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Um convite a uma (auto)crítica incômoda da cisgeneridade

Maurício Rodrigues Pinto

Boca de chupa-rola. Os sons envolvidos nestas palavras me trazem momentos de medo, e conforme eu as escrevo parece que eu posso retomar àquele tatami, laranja e suado, sob o tecido grosso do kimono que talvez pudesse me esconder e proteger da profunda vergonha que senti.

E então me lembrei da criança que eu era, meio japonesa meio branca e com sua faixa verde, surpreendida e me perguntando o que “chupa-rola” queria dizer. E mesmo que eu saiba o que isso signifique agora; mesmo que eu compreenda como a cisheteronormatividade é exercida nestas instâncias micropolíticas; mesmo que eu agora consiga escrever abertamente sobre isso nas esferas acadêmicas e ativistas; as feridas da vergonha e da culpa, as risadas e invasões ciscoloniais, ainda permanecem. Como diz Jota Mombaça, a “ferida colonial ainda dói”. (VERGUEIRO, 2018, p. 19).

“[O] primeiro passo que devemos dar em direção ao desmantelamento do privilégio cissexual é eliminar de nossos vocabulários aquelas palavras e conceitos que promovem a ideia de que os gêneros [de pessoas] cissexuais são inerentemente mais autênticos que os [de pessoas] transexuais” (citação de Julia Serano, em VERGUEIRO, 2018, p. 33-34)

Na epígrafe acima, Viviane Vergueiro, uma importante teórica transfeminista brasileira, relata uma experiência vivida na infância, durante uma aula de judô. A ofensa de caráter machista e homofóbica proferida por dois garotos mais velhos foi feita de surpresa, enquanto Viviane estava distraída fazendo um gesto de formar bolhas com a saliva, hábito que mantinha durante a sua infância. Como a própria autora diz, mesmo tendo conseguido ressignificar e problematizar essa experiência, a violência das palavras permaneceu na sua memória, assim como a dor da “ferida colonial”, que vem à sua mente nas vezes em que ela se pega fazendo bolhas com a própria boca. “Ainda posso fazer bolhas com minha boca de chupa-rola, não se engane; mas depois daquele dia, penso que nenhuma outra bolha foi como antes.” (VERGUEIRO, 2018, p. 19).

Trata-se de um potente relato de uma situação de violência que, infelizmente, ainda se faz muito recorrente em vivências esportivas, que se caracterizam, muitas vezes, por expressões de masculinidade que se apoiam no machismo e na homotransfobia. Partindo de uma perspectiva teórica e política decolonial, a autora ressignifica esta experiência, fazendo dela base para um exercício crítico das formas como a cisheteronormatividade é exercida e reiterada nas micropolíticas cotidianas. Como diz muito bem Grada Kilomba (2019), outra importante teórica decolonial, quanto aos mecanismos pelos quais o racismo é reproduzido no cotidiano e faz com que pessoas negras carreguem consigo “feridas do passado colonial”, é preciso considerar:

… que a língua, por mais poética que possa ser, também tem uma dimensão política de criar, fixar e perpetuar relações de poder e de violência, pois cada palavra que usamos define o lugar de uma identidade. No fundo, através de suas terminologias, a língua informa-nos constantemente de quem é normal e de quem é que pode representar a verdadeira condição humana (KILOMBA, 2019, posição 174).

Procurando me inspirar em leituras e reflexões transfeministas e decoloniais, o objetivo deste texto é fazer um exercício de (auto)crítica ao dispositivo de poder colonizante que é a cisgeneridade – e os seus derivativos como a cisnormatividade e o cissexismo –, que reverbera em múltiplas esferas da vida. Para Vergueiro (2019, p. 34), a formulação do conceito de cisgeneridade “é parte deste exercício, no sentido de problematizar as hierarquias de autenticidade e inteligibilidade entre corpos e identidades de gênero, através de uma proposição analítica e conceitual”. Tal hierarquização, que muitas vezes acontece no plano dos discursos – tais como o científico, o médico, o legal, o religioso ou o veiculado por canais midiáticos –, acaba por tornar “naturais” alguns corpos e subjetividades (de pessoas cis ou não-trans) e materializar o status de abjeção de pessoas que não se conformam às normas binárias de gênero, tais como as pessoas trans*.1

