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Torcidas organizadas e escolas de samba: G.R.C.E.S. Torcida Jovem do Santos

Bernardo Borges Buarque de Hollanda, Luigi Bisso Quevedo

Nota explicativa. Esta série é parte integrante do projeto “Territórios do Torcer – uma análise quantitativa e qualitativa das associações de torcedores de futebol na cidade de São Paulo”, desenvolvida entre os anos de 2014 e 2015, com o apoio da FAPESP. A pesquisa foi realizada em parceria pelo CPDOC, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e pelo Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB), equipamento público vinculado ao Museu do Futebol/Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. A proposta aqui é trazer os relatos orais das lideranças de torcidas organizadas, de modo a entender o processo de transformação desses subgrupos torcedores nas associações recreativas conhecidas como escolas de samba. Foram entrevistadas duas dezenas de líderes dessas associações, entre fundadores, ex-presidentes, lideranças e atuais presidentes de agremiações carnavalescas. À luz dos depoimentos, o objetivo é compreender como a memória coletiva desses subgrupos enquadra e justifica o surgimento dos grêmios associativos, quer seja como bloco quer seja como escola de samba. Para tanto, expomos os discursos nativos e as justificativas apresentadas por líderes de cada uma das torcidas-escolas.

 

A Jovem do Santos tem uma longeva relação com o universo carnavalesco. Torcida fundada em 1969, foi a partir de 26 de setembro de 1978 que passou a organizar-se como bloco e, em seguida, constituiu-se como escola de samba. Apesar das décadas, a elevação de status de bloco a escola de samba foi tardia e ocorreu somente em 2003. Em parte devido a isso, a GRES Torcida Jovem nunca chegou a desfilar no Grupo Especial do carnaval paulistano, ao contrário das quatro torcidas-escolas rivais: Dragões, Gaviões, Independente e Mancha.

Sua melhor posição na hierarquia dos desfiles foi uma passagem pelo Grupo de Acesso, o que equivale à segunda divisão do Anhembi. Em 2018, encontrava-se no Grupo 1 – equivalente à terceira divisão –, mas foi rebaixada para o Grupo 2, desfilando em 2019 na quarta divisão, ocasião em que homenageará em seu enredo as tradições africanas no Brasil: “No batuque do tambor, nosso samba tem raiz”.

Para o texto dessa semana, valemo-nos do depoimento de Cosmo Damião Freitas Cid, fundador da torcida, presidente de honra e cognominado pelos integrantes de sua agremiação de “o eterno presidente”. É o atual presidente do departamento de carnaval da torcida, cujo estatuto jurídico não separa a escola da torcida. Embora a Torcida Jovem seja ligada a um clube da cidade de Santos, sua sede social encontra-se situada na capital paulista, mais precisamente na Vila Aricanduva, zona leste paulistana.

Cosmo Damião Freitas Cid, fundador da torcida. Foto: Museu do Futebol.

Em complemento à relação das torcidas santistas com o carnaval paulista, daremos espaço também ao relato de Alexandre Cruz, ex-presidente da Sangue Jovem santista, agrupamento que mantém uma escola de samba local e que desfila anualmente pelas ruas de Santos, bem como pelo Grupo Especial do carnaval da cidade litorânea.

Cosmo Damião inicia seu depoimento com a afirmação de que as escolas criadas pelas torcidas possuem um diferencial das demais agremiações sambísticas, em função da fidelização, isto é, do maior vínculo associativo de seus integrantes. Reafirma a crítica à comercialização do carnaval, em sua opinião uma descaracterização da festa popular, e entende que muitos dirigentes das escolas de samba não são fiéis ao pavilhão que comandam:

