores, principalmente os que viviam na cidade.

Ainda assim, o Belgrano de Sampaoli começou a mostrar bom futebol e acalmou os torcedores que queriam sair da seca de 18 anos. O treinador classificou a equipe de Arequito às instâncias decisivas do campeonato. O time do Zurdo derrotou o eterno rival 9 de Julio, atual tricampeão e que estava invicto há mais de 40 partidas, além de ter superado o Unión Casildense nas semifinais. A decisão da Casildense de 1996 seria contra o Huracán de Chabás.

O time da campanha de 1996 tinha alguns jogadores de renome no interior. O meio-campista Rubén Aníbal Miño havia sido tricampeão consecutivo com o 9 de Julio e virou a casaca para defender o Belgrano, além de ter atuado como profissional em grandes clubes como Huracán, Independiente e o trio de Córdoba: Belgrano, Instituto e Talleres. Outro destaque era o atacante Marcelo “El Tachi” Díaz, também com passado pelo Instituto cordobês. Seu companheiro de posição, Fernando de Paul também obteve holofotes com seus gols e foi o artilheiro do elenco dirigido por Sampaoli.

Tragédia e festa

Ruben Morelli, o craque do Huracán de Chabás. Foto: Reprodução.

Rubén Omar Morelli, El Ratón, era um dos jogadores mais experientes daquela edição da Liga Casildense. Em sua trajetória como profissional, defendeu Rosário Central, Instituto de Córdoba, Gimnasia y Esgrima de Jujuy, entre outros. Aos 33 anos, era o craque do Huracán de Chabás, rival do Belgrano na final do campeonato.

No primeiro jogo da decisão, Morelli fez um dos gols do Huracán. Para a raiva de Sampaoli, que estava suspenso e dirigiu o time da cabine da rádio Arequito, o clube de Chabás venceu em casa o Belgrano por 2 a 1, que descontou com Tachi Díaz. “Se não acontecer nada de estranho, seremos campeões”, sentenciou Ratón a um jornalista da região.

Faltando três dias para a partida da volta em Arequito, Morelli, que era pintor quando não estava em campo, trabalhava em cima de um andaime com cartazes. A alta temperatura fez com que Ratón optasse por tirar sua camiseta. Seu corpo transpirado e os cabos de alta-tensão entraram em contato e o craque do Huracán recebeu uma descarga elétrica mortal. Chabás estava de luto.

“A morte de Ratón Morelli foi muito dura. Mesmo sendo nosso rival, um jogador de peso e o atleta que fazia o Huracán de Chabás funcionar. Foi um golpe grande para todos. Era um colega, muito querido e gente boa. No segundo jogo da final, em nosso estádio, todas as pessoas gritaram em coro o seu nome, tanto a nossa torcida quanto a deles”, relata Horacio Vailatti.

Contra o combalido elenco de Chabás, o Belgrano foi melhor em Arequito, no Viejo Charquito, e venceu por 2 a 0, com dois gols marcados por Fernando de Paul, o que forçou a final ter uma terceira partida, dessa vez em Casilda. O futebol na Casildense continuava mesmo sem Morelli.

Em meio a toda essa tragédia, a primeira consagração de Sampaoli estava muito próxima. A decisão ficou para o estádio do Alumni, clube que o Zurdo jogou e sempre foi fiel às suas cores. No dia 24 de novembro de 1996, o sol ardia sobre o gramado de Casilda. O Belgrano teve um pênalti no começo do jogo, que foi defendido pelo goleiro do Huracán. Para piorar, o elenco de Chabás saiu na frente. Porém, dos pés de Rubén Miño veio o empate antes do fim do primeiro tempo. Coco Capitani deixou o time de Arequito em vantagem no começo da segunda etapa para alívio do treinador. A consagração veio de fato com o tento de Fernando de Paul. O 3 a 1 tirava o grito de campeão do clube azul e branco depois de 18 anos.

A equipe campeã da Casildense 1996. Foto: acervo de Alexis Valoppi.

