La profesionalización del fútbol durante el Gobierno Revolucionario de las Fuerzas Armadas en Perú (1968-1975)

Autores

Gisselle Vila Benites, Aldo Panfichi

Periódico / Revista

Historia Crítica

Cidade

Bogotá

Número

n. 76

Páginas

p. 73-92

Ano

2020

ISSN

0121-1617

Resumo (pt)

Objetivo/Contexto: este artigo analisa o processo de profissionalização do futebol no Peru durante o Governo Revolucionário das Forças Armadas, primeira fase (1968-1975). Originalidade: esta pesquisa contribui para a história do esporte na América Latina e permite demonstrar que o campo esportivo foi um espaço de disputa política entre os militares reformistas e os dirigentes desportivos que se caracterizavam por seguir lógicas patrimonialistas na administração de seus clubes, perspectiva que possibilita questionar aproximações que encontram relações de mera manipulação nas intervenções militares sobre o esporte. Metodologia: a análise está focada nas práticas de administração patrimonialista por parte de diretores de clubes de futebol no Peru e na resposta desafiadora do Governo Revolucionário das Forças Armadas. As fontes utilizadas provêm de arquivos jornalísticos, entrevistas a ex-diretores de clubes de futebol profissional durante o período 1968-1975, de conjunto de decretos emitidos naquela época para regulamentar o esporte e de literatura secundária. Conclusões: o processo de profissionalização do futebol constituiu a estratégia principal que o Governo utilizou para quebrar as práticas de controle patrimonial dos clubes de futebol no Peru. Esse processo fez parte de um projeto político militar reformista de maior magnitude, o qual pretendeu transformar as estruturas tradicionais da sociedade peruana. A intervenção foi realizada a partir de três mecanismos: promoção do esporte amador, reformulação de bases dos campeonatos de futebol profissional e concessão de direitos trabalhistas e de funções gerenciais aos jogadores de futebol. Palavras-chave: ditadura, esporte amador, futebol profissional, nacionalismo, patrimonialismo

Abstract

Objective/Context: This article analyzes the professionalization of soccer in Peru during the Revolutionary Government of the Armed Forces, first phase (1968-1975). Originality: This research contributes to the history of sport in Latin America and shows how sport was an arena for political dispute between the reformist military government and football club owners, who were characterized by their patrimonialist approach to club management. This perspective challenges approaches that see the military’s intervention on sports as exemplifying relations of mere manipulation. Methodology: The analysis focuses on the patrimonialist management practices of football club owners in Peru and how these were challenged by the Revolutionary Government of the Armed Forces. The sources used include newspaper archives, interviews with former professional football club managers during the period 1968-1975, the set of decrees issued at that time to regulate sports, and secondary literature. Conclusions: The professionalization of football was the main strategy used by the Government to break the practices of patrimonial control over football clubs in Peru. This process was part of a broader reformist political project by the military, which sought to transform the traditional structures of Peruvian society. The intervention involved three mechanisms: the promotion of amateur sports, the reformulation of professional soccer tournament rules and the granting of labor rights and managerial functions to soccer players.

Keywords: amateur sport, dictatorship, nationalism, patrimonialism, professional football.

Resumo (outro idioma)

Objetivo/Contexto: Este artículo analiza el proceso de profesionalización del fútbol en Perú durante el Gobierno Revolucionario de las Fuerzas Armadas, primera fase (1968-1975). Originalidad: La investigación contribuye a la historia del deporte en Latinoamérica y permite demostrar que el campo deportivo fue un espacio de disputa política entre los militares reformistas y dirigentes deportivos que se caracterizaban por seguir lógicas patrimonialistas en la gestión de sus clubes, perspectiva que permite cuestionar aproximaciones que encuentran en las intervenciones militares sobre el deporte relaciones de mera manipulación. Metodología: El análisis se enfoca en las prácticas de gestión patrimonialista por parte de dirigentes de clubes de fútbol en Perú y en la respuesta retadora del Gobierno Revolucionario de las Fuerzas Armadas. Las fuentes empleadas provienen de archivos periodísticos, entrevistas a exdirigentes de clubes de fútbol profesional durante el periodo 1968-1975, el conjunto de decretos emitidos en dicha época para regular al deporte y literatura secundaria. Conclusiones: El proceso de profesionalización del fútbol constituyó la estrategia principal que el Gobierno utilizó para quebrar las prácticas de control patrimonial de los clubes de fútbol en Perú. Este proceso formó parte de un proyecto político militar reformista de mayor envergadura que buscó transformar las estructuras tradicionales de la sociedad peruana. La intervención se realizó a partir de tres mecanismos: la promoción del deporte amateur, la reformulación de bases de los torneos de fútbol profesional y el otorgamiento de derechos laborales y funciones directivas a los futbolistas.

Palabras clave: deporte amateur, dictadura, fútbol profesional, nacionalismo, patrimonialismo.

Referência

BENITES, Gisselle Vila; PANFICHI, Aldo. La profesionalización del fútbol durante el Gobierno Revolucionario de las Fuerzas Armadas en Perú (1968-1975). Historia Crítica. Bogotá, n. 76, p. 73-92, 2020.