Antijogo: considerações em torno de uma categoria da diferença

Autores

Luiz Henrique de Toledo

Periódico / Revista

Horizontes Antropológicos

Cidade

Porto Alegre

Número

n. 56

Páginas

p. 255-291

Ano

2020

ISSN

1806-9983

Resumo (pt)

O artigo problematiza a categoria nativa de antijogo, circunscrita em princípio aos domínios esportivos, embora seja sabido que se está diante de uma daquelas metáforas que facilmente escapam da seara originária para se converter em noção geral do simbolismo acomodado em múltiplas práticas. Antijogo como má conduta, comumente tipificada como ação individual, está correlacionado à ideia de estabilidade normativa que ampara as relações e práticas esportivas, mas também pode remeter ao domínio da sociabilidade em contextos mais amplos em que aparece significando burla e contrafação. Neste artigo procuro não apenas rever criticamente a noção de antijogo como suposta antítese daquilo que ao longo do tempo se estabeleceu como substrato dos esportes, isto é, os jogos e passatempos desdobrados no interior dos Estados nacionais, tomando o futebol como exemplo, mas também enfrentar uma questão metodológica que assume o regime da diferença e não necessariamente o da identidade como fundamento das conceitualizações repostas em noções correntes que amparam algumas definições de jogo e, por simples inércia antagônica, as de antijogo.

Palavras-chave: antijogo; imitação; jogo; antropologia das práticas esportivas

Abstract

The article problematizes the native category of anti-game, limited in principle to the sportive domains, although it is known that one is faced with one of those metaphors that easily escape from the original field to become a general notion of the symbolism. Anti-game as misconduct, commonly typified as individual action, is correlated with the idea of normative stability that supports sports relations and practices, but can also refer to the domain of sociability in broader contexts where it appears to imply mocking and counterfeiting. In this article, I try to critically review the notion of anti-game not only as a supposed antithesis of what it has established itself as the substrate of sports, that is, games and pastimes, taking football as an example, but thinking as a methodological strategy: the regime of difference and not necessarily that of identity as the basis of the conceptualizations that support some definitions of game and, by simple antagonistic, those of anti-game.

Keywords: anti-game; imitation; game; anthropology of sports practices

Referência

TOLEDO, Luiz Henrique de. Antijogo: considerações em torno de uma categoria da diferença. Horizontes Antropológicos. Porto Alegre, n. 56, p. 255-291, 2020.