Essa introdução é um aporte teórico importante para ajudar a entender o evento que irei reconstituir, uma discussão a princípio dada como encerrada, mas que, a meu ver, mostra que há muito ainda a ser feito e transformado nas mentalidades e atitudes, especialmente nas formas redutoras e objetificadoras como pessoas cisgênero se referem ou representam as vivências e existências trans*.2 Mesmo espaços considerados progressistas, que pautam a sua atuação pela defesa da pluralidade de visões e de perspectivas na produção de saberes, podem também vir a ser agentes da reprodução de tal hierarquização colonizante, uma vez que são também constituídos sob a influência de tais dispositivos de poder, como a cisgeneridade. A sensação de que o evento em questão não foi devidamente conversado e problematizado de forma pública e até educativa, me faz trazê-lo novamente à tona, propondo aqui um exercício de autocrítica que estendo ao Ludopédio, com quem mantenho uma relação de parceria de longa data, trazendo contribuições para esta coluna (ainda que por conta de outros compromissos e crises de criatividade, a minha presença não seja tão constante como gostaria) e a todas as pessoas que venham a ler este artigo.

Entendendo ser importante situar de onde partem as minhas reflexões, sou um homem cis, heterossexual – entre outras identificações que me atravessam e me constituíram – e estudo os futebóis a partir de suas relações com gênero, sexualidade e outros marcadores sociais da diferença. Atualmente, cursando doutorado em Antropologia Social, tenho estudado e pensado o acesso ao esporte por pessoas trans* e os dispositivos de poder e regulações que restringem e constrangem a plena participação de pessoas trans nos esportes em diferentes níveis. Um dos eixos desta pesquisa é a etnografia em que tenho acompanhado o Meninos Bons de Bola (MBB), time de futsal amador da cidade de São Paulo, formado exclusivamente por homens trans. Por conta dessa pesquisa e o seu atravessamento pelo universo dos times amadores de futebol dissidentes das normas de gênero e sexualidade, fui convidado para ser entrevistado pelo podcast O Tempo da Bola em episódio que foi lançado no início de 2021.

No dia 12 de fevereiro deste ano o Ludopédio, parceiro deste podcast, fez uma postagem no Instagram divulgando o episódio e a minha pesquisa, fazendo uma referência ao time MBB. Junto à imagem do meu rosto (em uma distante época pré-pandêmica, mais jovem, ostentando uma vasta cabeleira e podendo frequentar estádios de futebol), havia o seguinte texto: “O 1º time de homens trans do Brasil é objeto de estudo do pesquisador Maurício Rodrigues Pinto” (grifo meu).

Recordo-me que a minha reação à postagem foi um misto de sentimentos conflitantes. Por um lado, ficava satisfeito por ver o trabalho que faço sendo divulgado (algo que é tão difícil em termos de pesquisa científica, ainda mais em tempos em que o conhecimento científico vem sendo cada vez mais precarizado e tantas vezes colocado em descrédito), mas incomodado com a maneira que era posta a minha relação com o MBB e as pessoas que têm sido interlocutoras ao longo desses anos de acompanhamento do time (tendo construído vínculos afetivos que transcendem a mera relação de pesquisador-interlocutor). Na tentativa de encontrar um equilíbrio entre estes sentimentos e mesmo de ser leve e até espirituoso (grifos irônicos e autodepreciativos meus), fiz na ocasião o seguinte comentário:

No meu comentário não havia nenhuma crítica contundente ao teor da postagem e à referência ao time como “objeto” da minha pesquisa. Grato pela divulgação do meu trabalho e a atenção dada às discussões que envolvem gênero e sexualidade nos futebóis, em relação ao que efetivamente me incomodava na postagem fiz apenas a “sugestão de retificação” do termo que me parecia inadequado, procurando valorizar a relação que venho estabelecendo com os interlocutores da minha pesquisa e destacar os seus saberes e trocas ocorridas, que são extremamente importantes nas formulações de questões e interpretações feitas ao longo da pesquisa.

