Decisão do terceiro lugar da Copa das Confederações

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A tradição e a resistência do elenco somadas à qualidade do goleiro da Itália levaram a equipe europeia a conquistar o terceiro lugar na Copa das Confederações. Após empate em 2 x 2 no tempo normal e uma prorrogação sem gols, a Azzura venceu o Uruguai nos pênaltis por 3 x 2, na tarde deste domingo (30.06). O duelo foi na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), sob os olhos de 42.382 torcedores. Nos últimos três dias, a Itália jogou 240 minutos. A semifinal contra a Espanha também foi decidida nos pênaltis, com vitória espanhola.

Na decisão por pênaltis deste domingo, o goleiro Buffon foi decisivo. Pegou três cobranças uruguaias, de Forlán, Cáceres e Gargano, o que fez com que o último atleta italiano nem precisasse fazer sua tentativa. No tempo normal, a Itália abriu o placar com Astori no primeiro tempo. Na segunda etapa, Cavani marcou duas vezes e Diamanti fez o gol italiano. “É um grande orgulho para todos, porque hoje realmente era uma parada difícil. Seria mais difícil se não tivéssemos tido um caráter como esse. Durante a partida, sofremos muito, mas conseguimos chegar ao final. É um milagre estarmos aqui. O fato é que conseguimos não perder”, disse Buffon.

“Nós honramos essa competição. Tivemos um primeiro tempo maravilhoso, depois perdemos brilho e confiança. Eles cresceram, estávamos sofrendo, mas pênalti é sempre uma loteria. Existe um grande orgulho por nosso goleiro e todo o nosso time. Gostaria de agradecer a todos os rapazes, pois não é simples dar o máximo de si quando você está esvaziado, praticamente”, disse o técnico italiano, Cesare Prandelli, na saída de campo.

As medalhas foram entregues pelo secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, pelo secretário geral da FIFA, Jérôme Valcke, pelo CEO do Comitê Organizador Local, Ricardo Trade, pelo presidente da Federação Italiana de Futebol, Giancarlo Abete e pelo presidente da Conmebol, Eugenio Figueredo. A conquista do terceiro lugar rendeu à seleção da Itália a quantia de US$ 500 mil.

 

Bola rolando

No início do jogo, o trio de ataque uruguaio mostrou força. Aos cinco minutos, Suárez cruzou da direita para a esquerda do ataque. Forlán dominou e tentou encontrar Cavani na pequena área. A bola passou direto para a linha de fundo.

Dois minutos depois, a resposta italiana. Diamanti levantou no primeiro pau, Chiellini desviou de cabeça e assustou o goleiro Muslera. A bola saiu próxima ao poste esquerdo do goleiro uruguaio.

Aos 14, quase saiu o primeiro da Itália. Após cruzamento da esquerda feito por De Siglio, Candreva apareceu como elemento surpresa, na entrada da área, e chutou forte para defesa de Muslera. Candreva, aliás, apareceria novamente aos 19 numa finalização da intermediária, dessa vez com menos perigo.

Aos 23, a equipe europeia abriu o placar. Diamanti cobrou de pé esquerdo uma falta na lateral direita do ataque, na linha da grande área. A bola viajou, encobriu Muslera e acertou a trave. No rebote, ela tocou nas costas do goleiro e, embaixo do travessão, o zagueiro Astori deu o último toque antes de a bola balançar as redes.

O gol do zagueiro italiano não apagou o ímpeto uruguaio. Aos 29, Forlan chutou de longe e Buffon pegou sem problemas. Dez minutos mais tarde ele tentaria de novo e daria mais trabalho ao goleiro.

Aos 32, Forlán cobrou falta e Cavani completou para o gol, mas a jogada foi anulada por impedimento do atacante uruguaio. Menos de um minuto depois, El Shaarawy limpou a jogada na entrada da área e chutou forte: Muslera espalmou.

Aos 40, um lance que despertou polêmica. O zagueiro Chiellini foi cortar a bola dentro da área, mas pegou mal na bola e ela acertou seu próprio cotovelo. Os uruguaios reclamaram de pênalti, mas o árbitro mandou seguir.
Segunda etapa

A etapa complementar até começou com ritmo mais lento, mas rapidamente ficou claro que a Itália não tinha o mesmo vigor físico dos adversários sul-americanos. Assim, não demorou para o Uruguai tomar conta das ações ofensivas. Aos nove, Luis Suárez cobrou falta na direita do ataque, mas ficou na barreira.

