O América Futebol Clube (MG) e o profissionalismo: o mito da resistência vermelha (1933-1943)

Autores

Sarah Teixeira Soutto Mayor, Silvio Ricardo da Silva

Periódico / Revista

Recorde: Revista de História do Esporte

Cidade

Rio de Janeiro

Volume

v. 13

Número

n. 2

Páginas

p. 1-22

Ano

2020

ISSN

1982-8985

Resumo (pt)

O artigo objetiva analisar a construção do que denominamos de “mito da resistência vermelha”, que desencadeou na veiculação da versão que atribui à mudança de cores da camisa do América Futebol Clube (MG) uma ação de protesto à implantação do regime profissional em Minas Gerais, no ano de 1933. Investigamos, especialmente em fontes periódicas, indícios sobre a adoção da cor rubra pelo clube e sua manutenção até o ano de 1943, momento em que o América volta a trajar seu antigo uniforme alviverde. Constatamos explicações diferentes das difundidas atualmente pelo próprio clube e intentamos, assim, desconstruir a versão original do protesto.

Palavras-chave: Futebol; História; Amadorismo; Profissionalismo

Abstract

The article aims to analyze the construction of what we call the “myth of the red resistance”, which initiate the version that attributes the change of colors of the shirt of América Futebol Clube (MG) to a protest action against the newly implanted regime professional, in 1933. We investigated, especially in periodic sources, evidence of the club’s adoption of the color red and its permanence until 1943, a time when América returned to wear green and red uniform. We found different explanations from those currently disseminated by the club itself and, therefore, we tried to deconstruct the original version of the protest.

Keywords: Soccer; History; Amateurism; Professionalism

Referência

MAYOR, Sarah Teixeira Soutto; SILVA, Silvio Ricardo da. O América Futebol Clube (MG) e o profissionalismo: o mito da resistência vermelha (1933-1943). Recorde: Revista de História do Esporte. Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 1-22, 2020.