A geopolítica do futebol em transformação: o caso chinês

Autores

Carlos Rodrigues, Emanuel Leite Júnior

Periódico / Revista

FuLiA / UFMG

Cidade

Belo Horizonte

Volume

v. 3

Número

n. 2

Páginas

p. 28-50

Ano

2018

Tema

Dossiê Sobre Copas do Mundo...

ISSN

2526-4494

Resumo (pt)

A China só esteve em uma Copa do Mundo de futebol masculino. Foi em 2002 e sua seleção perdeu os três jogos que disputou. Na 75ª posição no ranking da FIFA (junho 2018), a seleção chinesa não se classificou para a Copa do Mundo 2018. As autoridades chinesas, entretanto, querem mudar essa realidade. Para isso, em 2016 foi lançado o “Plano de desenvolvimento do futebol a médio e longo prazo (2016-2050)”. Dentre os objetivos, está o de sediar uma Copa. A meta final é ainda mais ambiciosa: fazer da China uma potência mundial. Para tal, o governo conta com o apoio da iniciativa privada. E desde o lançamento do ‘Plano’, os investimentos de empresas chinesas no futebol aumentaram significativamente, assim como na Copa da Rússia, em que marcas chinesas representaram 37% dos patrocinadores da competição. Este artigo objetiva analisar de que forma o ‘Plano’, como instrumento de Soft Power chinês, tem contribuído para mudar a geopolítica do futebol.

PALAVRAS-CHAVE: Futebol; China; Copa do Mundo; Soft Power; Geopolítica.

Abstract

China has been only once to a men’s World Cup. It was in 2002 and the Chinese team lost all three games they played. Currently in the 75th place in FIFA’s ranking, the Chinese team did not qualify for the 2018 World Cup. Chinese authorities, however, want to change this scenario. In 2016 the Chinese government launched the “Medium and long-term football development plan (2016-2050)”. One of the goals is to host a World Cup. The ultimate goal is even more ambitious: China wants to become a world football power. To this end, the government expects the support of the private sector. And since the launch of the ‘Plan’, investments by Chinese companies in football have increased significantly. As in the World Cup in Russia, in which Chinese brands held 37% of the sponsorship deals of the competition. This paper aims to analyze how the ‘Plan’, as a Chinese’s Soft Power tool, has been contributing to change the geopolitics of football.

KEYWORDS: Football; China; World Cup; Soft Power; Geopolitics.

Referência

RODRIGUES, Carlos; LEITE JúNIOR, Emanuel. A geopolítica do futebol em transformação: o caso chinês. FuLiA / UFMG. Belo Horizonte, v. 3, n. 2, p. 28-50, 2018.