Eu vou falar sério: eu prefiro da forma que a torcida organizada age do que as escolas de samba. Escola de samba é muito falso. E na torcida organizada não é falso. É difícil você falar de torcida organizada quando você vê que tudo é em cima da torcida organizada. “É porque ganha ingresso, é porque não sei quê”… Eu tô aí há 56 anos. Então, se generaliza. Eu sou um marginal porque já se generalizou, gente. Não é por aí, pô. Então, vamos respeitar torcida organizada. A Mangueira pô, o povo da Mangueira, com o povo da Portela, o bicho vai pegar. Por Camisa Verde e Vai-vai, o bicho vai pegar. Não vamos mentir, gente. E outra, as escolas de samba agora também já tá trocando de bandeira. Ah, o cara desfilava na Portela agora já tá no Salgueiro. Eu sou da torcida do Santos, não vou ser nunca da torcida de outro. Se nunca vai ver eu desfilar, como dirigente, numa outra escola de samba se não for na Torcida Jovem do Santos. Pô, vou convidado, mas como dirigente apenas na minha. Eu já vi dirigente mudar, já vi presidente de uma escola de samba ser presidente de outra escola de samba – isso é um absurdo, gente. Então, não dá pra comparar.

Cosmo conta que a introdução da Torcida Jovem no carnaval ocorreu depois de a corinthiana Gaviões criar seu bloco, na segunda metade dos anos 1970. Alguns dos integrantes da torcida santista já participavam do carnaval, por meio da escola Império do Cambuci, criada por sua vez em 1963, agremiação surgida como dissidência de outros grupos do universo do samba. Conforme a bateria da Torcida Jovem ganhava importância interna no grupo, por sua atuação nas arquibancadas dos estádios, foi concedida uma seção para o grupo no interior da Império do Cambuci, denominada de “Ala da Peixada”.

Em 1978, os dirigentes da Torcida Jovem decidem criar um bloco de carnaval próprio e permitem a participação de qualquer membro da torcida organizada, com direito à fantasia gratuita:

Eu vou falar por mim, vou falar pela Torcida Jovem do Santos: 1978, eu gostava de samba, alguns dirigentes nossos – a maioria – também gostava. E eu comecei a ter carinho a uma escola de samba chamada Império do Cambuci. E peguei amizade, e desde pequenininho comecei a frequentar a Império do Cambuci e a gente fez uma ala chamada “Ala da Peixada”. E eu levava os santistas pra escola. E nessa escola o presidente era corintiano roxo, mas o filho era santista, o Silvinho. Os Gaviões também já tinham relação com Vai-Vai e tal. E a gente tinha a batucada nossa, a bateria da Torcida Jovem, é uma bateria maravilhosa. A bateria nossa ganhava todos os prêmios existentes. Eu sempre gostei de batucada. A bateria nossa era maravilhosa, mas se podia trazer frigideira, cuíca, hoje não deixam mais – o que é outro absurdo. Então, a nossa bateria fazia um sucesso tremendo. E nós íamos cada vez crescendo… Então, de três tamborins, aí já tinham dez. Nós éramos uma bateria de escola de samba na arquibancada. E nos levou a desfilar. Então, nós desfilávamos em dia de jogos em pleno Morumbi, em pleno Pacaembu. E não podíamos ficar fora da festa maior desse país, que é o carnaval. E nós saíamos na “Banda Bandalha”, do Plínio Marcos, e tirávamos uma onda bacana. E a partir dali, resolvemos, então, formar o bloco carnavalesco da Torcida Jovem do Santos, em 1978, e desfilamos em 1979. E de lá pra cá ficou como bloco e tal e aonde nós dávamos um lazer ao nosso associado. Então, todo associado da Torcida Jovem do Santos tinha o direito de desfilar – e ganhando a fantasia gratuitamente. Nós participávamos dessa festa.