Na mesma imagem, vê-se a resposta do perfil do Ludopédio ao meu comentário, desculpando-se pela “imprecisão” e referindo-se ao uso do termo objeto como um “vício de linguagem”. Ainda que não me sentisse totalmente à vontade com a minha mensagem e tampouco satisfeito com a resposta recebida, não fui capaz de pensar em um modo de ação mais enfático para lidar com aquele incômodo que persistia ao ver a postagem pública que tratava interlocutores da minha pesquisa como o “objeto” de um estudo. Talvez justamente por sentir um incômodo e não fazer com que aquilo que me atravessasse na forma de uma dor ou violência sentida, optei por me desligar do assunto e fazer a vida seguir…

No dia seguinte, Bernardo Gonzales, pessoa transmasculina, professor, pesquisador, militante de causas sociopolíticas, além de também colunista e colaborador do Ludopédio, fez um comentário na mesma postagem. Acho importante destacar a colocação feita por ele, pois de forma bastante assertiva, Bernardo aponta “as vísceras do problema” presente na postagem e nas manifestações feitas posteriormente. Para embasar o seu argumento em defesa da exclusão da postagem e explicar a conotação ofensiva do termo “objeto”, Bernardo traz elementos que contextualizam a situação da população trans* na sociedade brasileira e evidencia os modos como o dispositivo da cisgeneridade atua e se reatualiza, transformando as pessoas que não se conformam a tal norma em “outros”, seres menos dignos de serem reconhecidos em sua plena humanidade e que, sob esse olhar, seriam menos capazes de racionalizar acerca da sua própria existência e produzir saberes. É desse modo que o discurso científico (na sua esmagadora maioria feita por pessoas cisgênero) ainda tem hierarquizado e objetificado corpos e subjetividades de pessoas trans*, em detrimento da complexidade dessas vivências.

O apagamento da postagem demandado por Bernardo mostra também uma preocupação pedagógica de evitar que um veículo de divulgação científica respeitado seguisse reproduzindo para o seu público noções estigmatizadoras acerca das vivências trans*, como se essas existências só pudessem ser compreendidas enquanto “objetos de estudo” de pesquisadores cisgênero. A seguir reproduzo alguns trechos do comentário feito por Bernardo, juntamente com a imagem que traz o seu conteúdo na íntegra.3 Faço questão também de registrar o meu agradecimento ao Bernardo pela sua gentileza não apenas por ter me autorizado o uso dessa imagem, mas pelas trocas e o apoio em especial para a escrita deste texto:

@ludopedio vou ser duro, mas é pra que reflitam profundamente, porque eu sinto, às vezes, que falar não tem o mesmo efeito que vir aqui e apontar as vísceras do problema.

Esse “objeto” de estudo foi ofensivo, despropositado e absurdamente incoerente. Tenho pautado essa questão há tanto tempo nos textos e falas…

Precisamos lembrar que a população trans e travesti ocupa 0,2% das cadeiras universitárias e isso não se dá por um acaso, é um processo sistemático de apagamento, genocídio e necropolítica de todo o corpo que transita fora da cisgeneridade.

[…] O que se veicula nessa mensagem é uma estrutura social de poder e coloca as identidades em nível hierárquico assustador. Ao passo que me leva a discordar veementemente de ser só um vício de linguagem, e não só uma estrutura social de poder da cisgeneridade como também reveladora em seu fim.