“Foi a maior festa da história de Arequito. Começou no dia 24 de novembro, em Casilda, e na volta para casa começou a se formar uma caravana de carros nunca antes vista. Em Los Molinos, povoado da região, cortamos a estrada festejando. Quando chegamos em nossa cidade existia uma fila de 5 km de carros. Tiramos as mágoas de 18 anos sem títulos. No dia seguinte, a comemoração continuou no meio da rua. Foi assim até o dia 11 de janeiro, quando aconteceu a cerimônia oficial”, afirma Valoppi.

Sampaoli comemorando o título. Foto: Reprodução.

A festa ficou em Arequito, mas Sampaoli se foi. Muitos dizem que a pressão pela conquista foi tanta que ele necessitou de novos ares e nem apareceu na cerimônia oficial, preferindo aproveitar suas férias no litoral argentino. Depois, o Zurdo levantaria a taça da Casildense mais duas vezes em sua carreira, ambas pelo Aprendices Casildenses, em 1999 e 2000. Chegou a ter uma segunda passagem pelo Belgrano em 1998, sem sucesso. Seu último ano no campeonato foi em 2001, quando dirigiu o Alumni. Em 2002, foi para o futebol peruano, onde comandou o Juan Aurich. E o resto da história já é mais conhecida.

Além de Sampaoli: Arequito, Belgrano e sua torcida

Com apenas 7 mil habitantes, Arequito é aquele lugar onde todos os moradores se conhecem. “Nem todos são amigos na cidade, mas convivemos. E, sim, conhecemos todos. Você me aponta alguém que anda por uma rua daqui e eu te falo onde ele vive, com quem ele sai, como se chamam os pais, os irmãos, etc. (risos)”, conta Alexis, que se divide entre seu trabalho como chaveiro e o seu amor pelo Belgrano.

A história de Alexis Valoppi e do Belgrano se confundem.

“Minha relação com o clube começa no mesmo dia em que eu nasci: 27 de outubro de 1968. Nessa data, foi disputada a primeira final daquele ano diante do nosso eterno rival, o 9 de Julio de Arequito. Foi um 0 a 0 de visitante. Em 3 de novembro, vencemos por 3 a 1 em casa, e ganhamos o título da Casildense pela terceira vez consecutiva. Também fui jogador das divisões infantis e juvenis, além de ter participado em outras disciplinas no clube: natação, vôlei e karatê”, explica.

Atualmente, o torcedor, que já foi o churrasqueiro da equipe de Sampaoli, é responsável por uma página do clube no Facebook que informa sobre os fatos marcantes e notícias do lado social da agremiação.

Valoppi define o Belgrano de Arequito da seguinte maneira: “Somos o Boca Juniors da Casildense. O sentimento sai do fundo da alma. Somos passionais, chatos e festeiros. Acima de tudo, fiéis às cores”, afirma Alexis.

Belgrano de Arequito: o elenco de 1996 posado com a Pantera Azul. Foto: Acervo de Alexis Valoppi.

Uma curiosidade é que Arequito é considerada o Centro Sojeiro da Argentina e sedia a Festa Nacional da Soja. Uma importante peça da agropecuária do país, essa indústria recentemente impulsionou o futebol a nível nacional. O Club Agropecuario Argentino de Carlos Casares, município da província de Buenos Aires, saiu das últimas divisões interioranas e alcançou à Primera B Nacional, o segundo escalão da AFA. Porém, a história nessa pequena cidade de Santa Fé é bem diferente.

“A campanha do futebol local é financiada com o dinheiro dos sócios e simpatizantes que colaboram. Muitos deles são agrônomos que plantam soja. Diferente da situação de Carlos Casares, onde o dono do Agropecuario, Bernardo Grobocopatel, possui e planta quase o dobro do distrito rural de Arequito. É uma diferença muito grande”, explica Alexis.

Como Valoppi disse, a maioria do investimento do futebol local vem dos sócios do clube. Outra maneira curiosa de juntar dinheiro são os jantares, principalmente quando o plantel é apresentado para a nova temporada. Um dos recordes desse evento foi no dia 11 de janeiro de 1997, quando a equipe dirigida por Sampaoli juntou 2194 pessoas para comemorar a Casildense de 1996.

