Um jogo decisivo, mas que não termina: a disputa pelo sentido da cidade nos estádios de futebol

Autores

Gilmar Mascarenhas

Periódico / Revista

Cidades

Cidade

Rio Claro

Volume

v. 10

Número

n. 17

Páginas

p. 142-170

Ano

2013

ISSN

2448-1092

Resumo (pt)

Considerando a possibilidade de reconhecer o estádio de futebol como espaçotempo da cidade, examinamos as transformações nele em curso – privatização, elitização e aumento do controle sobre os corpos – no contexto da produção do urbano capitalista contemporâneo. Para garantir a plena realização da mercadoria, um crescente aparato normativo visa eliminar ou subjugar práticas e usos populares em favor de comportamentos voltados para o consumo passivo. O novo estádio surge como um território onde se disputa o sentido da cidade, acolhendo o processo de espetacularização e a crescente imposição do valor de troca sobre o valor de uso nos espaços de sociabilidade, mas expressando também indícios de resistência do torcedor.

PALAVRAS-CHAVE: Estádio de futebol. Mercadificação. Território. Conflito. Controle social.

Abstract

Considering the possibility of recognizing a soccer stadium as a city’s time-space, we examine its undergoing transformations, such as privatization, elitization, as well as an increased control over various bodies, within the contemporary urban capitalist production context. In order to ensure total fulfillment of the proposed merchandise, a rising normative apparatus aims to eliminate, or rather, subjugate popular uses and practices, in favor of behaviors geared towards passive consumption. The new stadium turns up as an area where the sense of the city is disputed, through the process of spectacularization and the growing imposition of exchange value over the value of use in social spaces, though also displaying signs of resistance from football fandom.

KEYWORDS: Soccer stadium. Commodification. Territory. Conflict. Social control.

Referência

MASCARENHAS, Gilmar. Um jogo decisivo, mas que não termina: a disputa pelo sentido da cidade nos estádios de futebol. Cidades. Rio Claro, v. 10, n. 17, p. 142-170, 2013.