De coração aberto, minha sugestão é que essa postagem seja excluída. […] Sempre mantivemos um diálogo franco e aberto, mas realmente acho que apagar a postagem é a melhor maneira de desfazer esse erro grave, porque, inclusive, ao mantê-la, se ensina para quem lê e não vem aqui nos comentários que somos isso mesmo, uma minoria a ser estudada em seus escrutínios e bom, são as nossas vidas, as nossas dores, a nossa resistência. (trechos do comentário feito por Bernardo em resposta ao post – grifos meus)

Considero importante contrastar os comentários feitos por mim e por Bernardo, porque mostram algumas diferenças significativas em termos de perspectivas (uma leitura na chave de um incômodo e mal-estar e outra que se vê atravessada e consegue significar a violência que tal termo carrega no modo como se refere às existências trans*) e também no modo da atuação intelectual crítica e engajada que, de forma bem fundamentada, se propõe a romper com normas produtoras de desigualdades. Trago uma reflexão da intelectual Jaqueline Gomes de Jesus, importante teórica transfeminista, que ajuda a dimensionar o que representa adotar uma perspectiva teórica e política, no caso o transfeminismo, que se oriente pelo enfrentamento e descortinamento de estruturas e dispositivos de poder (cis)normativos:

Sustento que há dois tipos de teorias:

Aquelas que não conseguem tocar o coração dos seus defensores sem feri-los; e

Aquelas que, amabilíssimas, com as mãozinhas trêmulas tocam o rosto de seus defensores, mas rapidamente se afasta, deixando uma impressão de tamanha suavidade que ela fica parecendo mais uma dúvida do que uma afirmação.

O transfeminismo é da primeira categoria: não se conhece suas premissas e consequências sem que elas passem o dedo no glacê do bolo de nossas certezas (JESUS, 2015, p. 19).

A brilhante alegoria feita por Jaqueline parece-me muito importante para delinear os contrastes teóricos e políticos que busquei reconstituir ao expor esta sequência de comentários à postagem: a teoria que, ainda que se reconheça como aliada, coloca-se de modo dócil e até mesmo amedrontada (sem fazer de fato questionamentos que induzam a um exercício reflexivo de ordem mais estrutural) e o fazer teórico incômodo, talvez até lido como impertinente, mas que passa “o dedo no glacê do bolo das certezas” e que pela abertura do próprio coração é efetivamente capaz de tocar outros, no caso, fazendo com que a postagem fosse efetivamente retirada do ar.

Ao fazer este questionamento e trazer prints da postagem apagada, minha intenção não é a de expor o Ludopédio, tampouco fazer qualquer acusação ou promover um cancelamento de forma a apagar todas as contribuições que este portal vem fazendo ao longo de mais de uma década. Não é possível ignorar a abertura cada vez maior ao diálogo com outras epistemologias que possibilitam leituras cada vez mais complexas e abrangentes dos futebóis. Além disso, é importante reconhecer ações bastante significativas, dentre elas o programa mensal “Por outro futebol”, apresentado por Bernardo Gonzales e Fidel Machado, que trata mais especificamente de pautas ligadas às disputas políticas e sexuais que ocorrem no esporte e das expressões, práticas esportivas/futebolísticas ligadas à cultura e população LGBTQI+; e o minicurso “Corpos trans e esporte”, que será realizado neste mês de abril e contará com aulas ministradas por Bernardo, Cláudia Kessler e Wagner Xavier Camargo.

Tão importante quanto ampliar o espaço de visibilidade de outras epistemologias e perspectivas, é preciso que estejamos todes4 – e neste caso, em especial as pessoas cisgênero – realmente atentes e dispostes a ler, ouvir e acolher críticas às concepções (cis)normativas, preconceituosas e restritivas em relação aos diversos modos de ser e existir, com os quais fomos constituídes. Essas críticas servem muito menos para acusar e apontar dedos a pessoas e grupos – ainda mais quando se tratam de parceires e aliades – mas se prestam, sobretudo, para se pensar em meios de desmontar elementos de uma estrutura normativa, que ainda se revela muito violenta e desumanizadora em relação às pessoas trans*.