Aos 12, a primeira igualdade. A Itália errou duas vezes em sequência na mesma saída de bola pela direita da defesa, na linha de meio campo, e ela sobrou para Gargano. O meia da Inter de Milão conduziu a bola em velocidade até as proximidades da meia-lua. Quando a marcação se aproximou, deu uma passe preciso, na diagonal para a esquerda. Cavani só precisou ajustar o corpo e tocar de primeira. A bola entrou rasteira, no canto esquerdo do goleiro Buffon.

O jogo

Aos 22, dois milagres seguidos de Buffon. Forlán apareceu de frente para o gol, pelo lado esquerdo da grande área. Após chute forte, o goleiro da Juventus espalmou. A bola voltou para o atacante uruguaio, que chutou novamente para nova defesa do goleiro, desta vez com o pé. Menos de um minuto depois, o meia Álvaro González chutou firme, da intermediária. A bola passou sobre a meta italiana.

Aos 25, a Itália teve um momento de respiro e soube aproveitar. El Shaarawy sofreu falta frontal, a poucos metros da meia-lua. Diamanti caprichou e desta vez não houve dúvidas sobre a autoria do gol. A cobrança entrou direto no canto esquerdo do goleiro Muslera para deixar novamente a Itália na frente.

Aos 32, Cavani de novo. E de falta. Ele cobrou com perfeição uma infração anotada no canto esquerdo do ataque. A bola entrou no canto direito de Buffon e selou os 2 x 2.

 

Tempo extra

Na prorrogação, o Uruguai chegou a reclamar duas vezes de pênaltis não marcados, ambos na primeira etapa do tempo extra. Na primeira vez, um zagueiro tirou a bola instantes antes do arremate de Suárez. Na segunda, aos 10 minutos, Suárez avançou pela esquerda da área e o zagueiro Chiellini impediu a conclusão usando o braço para afastar Suárez da jogada. O árbitro entendeu que não houve falta.

Na segunda etapa do tempo extra, a Itália sofreu novo baque. Montolivo, que recebeu um cartão amarelo no tempo normal, levou o segundo e acabou expulso aos cinco minutos. Ainda assim, conseguiu segurar as investidas uruguaias, principalmente com Forlán e Cavani, e a partida será decidida nos pênaltis.

 

Penalidades

O Uruguai começou a cobrança de pênaltis com Forlán. Ele chutou bem no meio do gol e Buffon defendeu. Aquilani chutou bem forte no ângulo esquerdo de Muslera e deixou a Itália em vantagem. O atacante Cavani, autor dos dois gols uruguaios na partida, converteu. El Shaarawy não deixou por menos e também fez o dele.

O terceiro pelo Uruguai foi Suárez, que tomou distância e bateu sem chances para Buffon. O jovem lateral italiano De Sciglio não teve sucesso: Muslera defendeu o chute. Naquele instante, estava tudo igual, mas o Uruguai voltou a ficar em desvantagem após a fraca cobrança de Cáceres, que ficou facilmente nas mãos de Buffon. Giacherini converteu mais um para a Itália. Na quinta cobrança, Gargano, pelo Uruguai, teve o chute defendido mais uma vez por Buffon e a Itália nem precisou bater o último.

Uruguai (2) 2 X 2 (3) Itália

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 30 de junho de 2013, domingo
Horário: 13 horas (de Brasília)
Árbitro: Djamel Raimodi (Argélia)
Assistentes: Abdelhak Etchiali (Argélia) e Redouane Achik (Marrocos)

Cartões amarelos:
Maxi Pereira e Luis Suárez (Uruguai); Chiellini (Itália)
Cartão vermelho: Montolivo (Itália)
Gols: Astori (Itália), aos 23 minutos do 1º tempo; Cavani (Uruguai), aos 12, Diamanti (Itália), aos 27 minutos e Cavani (Uruguai) aos 32 minutos do 2º tempo.

Uruguai: Muslera; Maxi Pereira (Álvaro Pereira), Lugano, Godín e Cáceres; Arévalo Ríos (Pérez), Gargano e Cristian Rodríguez (Alvaro González); Forlán, Suárez e Cavani
Técnico: Óscar Tabárez

Itália: Buffon; Maggio, Astori (Bonucci), Chiellini e De Sciglio; Montolivo, De Rossi (Aquilani) e Candreva; Diamanti (Giaccherini); El Shaarawy e Gilardino
Técnico: Cesare Prandelli

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