Brasil empata com o Chile no Mineirão

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Primeiro tempo

O primeiro lance de perigo foi do lado chileno. Logo aos 4 minutos de jogo, o atacante Vargas chutou de fora da área. Cavalieri caiu e defendeu firme, sem dar rebote.

Pouco depois, o primeiro gol. Após cobrança de falta pela esquerda do ataque, a bola passou pela defesa brasileira e, após desvio do ataque chileno, o zagueiro Marcos González, que joga pelo Flamengo, conseguiu subir mais que Réver e abriu o placar.

O Brasil só chegou ao ataque com mais força aos 11 minutos. Neymar sofreu falta no lado direito do ataque. Ronaldinho Gaúcho cobrou no centro do gol, para fácil defesa de Herrera.

Aos 13, quase o segundo gol chileno. O volante Mena conseguiu roubar a bola de Dedé no círculo central e saiu em disparada, quase sem marcação, e ficou frente a frente com o goleiro brasileiro. Por sorte, ele chutou fraco e Cavalieri conseguiu impedir que o Chile aumentasse o placar. No rebote, mais um susto para a torcida brasileira.

O Brasil respondeu logo. Após confusão na área, Jadson chutou no canto direito de Herrera, mas a bola acertou a base da trave do goleiro chileno.

O lance mais plástico do primeiro tempo foi do ataque chileno, aos 22 minutos. Meneses e Vargas tabelaram pelo lado direito do ataque, passaram por André Santos e, após um belo cruzamento, Rubio deu uma bicicleta e a bola passou rente à trave esquerda de Cavalieri.

Aos 24, a torcida soltou o grito. Neymar cobrou escanteio na medida para Réver. O zagueiro do Atlético-MG cabeceou firme, para o chão, e marcou o gol brasileiro.

Réver quase foi de herói a vilão em poucos minutos. Aos 28, perdeu a bola na defesa e derrubou Meneses na área. O árbitro paraguaio Carlos Amarilla não marcou pênalti.

O último lance de perigo do ataque brasileiro no primeiro tempo foi com Neymar: o atacante recebeu a bola livre, dentro da área, mas chutou com muita força, por cima do gol.

Segundo tempo
O Brasil voltou para a segunda etapa com mudanças na zaga e no ataque: Henrique entrou no lugar de Dedé e Alexandre Pato substituiu Leandro Damião.

A virada brasileira aconteceu aos 9 minutos do segundo tempo. Pato e Ronaldinho conseguiram envolver a marcação pelo meio e a bola chegou rapidamente em Jadson, que devolveu para Pato. O atacante do Corinthians tocou para Neymar empurrar a bola para as redes.

O empate do Chile veio com um um belo gol de Vargas, aos 18 minutos. O atacante chileno recebeu no centro do campo, avançou com a bola, conseguiu passar com facilidade pela marcação de Jadson e chutou de longe, surpreendendo o goleiro brasileiro.

O Brasil perdeu uma boa oportunidade dois minutos depois. Neymar e André Santos envolveram o lateral-direito chileno. André cruzou para o centro da pequena área, mas ninguém alcançou.

Entre os 20 e 26 minutos, Luiz Felipe Scolari fez três substituições. O volante Fernando, o atacante Osvaldo e o lateral-direito Marcos Rocha entraram nos lugares de Jadson, Ralf e Jean, respectivamente.

Aos 31, Neymar mostrou sua habilidade, embora tenha sido alvo de vaias por parte da torcida mineira. O atacante do Santos driblou quatro jogadores chilenos e tocou para Marcos Rocha. A zaga chilena conseguiu cortar e jogar a bola para escanteio.

O jogo ficou morno, com ligeiro domínio chileno. Novas emoções somente nos minutos finais. Aos 41, Osvaldo passou pelo lateral-esquerdo e, quando preparava para finalizar, já de frente ao goleiro Herrera, foi empurrado. O árbitro, mais uma vez, não marcou pênalti.

Um minuto depois, mais uma falha da arbitragem. No contra-ataque, dois chilenos chegaram livres à área de Cavalieri. O bandeirinha assinalou um impedimento inexistente.

O último lance marcante foi a expulsão do chileno Braulio Leal. Ele deu um carrinho de frente em uma dividida com Fernando e levou o vermelho, aos 45.

Convocação e próximos jogos
O amistoso desta quarta foi o último antes da convocação dos jogadores da Seleção Brasileira para a Copa das Confederações. Os nomes serão divulgados pelo técnico Luiz Felipe Scolari no dia 14 de maio.

O Brasil fará ainda duas partidas antes da competição: contra a Inglaterra, no dia 2 de junho, no Maracanã (Rio de Janeiro), e contra a França, no dia 9 de junho, na Arena do Grêmio (Porto Alegre). A estreia do Brasil na Copa das Confederações será no dia 15 de junho, contra o Japão, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

Brasil 2 x 2 Chile

Brasil: Diego Cavalieri; Jean (Marcos Rocha), Dedé (Henrique), Réver e André Santos; Ralf (Fernando), Paulinho, Jadson (Osvaldo) e Ronaldinho Gaúcho; Neymar e Leandro Damião (Alexandre Pato). Técnico: Luiz Felipe Scolari

Chile: Johnny Herrera; Cristián Álvarez, José Rojas, Marcos González e Eugenio; Mena, Braulio Leal, Fernando Meneses (Carloz Muñoz) e Lorenzo Reyes; César Cortés (José Fuenzalida), Vargas (Andrés Robles) e Patricio Rubio (Figueroa). Técnico: Jorge Sampaoli

Cartões amarelos
Fernando e Ronaldinho (Brasil) e Álvarez e Muñoz (Chile)

Cartões vermelhos
Leal (Chile)

Público
53. 331 torcedores

Renda
R$ 3.255.205,00

Árbitro
Carlos Amarilla (PAR)

Local
Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

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