Desse episódio tiro a autocrítica em relação ao meu papel como um pesquisador que se entende comprometido com ideais de maior equidade de gênero e sexualidade na sua própria produção de saberes. Em um diálogo mais efetivo com saberes trans* (acadêmicos ou não), entendo a importância do cuidado nas relações e afetos construídos e na maneira como me refiro sobre questões ligadas a vivências trans*. Seguindo o bom conselho de Bernardo, é preciso reconhecer e respeitar as suas vidas, as suas dores, mas também, e sobretudo, as suas resistências. Da mesma forma é preciso saber me posicionar de forma critica, mas também de modo mais contundente ao expor e questionar os dispositivos de poder e discursos cisnormativos que se manifestam em diversas esferas da vida cotidiana – inclusive em vícios de linguagem –, reiterando estigmatizações violentas e a abjetificação (e objetificação) das corporeidades, subjetividades e existências trans*.

Esse convite à (auto)crítica que faço neste momento, tendo me dirigido também ao Ludopédio, é estendido a todas as pessoas que se propuseram a ler este texto e que se reconheçam efetivamente como aliadas e comprometidas com a plena cidadania da população trans* e de outros grupos sociais historicamente subalternizados. Passam por essa maior abertura ao diálogo, o acolhimento às críticas e a mudança de atitudes cotidianas, alguns dos caminhos de estratégias políticas pelos quais creio ser possível também vislumbrar devires futebolísticos que alcancem e incluam efetivamente a todas as pessoas.

Notas

1 O termo “trans*” (com o uso deliberado do asterisco) vem sendo bastante utilizado por teóricxs dos estudos trans e transfeministas, como a já citada Viviane Vergueiro e Jack Halberstam, entre outros. Para Halberstam (2018, p. 8), trans* “mantém aberto o uso do termo ‘trans’ [rechaçando qualquer enquadramento dentro dos pressupostos binaristas] e se nega a oferecer uma certeza mediante o ato de nomear”.

2 É chamada de cisgênero, o simplemente “cis”, a pessoa que se identifica com o gênero que lhe é designado ao nascimento e reiterado ao longo de sua socialização (JESUS, 2012; 2014).

3 Importante dizer que momentos depois desse comentário feito por Bernardo, a postagem foi retirada do ar. No entanto, não foi feita qualquer outra manifestação pública acerca do ocorrido e este texto é fruto também do incômodo diante deste silenciamento, desse entendimento de que o assunto estaria resolvido.

4 É intencional o uso de linguagem neutra em algumas passagens do texto, como no caso do “todes” justamente no sentido de se refletir e desconstruir sobre os modos como a linguagem é perpassada pelo gênero, tendendo a naturalizar a generalização e a universalização sempre no gênero masculino.

 

Referências bibliográficas

HALBERSTAM, Jack. Trans*: Una guía rápida y peculiar de la variabilidad de género (COLECCION G) (Spanish Edition). Editorial Egales, 2018.

KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios do racismo cotidiano. São Paulo: Editora Cobogó, 2020. Edição do Kindle.

JESUS, Jaqueline Gomes de. Orientações sobre identidade de gênero: conceitos e termos. Brasília: Autora, 2012.

_______ . Interlocuções teóricas do pensamento transfeminista. In JESUS, Jaqueline Gomes de (et al.). Transfeminismo: teorias e práticas. Rio de Janeiro: Metanoia, 2015.

VERGUEIRO, Viviane. Por inflexões decoloniais de corpos e identidades de gênero inconformes: uma análise autoetnográfica da cisgeneridade como normatividade. Dissertação (Mestrado em Cultura e Sociedade) – Universidade Federal da Bahia, Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos, Salvador, 2015.

________ . Sou travestis: estudando a cisgeneridade como uma possibilidade decolonial. Brasília (DF): padê editorial, 2018.

Como citar

PINTO, Maurício Rodrigues. Um convite a uma (auto)crítica incômoda da cisgeneridade. Ludopédio, São Paulo, v. 142, n. 10, 2021.