Não é só a torcida organizada

Autores

Marcelo Fadori Soares Palhares, Gisele Maria Schwartz

Subtítulo

o que os torcedores organizados têm a dizer sobre a violência no futebol?

Editora

Ed. da Unesp

Cidade

São Paulo

Páginas

128

Ano

2015

ISBN

9788579837425

Sumário

Introdução, 7

1. A violência, 11
Sobre a violência: considerações e esclarecimentos, 11
Violência e paz: o quadro teórico de Johan Galtung, 14
O conceito de paz, 15
O conceito de violência, 15
Tipologia da violência, 16
O triângulo da violência de Galtung, 21
Potencialidades do quadro teórico de Galtung no estudo da violência no futebol, 22

2. A violência na visão dos torcedores organizados, 27
Considerações teórico-metodológicas, 27
Análise das entrevistas, 28
Os quatro principais discursos, 30
A produção de diferentes sentidos de violência, 31
A utilização de diferentes enunciados na produção de sentidos da violência, 33
Discussão dos quatro principais discursos, 36
D(1) – agressão, 36
D(2) – o discurso da precariedade de infraestrutura física e dos serviços dentro dos estádios, 61
D(3) – o discurso da má gestão e organização futebolística, 69
D(4) – o discurso da ineficiência de serviços públicos, 82

3. Violência e paz nas torcidas organizadas, 91
Torcidas organizadas e o referencial galtuniano de violência, 95
Protagonismo em relação à violência direta, 95
Legitimação e autoafirmação por meio da violência direta, 98
Intolerância e distanciamento de grupos rivais, 100
Torcidas organizadas e o referencial galtuniano de paz, 102
Protagonismo na oposição à violência estrutural, 103
Promoção e participação em campanhas de prevenção à violência, 105 Realização de ações sociais, 109

Considerações finais, 111

Referências bibliográficas, 121

Sobre os autores, 129

Sinopse

Este estudo inves­tigou o que os torcedores organizados teriam a dizer sobre a violência no futebol brasileiro, para depois inter­pretar tais discursos à luz do referencial teórico de Johan Galtung. Visando contribuir com o debate sobre a violência no futebol, nesta abordagem, optamos pelo viés da compreensão em lugar da visão estigmatizante e preconceituosa sobre o tema. Defendemos que reduzir a discussão da vio­lência no futebol meramente à ação das torcidas organizadas frag­menta a análise desse complexo fenômeno e se mostra improdutivo, pois a violência no futebol perpassa a organização, gestão e estrutura do futebol brasileiro, além dos episódios de violência física.

Referência

PALHARES, Marcelo Fadori Soares; SCHWARTZ, Gisele Maria. Não é só a torcida organizada: o que os torcedores organizados têm a dizer sobre a violência no futebol?. São Paulo: Ed. da Unesp, 2015.