A dança das cadeiras

Autores

Luiz Guilherme Burlamaqui Soares Porto Rocha

Subtítulo

a eleição de João Havelange à presidência da Fifa (1950-1974)

Editora

USP-Capes/Intermeios

Cidade

São Paulo

Páginas

430

Ano

2020

ISBN

9786586255287

Sumário

AGRADECIMENTOS, 7

PREFÁCIO – NO CENTRO DO CAMPO, O PODER, 13
Jamil Chade

INTRODUÇÃO: A INVENÇÃO DA HISTÓRIA DA FIFA, 19
I. Do pó ao ouro?, 19
II. O acontecimento como lugar de investigação: entre o nacional e o global, 43
III. O método de exposição, 49

PARTE I – FIFA: ESTRUTURA E HISTÓRIA

1 COM QUANTAS NAÇÕES SE FAZ UM MONOPÓLIO? ESBOÇO DE UMA TEORIA GERAL DA FIFA, 57
1.1 A magia da FIFA, 63
1.2 Modernidades alternativas, 69
1.3 O avesso da pirâmide – a sociogênese de um regime de certificação, 81
1.4 A monopolização como processo, 87
1.5 Os significados jurídico-políticos da adesão à FIFA, 94
1.6 O problema da representação – a igualdade jurídica como horizonte político, 102
1.7 Cruzar a fronteira imaginada, 109

2 A RIGIDEZ INGLESA: A DESCOLONIZAÇÃO, A ASCENSÃO DE STANLEY ROUS E A FIFA NA ‘‘LONGA DÉCADA DE 1960’’: (1958-1971), 109
2.1 À procura do desenvolvimento, 109
2.2 Um espectro ronda a FIFA, 114
2.3 Stanley Rous, 1961, 131
2.4 Espólios da colonização, 149

PARTE II – ‘‘UM PELÉ LOURO’’: A ASCENSÃO POLÍTICA DE JOÃO HAVELANGE (1916-1970)

3 O ADMINISTRADOR: IDEOLOGIA E POLÍTICA NA FORMAÇÃO DE UM PATRIMÔNIO SOCIAL-ESPORTIVO (1916-1966), 169
3.1 João Havelange, uma vida extraordinária?, 173
3.2 Um corpo indestrutível, 190
3.3 A ética do fair play – dos gramados às piscinas, 201
3.4 A boca do povo brasileiro, 219

4 ‘‘UM PELÉ LOURO’’: ORGANIZAÇÃO EMPRESARIAL, PROPAGANDA POLÍTICA E A COPA DO MUNDO DE 1970, 219
4.1 “Um autêntico representante das classes empresariais”, 219
4.2 As razões do desgoverno, 225
4.3 Os empresários, a bola e a pátria, 234
4.4 Onde se vence a Copa do Mundo?, 255
4.5 A explosão de dádivas, 262

PARTE III – O MUNDO QUE NÓS PERDEMOS? A CRISE POLÍTICA DA FIFA NA FORMAÇÃO DE UMA NOVA ORDEM INSTITUCIONAL ESPORTIVA

5 NO CORAÇÃO DO MILAGRE: CABOS ELEITORAIS E PROPAGANDA POLÍTICA NA ELEIÇÃO DE HAVELANGE À PRESIDÊNCIA DA FIFA (1968-1974), 277
5.1 Amarrando os nós, 277
5.2 De Santos a Adis Abeba, 284
5.3 O desenvolvimento à brasileira, 302
5.3.1 A força do simbólico, 308
5.3.2 O povo brasileiro e seu caráter, 324

6 ONZE DE JUNHO DE 1974 – A ELEIÇÃO DE HAVELANGE À PRESIDÊNCIA DA FIFA, 331
6.1 O mapa de votação, 331
6.2 China – o último ato, 343
6.3 Um telegrama de Santiago, 354
6.4 A Europa diante do espelho, 365

EPÍLOGO – DA CRISE À CRISE: A FIFA E O LONGO REINADO DE HAVELANGE, 373

REFERÊNCIAS, 383

Sinopse

Em 1974, o brasileiro João Havelange foi alçado à presidência da FIFA numa eleição em dois turnos contra então presidente da entidade Stanley Rous. Construindo uma aliança com os países do denominado Terceiro Mundo – Ásia, Oriente Médio e África -, a vitória do dirigente brasileiro cau-sou espanto na imprensa internacional da época. Na narrativa do dirigente, a campanha é descrita como uma odisseia particular na qual o protagonista cruza dois terços do mundo na tentativa de angariar votos e desafiar o status quo institucional da entidade. Neste caso, defende-se que esta eleição pode ser pensada como um evento histórico dotado de significação social. Aqui, a eleição se configura como uma janela política a partir do qual se radiografa a dinâmica internacional em um dado momento da Guerra Fria, em particular, a compreensão dos limites e das possibilidades da agência de países periféricos neste momento. O papel ativo que o Estado civil-militar e segmentos da sociedade civil brasileira detiveram na arquitetura da campanha indica a existência de um projeto político em torno da candidatura. Nesta trilha, este livro busca compreender quais os atores sociais envolvidos, como se deu o processo de formação das redes e que agentes políticos estiveram diretamente envolvidos na campanha.

Referência

ROCHA, Luiz Guilherme Burlamaqui Soares Porto. A dança das cadeiras: a eleição de João Havelange à presidência da Fifa (1950-1974). São Paulo: USP-Capes/Intermeios, 2020.