A história política do futebol olímpico (1894-1988)

Autores

Sérgio Settani Giglio

Editora

Intermeios/FAPESP

Cidade

São Paulo

Páginas

482

Ano

2018

ISBN

9788584991235

Sumário

Prefácio – José Paulo Florenzano

Capítulo 1 | O COI e a FIFA

1.1 O COI

1.2 A FIFA

1.3 Jogo de poder entre a FIFA e o COI

Capítulo 2 | Fase de estabelecimento (1894-1912)

2.1 “A César o que é de César”

2.2 Atenas (1896): nenhum país se interessa pelo futebol

2.3 Paris (1900): o futebol é modalidade exibição

2.4 Saint Louis (1904): o grande evento é a Exposição Universal

2.5 Atenas (1906): os Jogos Intermediários

2.6 Londres (1908): o futebol é incluído no programa oficial

2.7 Estocolmo (1912): cogita-se retirar o futebol do programa olímpico

Capítulo 3 | Fase de afirmação (1913-1936)

3.1 Antuérpia (1920): a final que não terminou

3.2 O futebol brasileiro quer participar dos Jogos Olímpicos

3.3 Paris (1924): futebol é um esporte opcional

3.3.1 Começam as divergências entre a FIFA e o COI

3.4 Amsterdã (1928): a FIFA e o COI não entram em acordo

3.4.1 A formação de um aparato burocrático para controlar o esporte

3.5 Los Angeles (1932): a saída do futebol do programa olímpico não está relacionada com a popularidade do esporte nos Estados Unidos

3.6 Berlim (1936): na volta aos Jogos Olímpicos o futebol é marcado pela briga política

Capítulo 4 | Fase de conflito (1937-1963

4.1 Anos sem Jogos (1940 e 1944): o amadorismo em pauta novamente

4.1.1 A FIFA quer o futebol nos Jogos Olímpicos

4.2 Londres (1948): após 40 anos, o futebol volta à Grã-Bretanha

4.3 Helsinque (1952): o futebol está ameaçado de sair do programa olímpico?

4.3.1 O COI quer reduzir o programa olímpico

4.3.2 Sob os ecos de Helsinque 1952 a FIFA apresenta sua definição de amador

4.3.3 Em 52 temia-se um fracasso do futebol brasileiro

4.4 Melbourne (1956): podem os amadores se profissionalizar?

4.4.1 Os profissionais nos tempos do amadorismo

4.4.2 A desistência de alguns países enfraquece o futebol em 1956

4.4.3 O mundo de Sofia é dos amadores

4.5 Roma (1960): os Jogos são para os amadores, mas os “profissionais” participam

4.5.1 A FIFA quer distinguir a Copa do Mundo do torneio Olímpico

4.5.2 Ainda o amadorismo

4.5.3 As desconfianças em torno do futebol brasileiro para os Jogos de Roma

4.5.4 Brasil disputa pela segunda vez o torneio de futebol e é eliminado pelos donos da casa

Capítulo 5 | Fase dos dilemas (1964-1983)

