Quem desloca tem preferência

Autores

Marcelino Rodrigues da Silva

Subtítulo

ensaios sobre futebol, jornalismo e literatura

Editora

Relicário

Cidade

Belo Horizonte

Tema

Futebol

Área de concentração

Jornalismo e Literatura

Páginas

292

Ano

2014

ISBN

8566786084

Sumário

Apresentação, 7

Nota do autor, 11

PARTE 1: um jogo é um jogo é um jogo

Cidade esportiva / cidade das letras, 15

Futebol brasileiro, invenção modernista, 33

Toda a memória do futebol brasileiro, 49

1932, o ano que deu samba, carnaval e futebol, 61

Fausto na Espanha: futebol, identidade e exílio, 73

O corpo arquivado do craque de ébano, 81

PARTE 2: jogando em casa

Picadinho de Raposa com sopa de Galo, 101

Macarrão Preto: futebol e identidade no Brasil, 127

A Massa faz 100 anos: futebol e sociedade em Belo Horizonte, 139

Notícias do futebol: a imaginação a serviço do esporte, 149

A cidade dividida nas charges de Mangabeira, 157

PARTE 3: mesa redonda

Ao vivo e em cores: a experiência midiática do esporte, 173

A crônica de futebol e a imaginação do torcedor, 185

Virada de jogo na imprensa esportiva, 191

O país do futebol nas páginas da imprensa esportiva, 205

O futebol como drama em Nelson Rodrigues, 217

PARTE 4: outros campos

Futebol, metonímia da vida, 231

Nas margens do futebol, a literatura (e vice-versa), 237

Batendo bola, tecendo a vida, 255

Desafinando a metáfora da nação, 263

A radicalidade do esporte, 285

Sobre o autor, 286

Sinopse

O esquema tático do livro foi montado em quatro blocos que, obviamente, são intercambiáveis e dialogam intensamente entre si. É uma tentativa de fazer com que o time jogue sem buracos em campo, um esquema em que o goleiro liga o jogo até o ataque, passando pela defesa e pelo meio de campo. A primeira parte, ‘Um jogo é um jogo é um jogo’, trata de questões do futebol brasileiro de maneira geral, perpassando por ligações entre o futebol, as letras e as artes, o futebol e o Modernismo, futebol e identidade, futebol e sua memória. Marcelino descontrói, nesse conjunto de textos, velhos preconceitos e ideias mofadas para ventilar uma nova abordagem sobre esse jogo, que se mostra, especialmente no nosso país, mais do que uma simples disputa entre duas equipes. Na segunda parte, ‘Jogando em casa’, a atenção se volta para a cidade de Belo Horizonte, onde a rivalidade entre o Atlético Mineiro e o Cruzeiro se torna o eixo para se discutir as diversas ideias modernizantes do Brasil, a construção identitária da capital mineira e a elaboração da memória inventada das duas torcidas. Esse último ponto pode ser apreendido através do trabalho de Mangabeira, que criou as mascotes não só dos times de Belo Horizonte, mas também de Minas Gerais. A publicação deles, principalmente no jornal Estado de Minas, ao passo que se baseou nos ideais de cada clube e sua torcida, construiu também sua própria caracterização. Essa importância dos jornais para a construção da ideia de futebol no Brasil, pois, é o foco da terceira parte, ‘Mesa redonda’. Nela, Marcelino exibe um panorama de como os jornais cariocas, em especial a figura ímpar de Mário Filho, ajudaram a construir a ideia de futebol no Brasil. Aqui, discute-se também a relação entre o torcedor, o jornal, a televisão, o rádio e a literatura, dinamizando os discursos que permeiam esse esporte. A última parte, ‘Outros campos’, deixa transparecer, ainda mais, os diversos fios que ligam o esporte a outros campos da nossa vida. O cinema, a literatura e até outros esportes, como o surf, aparecem para que se fomente a ideia de que o futebol é, também, uma construção discursiva.

Referência

SILVA, Marcelino Rodrigues da. Quem desloca tem preferência: ensaios sobre futebol, jornalismo e literatura. Belo Horizonte: Relicário, 2014.