Cosmo Damião diz que a Torcida Jovem possui o costume de cantar nas arquibancadas um repertório oriundo das marchinhas de carnaval. Conquanto nunca tenha composto a letra dos enredos, influenciou de forma decisiva na escolha de muitos de seus temas – irônicos ou críticos à política, durante a ditadura militar e na redemocratização – e contribuiu para desenvolver o próprio estilo rítmico da agremiação:

Fiquei sendo um “patrono” disso tudo. Então, por ter idealizado, eu gosto e eu acho importante. Porque é uma parte legal, é uma parte que você une. Eu tinha uma paixão muito grande pelo bloco, porque a gente criava temas importantes. Era uma maneira de extravasar, de se expressar, contra algumas coisas, né.  Então, eu criei muitos temas bonitos com o bloco da Torcida Jovem. Por exemplo, “Hoje eu vim pra confundir, não pra explicar”, né, um tema bonito. Por quê? O quê que seria isso? Que todo mundo vinha pra confundir, uma frase do falecido Chacrinha, o Abelardo, mas ele tinha razão. Porque ele confundia e não explicava nada, né. Nós levávamos isso pra avenida. Como o “Trem da felicidade”, que é um outro tema bonito. Antigamente, tinha o “Trem da alegria”, porque nós tínhamos um governador aqui que punha um monte de gente pra viajar, então chamava o “Trem da alegria”. Enfim, os nossos temas eram esses, como “Pintando o sete”, quando todo mundo pensava que era pintando o sete, que era negócio de criança, quem que pintava o sete nesse país? Então, a gente falava, a gente abria muito a mente. Então, eu gostei muito, foi muito importante, como as outras torcidas organizadas que chegaram, hoje também fazem um espetáculo brilhante. Espero que a Torcida Jovem, por ser uma escola mais nova, porque demoramos pra virar escola de samba, que a gente amanhã esteja aí junto, não como torcida organizada, mas como escola de samba, junto com essas coirmãs, fazendo um grande carnaval. Vai ser muito legal.

*

Nós tivemos o nosso próprio ritmo… Tinha o nosso jeito próprio de torcer… Todo mundo tinha, mas o nosso era um pouco próprio. A gente até brincava, né, se é o Rio de Janeiro, cada um tinha o seu jeito lá. Um cantava marchinha de carnaval. A Torcida Jovem, pelo incrível que pareça, ela cantava muito samba-enredo. E nos sambas enredo ela, principalmente daqui de São Paulo, ela fazia alguns jingles de força. Por exemplo, nós temos um dos mais lindos, que é criação nossa, “é o campeão, o campeão, Santos querido, do coração, ôôôô..,ôôôô… ôôôô, é o campeão, o campeão, Santos querido, do coração… uma história…”.

Para Cosmo, a competição entre as escolas oriundas de torcida enriquece o carnaval paulista, principalmente no momento atual – a entrevista foi concedida em 2011 –, em que duas escolas rivais vão desfilar no mesmo dia. Também ressalta que, em sua origem, as escolas de samba de São Paulo surgiram de times de futebol, tal como praticado nos bairros da cidade. A decisão de proibir a participação de mais de uma escola de torcida no mesmo dia no Anhembi se deve mais, a seu juízo, ao temor das escolas tradicionais em competir com as agremiações emergentes, do que propriamente à ameaça de distúrbios e de violência:

