Problemas no paraíso do desporto: poderá o Catar ultrapassar a crise diplomática?

Autores

James Dorsey

Periódico / Revista

Revista Crítica de Ciências Sociais

Cidade

Coimbra

Número

n. 116

Páginas

p. 179‑196

Ano

2018

Tema

Dossier "Entre céu e terra, a bola"

ISSN

2182-7435

Resumo (pt)

A crise do Golfo, que colocou a aliança liderada pelos Emiratos Árabes Unidos (EAU) e sauditas contra o Catar, é o menor dos problemas com que o país se defronta na fase de preparação do Campeonato do Mundo de futebol de 2022. De facto, os Estados do Golfo, principalmente os EAU, há muito vinham procurando desacreditar o Catar enquanto anfitrião, mesmo antes da declaração de boicote diplomático e económico por parte daquele Estado e da Arábia Saudita em junho de 2017, mas o Catar provou ser capaz de lidar com potenciais perturbações. No entanto, quanto mais nos aproximamos do início do torneio, e com o boicote ainda em vigor, mais difícil será para os Estados boicotantes incluírem o Campeonato do Mundo no embargo sem provocar a ira dos adeptos, atraindo uma cobertura negativa dos média, e sentindo-se pressionados a ceder.

Palavras-chave: diplomacia, futebol, gestão da reputação, Médio Oriente, megaeventos

Abstract

The crisis in the Gulf pitting a United Arab Emirates-Saudi-led alliance against Qatar is the least of the country’s problems as it prepares for the 2022 FIFA World Cup. Indeed, Gulf States, primarily the United Arab Emirates (UAE), have long sought to discredit Qatar as a host prior to the UAE/Saudi Arabian declaration of a diplomatic and economic boycott in June 2017, yet Qatar has proven capable of addressing potential disruptions. However, the closer we come to the start of the tournament with the boycott still in place, the more difficult it will become for the boycotting states to include the World Cup in their embargo without provoking the ire of fans, attracting negative media coverage, and feeling pressured to concede.

Keywords: diplomacy, football, mega-events, Middle East, reputation management

Resumo (outro idioma)

La crise du Golfe, qui plaça l’alliance menée par les Émirats arabes unis (EAU) et les saoudites contre le Qatar, est le moindre des problèmes auquel le pays est confronté durant la phase de préparation de la Coupe du Monde de football de 2022. En effet, les États du Golfe, surtout les EAU, cherchent depuis longtemps à discréditer le Qatar en tant qu’hôte, et cela même avant la déclaration de boycott diplomatique et économique de cet État et de l’Arabie saoudite en juin 2017. Néanmoins, le Qatar a prouvé qu’il était capable de répondre à de potentielles perturbations. Il convient de souligner que, plus nous nous rapprochons du début du tournoi, le boycott étant toujours en vigueur, plus il deviendra difficile aux pays promoteurs du boycott d’inclure la Coupe du Monde dans l’embargo sans provoquer la colère des supporters, entraînant une couverture négative des médias et se sentant obligés à céder.

Mots-clés: diplomatie, football, gestion de la réputation, méga-événements, Moyen-Orient

Referência

DORSEY, James. Problemas no paraíso do desporto: poderá o Catar ultrapassar a crise diplomática?. Revista Crítica de Ciências Sociais. Coimbra, n. 116, p. 179‑196, 2018.