Racismo e a derrota que não foi esquecida: uma análise dos discursos de Mário Filho e da imprensa escrita acerca da final da Copa do Mundo de 1950

Autores

André Mendes Capraro, Riqueldi Straub Lise

Periódico / Revista

Movimento

Volume

v.16

Número

n.4

Páginas

p.191-208

Área de concentração

Educação Física

ISSN

0104754X

Resumo (pt)

O objetivo deste trabalho é comparar o discurso estabelecido por Mário Filho na segunda edição de “O Negro no Futebol Brasileiro”, de 1964, e as notícias dos jornais da época, no que se refere à culpa atribuída aos jogadores negros pela derrota de 1950. Eles foram realmente culpados pela imprensa brasileira ou se está falando de uma “tradição inventada” por Mário Filho no entorno futebolístico? A fim de solucionar a questão, utilizou-se dos preceitos da análise do discurso e foram selecionados dois periódicos de grande circulação nacional: o jornal “O Estado de São Paulo” e a revista “O Cruzeiro”. Com base nas matérias averiguadas, pôde-se perceber que não houve qualquer tipo de preconceito racial. Assim, pode-se dizer que o discurso de Mário Filho, ao abordar o “recrudescimento do racismo”, a partir da narrativa da derrota de 1950, configura-se como uma tradição inventada.

Abstract

The objective of this research is to compare the discourse established by Mário Filho in the second edition of “O Negro no Futebol Brasileiro”, from 1964, and the news reported by newspapers of the time, related to the blame attributed to black players for the defeat of 1950. Were they really considered guilty by Brazilian press or is this just a tradition invented by Mário Filho surrounding soccer? In order to solve the issue, we used the precepts of discourse analysis and two widely circulated national journals were selected: the newspaper “O Estado de São Paulo” and “O Cruzeiro”. Based on the materials investigated, we could see that he does not settle any kind of racial prejudice. Thus, it is possible to say that the discourse of Mario Filho, when addressing the “rise of racism,” from the narrative of the defeat of 1950, appears as an invented tradition.

Resumo (outro idioma)

El objetivo de este estudio es comparar el discurso establecido por Mário Filho en la segunda edición de “O Negro no Futebol Brasileiro”, 1964, y las noticias han informado los periódicos de la época en cuanto a los jugadores de negro culpó de la derrota de 1950 . Ellos eran realmente culpables de la prensa brasileña, o si estamos hablando de una “tradición inventada” por Mário Filho rodea el fútbol? Con el fin de resolver el problema, hemos utilizado los preceptos de análisis del discurso y fueron seleccionados a partir de dos revistas de amplia circulación nacional: el diario “O Estado de Sao Paulo” y la revista “O Cruzeiro”. Con base en los materiales estudiados, podemos ver que él no se conforma con cualquier tipo de prejuicio racial. Por lo tanto, se puede decir que el discurso de Mario Filho, al abordar la llamada “aumento del racismo”, de la narración de la derrota de 1950, aparece como una tradición inventada.

Observações

Confira o site da revista: www.seer.ufrgs.br/Movimento/index

 

Referência

CAPRARO, André Mendes; LISE, Riqueldi Straub. Racismo e a derrota que não foi esquecida: uma análise dos discursos de Mário Filho e da imprensa escrita acerca da final da Copa do Mundo de 1950. Movimento. Porto Alegre, v.16, n.4, p.191-208, 2010.