O Direito ao Estádio na Cidade de Exceção

Autores

Miguel Villas-Boas Sader

Subtítulo

a privatização do Maracanã como violação do direito à cidade no Rio de Janeiro em tempos de megaventos esportivos

Orientador

Sergio Veloso

Faculdade / Instituição

Instituto de Relações Internacionais, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Tipo

Monografia

Área de concentração

Bacharelado em Relações Internacionais

Ano

2016

Páginas

64

Cidade

Rio de Janeiro

Resumo (pt)

Esta monografia tem como objetivo analisar o espaço do estádio Jornalista Mario Filho – o Maracanã – como arena de confronto entre duas concepções de cidade: a cidade de exceção (VAINER, 2016) e o direito à cidade (LEFEBVRE, 2015; HARVEY, 2012). Desde o momento de sua construção, iniciada em 1948, o Maracanã foi projetado para ser um grande espaço de encontros, democrático e popular, e assim se consolidou no imaginário e na vida cotidiana do cidadão carioca. Consagrado nas décadas seguintes como templo das massas, apropriado por elas para o uso criativo e o exercício do direito à cidade (LEFEBVRE, 2015; HARVEY, 2012), a partir dos anos 1990 o Maracanã foi submetido a uma série de reformas que alteraram profundamente sua natureza, transformando-o em um espaço de exceção, inserido no projeto privatizante de cidade, em curso no Rio de Janeiro desde o primeiro o primeiro mandato do prefeito Cesar Maia. Tal projeto tem como estratégia fundamental para a sua execução a realização de megaeventos esportivos em solo carioca. Deste modo, o estudo de caso da privatização do Maracanã funciona como caso-modelo para entendermos um processo de transformação urbana que é global.

Palavras-chave: Maracanã; cidade de exceção; direito à cidade; megaeventos esportivos; globalização.

Sumário

Introdução, 8

Capítulo 1: Cidade de Exceção e o Direito à Cidade no Rio de Janeiro, 11
1.1. Sobre a Cidade de Exceção, 11
1.2. Sobre o Direito à Cidade, 22

Capítulo 2: Megaeventos esportivos: o modelo de negócios a serviço da cidade de exceção, 26
2.1: Do amadorismo ao grande negócio: a comodificação do esporte, 27
2.2: Megaeventos esportivos e a reprodução da cidade de exceção, 30
2.2.1: A legitimação discursiva da exceção: a retórica do legado, 31
2.2.2: A institucionalização da exceção como regra, 33

Capítulo 3: A Metamorfose do Maracanã: de templo das massas à centro de consumo, 37
3.1 Período 1948 – 1999: O Maracanã apropriado pelas massas para o exercício do Direito à Cidade, 40
3.2. Período 1999 – 2016: o fim do estádio popular e o surgimento da arena padrão FIFA, 46
3.3. A Arena Maracanã: futebol-mercadoria na cidade de exceção, 56

Considerações Finais, 60

Referências Bibliográficas, 62

Referência

SADER, Miguel Villas-Boas. O Direito ao Estádio na Cidade de Exceção: a privatização do Maracanã como violação do direito à cidade no Rio de Janeiro em tempos de megaventos esportivos. 2016. 64 f. Monografia (Bacharelado em Relações Internacionais) - Instituto de Relações Internacionais, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016.