O Belgrano tem uma história vasta que vai além de Sampaoli. Arequito já revelou muitos nomes de peso. “Da nossa categoria de base saíram atletas como Hugo José Saggioratto (campeão da Libertadores e Mundial pelo Independiente), Fabián Cancelarich (vice-campeão da Copa do Mundo de 1990) e Germán Gerbaudo (ex-jogador do Rosário Central)”, relata Valoppi. Além deles, o meio-campista Marcelo Trobbiani, membro do plantel campeão da Copa do Mundo de 1986, vestiu a camisa azul quando era criança.

Atualmente, o Belgrano joga no Estádio 25 de Mayo, com capacidade para quase 8 mil pessoas, dentro de um complexo esportivo apelidado por Valoppi como “Panteródromo”, por conta do apelido do clube: Pantera Azul. Nas arquibancadas as faixas mais vistas são da barra La 14 Azul, sempre presente, nos bons e nos maus momentos.

Seguindo os passos do Zurdo

Horacio Vailatti. Foto: acervo de Alexis Valoppi.

Lateral-direito do time campeão de 1996, Horacio Vailatti é um símbolo no Belgrano. “Surgi como jogador nas categorias de base do clube e fiquei 11 anos no time principal. Com 29 anos, joguei meu último campeonato pela equipe e decidi estudar para ser técnico”, conta o ex-jogador.

“Com Sampaoli eu aprendi muito. Incorporei muito dele. Sou dessa filosofia de jogo, onde a entrega é o pilar da ideia”, afirma. Vailatti chegou a trabalhar com o seu antigo comandante, mas por conta de diversos problemas teve que desistir do cargo.

“Quando Jorge foi para o Aprendices Casildenses, onde foi campeão várias vezes, eu comecei a pré-temporada como ajudante dele. ‘Vem trabalhar comigo, quero você para dirigir a equipe reserva’, ele me disse. Eu aceitei, mas tinha me casado, vivia em Rosário, tinha uma filha pequena, pouco dinheiro e estava pagando as viagens de ônibus do meu próprio bolso. Então, falei com Sampaoli e decidi sair do cargo porque não conseguia me manter assim. Foi um momento muito duro”, relembra Vailatti.

“Depois, comecei minha carreira como técnico no Central Córdoba de Rosário, trabalhando na categoria de base, em diversas faixas de idade. Depois fui para o Tiro Federal e cheguei a dirigir o time reserva. Ganhei dois campeonatos de base com eles”, relata.

Assim como Sampaoli, Vailatti também desembarcou na Casildense. E desde que assumiu o Atlético Pujato em 2015, o ex-jogador coleciona títulos do campeonato da região de Santa Fé. Na pequena Pujato, que não chega a ter 4 mil habitantes, Vailatti levantou quatro vezes a taça de campeão, nos anos de 2015, 2016, 2018 e 2019, e já superou o seu “mentor”, que venceu três vezes a Liga Casildense.

A Casildense

A torcida do Belgrano de Arequito. Foto: Acervo de Alexis Valoppi.

Arequito e Casilda, terra de Sampaoli, são próximas. Fundada em 1911, a Liga Casildense surgiu como um campeonato para todos os clubes dessa região. Em anos anteriores, o primeiro colocado conseguia jogar o Argentino C, na época, a quinta divisão do futebol argentino. A única vez que o Belgrano disputou o torneio nacional foi na temporada 2007–08, mas acabou no último lugar do seu grupo. Hoje em dia, a Copa Santa Fé, que reúne todos os times campeões da província, é o principal meio de classificação ao Torneo Regional Federal Amateur, equivalente a quarta divisão do país.

Além das já citadas Arequito e Casilda, a Casildense tem equipes de Chabás, Coronel Arnold, Fuentes, Los Molinos, Pujato, Sanford e Zavalla. O maior campeão é o Alumni, time do coração de Sampaoli, com 18 títulos, seguido por Aprendices Casildenses (14), Atlético Chabás (12) e 9 de Julio (10). O Belgrano tem oito, conquistados em 1966, 1967, 1968, 1975, 1976, 1977, 1996 e 2011.


Texto publicado originalmente no Medium.

Como citar

NúñEZ, Bruno. Ordem e progresso: o primeiro título de Sampaoli.