5.1 Tóquio (1964): os novos rumos do movimento olímpico

5.1.1 O referendo do COI revela que o futebol não possui prestígio interno

5.1.2 Reduzir o programa olímpico torna-se a preocupação do COI

5.1.3 As regras do amadorismo são revisadas

5.1.4 A CBD impede a profissionalização dos jogadores pré-convocados

5.1.5 A suspeita da compra de resultados

5.2 Cidade do México (1968): o ano em que o mundo mudou

5.2.1 O COI e a FIFA retomam o debate

5.2.2 A política e o esporte se aproximam: os Panteras Negras

5.2.3 O Brasil consegue a classificação no futebol, mas os problemas estruturais do esporte amador no país continuam

5.2.4 O glamour brasileiro vinha do basquetebol e não do futebol

5.3 Munique (1972): “os Jogos devem continuar”

5.3.1 Os Jogos Olímpicos estão ameaçados

5.3.2 Alguns esportes coletivos podem ser eliminados do programa olímpico

5.3.3 Nos anos 1970 o debate é sobre futebol, Educação Física e estrutura do esporte amador brasileiro

5.3.4 Conflito entre CBD e os clubes

5.3.5 Enquanto o COB e a CBD querem transformar o Brasil em uma potência esportiva, Havelange vai para a FIFA

5.4 Montreal (1976): os Jogos mais caros da história olímpica

5.4.1 Mudanças no amadorismo: as novas regras sobre a elegibilidade dos atletas

5.4.2 Pela primeira vez o Brasil disputa uma medalha olímpica no futebol

5.4.3 “Por que os tricampeões mundiais de futebol não podem ser campeões olímpicos?”

5.5 Moscou (1980): esporte e política cada vez mais juntos

5.5.1 O COI não usa mais a palavra amador e os assuntos políticos continuam na pauta

5.5.2 Os Estados Unidos lideram o maior boicote da história dos Jogos Olímpicos

5.5.3 Não muda a situação do esporte amador no país e o futebol brasileiro não se classifica para os Jogos de Moscou

5.5.4 Em discussão o lugar do futebol olímpico

Capítulo 6 | Fase profissional (1984-1988)

6.1 Los Angeles (1984): os jogadores de futebol podem ser profissionais

6.1.1 O troco soviético: “olho por olho, dente por dente”

6.1.2 Mudança na regra da elegibilidade

6.1.3 O futebol pode sair dos Jogos Olímpicos

6.1.4 Apesar da briga política na CBF, Brasil conquista a primeira medalha no futebol olímpico

6.2 Seul (1988): os profissionais ganham espaço

6.2.1 Após a experiência com o futebol a regra de elegibilidade é alterada

6.2.2 O limite de idade vai ser implantado no futebol olímpico

6.2.3 Brasil: dos conflitos no Pré-Olímpico à medalha de prata em Seul

Referências bibliográficas

Fontes Consultadas

Documentos oficiais

Jornais (por capítulo)

Sinopse

Esse livro trata da constituição do campo esportivo (BOURDIEU, 1983) do futebol nos Jogos Olímpicos e, consequentemente, da história política do futebol dentro dessa competição. O ponto de partida são as decisões do Comitê Olímpico Internacional (COI) referentes às regras esportivas que deveriam ser adotadas nas competições, mas que logo vão se articular com as propostas vindas da Federação Internacional de Futebol (FIFA). Para apresentar a configuração dessa estrutura foi utilizada uma análise documental dos Boletins Olímpicos do COI (1894-1988), os relatórios Olímpicos (1896-1988) e os jornais Folha da Manhã (1925-1959), Folha de S. Paulo (1960-1988) e O Estado de S. Paulo (1896-1988). Portanto, o fio que conduz todo o livro refere-se ao tema do amadorismo e profissionalismo e a partir desse debate são apresentados os conflitos políticos entre o COI e a FIFA pelo controle do futebol. Essas duas entidades disputaram o poder para estabelecer a definição de atleta amador. Em suma, queriam ter o controle das regras referentes ao mundo esportivo. As divergências sobre esse assunto fizeram com que a FIFA criasse a sua Copa do Mundo em 1930 e que o futebol fosse excluído do programa olímpico dos Jogos de 1932. Foi a partir desse debate que os múltiplos olhares (entidades esportivas, imprensa, atletas, dirigentes, etc.) em relação ao futebol e aos Jogos Olímpicos sustentaram o livro. Desse modo, a tese que conduz e interliga os capítulos desse livro é a de que os conflitos políticos entre o COI e a FIFA em torno do estabelecimento das definições da condição de atleta amador e profissional ditaram os rumos do futebol olímpico e da modalidade no mundo.

Referência

GIGLIO, Sérgio Settani. A história política do futebol olímpico (1894-1988). São Paulo: Intermeios/FAPESP, 2018.