Que legal, o povo vai ganhar. Duas torcidas disputando no mesmo dia, o povo vai ganhar, meu. O sambista vai ganhar com certeza. Olha… Eu adoro samba, respeito todas as coirmãs de São Paulo… O momento triste que vivi foi quando criaram isso, impedindo o desfile de torcidas no mesmo dia. Gente, se hoje o carnaval de São Paulo tá do jeito que tá, se deve muito às coirmãs de escolas de samba oriundas de torcidas organizadas. Nós não podemos esquecer que todas as escolas de samba daqui de São Paulo, sem exceção de nenhuma, todas começaram de um time de futebol. Todas começaram do batuque do campo de futebol e depois vieram a fazer… Com exceção do “Lavapés”, que também era um time de futebol, que foi a primeira escola de samba de São Paulo. Então, quando criaram esse negócio que a torcida organizada não podia desfilar no mesmo dia, não sei se foi medo de concorrer com a torcida organizada, sabe? Eu não sei, eu não posso te dizer. Mas, pra mim, parecia que era medo. Eu como nunca disputei o grupo “Especial”, fico contente de ver as coirmãs que estão lá. E a gente por demorar a formar escola de samba, somos uma escola de samba nova, estamos subindo devagarzinho… Eu gostaria de um dia desfilar no carnaval de São Paulo, na divisão principal – se Deus abençoar vou chegar lá –, e dar o espetáculo. Porque quando nós estamos lá nós não somos torcida organizada, nós somos escola de samba. E temos a preocupação de desfilar bem, levando o nome do clube. Não é apenas o nome do Gavião ou da Mancha Verde ou da Torcida Jovem. É o nome do Corinthians… Isso incomodava, pô. Isso incomodava os outros. Por quê? Porque no Nenê de Vila Matilde tem o corintiano… Só que quem é Nenê é Nenê, e quem é Torcida Jovem é Torcida Jovem. Então, não tem problema de ter essa preocupação. Faça o seu desfile, o Gavião vai lá e faz o dele. Eu quero respeito de poder desfilar porque já são 35 anos com o samba. E quando aconteceu esse problema de que uma torcida não podia, foi um dirigente também paraquedista no samba que decidiu isso… (risos).

Cosmo relata, por fim, que a Torcida Jovem participa da UESP, em razão do rebaixamento no ano anterior, 2010, mas diz que sua meta é ascender progressivamente até alcançar a Liga e o Grupo Especial. Discorre finalmente sobre os planos para o desfile do ano seguinte:

A Torcida Jovem tá no Grupo 1 da UESP (União das Escolas de Samba de São Paulo). Nós estávamos no Acesso, aí nós caímos… Em 2012, vamos fazer o Centenário do clube, né, com o tema “Santos, camisa 100 – sua bandeira no mastro da história dum passado e um presente só de glórias” – é o nosso enredo. Ah, nós vamos ter que sair pelo tempo com 1400 componentes esse ano. Esse ano de 2011 nós saímos com 1800. Esse ano nós vamos diminuir 400 integrantes, por causa do horário. Mas vamos com muita fé lá (risos).

O segundo entrevistado chama-se Alexandre Cruz da Cunha, responsável por presidir a Sangue Jovem santista nos anos 2010. Em sua trajetória de vida, Alexandre foi líder do movimento estudantil secundarista na cidade de Santos e integrante do núcleo de lideranças da ANATORG – Associação Nacional das Torcidas Organizadas do Brasil –, associação fundada em 2013. Neste contexto, participou da excursão de torcedores organizados brasileiros à Alemanha, a convite do governo daquele país, para conhecer o Fan Project, um projeto de mediação e de prevenção à violência no futebol desenvolvido pelo ministério do esporte e da juventude alemão, em parceria com a Bundesliga, federação de futebol germânica.

Alexandre Cruz da Cunha. Foto: Museu do Futebol.

Em sua contextualização da passagem das torcidas para o universo do samba, Alexandre conta que a proibição das torcidas organizadas nas arquibancadas dos estádios de futebol foi o elemento motivador e desencadeador para o ingresso da Sangue Jovem no carnaval da cidade do clube. Assim como as demais agremiações torcedoras, o líder da Sangue afirma que o carnaval foi uma saída para manter a torcida viva e ativa na virada dos anos 1990 para 2000:

