Carta manifesto: o futebol não pode voltar!

Equipe Ludopédio

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A equipe do Ludopédio repudia de forma veemente as tentativas de dirigentes brasileiros de RETOMAREM os campeonatos de futebol em meio a UM dos momentos mais delicados VIVIDOS PELAS ÚLTIMAS GERAÇÕES.

Enquanto são noticiadas mais de mil mortes por dia – vítimas do novo coronavírus – e quando estamos longe de saber se este é o pico da curva de mortes no país, é inconcebível que dirigentes de clubes e o presidente da república articulem a volta das competições estaduais de futebol profissional.

Para além da mais absoluta falta de solidariedade e compaixão com as famílias das milhares de pessoas que perdem a vida diariamente no país, mostra-se um total desconhecimento de medidas básicas de proteção aos atletas, funcionários DO SEGMENTO ESPORTIVO, PROFISSIONAIS de comunicação e seus familiares.

O futebol é um esporte de contato. Além dos jogadores terem contato físico intenso durante a partida, outros profissionais ESTARÃO expostos à contaminação do vírus. Argumenta-se a utilização do modelo alemão para a volta DAS COMPETIÇÕES NO Brasil.

Reside aí um duplo erro: o primeiro, e mais óbvio, é que o Brasil não é a Alemanha; o segundo é que a volta do futebol alemão vêm acontecendo em meio ao declínio do número de mortes diárias vítimas da COVID19.

No Brasil, dirigentes de alguns clubes e o presidente da república pensam a volta do futebol no momento em que atingimos números gravíssimos e quando passamos a ser o primeiro país do mundo no ranking de mortes diárias pelo novo coronavírus. Repudiamos a atitude dos dirigentes dos clubes que insistem nessa tecla e que desrespeitam as normas DOS ÓRGÃOS DE SAÚDE (NACIONAIS E MUNDIAIS), forçando seus jogadores a irem aos treinos, expondo-os e aos seus familiares.

Repudiamos mais esta atitude execrável do sr. Presidente da República, ao se juntar a esse movimento e mostrando, mais uma vez, o total despreparo na condução da sociedade brasileira em meio à pandemia.

O Ludopédio, SEUS organizadores e colaboradores amam o futebol. Mas amamos mais a vida. Por isso defendemos a volta do futebol quando todos os envolvidos e suas famílias estiverem em segurança.