Hábitos de vida, motivação e aptidão física

Autores

Jose Leandro Nunes de Oliveira

Subtítulo

Estudo em crianças e jovens de 10 a 14 anos da escolinha de futebol do Grêmio Foot-ball Porto Alegrense

Orientador

Adroaldo Cesar Araujo Gaya

Faculdade / Instituição

Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Tipo

Dissertação

Área de concentração

Mestrado em Ciências do Movimento Humano.

Ano

1998

Páginas

169

Cidade

Porto Alegre

Resumo (pt)

O presente estudo, com preocupações definidas no âmbito do desporto de crianças e adolescentes, insere-se no espaço das investigações referenciadas a detecção de talentos desportivos e considerando esta como fazendo parte de um construto multidimensional, onde entre outros interfere os hábitos de vida, as motivações para a prática desportiva além das variáveis específicas da aptidão física, tem por objetivo identificar possíveis variáveis discriminantes que sejam passíveis de se consubstanciar em indicadores da presença de prováveis talentos desportivos no espaço limitado ao futebol de campo. A amostra composta por dois grupos de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos praticantes de futebol de campo no Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Nível de Prática 1 (NPl) – Composto de crianças e adolescentes que participam da escolinha de futebol e participam de um campeonato interno durante o ano. Nível de prática 2 (NP2) – Composto por crianças e adolescentes selecionados a partir do grupo 1 para as equipes de competição. A amostra selecionada é do tipo causal, sendo constituída por 345 alunos do sexo masculino matriculados na escolinha do futebol do GFBPA. De- acordo com a análise dos dados, pode-se concluir que houve diferença significativa nos hábitos de vida entre os grupos no Tipo de l condução para ir ao clube, Horário de acordar, ler, escutar música e “jogar video game.Nos demais itens investigados não houve diferença significativa. Ao se analisar a motivação através do fator “competência desportiva” observa-se não haver diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Os aspectos relacionados com a amizade e os aspectos relacionados com a saúde foram os fatores onde se diferiram os dois grupos. Após-a análise 40s resultados ~ função das diferenças encontradas entre os grupos, através de cada variável nas diferentes faixas etárias, nos 1 permite concluir que: Os alunos da escolinha, pertencentes ao grupo ~NP2) ( possui na sua maioria uma performance superior ao grupo (NPl). No que refere a força-resistência abdominal, agilidade, força de preensão manual, flexilidade e força explosiva dos membros inferiores em todas as faixas etapas com diferença estatisticamente significativa.

Sumário

1 – Introdução, 1

2 – Revisão da literatura, 8
2.1 – Hábitos de Vida, 8
2.2 – Motivação para a Prática Desportiva, 29
2.3 – Aptidão Física, 46
2.3.1 – Conceito de Aptidão física, 46
2.3.2 – Aptidão Física em Diferentes Populações, 56
2.3.3 – Alguns dos Principais Estudos nos Domínios da Aptidão Física nos Países Europeus, 57
2.3.4 – Estudos nos Domínios da Aptidão Física na Austrália e Nova Zelândia, 63
2.3.5 – Estudos nos Domínios da Aptidão Física nos Países da América do Norte, 64
2.3.6 – Estudos nos Domínios da Aptidão Física nos Países Africanos, 65
2.3.7 – Estudos nos Domínios da Aptidão Física no Brasil, 66

3 – Procedimentos metodológicos, 69
3.1 – População, 69
3.2 – Amostra, 69
3.3 – Métodos de Abordagem, 71
3.3.1- Problema, 71
3.3.2 – Hipóteses, 71
3.3.3 – Variáveis, 73
3.3.4 – Os testes, 75
3.3.5 – Instrumentos, 76
3.3.6 – Estudo da Validade e Fidedignidade dos Instrumentos se Coleta de Dados, 80
3.3.7 – Procedimentos Estatísticos, 84

4 – Resultados, 86
4.1 – Hábitos de Vida, 86
4.1.1 – Nível de Participação Sócio-Econômica, 87
4.1.1.1 – Tipo de Moradia,87
4.1.1.2- Número de dependências, 88
4.1.1.3 – Número de Moradores, 88
4.1.2 – Organização do Cotidiano, 89
4.1.2.1 – Ocupações Básicas, 89
4.1.2.2 – Distância da Residência ao Clube, 90
4.1.2.3 – Tipo de Condução para Ir ao Clube, 91
4.1.2.4 – Distância da Residência à Escola, 92
4.1.2.5 – Tipo de Condução para ir à Escola, 93 ,
4.1.2.6 – Atividades de Lazer, 94
4.1.3 – Hábitos de Sono, 95
4.1.3.1- Horário de Acordar, 95
4.1.3.2 – Horário de Dormir, 96
4.1.4 – Participação Sócio-Cultural e Desportiva, 97
4.1.4.1 – Incentivos Materiais, 97
4.1.4.2 – Incentivos Espaciais,  98
4.1.4.3 – Incentivos Culturais, 99
4.1.5 – Considerações Finais, 100
4.2 – Motivação para a Prática Desportiva, 104
4.2.1 – Aspectos Relacionados com a Competência Desportiva, 105
4.2.2 – Aspectos Relacionados com a Amizade e o Lazer, 108
4.2.3 – Aspectos Relacionados com a Saúde, 111
4.2.4 – Considerações Finais, 113
4.3 – Aptidão Física, 115
4.3.1 – Comportamento de Cada Variável nas Diferentes Idades em Indivíduos de Ambos os Níveis de Prática, 115
4.3.1.1 – Para o Teste de Força-Resistência Abdominal, 115
4.3.1.2 – Para o Teste de Agilidade, 117
4.3.1.3 – Para o Teste de Força de Preensão Manual, 119
4.3.1.4 – Para o Teste de Flexibilidade, 121
4.3.1.5 – Para o teste de Resistência de Longa Duração, 122
4.3.1.6 – Para o Teste de Força Explosiva dos Membros Inferiores, 123
4.3.1.7 – Para o Teste de Velocidade de Reação, 125
4.3.1.8 – Para o Teste de Velocidade de Deslocamento, 126
4.3.2 – Análise da Função Discriminante em Função da Idade em Cada Teste nos Dois Níveis de Prática (NP1 e NP2), 127
4.3.2.1 – Aos 10 Anos de Idade, 128
4.3.2.2 – Aos 11 Anos de Idade 130
4.3.2.3 – Aos 12 Anos de Idade, 132
4.3.2.4 – Aos 13 Anos de Idade, 134
4.3.2.5 – Aos 14 Anos de idade, 135
4.3.3 – Considerações Finais, 137

5 – Conclusões, 140
5.1- Em Relação aos Hábitos de Vida, 140
5.2 – Em Relação a Motivação para a Prática Desportiva, 141
5.3 – Em Relação a Aptidão Física, 142

6 – Referências Bibliográficas, 145

7 -.Anexos ,165
7.1 – Anexo 1, 165
7.2 – Anexo 2, 169

Referência

OLIVEIRA, Jose Leandro Nunes de. Hábitos de vida, motivação e aptidão física: Estudo em crianças e jovens de 10 a 14 anos da escolinha de futebol do Grêmio Foot-ball Porto Alegrense. 1998. 169 f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano.) - Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1998.