Ficamos praticamente dois anos sem faixa, sem nada, e começamos a observar as grandes de São Paulo se organizando no carnaval. Então nós tínhamos a banda, então entendemos que a banda era um caminho, o carnaval, e fomos pra escola de samba. Mas demoramos, tanto que a gente conseguiu ir pra avenida só em 2006. Em um período de cinco anos. Quase a Sangue Jovem acabou. Os quatro, cinco caras que continuavam acompanhando o time, mas não criou uma forma de organização paralela. A torcida não acabou. Na verdade, ela só ficou banida dos estádios, os seus uniformes, como organização. Mas as entidades existentes, elas continuaram. A Gaviões se organizou bem, a Mancha Verde também. A própria Torcida Jovem do Santos foi bem, entendeu o reflexo político daquele momento e conseguiu fazer essa transferência para o carnaval, e mantém o pé na arquibancada. Quando voltou, caiu a lei do banimento, as torcidas voltaram com força, e a gente teve que vir engatinhando, que aí só em 92 que a Sangue conseguiu dar uma retomada nos estádios.

A escola de samba da Sangue só consegue desfilar pela primeira vez no carnaval da cidade de Santos no ano de 2006. Apesar da continuidade e da afirmação conquistada nos últimos dez anos, houve momentos de dissabores. Alexandre recorda o triste episódio ocorrido no carnaval de 2009/2010, quando um carro alegórico se chocou contra um fio elétrico e várias pessoas faleceram em decorrência da descarga elétrica:

Teve dois episódios, que foram dois episódios muito difíceis para nós, e talvez o acidente do carnaval de 2009/2010, onde que morreu quatro empurradores, tomou repercussão nacional, e, naquele momento, tanto o presidente da escola, como da torcida, eles estavam baqueados com o acontecimento, talvez com a provável desenvoltura do caso. E eu já era relações públicas, nesse momento, da torcida. Eu tomei a linha de frente da situação, relacionamento com a imprensa, o relacionamento com as famílias. Peguei advogado, no dia mesmo fui para o IML – Instituto Médico Legal – com a advogada, falei para o IML: – “Olha, vou voltar aqui. Deixei meu telefone. Chegando os familiares dos mortos, manda me procurar”. Eu percebi que o prefeito da cidade ia fazer uma coletiva às 10 da manhã, eu fui lá e marquei uma coletiva antes, para a torcida se pronunciar. Então, esse desdobramento na crise também, sem dúvida, foi um fator que acabou também, me levando à visibilidade interna e externa da torcida, e no processo também que foi necessário assumir a torcida, e também na presidência. Foi um fator também necessário, assim, talvez por ser audaz na situação. Os que faleceram não eram da torcida, mas contratados, na verdade. Essas alas de forças, são pessoas que empurram pra todas as escolas, e infelizmente o carro, em uma rua íngreme, ele foi sendo empurrado na avenida, e aí eles já querem ir para a dispersão, para correr e pegar outra escola para poder… Porque ganha por escola. Diminuiu o número de pessoas empurrando o carro. E aí eles não tiveram controle na saída da dispersão e encostaram em um fio, ainda tinha um vazamento dentro do carro alegórico, encostou no fio elétrico, uma descarga muito grande, tinha uma menina também, com a filha. Ela tirou a filha e foi puxada pela carga, e foi um episódio muito triste, assim, para a torcida. Até hoje é um processo judicial, e nós tentamos, naquele momento, ser pelo menos o mais presente possível. Uma fatalidade como aquela com as famílias, com os familiares, mas é algo que a gente não tem controle, uma grande fatalidade. Mas a gente se colocou de prontidão. Acho que foi o mais importante a gente não ter fugido do problema, e acabou até mudando a estrutura do carnaval de Santos. Mudou a forma que é a dispersão, o cabeamento, deu uma nova reestruturada no carnaval de Santos, infelizmente por um episódio ruim.

O torcedor ressalta, pois, que o caso ainda apresenta problemas legais e que afetou a imagem da torcida no carnaval e na cidade. Em virtude do trágico ocorrido, a escola mudou todo seu esquema de desfile pelas ruas de Santos e os representantes da torcida se puseram à disposição da justiça e das famílias das vítimas.

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