A Lei Pelé e a modernização conservadora no futebol brasileiro: a concepção dos jogadores sobre os impactos do fim do passe

Autores

Francisco Xavier Freire Rodrigues

Tipo de evento

Congresso

Nome do evento

Antropologia

Nome do congresso

RBA - Reunião Brasileira de Antropologia

Edição do Congresso

25ª

Cidade

Goiânia

Ano

2006

Entidade Organizadora

ABA - Associação Brasileira de Antropologia

Resumo (pt)

Trata-se de uma investigação sociológica acerca da modernização do futebol brasileiro empreendida pela Lei Pelé (Lei nº. 9.615/98). Análise da concepção dos jogadores sobre os impactos do fim do passe no mercado de trabalho do futebol brasileiro. A Lei Pelé (ao decretar o fim do passe) estabeleceu realmente liberdade de trabalho para o jogador de futebol ou é mais uma dimensão da modernização conservadora? Mesmo reconhecendo novidades e avanços substanciais no sistema de relações trabalhistas no futebol brasileiro e nas condições sócio-profissionais resultantes da entrada em vigor do fim do passe, verifica-se que se trata de uma “modernização conservadora”, pois verificamos algumas questões na Lei Pelé que indicam uma situação híbrida (inovações em determinados aspectos, ao lado de mecanismos tradicionais, preservação de interesses dos dirigentes de clubes e federações). A modernização conservadora do futebol brasileiro se caracteriza pelo fato de que a extinção do passe pela Lei Pelé não garantiu a plena liberdade de trabalho para os jogadores devido aos Decretos e Medidas Provisórias que buscam preservar os interesses dos dirigentes e empresários através do sistema de multas rescisórias, indenizações por formação e por promoção do atleta.

Referência

RODRIGUES, Francisco Xavier Freire. A Lei Pelé e a modernização conservadora no futebol brasileiro: a concepção dos jogadores sobre os impactos do fim do passe. In: ABA - Associação Brasileira de Antropologia, 25ª, 2006, Goiânia. RBA - Reunião Brasileira de Antropologia, ABA - Associação Brasileira de Antropologia. Congresso, ABA - Associação Brasileira de Antropologia, 2006.