Quando é dia de futebol

Autores

Carlos Drummond de Andrade

Editora

Companhia das Letras

Cidade

São Paulo

Tema

Futebol, Poesia Brasileira

Área de concentração

Litetatura

Páginas

200

Ano

2014

ISBN

8535923845

Sumário

Quando é dia de futebol

13 – Futebol

14  – Enquanto os mineiros jogavam

A grande ilusão • suíça 54

19 –  Mistério de bola

O divino caneco • suécia 58

23 –  De 7 dias

25 – Celebremos

27 – Situações

28 – Calma, torcedor

30 – Em cinza e em verde

Na raça ou na graça • chile 62

35 – Seleção de ouro

37 – Garoto

38 – Saque

39 – No elevador

Taça de amarguras • inglaterra 66

43 – Voz geral

45 -Milagre da Copa

46 – A seleção

48 – Concentração nacional

50 – O importuno

52 – Jogo à distância

55 – Aos atletas

58 – A semana foi assim

Vencer com honra e graça • méxico 70

63 – Entrevista solta

64 – Com camisa, sem camisa

67 – Do trabalho de viver

68 – Carta sem selo

69 – Prece do brasileiro

72 – Copa do Mundo de 70

76  – Em preto e branco

77 – Seleção, eleição

80  – “Falou e disse”

82 – Solucionática

83 – Solução

84 – Parlamento da rua

Esperanças picadas • alemanha 74

89 – A voz do Zaire

90 – Sermão da planície (para não ser escutado)

93 – De bola e outras matérias

95 – O leitor escreve

97 – Anúncio na camisa

Que importa o não-ter-sido? • argentina 78

103 – Brasil vitorioso na Copa terá solução democrática

104 – Foi-se a Copa?

105 – O locutor esportivo

106 – O torcedor

A hora dura do esporte • espanha 82

111 – Balanço atrasado

112 – Variações em tempo de Carnaval

113 – Explosão

114 – Copa

115 – O leitor escreve

116 – O rio enfeitado

117 – O incompetente na festa

120 – Entre céu e terra, a bola

123 – Perder, ganhar, viver

Sem revolta e sem pranto • méxico 86

129 – Futuro

130 – Copa

131 – Copa

Pelé, o mágico

135 – Os pais de Pelé

136 – Pelé: 1000

138 – Dezembro, isto é, o fim

139 – Despedida

141 – Bolsa de ilusões

142 – Letras louvando Pelé

144 Nomes

Garrincha, o encantador

147 – Na estrada

149 – O mainá

151 – O outro lado dos nomes

152 – Mané e o sonho

Um punhado de notícias

Esse outro gol do brasil

167 – A João Condé

168 – Craque

169 – Telefone cearense

170 – Helena, de Diamantina

171 – Declaração de escritores

172 – O latim está vivo

173 – Gol na academia

174 – Bate-palmas

175 – Rebelo: sarcasmo e ternura

176 – Nomes

177 – De vário assunto

178 – Celo

179 – Gomide

180 – Futebol

181 – Posfácio

As palavras mais sublimes do futebol, juca kfouri

187 – Leituras recomendadas

188 – Cronologia

194 – Índice remissivo

Sinopse

Publicados em sua maioria nos jornais Correio da Manhã e Jornal do Brasil, nos quais o autor ocupou cadeira cativa durante muitos anos, os textos de Quando é dia de futebol mostram um Carlos Drummond de Andrade atento ao futebol em suas múltiplas variantes: o esporte, a manifestação popular, a metáfora que nos ajuda a entender a realidade brasileira. São crônicas e poemas escritos a partir da observação do autor sobre campeonatos, Copas do Mundo, rivalidades entre grandes times e lances geniais de Pelé, Mané Garrincha e outros.

Selecionados por Luis Mauricio e Pedro Augusto Graña Drummond, netos do poeta, os textos oferecem um passeio – muito drummondiano, e portanto leve, inteligente e arguto – por nove Copas do Mundo: de 1954, na Suíça, até a última testemunhada pelo autor, em 1986, no México. Não são, claro, resenhas de certames nem tentativas de análise futebolística. Vão além, em seu aparente descompromisso, pois capturam no futebol aquilo que mais interessava ao autor: a capacidade que o bate-bola tem de estilizar, durante os noventa minutos de duração de uma partida, as grandes paixões humanas.

“Confesso que o futebol me aturde, porque não sei chegar até o seu mistério”, anota o mineiro em um dos textos. Pura modéstia, como se verá na leitura deste Quando é dia de futebol, pois, se houve algum escritor brasileiro habilitado à decifração desse esporte apaixonante, foi mesmo Carlos Drummond de Andrade.

O autor trata, ao falar de futebol, não só deste esporte mas também de política, da sua influência nas massas humanas, do carnaval, da família e de alguns outros assuntos que o leitor deve ir descobrindo à medida que avança na leitura. Quanto à política, Carlos nos oferce sua visão crítica sobre os governos que o Brasil teve. E o faz sempre com ironia, tomando o futebol como termo de comparação, imaginando uma equipe de governo formada pelos integrantes de um time como ministros, tudo com outro jogador como Presidente, brincadeira com a qual mostra a decepção popular perante o fracasso dos políticos diante dos problemas da miséria e do desemprego. Observa assim que o futebol é para o povo um refúgio ante tais fracassos, e como desse refúgio extrai sua maior alegria.

Referência

ANDRADE, Carlos Drummond de. Quando é dia de futebol. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.