O país do futebol ganhou a Copa das Copas

Equipe Ludopédio

Alguns entendiam que a Argentina reencarnava o parreirismo brasileiro de 1994 e Messi seria uma espécie de Romário, com coadjuvantes semelhantes àquela campanha do tetra, como Dunga (Mascherano), Taffarel (Romero) e Bebeto (Di Maria).

Uma maioria tinha uma certeza empossada de torcida de que o time alemão era absolutamente superior ao sulamericano, e conforme dizia um cartaz nas arquibancadas rubro-negro-amarelas do Maracanã: “We won´t let Argentina win in your home”.

De fato os alemães não permitiram que isso ocorresse. E o prognóstico de uma supremacia absoluta germâmica ou o protagonismo ‘messiânico’ também não se confirmaram.

Messi teve ao menos duas vezes a chance de ser o melhor do mundo novamente, mas parou em Neuer e em si mesmo. Messi ainda é um fora de série, mas o Futebol cada vez menos premia heróis solitários.

O Futebol premiou uma geração amadurecida. Apesar da dificuldade e de todos os riscos, a confiança dos alemães era permanente. O belo gol de Mario Götze no segundo tempo da prorrogação não foi um chuveirinho para um grandalhão cabecear. O gol to título surgiu de um passe preciso de Schürrle para o camisa 19 que mata no peito e de voleio estufa a rede de Sergio Romero.

“Götzinho” assim é chamado por ter um jeito brasileiro de jogar futebol. Götze é um dos símbolos do novo futebol alemão, esse sim o país do futebol.

 
Alemanha 1 x 0 Argentina

 

Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Data: 13 de julho de 2014, domingo
Horário: 16h (horário de Brasília)
Público: 74.738 torcedores
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Assistentes: Renato Faverani e Andrea Stefani (ambos ITA)
Cartões amarelos: Schweinsteiger e Howedes (ALE); Mascherano e Aguero (ARG)

GOL:
ALEMANHA: Gotze, aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação

ALEMANHA: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Schweinsteiger e Kramer (Schurrle); Muller, Kroos e Ozil (Mertesacker); Klose (Gotze) Técnico: Joachim Low

ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia, Enzo Pérez (Gago) e Messi; Lavezzi (Aguero) e Higuaín (Palacio) Técnico: Alejandro Sabella