Jogo de Corpo

Autores

Simoni Lahud Guedes

Subtítulo

um estudo de construção social de trabalhadores

Editora

EDUFF

Cidade

Niterói

Tema

Série Antropologia e Ciência Política, v. 6

Páginas

355

Ano

1997

ISBN

9788522802159

Sumário

PREFÁCIO, 13

INTRODUÇÃO – SOBRE HOMENS, TRABALHADORES E HOMENS INCOMPLETOS, 19

UM ESPAÇO DE TRABALHADORES

1  MAPEAMENTOS: OS RECORTES DO URBANO, 51
2  O ESPAÇO DA PESQUISA, 89
3  O ESPAÇO DO JOGO, 131

A CONSTRUÇÃO DE TRABALHADORES
4  PEDAGOGIA, 159
5  APRENDER O FAZER: UM ESTUDO DE CASO, 197

O TEMPO NA VIDA DOS TRABALHADORES
6  TEMPO DE CORRER ATRÁS, 231
7  DE HOMENS/TRABALHADORES E SUAS ODISSÉIAS, 303

CONCLUSÃO – O JOGO DE CORPO

DOS HOMENS/TRABALHADORES, 305

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, 313

Sinopse

Inscrevendo-se na temática da cultura da classe trabalhadora, o livro procura articular, a partir de trabalho etnográfico, as concepções de homem e trabalhador. Enfoca o processo de construção social de trabalhadores e, por essa via, de uma forma particular de construção da pessoa.

No prefácio, Luiz Fernando Duarte destaca que “esse tipo de trabalho foi desenvolvido sobretudo em relação às sociedades tradicionais (‘primitivas’ ou ‘clássicas’), onde sua diferença em relação aos padrões ‘individualistas’ do Ocidente se impunha como um particular desafio. A condição de pessoa nos segmentos subordinados das sociedades ocidentais modernas foi durante muito tempo um não lugar, ocupado pelas projeções das leituras antípodas das elites individualistas: ora um espaço de permanente ilegitimidade pela ausência de ‘civilização’, ora um espaço de ilegitimidade transitória pela expectativa da eclosão da ‘consciência revolucionária'”.

E acrescenta: “Mesmo hoje, em épocas um tanto mais afetadas pela flexibilização dos modelos culturais, não me parece que as classes letradas se tenham ainda sequer vagamente apercebido do que nos ensina esse trabalho: que os processos simbólicos de produção de si nos meios populares são extremamente complexos, tensos, reflexivos, dolorosos e comoventes. O rigor das miseráveis condições de reprodução socioeconômica não elimina o jogo das possibilidades e alternativas, pelo contrário, o aguça como critério da habilidade social plena, nesse ‘jogo de corpo‘ que se construirá ao longo das odisseias plenas de significação aqui reconstruídas”.

Referência

GUEDES, Simoni Lahud. Jogo de Corpo: um estudo de construção social de trabalhadores. Niterói: EDUFF, 1997.